Textos Maes Carlos Drummond
Dias das mães
Sincronização afetiva
momento inadequado
numa simples palavra
ardente em seus pecados
Que situação é essa?
dias sem explicações e sem respostas
me salve, pois o mundo está fechando
inadequadamente sem caminho
Coração inexperiente
magoando tudo ao seu redor
com um toque de simplicidade
uma angústia bem maior
Dias ruins vem e vão
como vento numa imensidão
esperando seu simples sorriso
no meio dessa escuridão
Não desista como cair num abismo
tem fim inacabado
sem deixar no passado
sua marca um pouco assustado
Caminho é esse!
sem destino e sem um mapa
a uma traço a linhar
com simples palavras"
Poema do dias das mâes
Mãe agradeço a senhora
por toda minha vida
Por deixar a sua juventude
para gerar a minha.
Mãe te dou tudo o que você
Quer hoje, por que tudo o
que eu queria no passado,
Só tinha a senhora para dar.
Mãe te amo e não vou deixar
De te amar por que você
Sempre me amou agora é
hora de te amar.
A TODAS AS MÃES
Para homenagear as mães,
Eu escrevo essas poucas linhas
Desejando felicidades
A todas as mamãezinhas
As mães ricas, as mais ou menos,
E também as pobrezinhas,
Por que dentro do seu lar
A mãe é uma rainha.
Ai, se eu pudesse!
Está perto da minha mãezinha.
Neste doze de maio, desejo felicidades
A todas as mães brasileiras
As mães brancas, as negras
E também as estrangeiras.
Para as mães casadas
E também pras mães solteiras...
Peço proteção à mãe do céu
Que do Brasil é padroeira
A todas as mães...
...Que sejam felizes a vida inteira!
Eu abrir mão dos meus sábados por eles! Crianças hospitalizadas carentes de um sorriso, mães que se vêem aflitas em ver seu filho naquele ambiente. Mais nós entramos lá para tentar solucionar esse quadro, mudar essa realidade, da falta de humanização nos hospitais e nos profissionais.
E eu digo que se Deus um dia achar que eu mereço algum pagamento por isso, que distribua em forma de felicidades e alivie a dor daqueles que sofrem para que possam viver dias tranquilos. Enquanto vida eu tiver e foças Deus me der, estarei sempre lá, botando em prática uma frase que diz 'VIVER REALMENTE É VIVER PARA OS OUTROS...!'. O PAI FEZ ISSO PELA SUA CRIAÇÃO NO FILHO...!!!! E NÓS, O QUE TEMOS FEITO?' #reflexão (Cabe a cada um, uma reflexão individual)
"Mães e filhos."
Estranha relação, bela relação!
As vezes penso que o choro ao nascer
Não é de "milagre da vida!"
Mas sim de dor ao vir ao mundo...
A vida é tão intensa que dói...
E dói...
Mas existe remédio para essa dor;
Se chama mãe.
As vezes queremos seguir só, mas quando nos vemos sem a guia constante de seus pés na areia ficamos perdidos.
Mas seguimos, sempre mesmo sem querer o alcançar divino de seus passos onde nossos pés seguem...
Um dia dizemos: CHEGA DE CAMINHAR EU QUERO VOOAR!
Vooar tem seus preços de inevitáveis quedas,
As vezes muito dolorosas.
Mas quando achamos que estamos perdidos lá esta ela!
Com suas belas asas de anjo ao nos salvar e reencorajar
Para nosso intento de tentar sonhar e vooar sem elas...
Sendo assim, essa relação de dependência da salvadora e salvado, tornam elas seres perfeitos?
Não! definitivamente...
Nossos pés ao caminhar são seu motivo de seguir
E nossas asas seu motivo de sonhar...
Vivemos com a ilusão de que nossos caminhos jamais irão se separar
E que nosso céu juntos sera infinito!
És quando, em um dia cinzento surge o anjo!
