Textos que Descreva a Si Própria

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Deus é a própria morte.

Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...

Por que Deus é a morte?

A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.

A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.

A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.

A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.

A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.

A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.

Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?


Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?


A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.

É fácil alguém fechar os ouvidos para a sua versão
e erguer a própria voz como se fosse a única verdade.
É fácil subir no monte e se declarar grande,
quando o único verdadeiramente grande é Deus.


Fora isso, somos todos iguais.
O que muda não é o tom do discurso
nem o título que alguém carrega,
mas a essência que sustenta o silêncio.


Porque quem é de verdade
não precisa anunciar,
não precisa convencer,
não precisa se impor.


A verdade caminha sozinha
e se revela sem dizer uma palavra.

Davi foi rejeitado, esquecido até pela própria casa, ignorado por quem achava saber quem ele era. Mas Deus viu o que ninguém viu. Enquanto o mundo escolhe pela aparência, Deus escolhe pelo coração.
Nem sempre quem pensa saber o seu lugar, realmente entende o propósito. Às vezes, nem você sabe quem é, até Deus chegar e revelar.
A rejeição não era o fim de Davi, era o caminho. O que parecia atraso era preparo. Quando Deus decide, ninguém impede: Ele tira do anonimato, honra o esquecido e coloca no lugar que sempre foi seu por direito.

Eu não sou igual a você.
E você não é igual a mim,
porque cada um carrega sua própria história.
Não é a comparação que nos define,
é a singularidade.
Cada qual com sua inteligência,
sua força,
sua forma de ser independente.
Você me ensina pelo que é,
sem precisar explicar.
Eu te ensino pelo que sou,
sem precisar competir.
Aprendemos um com o outro
quando entendemos que igualdade não é cópia,
é respeito.
E diferença não é distância,
é riqueza.

O homem fraco diz:


Primeiro isso… depois aquilo…
Ele vive adiando a própria evolução.
Mas o homem forte mentalmente entende algo poderoso…
O tempo não se organiza sozinho.
Você é quem organiza.
Ele estuda.
Ele trabalha.
Ele constrói relações.
Não porque a vida é fácil…
Mas porque a mente dele é disciplinada.
A diferença não está nas oportunidades.
Está na gestão.
Mentalidade forte não espera o momento ideal.
Ela cria o momento.”

Exigir maturidade de quem vive na ilusão é desperdiçar sua própria paz em um poço sem fundo.
O tempo corre veloz e não aceita devoluções, tornando um luxo insistir no que é estéril.
Saber a hora exata de se retirar de diálogos vazios é o maior sinal de sabedoria prática.
Direcione sua energia preciosa apenas para os solos férteis

A ORIGEM DA TUA PRÓPRIA LUZ

Quando o Coração Aprende a Amanhecer

Há caminhos que ninguém pode trilhar por você.
E não é castigo — é bênção.
Porque é nesses caminhos silenciosos que a alma aprende a conversar consigo mesma.

Quando a gente finalmente escuta o próprio coração, percebe que ele sempre tentou avisar:
“Eu também preciso de cuidado.”

O amor próprio não nasce de gritos nem de vitórias grandiosas.
Ele brota devagar, igual grama depois da chuva.
É um carinho que você dá pra si mesmo no dia em que ninguém deu.
É o jeito que você decide se olhar com respeito, mesmo quando o mundo disse que não valia tanto assim.

Quem aprende a se amar, aprende a se erguer.

Você não precisa ser perfeito pra ser digno.
Perfeição é fantasia cansativa.
O que transforma é honestidade interna.
Dizer pra si:
“Tá difícil… mas eu ainda tô aqui. E isso já é vitória.”

O amor próprio é fogo lento.
É o tipo de chama que não invade, não explode — mas ilumina.
Uma luz calma, profunda, que vai ocupando o peito até você perceber que sempre teve um lar dentro de si.

Quem se escolhe primeiro nunca fica por último.

Respeito próprio é o irmão mais velho do amor próprio.
Ele te puxa pelo braço quando você insiste em ficar onde não merece estar.
Ele diz:
“Vamos embora. Não precisa aceitar migalhas. Você é banquete.”

E quando esse respeito vira hábito, a vida começa a te tratar do jeito que você se trata.

A alma não quer aplausos.
A alma quer descanso.
Quer paz deitada no colo do próprio valor.
Quer silêncio que cura.
Quer espaço pra florescer sem pedir permissão.

Quando você aprende a se amar, até o espelho começa a te olhar com mais carinho.

Algumas dores não são inimigas — são professoras.
Elas mostram onde a gente precisa se abraçar mais.
Mostram onde ainda falta luz.
E mostram, principalmente,
que todo ser humano carrega um universo inteiro dentro do peito.

E quando esse universo desperta…
ninguém segura a tua luz.

O vento é a própria essência da liberdade, um sopro de mudança e a força invisível que molda a paisagem. Ele não se importa com opiniões, simplesmente é: forte ou suave, mas sempre autêntico. Sinta sua brisa na pele e deixe suas emoções fluírem sem reservas.


Ele carrega histórias, sussurros e a sensação de que tudo está em constante movimento. O vento nos convida a nos libertarmos, a soltar amarras e a abraçar o novo. Que sua conexão com ele inspire sua jornada. Seja como o vento: verdadeiro, livre e dono do seu próprio caminho. Minha vida é como o vento!

​"A ingenuidade foi o ralo da minha própria fundação, dando a luz do meu núcleo pra quem só traz escuridão.
A vida exige um tributo de quem ousa ser criador, se a obra custa o meu sangue, o alquimista é o cobrador.
O que toma o meu limite não me devolve a metade: encerrei os meus favores. Instalei a gravidade."

