Textos para Reencontros
CANSEI DE SER OTÁRIO
Por um minuto
Eu pensei que fosse amor
Só que ela me deixou abandonado
Nos becos da viela
Nos bar da favela
Chorando sem ela.
Porém encontrei abrigo
Quem estar hoje comigo
Merece tem um amigo
Um amante um marido
Vou ser tudo que ela sonhou
Em troca eu só quero um pouquinho de amor.
Não quero ser enganado
Cansei de ser otário
Agora você vai comer no mesmo prato
Que comi
Vai me ver passar com outra
Feliz assim
Poeta Antonio Luís
7:16 AM 23 de julho de 2016
Invernou
Invernou e a temperatura caiu
Esfriou-se e o nosso amor ruiu
Como uma estação acabou-se
Como algo que é finito
Expirou-se totalmente.
Invernou e a temperatura subiu
Esquentou-se e o frio sumiu
E na estação que se chama inverno
Camisetas, bermudas e chinelos
Substituíram os casacos, as botas e os ternos.
Invernou e nos reencontramos
Fez-se um novo amanhecer em nossos planos
E do que outrora era ausência e dor
Transformara-se em presença e esplendor
Temperado com chocolate quente, abraços e muito amor.
Edson Luiz, São Paulo, início do Inverno de 2015
Entre o vento carregado, vem uma triste canção,
que desmancha meus ouvidos com notas compaixão,
minhas mãos congelam os dedos, os meus pés não sentem o chão,
minha alma se arrepia e despedaça o coração,
o meu rosto esmorecido faz de tudo pra sorrir,
mas os olhos encharcados me lembra do despedir
faço tudo pra espantar a dor,
faço tudo pra erguer as mãos,
o meu mundo todo desgastado cheio de buracos, sem coloração,
as estrelas esconderam o brilho
pra me enfraquecer, fazer cair,
minhas lágrimas abrem a porta e resolvem sair
preciso viver, tenho que partir,
partir na estrada seguindo o nada até encontrar o que falta em min,
tem algum lugar? perto assim de min?
no meio da mata entre árvores altas, onde o meu rosto, consiga sorrir
tenho que correr, pra longe daqui,
preciso de paz, não vou olhar pra trás
se cansar continuar, se arrastar se cair
no fim do caminho, achar um lugar,
onde o meu corpo fraco consiga de novo se reencontrar.
Noites frias, silêncio absoluto na escuridão da noite.
Meus passos são ouvidos por aqueles que são donos da noite, observo apenas o brilho dos seus olhos que observam meus passo.
Estou caminhando a tempos; me perdi nos pensamentos de minha mente. na busca de ouvir sua voz, e encontrar seus olhos, já não sei onde estou. você é minha luz, eu apenas sou uma sombra perdida, na estrada.
Estou cansado,perdido,sozinho; já não sei mais chorar, meus olhos secaram,minha mente se fez como a noite; escuridão,vazio, silêncio absoluto, até meu sorriso se foi com o dia. não sinto medo, esperança somente é uma palavra que muitos buscam entender seu significado. Tudo foi um dia; um dia tudo se foi,e hoje não existe,ontem se perdeu, o amanhã quando chegar, se fez no hoje que não existe. Silêncio absoluto da noite, gritando em minha alma, ensurdecedor é o silêncio,meu corpo dói, minha alma sofre, sentimentos que não compreendo se fazem no meu ser. Talvez um dia possa encontrar o caminho do amanhecer e reencontrar o sol,a esperança,a voz do saber, a certeza que vivo por encontrar o caminho do amor.
Sabe aquele momento que o pensamento tomam conta de nossa mente, nos tirando da realidade, e somos levados ao mundo dos nossos sonhos;
é! estive caminhando na estrada da solidão, e te encontrei no percurso dessa estrada, juntos caminhamos em busca da felicidade;
a estrada da felicidade; longa foi a caminhada e no processo da nossa evolução, descobri que a felicidade lá estava em nós;esperei tanto tempo e não percebi que era você; você é a minhafelicidade, me esperando.
pegando-me pela mão, nos sonhos guardados em minha mente, tornaram-se minha realidade.
A alegria transborda em meu coração;e ao reelembrar dos momentos lindo que vivemos.
não sou mais os passos de um presente vivo.
mas lembrança de um passado esquecido. e no cair da noite sou a sua lembrança mais presente.
quero sempre caminhar contigo de mãos dadas, e poder dizer-te que te amo eternamente.