O anjo que beija a face de quem outrora era uma doce reticência nos seus dias...
É quando a relação se separa!
Aindo olho nos olhos dela com as dores do adeus...
Adeus que sega e me mutila!
Que fere e amordaça a vontade de gritar e profanar o santo!
Em seu olhar eu vi tudo que eu fui, e aquilo que sou.
Relação quebrada, e ela acalenta-se em relva de descanço.
Chegou sua vez de descansar
E eu seguir...
Afinal é o que me resta abruptamente...
Eu chorei de dor ao nascer;
E agora choro de dor ao ver a dádiva de minha dor seguir com suas asas onde jamais poderei ir!
Com amor: De um filho que caminha só para uma mãe que aprendeu a vooar de verdade.
DIAS DAS MÃES.
Procurei o verdadeiro significado da palavra Mãe, que quer dizer.
Mulher que deu à luz, que cria ou criou um ou mais filhos, mas também simboliza cuidado, proteção e a capacidade de nutrir e ensinar.
Mãe é aquela que é a primeira pessoa que vimos e temos contato quando nascemos, mãe também vai ser por muitas vezes aquela que vai ser a última que vamos ver em nossas vidas.
Mãe é aquela que nos acolhe quando precisamos, aquela que nos abraça, que nos aconselha, que nos mostra o caminho que devemos seguir, mas que no caminho dessa vida acabamos seguindo caminho diferente do que ela nos orientou, mas que mesmo assim não nos deixou de amar.
Mãe é aquela que muitas vezes cumpre um papel que não diz a ela, mas por amor acaba exercendo. Mãe é aquela que é protetora, uma verdadeira leoa que não permite que ninguém machuque seu filho(a), mas também é aquela que sabe puxar a orelha do filho(a) quando estão errados.
Mas tem aquela mãe que não é muito carinhosa, mas nos filhos(as) podemos contar quando precisa, tem aquela carinhosa que demonstra o quanto ama os seus filhos(as), mas tem as que não são presentes por conta do trabalho, ou por não estar mais nesse plano, mas sabemos que aonde elas estão está cuidando da gente. Bom, nessa vida tem vários tipos de mãe que merecem toda homenagem não só no seu dia, mas também o ano inteiro por estar sempre cuidando da gente.
Com essa mensagem, eu quero mandar um beijo para todas as mães, mas especialmente para a minha, que é uma verdadeira guerreira e rainha, que desde que teve seus filhos sempre lutou para dar o melhor para todas as filhas. Um beijo, minha rainha, te amo muito, obrigado por cuidar das filhas e da sua netinha, eu te amo, minha rainha.
C.N.
Sei que hoje é um dia especial, o dia das mães, mas vamos estender aos outros dias também. Vamos fazer com que todos os dias sejam o dia delas. Com a atenção, o respeito e o carinho que elas merecem. Diante da situação em que vivemos atualmente, muitas mães estão longe de seus filhos, mas isso não é motivo para se estar ausente, há muitas formas de sermos presentes para quem amamos. Muitas mães nesse momento também não estão mais entre nós, ou perderem seus filhos. Peço a Deus que conforte cada coração saudoso nesse momento, que Ele derrame sua luz de cura em cima de cada dor. E que as lembranças dos bons momentos sejam maiores do que a dor da saudade.
Paz e luz para cada família.
Parabéns, mamães.
Mais um dia das mães em meio a esse cenário pandêmico... E mais uma vez abraços não serão dados... Mas que a presença seja marcada com amor, apesar da distância...
Ainda há as mamães que já se foram... E as que perderam seus filhos... Para aqueles que o dia de hoje seja um dia de saudade e dor, Deus traga o consolo que só Ele pode dar, e que cada coração que sofre a dor da perda seja embalado por boas lembranças que os aqueça por dentro...
Poema- Canção das Mães
Mãe, teu nome é mais que palavra, é oração,
É o alicerce que sustenta o coração.
