Textos para os meus Amigos Loucos
ouça o que diz meus pensamentos.. não queira nem pensar
se sabes que te amo ... e digo que te odeio
se sabes q te quero.... e digo q te esqueci
se sabes que sofro de saudades ... e digo que nem me fazes falta
cuide dos meus encantos ;pois um dia o desencanto me fazes te esquecer
e ai não mais te amarei .. não mais vou te querer ...não mais vou ter saudades
e o pensamento vai se apagar ....
as luzes que estão na escuridão não me fazem mau,
quando acordo estou na solidão,
fecho meus olhos e te encontro,
ate penso que é um sonho,
mais é real a luz toca meu coração,
entre todos sentimentos de vaidade,
sou a penas uma luz na escuridão,
olho para céu não vejo nada,
olho para dentro de mim á muitas estrelas,
sinto a realidade dentro de mim,
o tempo nada significa...
apenas a luz que está dentro de mim.
por celso roberto nadilo
"Dar-te-ei finalmente os beijos meus
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
Esses embalam, esses secam, mas esses ficam.
(...)
Dar-te-ei a mim mesma agora
E serei mais que alguém que vai correndo pro fim
Esse morre, envelhece, acaba e chora.
Ama e quer, desespera esse vai... mas esse volta!"
Vestígios dos meus passos rastros
onde o amor vive, insiste e resiste
nesta areia fina da nossa existência.
Os rastros apagam-se sem lembranças
evaporadas sem saída, becos escondidos.
Caminhos lúcidos sem relutância ou resistência
trilhei um verso, uma prosa de uma flor
de uma rosa, orquídea, jasmim, perfumadas.
Desfiz-me num maltrapilho de mim mesma
transfigurei uma sombra refletida e sentida
em tempo e afeição, desilusão num encanto.
Sonho acordado aquarela aquecida do poeta
que renove as dores da saudade, amor ou solidão
vivendo de amores perdidos talvez no coração.!
Queria poder por em palavras meus sentimentos,queria poder ti dizer o quanto voce me faz bem.
Mas nao tenho palavras e nen como demonstrar tal sentimento.Voce trouxe a alegria que eu precisava pra sorrir,voce trouxe a cor que nessecitava pra viver.
Voce é o meu hoje...o meu amanha e o meu futuro..Obrigada..
mato, meus sentimentos desvairados...
no crepúsculo do meu coração...
abandono tudo que interpreto...
na solitude tua garras são flores,
puro engano da tua plenitude,
jogo meus sentimentos com azar,
tudo é feito para manipular...
o que sinto e vivo...
a mídia é uma sinfonia de engodo,
no qual todos que se beneficiam estão no poder,
a dor no fundo da alma por ver um povo...
tão sofrido se a base da riqueza dos poderosos...
o que tudo isso que se não um negocio,
aonde tudo é absolutamente lucro,
sinto a tristeza mas a um fogo,
que cresce na minha alma,
esse fogo esta espalhando se tudo parte da luta...
por uma vida melhor,
não deixe que eles dominem você.
por celso roberto nadilo
afogo meus sentimentos em um copo de veneno,
vanglorio cada momento nessa despedida,
desse que foi o amor embora não compreenda,
seja mais a morrer de amor parece uma doença,
sei que não acharam a cura,
só a bebida para afogar as magoas, ou veneno tardio,
que acalma o desespero no final nada acaba,
embora o passado seja melhor remédio,
a dor sempre será intercalada no nome do desejo,
me calo na escuridão murmuro meus pensamento,
no foi por que foi então já se foi,
nada como antes apenas o tempo passou,
as marcas no coração são vestígios da emoção.
por celso roberto nadilo
A Esperança da Humanidade
A vida política, porém, veio como um trovão desviar-me dos meus trabalhos. Regressei uma vez mais à multidão.
A multidão humana foi a maior lição da minha vida. Posso chegar a ela com a inerente timidez do poeta, com o receio do tímido; mas, uma vez no seu seio, sinto-me transfigurado. Sou parte da essencial maioria, sou mais uma folha da grande árvore humana.
Solidão e multidão continuarão a ser deveres elementares do poeta do nosso tempo. Na solidão, a minha vida enriqueceu-se com a batalha da ondulação no litoral chileno. Intrigaram-me e apaixonaram-me as águas combatentes e os penhascos combatidos, a multiplicação da vida oceânica, a impecável formação dos «pássaros errantes», o esplendor da espuma marítima.
Mas aprendi muito mais com a grande maré das vidas, com a ternura vista em milhares de olhos que me viam ao mesmo tempo. Pode esta mensagem não ser possível a todos os poetas, mas quem a tenha sentido guardá-la-á no coração, desenvolvendo-a na sua obra.