Somos Luz e Sombra
Sussurros de um diálogo silencioso,
onde o claro é tão fugaz quanto o escuro,
e ambos se fundem na incerteza do ser.
A cor, um pensamento em transição,
nasce da ausência, da falta,
enquanto a sombra dança na periferia,
desafiando o olhar, questionando a essência.
Entre o visível e o oculto,
um jogo de percepções,
onde a sombra não é ausência,
mas uma pausa necessária para a luz.
Somos feitos dessas ambiguidades,
fragmentos de luz que se perdem na sombra,
e sombras que nos fazem buscar um reflexo,
procurando sentido na penumbra.
No entrelaçar de contrastes,
a beleza do incerto se revela,
uma harmonia de opostos que nos molda,
sem prometer respostas,
apenas o caminho.
Luz e Sombra,
eternas companheiras,
desafiam o que somos,
convidando-nos a aceitar,
que talvez, a verdade esteja no meio.
Amizade é isso...
Não importa se estamos perto ou longe, se conhecemos novas pessoas e com essas criamos novos laços.
Não importa o espaço entre os encontros,
Não importa se não trocamos mensagens diariamente.
Nada importa, porque sabemos que quando estamos juntos, é sempre uma festa e recheada de muitas gargalhadas e alegrias.
E é essa alegria, o combustível que precisamos, para aguardar o momento de um novo reencontro.
Eterno Vínculo
Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.
Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.
Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.
Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.
No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.
Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.
Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.
Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.
Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.
Me sinto velho demais, apesar da pouca idade...
Não tenho mais aquele vigor. Não me referindo ao vigor físico, mas a disposição de submeter-me a certas situações da vida. Novas ou novamente. Não importa.
Custa muito se reencontrar e alcançar aquela paz, antes considerada inalcançável.
Naqueles momentos de turbulência onde vemos nossa estrutura inabalável escorrendo pelas mãos e achamos que nunca mais a teremos de volta...
Mas sem aviso prévio ela vem, trazendo consigo aquela paz.
AH! Aquela paz... Cura...
Hoje eu acordei sem dores, acordei na leveza das águas do mar. Uma sensação grandioso, "positive vibration".
Após muitos anos, na incerteza, vivendo a falta, tive um acalento: a tua presença. A felicidade que não se pode esconder atrás do explícito sorriso, meus olhos molhados de alegria não escondem o evidente.
Não tenho dúvidas que o tempo é muito precioso e implacável, mas pouco ou falível para poder apagar o mágico e verdadeiro sentimento.
Obrigado mais uma vez, que o tempo passe e deixe sempre os rastros do reencontro.
A MISSIONÁRIA QUE MORAVA EM MIM
por Diane Leite
Desde pequena eu sentia.
Antes de entender o mundo, eu já queria salvá-lo.
Disse que queria ser freira. Não por religião — por missão.
Eu queria me doar.
Queria dar meu tempo, meu dinheiro, meu colo.
E dei. Dei tudo.
Mesmo quando diziam que era burrice, que era exagero.
A minha alma sempre soube o que estava fazendo.
Trabalhei cedo. Dividi tudo o que ganhei.
Nunca me importei com o que voltava.
Porque, de algum jeito, o universo me devolvia em mágica.
Só deixou de devolver quando eu tentei ser racional.
Foi aí que tudo parou de fazer sentido.
Porque a mente mente.
E quando ela assume o volante, você esquece quem é.
Você passa a viver para caber.
E eu tentei caber.
Em festas que me esvaziavam.
Em jantares que me entediavam.
Com pessoas que não sabiam o que era dividir uma ideia, uma alma, um silêncio.
Enquanto elas bebiam até cair,
eu só queria uma conversa que me fizesse arrepiar o coração.
Mas sorria, fingia.
Voltava para casa sentindo que minha vida era uma fraude.
Como se todo mundo estivesse vivendo — menos eu.
Tinha tudo para parecer feliz.
Mas eu não estava lá.
Eu não estava em lugar nenhum.
Só seguia. Por medo de decepcionar. Por medo de estar sozinha.
Por medo de olhar no espelho e ver que eu me deixei para trás.
Me escondi no peso, na comida, nas desculpas.