És farol em noites densas de escuridão,
És o começo e o fim de toda canção.
Como desvendar o mistério que te cerca?
Sabes a verdade antes mesmo que se confessa.
Teu olhar penetra o silêncio do não dito,
E, com um sorriso, desfazes o conflito.
Tu, que és forte em tua fragilidade,
Que lutas com amor e serenidade.
Mesmo quando o peso do mundo te encontra,
Transformas o cansaço em amor que desponta.
Teus braços carregam mais que um corpo pequeno,
Carregam sonhos, medos, e o futuro sereno.
És arquiteta de vidas, construtora do amanhã,
Com teu amor, ergues um mundo que ninguém desmancha.
Teu coração bate no compasso do universo,
És mãe, és verso, és o próprio reverso.
Onde a dor se torna força, o pranto, coragem,
E a saudade se dissolve na tua imagem.
És rainha sem coroa, heroína sem medalha,
Teu trono é o lar, tua força nunca falha.
Enquanto o mundo mede forças em batalhas,
Tu vences no amor que nunca se cala.
Mãe, teu brilho é eterno como as estrelas no céu,
És o poema escrito no mais puro papel.
Nenhuma palavra jamais será suficiente,
Para descrever o que és, tão simplesmente.
Que este poema seja teu espelho e tua história,
Um tributo eterno à tua memória.
Pois em cada dia, não só no teu,
Celebramos o amor que em ti floresceu.
Não existe dia dos pais
Nem o dia das mães
Muito menos o dos namorados
Pois todos os dias são dias para serem lembrados
Mas nós humanos
Nos damos o luxo
De nos limitar-mos
A dias e datas dos calendários
Quando se trata de algo tão simples
Que é lembrar das pessoas que estão ao nosso lado.
Uma vez
Quando eu era criança
Uma das mães
Que a vida deu
Me contou
Que a vida cansa
E
Que não seria mansa a minha
Mas
Que era a missão
Que alguém escolheu
A ausência de mansidão
Que o tempo trouxe
Não deu-me tempo
de parar para pensar
Em muita arte
Que fiz ou
Queria ter feito
Mas nunca permitiu
Que se afastasse
A lembrança do Rosário
Que desfiou
Aquela Mãe
de nome doce
Que nunca afastou-se
de verdade
E eu a vejo às vezes, ainda
Quando abro os olhos pela manhã
Isso permite
Que eu suporte a saudade
De minha velha Mãe Maria
E aquela expressão, tão linda!
De me olhar
Como quem olha a um filho
Que nunca haveria de pisar
Um tapete vermelho
Eu queria apenas vislumbrar
As lágrimas
Que ela previu naqueles dias
Sentado em seu colo quente
Não calculei mágoas tão frias
Hoje sei
Que caminhei por boa parte
Sei também
Que não foram mais sombrias
Devido àquela doce companhia
Que me fez e faz ainda
Minha doce e amada Avó Maria
Que cedo assim
partiu para o Mundo
Porém,
nunca apartou-se de mim.
✍️Todos os pais e mães um dia sentirão o doce do mel e o amargo do fel pela vontade de ver os filhos bem e felizes e descobrirão seus erros e seus acertos, assim como toda a sua ancestralidade também sentiu, sempre querendo acertar e ver refletidos nos filhos os seus mais profundos anseios e desejos de bem estar e felicidade.
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✍️As mães projetam nos filhos a imagem do tão sonhado príncipe🤴 encantado transformado em sapo pela bruxa má. Os pais projetam nas filhas a tão sonhada princesa👸 que perdeu o 👠 ao badalar da meia noite e se transformou em gata borralheira.
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✍️Para os filhos as mães/pais nunca serão suficientemente bons. Quem tem filhos já sentiu ou sentirá. A perfeição em Pai/Mãe que procuram é inalcançável até que despertem o Divino dentro de si e vejam seus pais como seres humanos e não um ALADIM a lhes satisfazer os desejos.