É memorável e desvanecedor para o poeta ter encarnado para muitos homens, durante um minuto, a esperança.
Pablo Neruda, in "Confesso que Vivi"
O baile foi até dia claro.
Whiskies, energéticos, cervejas...
e o sol que fechou meus olhos.
O cetim vermelho engoliu meu corpo
e quando dei por mim a tarde caía.
Meu estômago pedia comidas em esperanto.
Nada lhe dei da minha geladeira cheia de espaços.
Terei de buscar coragem pra ir até a cidade,
pra saciar meus desejos.
Queria conseguir demonstrar mais, dizer mais, expor mais eu e todos os meus sentimentos. Desculpa se eu não digo que preciso de você. Se não te peço ajuda não é porque me sinto capaz e me basto. Pelo contrário. Sou frágil ao ponto de não ter coragem para gritar socorro. Eu não passo nem metade do que eu quero pôr pra fora. De todo o carinho que sinto por você, boa parte dele ainda está guardado em mim. É estranho, mas é meu jeito. Não quero te colocar contra a parede dizendo que você tem que me querer assim. Só me aceitar. E com o tempo eu melhoro.
Diz que entende e que me aceita desse jeito torto?
Completa solidão
Meus dias estão cada vez mais cheios de algo para se fazer. Mas ao listar tudo em uma pequena folha de papel antiga e cheirando a mofo, vejo que não realizo nada para mim, é como se vivesse para o nada. Tenho como propósito de chegar ao vácuo para que me complete de solidão, a partir daí perceberei que estarei vivendo apenas para mim.
Minha história de amor começou aquele dia que ti vi minha princesa .
Você encheu meus olhos de alegria com tua beleza,tua simplicidade e oque mais mim fazia feliz? o teu sorriso, esse sim era maravilhoso.
Mas hoje nego ver este sorriso,já que a perdi por completa e a outra pessoa que ti possui.
Como doe esse coração sem você,e as lágrimas que insiste em escorre pelo meu rosto por tua causa,por que meu coração nega ti deixar,mas á consciência diz pra ti deixar e seguir em frente .
Prelúdio
A sincronia dos meus sonetos é perturbadora
Sonolenta
Me assusta em sua ânsia de afligir-se pelo inusitado
Na busca incansável pelo NOVO?!
O Neo é mero suplício ao engano
Redundância nata ao insucesso
Alívio efervescente ao tempo, intempestivo.
Talento para dissipar-se no intervalo lúcido de um desabafo
Ainda que se desloque
Enlouquece no passado estático, impávido de retrocesso.
A empáfia da mesmice forja novos (?!) dilemas
Ainda que teatral, a realidade emerge
Nos mesmos vultos de insanidade
Outrora decrépitos, que transformam-se em re-formas
Ainda que deformadas pelo conforto de suas escolhas
Estas são obrigações.
Dicotomia pré-estabelecida pela neura de não sucumbir ao conveniente .
Não há o que surgir
Nada além de prefixos fixados sob a farsa da diferenciação.
A exceção é o caos humano.
Nada sou além de funestos repetecos,
Com variantes aqui e acolá,
Temperados pelo equívoco do ser eu
O NEO EU
NEM EU,
NEM NINGUÉM,
É capaz de remover as sombras de tantos outros,
Hora envoltos em mantos de passividade e demência.
A genética previne-nos do engano
“Quem sai aos seus não degenera”
Nem gera
Apenas abriga uma nova seqüência de desejos esgoelados
Por velhos hábitos de festa.
Deformado pelas frestas da hereditariedade
Ergue-se um país, um conceito, uma fábula.
É bem verdade
Não há novidade, nem mesmo na idade
A bula da vaidade, diz “validade”, na invalidez.
Ainda que se desloquem
Repetem-se de três em três... Segundos?!
Enlouquecem os números
Seqüenciados, seqüelados pelo previsível
Quem inventará o inventável?
Eis o inevitável ideograma de coexistir,
À imagem, semelhança e discrepância de sobreviver à rotina
À rotina de ser o que se é,
Em si.
Execução
Queria mastigar meu ventre
Coibi-lo de gerar (e gerir)
O metabolismo de meus vocábulos
Queria arrastá-los desfigurados
Em praça pudica
Pública
Alastrados
Devastados
No cumprimento de minha tão solene e solícita pena
Em plena agonia que ojeriza minha cria extrema
E minha quarentena!
Queria esganar-te e não escrever-te um poema!
Queria entranhar-te o corpo estranho
Que irriga - que irrita – o teu olho castanho!
Mas é de fato uma pena
A pena verteu-se em meu lema
Há pena não mais que eu a tema
Apenas não mais que poemas!