102 kg de dor, de cansaço, de excesso de silêncio engolido.
Estava cercada. Mas sozinha.
Povoada de vozes, mas muda por dentro.
E aí eu parei.
Desabei.
Caí na minha própria alma.
Me tranquei do mundo.
Não por depressão — por reconstrução.
Porque se eu não morresse para aquilo, eu ia morrer de verdade.
Fiquei meses em cima da cama.
Pensando.
Chorando.
Escrevendo.
Ressuscitando partes minhas que tinham sido silenciadas para agradar os outros.
A criança que sonhava em mudar o mundo voltou.
Mas agora sem véu.
Agora com voz.
Agora com cicatriz.
Hoje eu não imploro mais por pertencimento.
Hoje eu não me encolho para caber.
Hoje eu olho nos olhos e digo:
Se não for pra me transbordar, me deixe com minha solitude. Ela me conhece melhor que qualquer multidão.
Não nasci para ser amada por todos.
Nasci para amar com força, com fé, com entrega.
Mas só onde há solo fértil.
Não rego mais terra seca.
Hoje eu sou a mulher que abracei depois que todo mundo foi embora.
Sou a mãe que meu filho precisava.
Sou a amiga que eu pedi a Deus.
Sou minha.
E isso… isso é sagrado.
O sentimento que anda perdido, incrível? Já imaginou o amor perdido? Se tivesse perdido, eu diria "so se acha o que está perdido." Assim, causando o reencontro do amor. Não falo de amor passado se reencontra, sim, os próprios sentimentos se reconhecer e se tornando mais forte do que era antes. Se o amor já era forte, imagine quando ele faz o reencontro todos os dias ou todas as oportunidades? O amor é um sentimento crescente onde passa por desencontro e encontro. Os desencontros são a pior parte do amor porque é onde fica a saudade pelo fato de ser onde ficamos longe de quem
amamos e o reencontro é como um remédio tipo um bad-aid que você coloca em uma ferida e alivia toda as dores da saudade. Não tem coisa pior pra duas pessas que se ama o desencontro ou distância. A melhor
coisa pra quem ama é está junto.
Quem sou eu?
Por que este ser falível procura as réstia de quem é?
Ontem pensava me conhecer...
Hoje vejo que nunca soube de fato quem sou...
Uma infinita saudade do eu, me toma.
Mas na minha escuridão, vejo luz...
E a ela persigo insistentemente, até olvidar em brados de alegria a memória que escondi sobre mim...
Um Encontro de Lembranças Ardentes
Na quietude da noite, uma lembrança tua veio como um sussurro suave, despertando em mim uma mistura de saudade e desejo. Recordo-me da nossa primeira vez, quando o tempo pareceu desaparecer, e apenas nós dois existíamos no calor da paixão.
A noite estava envolta em mistério, e nossos corpos ansiosos dançavam ao ritmo da luxúria, como se fosse a primeira e a última vez. No silêncio do quarto, tua voz sussurrava desejos, teus olhos refletiam o fogo da paixão, e eu me perdia na profundidade do teu ser.
Lembro-me vividamente do toque suave da tua pele, da forma como teus lábios buscavam os meus em busca de um amor ardente, e da maneira como te entregavas sem reservas, explorando cada canto do meu ser com ternura e paixão.
Na penumbra do quarto de motel, nossos corpos se entrelaçaram em um ballet de prazer e emoção, onde cada movimento era uma sinfonia de gemidos e suspiros, e cada carícia era uma promessa de amor eterno.
E naquele momento de êxtase, quando nossos corpos se uniram em uma dança divina, o mundo exterior desapareceu, deixando apenas o eco dos nossos corações batendo em uníssono, como se fossem uma só alma apaixonada.
Hoje, ao relembrar aquela noite de paixão desenfreada, sinto-me tomado por um desejo intenso de reviver cada instante ao teu lado, de mergulhar novamente nas profundezas do teu ser e de me perder nos labirintos do teu amor.
Que essa lembrança avive em ti a mesma chama de desejo e paixão que arde em mim, e que possamos nos reencontrar em um novo capítulo dessa história de amor que transcende o tempo e o espaço.
Com amor e saudade,
Ítalo do Couto Ferreira.