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MÃES NÃO TIRA FÉRIAS.
A mãe sempre está certa, somos nós que somos teimosos. Vocês já pararam para pensar que quando chegamos na casa da mãe, ela se torna a nossa casa?
Mas quando a mãe está na nossa casa, parece que ela está na casa de um amigo.
Quando estamos na casa da nossa mãe, deitamos no sofá, na cama. Mas quando ela vem para nossa casa, ela cochila na cadeira e não quer dormir na cama, nem no sofá.
Quando vamos passar férias na casa da mãe, ela se torna nossa cozinheira favorita. Com o passar do tempo, ela nos visita e ficamos muito felizes. Pedimos logo para ela fazer aquela carne, aquele feijão.
Na casa da mãe, nós controlamos a televisão, enquanto ela toma conta do fogão. Mudamos de canal o tempo todo, mas a mãe parece que não muda de tempero, sempre tem aquele sabor especial.
Quando vamos para a casa da mãe, ela gosta de lavar nossas roupas. Acho que é para ver se ainda temos aquele cheiro que é o melhor perfume para ela.
Mas quando ela vem para nossa casa, é ela quem lava nossas roupas também. Ela costura aquela calça rasgada. Mãe nunca tira férias, sempre tem algo para fazer.
A verdade é que as mães fazem tanto pelos filhos que o filho nunca poderá retribuir tudo o que a mãe fez por ele.
PRECISA-SE DE MÃES
Demétrio ena, Magé - RJ.
Aprendi com a minha mãe, que todo o cuidado será pouco para um filho, e que por isso, as mães não relaxam. São felizes, podem viver bem, mas não relaxam. Natureza de mãe que tem mesmo natureza não obedece à lei da prática e da serenidade, porque para ela o mundo está sempre a um passo de ruir sobre os ombros do filho. Há sempre alguém muito próximo, e acima de qualquer suspeita, pronto a se revelar capaz de um gesto indigno, malicioso ou desmano contra esse filho.
Com as demais pessoas, aprendi que não é certo a mãe ser extremada, super protetora e desconfiada de todo o mundo. Até minha mãe reconheceu muitas vezes, com palavras, o quanto estava errada por ser assim. No entanto, sua natureza infalível, com gestos e vivências me fez ver definitivamente que alguma coisa está errada com a mãe que não erra nesse aspecto. Especialmente aquela mãe que se deixa sufocar pela mulher, sempre bem-vinda, mas não como substituta da mãe.
Foi com a minha mãe que aprendi a apostar minha vida no caráter do próximo, mas não a vida de um filho. E que a integridade física do meu rebento precisa depender de mim, dos meus cuidados, minha desconfiança, e não da sorte ou do acaso de outra pessoa ter ou não bom caráter, tanto quanto aprendi que o caráter não tem cara.
Finalmente aprendi, com suas poucas palavras e muitos exemplos, que mãe não tem meio termo. Se não pecar por excesso, pecará por falta de cuidados, e que nos tempos em que vivemos, toda falta será castigada em maior ou menor escala. E também aprendi, com a moderna escassez de mães iguais à minha, que os pais de agora têm que aprender a ser mães, pois são muitas as mães que se tornaram como aqueles pais meramente provedores que delegam totalmente seus filhos.
FILHO DA MÃE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sou do tempo das mães extremadas e loucas
Pelas proles extensas, os filhos em série,
Conheci as mães roucas de muito gritarem
Seus avisos, pedidos e premonições...
Tive mãe nesse tempo em que as mães não dormiam,
Não viviam pra si, só pra suas ninhadas,
Tinham medos do mundo que cercava os seus
E sabiam que “Deus” não seria babá...
Fui um filho de mãe que não tinha controle,
Nada era bastante pra me ver seguro,
Via sempre o futuro a lhe pedir urgência...