Quem criou a humanidade?


Em certo sentido, a própria humanidade.


Foi a ciência que nos afastou da simples condição de sobrevivência e nos conduziu à civilização.


Sem conhecimento, seríamos apenas criaturas guiadas pelo instinto.


Talvez a maior criação do ser humano tenha sido justamente a capacidade de compreender a si mesmo e transformar o mundo ao seu redor.


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Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.


Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.


Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.


E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.






Livro: La Vereda por Lucci Santz

Cheguei a um ponto da vida em que comecei a questionar a própria utilidade da cultura. Não porque o conhecimento tenha perdido seu valor, mas porque percebi que saber mais nem sempre significa viver melhor. A cultura amplia a consciência, mas também revela a dimensão da ignorância, da hipocrisia e das contradições humanas. Talvez o verdadeiro desencanto esteja justamente nisso: quanto mais compreendemos o mundo, menos ilusões nos restam sobre ele.


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"Não há fato mais miserável do que o ser que não tem brilho ou sombra própria e precisa eclipsar o brilho do outro. Ter uma sombra exige profundidade. Quem só sabe copiar é tão oco que nem sombra consegue projetar sozinho — precisa da luz alheia até para existir."

- Leandra Pinheiro

Ser manso não é ser fraco.
O manso é o forte que controla a própria força.
O fraco se acovarda diante do medo.
O manso enfrenta o medo, mas escolhe agir com domínio próprio.
O fraco se cala por falta de coragem.
O manso se cala por sabedoria.
O fraco reage por impulso quando perde o controle.
O manso responde com firmeza porque domina a si mesmo.
A verdadeira força não está em ferir alguém, mas em ter poder para fazê-lo e, ainda assim, escolher o que é justo.

Cuidar-se


Cuidar-se é voltar ao casulo para reencontrar a própria essência, renovar as energias e buscar o alimento que fortalece a alma. É resgatar a paixão pelo ensinar, que muitas vezes, se perde em meio à rotina, às demandas e aos desafios da profissão docente.
A lagarta representa o tempo da dasaceleração. É permitir-se caminhar em passos mais lentos, respeitando o tempo necessário para olhar para dentro de si , acolher as emoções e reconhecer as próprias necessidades .
Nesse movimento de recolhimento e transformação, nasce a força para recomeçar.
E, então surge a borboleta: símbolo da leveza da alma , da mente, das atitudes e das práticas pedagógicas . Um educador que se cuida ensina com mais sensibilidade, inspira com mais autenticidade e transforma com mais amor .
E chega o momento do voo. Voar é acreditar que sempre é possível ir além , superar limites, reiventar-se e alcançar novos horizontes . Afinal, quem cultiva o autocuidado descobre que pode , sim , ir além do sol. Transforme, transforme-se e alce voos cada vez mais altos.








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Das escolhas
Sua vida é como é por sua própria escolha, né, não?
Neste exato momento você está lendo este texto. Óbvio, né?
Você realmente queria lê-lo. Não tenho dúvidas... se não quisesse, teria passado adiante depois de ler o título, não é?
Sabe aquelas pessoas que ficam o tempo todo falando que gostariam de estar em outro emprego, morando numa Ilha paradisíaca – by the way, eu moro... – que não aguentam mais estar naquele relacionamento que suga todas as suas energias, que queriam estar fazendo isso ou aquilo... mas estão presas em uma camisa de força que é a sua própria vida?
Pois é. Essas pessoas se esqueceram de que foram elas – e somente elas – que se colocaram em tal situação.
Aaaaaa mas as circunstâncias!!!!! sim, há as circunstâncias, mas no fim de tudo foi a própria pessoa que escolheu estar onde está.
As circunstâncias talvez cobrassem um preço muito alto para a não escolha de uma vida diferente... e, às vezes, isso ocorre bem inconscientemente, a pessoa vai optar por uma vida vítima das circunstâncias... inconscientemente.
E o resultado? Bom, no mínimo, o trem da própria vida estará sempre na estação errada... o timão da sua vida estará sempre na mão de outra pessoa.
Sim, Rosangela... mas
Nem 'mas'... nem 'meio mas'... você está onde está por sua livre e espontânea vontade... e pode voar pra bem longe... por sua livre e espontânea vontade.
Claro... haverá consequências.
Porque toda ação tem uma reação. E, sendo assim, suas reações podem ser quaisquer que você queira...
E, quanto às consequências da ação escolhida?
Bem....
Isso você resolve depois 😘

Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.


E aí teve o beijo.


Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.


Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.


Eu me senti descartável.


Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.


E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?


O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.


E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.


No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.


Agora me conta, você já se sentiu assim também?

Somos a própria informação de que o universo é feito. Nossa presença no cosmos brilha tanto quanto a das galáxias e nebulosas distantes. Tecemos a variedade que compõe o todo, ainda que apenas a humanidade insista em buscar graça e propósito nesta imensidão tão vasta e monótona.
Juliano Assis

Calçadas ao mundo.
Andamos sobre concreto, mas muitas vezes tropeçamos na própria indiferença. Calçadas que deveriam ser caminhos, setornam muros que se erguem sem aviso.
O cadeirante encontra barreiras, o cego tropeça no invisível, o idoso sente o peso do mundo que outros ergueram sem perceber.
Não é só pedra ou cimento, éfalta de olhar, de cuidado, de consciência.
O ego sobe alto, enquanto a empatia fica no chão.
Cada passo é responsabilidade, cada gesto é construção. Não fique esperando só pela prefeitura da sua cidade. Seja você a pessoa que fará a diferença, será que você vai esperar
Seu filho, sua mãe ou alguém que você ama sofrer para fazer a calçada acessível?