Às vezes, em momentos de quietude, sinto como se um fio delicado e invisível me puxasse em direção a um destino que ainda não consigo ver claramente, mas que sei que é verdadeiramente significativo. É como se houvesse um elo sutil, tecido não de fios, mas de memórias e promessas, que me liga a você. Mesmo separados pela distância e pelo tempo, esse fio nos mantém unidos, uma doce lembrança de que, não importa onde estejamos, fazemos parte de uma mesma trama.
Sinto saudades, não apenas das palavras e risos compartilhados, mas também da tranquila certeza de estar ao seu lado. Há um desejo persistente, um anseio que o tempo não consegue apagar, de encontrar novamente o calor da sua presença, de entrelaçar novamente nossas vidas de forma que só a verdadeira conexão permite. Essa esperança, alimentada pelo fio vermelho do destino, é o que me guia através dos dias de espera.
Creio firmemente que, como as almas predestinadas das histórias antigas, nosso reencontro está traçado nas estrelas. Esse fio, que nem a distância, nem as adversidades conseguem romper, me faz crer que cada momento que passamos separados é apenas um prelúdio para o alegre capítulo que ainda vamos escrever juntos. Com isso no coração, aguardo nosso próximo encontro, confiante de que ele trará de volta a alegria plena que só a sua companhia pode oferecer.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
A minha alma está em guerra, lutando contra a correnteza das incertezas. Meu coração insiste em não desistir de você, mesmo quando a esperança parece ser uma lâmina afiada que me corta ao tentar segurá-la.
Ainda assim, meu amor não se rende. Talvez amanhã o vento sussurre novas promessas e o sol ilumine o caminho que nos leva um ao outro. Sei que é difícil, e que a dor às vezes rouba o fôlego, mas o que sinto por você é forte demais para se apagar nas sombras de uma noite difícil.
Até lá, vou continuar sonhando. Quem sabe, em um amanhecer próximo, seus olhos encontrarão os meus e, enfim, a tempestade dará lugar à calmaria que tanto desejo ao seu lado.
Preciso confessar… Suas palavras fizeram meu coração acelerar de um jeito que há muito não sentia. Jamais imaginei que alguém pudesse esperar por mim, em silêncio, com esse olhar de encantamento. Saber que minhas postagens despertam algo tão doce em você me faz sentir especial, como se cada imagem tivesse sido feita para alcançar seu olhar.
Se soubesse que despertava em você essa paixão silenciosa e tão intensa, talvez tivesse deixado no ar sinais de que meu coração também buscava por algo assim. Agora, ao ler o que sente, entendo que, talvez, meu destino seja esse: me perder e me reencontrar no brilho dos seus olhos, onde tudo parece, enfim, fazer sentido.
Quando nossos olhos se cruzarem novamente, será que o universo vai segurar a respiração como fez outrora? Será que meu coração, já tão calejado pelas tempestades, ainda encontrará em ti o abrigo que sempre procurou?
Eu me pergunto se o tempo, com seu pincel impiedoso, apagou os contornos do que fomos ou se, ao contrário, traçou com mais nitidez as linhas do que ainda somos. Será que tua voz, ao pronunciar meu nome, terá o mesmo tom de melodia que embalava meus sonhos?
E se, ao nos vermos, o passado decidir se erguer como um sopro de brisa, trazendo de volta os sorrisos, os toques, os olhares que falavam mais do que mil palavras? Serei eu ainda aquele que fazia tua alma dançar? E tu, serás ainda meu refúgio, meu norte, minha paz?
Sei que o amor verdadeiro não teme a distância nem a poeira dos dias. Ele dorme em silêncio, mas desperta em chamas ao menor vislumbre de sua razão de existir. Quando nos encontrarmos, não quero que sejamos como fomos. Quero que sejamos mais. Quero que o tempo se curve diante de nós e que, entre o hoje e o outrora, descubramos que sempre fomos infinitos.
Sempre singular comigo...
Eis que ressurge...
Saindo de mim feito enxurrada...
Tanto erro passado...
O que nunca foi perdido...
Mas que sempre é reencontrado...
A vida não explica...
Nem sob medida...
Queria não ser um perigo...
Fazer nada escondido...
Do pecado que cometi...
Ser o alvo escolhido...
Quem não me conhece...
Que me procure...
Que me encontre...
Que me espere...
Talvez não tenha acabado...
Talvez esteja só começando...
As coisas lá do céu...
Sandro Paschoal Nogueira