O dia em que o concreto do arquiteto desabou
O que sabes de mim
Se tens meus versos
Mas se a mim, de fato
Nunca tivestes?
O papel, mentiroso de berço
É um inteiro de um amor um terço
Em um terço de hora.
Agora,
O que tenho
Arquiteto?
Apenas um desenho
De resto?
Desenho...
Ou rabisco?
Nos olhos, um cisco
É o que tens,
Arquiteto,
Pois não enxergas além da tua planta
O deserto.
De certo
Do chão estás perto,
Arquiteto,
E minha cabeça no teto,
aqui,
perto.
Enquanto és arquiteto,
Sou “aquiperto”... e tão longe.
Podes construir o que quiseres de frio concreto,
Ergas os prédios com os quais sempre flerta,
Pois enfim, caro Arquiteto,
Terás poema sangrando aberto,
Mas jamais o amor concreto de uma poeta.
A Garota Dos meus Sonhos
No primeiro toque de mão ,Senti seu coração
Você me levou ao paraíso com uma simples canção.
Mostrou-me o sentido de minha vida, sem ter a noção,
Queria que o momento nunca mais acaba-se ,
Beliscava-me , pensando que no meio de um sonho eu Esta se...
Quando me deparei com a garota dos meus sonhos na realidade
Um sentimento cresceu dentro de mim ,
É estranho com tão pouco de tempo assim
Apenas sei que nada mais importa
Deixou-me louco com seu sorriso
Só quero que venha como você é
Para que eu possa fazer o suficiente, para te deixar feliz
E rezo para que um dia desses, possamos
Viver juntos do modo que sempre quis...
Queria que você estivesse aqui Para poder te abraçar
Cantar , brincar e ao seu colo deitar.
Como se fosse uma chuva de Sentimentos
Passando sobre mim,
Que dominou meus pensamentos
E me deixou assim,
Louco, inquieto, apaixonado
Que procura você , em todo lado
Que fica triste quando você não esta perto
Pensa com um futuro inesperado
E Sonha ter seu sonho realizado...
Apego
E ela segura minha mão como se fosse gesso
E em seguida estala todos os meus dedos
E sorri, com cara de missão cumprida
E me abraça com o braço esquerdo
E me envolve: corpo e coração
E olha como se nada fosse
E encolhe toda do frio
E ameaça me soltar
E eu peço, por
favor, segure
um pouco
mais
AUTO DE PRECIPÍCIO
Já não sei viver
Sem tua sombra
A recortar-me
Por entre pares de olhos
Meus ouvidos.
E eu te ouço
Curto e estancado
Na letra mínima da canção
Repelida
Pela ausência fria
ou em vastos sentidos.
Eu sei te ouvir
Dormindo
Por entre o sono embaçado
E o despertar irredutível.
Espanta-me a dor em teus olhos
Como quem engole o céu
Por entre lagos e precipícios.
Em pensar que a poesia
Repousa o viço
Tal a sombra de uma árvore
Recompõe o suor dos legítimos.
Justo?
Não.
O amor é um abismo.
Gota de Mundo.
O calor do sol aos poucos desmancha
A gota de mundo pingada em meus cabelos.
E provoca no couro uma nova mancha
Onde não cresce novos pelos.
Que motivos temos para viver,
Se a frieza mata a esperança.
Se os sonhos cultivados tentam se esconder
E de tolice destruímos as marcas da presença.
Dentro de mim cultivo tudo com o mesmo ardor
Mas isso quem vai querer saber?
Morro, mas não mato o amor,
Um dia quem sabe o mundo possa entender.
Aos que dizem que de amor não se morre,
Quero um desafio proclamar,
Certamente suplantam o amor que nas veias corre,
Não sabem a intensa maneira que tenho de amar.
“E nunca ninguém cuidou tão bem de mim. Nunca ninguém conheceu meus defeitos sem querer mudá-los. Nunca ninguém me encaixou — sem sobrar espaço algum — em teus braços. Nunca ninguém me olhou e enxergou só o melhor que há em mim. Nunca ninguém fez tão bem ao meu coração. Nem se importou tanto em me ver sorrir. Nunca ninguém entendeu o que eu precisava apenas por ouvir a diferença no tom da minha voz. Nunca ninguém se preocupou tanto com o meu bem-estar. Nunca ninguém me deu tanta certeza de nada, como ele me dá, todos os dias, de todas as coisas. Nunca ninguém me teve assim. Nunca ninguém me amou assim. E eu nunca quis tanto que fosse tão eterno, tão “para sempre”, como eu quero que seja com ele… Só ele consegue isso. Só ele. "
Milena Passos