Houve o tempo em que as mães eram puro exagero,
Desespero de amor, agonia de paz,
uma dor que jamais as tornou infelizes...
PAPAI E MAMÃE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Certas mães têm natureza total de pai. Amam com praticidade, alguma dureza e um olhar técnico, impessoal para o comportamento do filho. Essas mães não fazem cerimônia nem consideram a hipótese de estarem erradas quando acham (e quase sempre acham) que os conflitos do filho são frescuras; os temores são dramas; os descontentos e opiniões próprias, pura pirraça; os gostos pessoais, mera esquisitice.
Por outro lado, alguns pais têm natureza total de mãe: amam com extremamento e cegueira; com entrega irrestrita; um olhar derretido. Esses pais sempre acham que seu zelo é pouco; é ineficiente. Superprotegem o filho e supervalorizam seus conflitos, temores e descontentos. Respeitam as escolhas e opiniões, e minimizam as esquisitices. São confidentes em potencial.
Cada natureza tem seus excessos e pecados. Ambas cometem erros; distorções de conceitos e olhares. No entanto, são ambas necessárias, se cada uma for exercida a contento. Não deixar buracos. Houver uma interação de lado a lado, gerando a entrega plena do pacote humano que formará o caráter de mais um cidadão imperfeito, porém sadio de afetividade, resolução interna, equilíbrio de caráter e certeza de quem é.
Para que as coisas sejam dessa forma, é necessário que todo filho tenha pai e mãe. Se a mãe for pai, que o pai seja mãe, e vice-versa. Não importa que sejam pais avós, pais tios, adotivos ou pais gays. Um terá que ser pai, o outro mãe, ainda que os papéis estejam trocados. Não sendo assim, até será possível criar um ser humano. Mas na hora de se formar cidadão, esse filho terá que ter a sorte de contar com a própria natureza.
ÀS MARIAS E OUTRAS MÃES
Demétrio Sena, Magé – RJ.
A estas horas, os meus irmãos estão nostálgicos como eu. Imagino-os, cada um em seu canto, remoendo um universo de vivências. Muitas e muitas, tristes; algumas alegres; mas todas envolvendo amor, esperança e uma luta insana pela sobrevivência e pelo “ficarmos juntos”, que era um bordão de nossa mãe.
Temos, de fato, este universo de vivências com nossa mãe. Mas o tesouro imensurável que nos restou de todos aqueles anos é a cumplicidade que nos envolvia. Entre choros, percalços, privações e muito trabalho, nós sempre tivemos uma relação intensa de amor, apesar dos momentos de revolta contra tudo e todos ao nosso redor. O amor intenso, a presença forte, a coragem e a determinação de nossa mãe, cuja única ambição era conseguir nos criar como pessoas de bem, preparadas para o mundo e aptas para sobreviver com dignidade nos transformou ao longo dos anos. A revolta foi permeada pela ternura, e o sofrimento nos deu experiência e força para conseguirmos nosso lugar no mundo graças ao trabalho e à criatividade que aprendemos a ter com a nossa Maria cheia de graça, para driblar as horas difíceis. Ela nos tornou vencedores.
As lembranças e a saudade não se limitam à data instituída. Mas a data instituída nos organiza dentro de um turbilhão de afazeres e até de outros afetos, para separarmos um dia dentro de um ano, de nos dedicarmos como em todo o mundo, especificamente às homenagens. É boa essa corrente, mesmo com a consciência da exploração comercial que nos remete ao consumo. Que faz o comércio e a indústria comemorarem não especificamente o amor às mães, mas o dia do ano que só perde para o natal, no que diz respeito ao lucro, o que não condeno, pois isso atende ao anseio dos filhos de mães vivas, a lhes dar um agrado como símbolo e demonstração de amor e reconhecimento.
Quando viva, nossa mãe conseguia nos reunir, nos últimos anos, a cada dia das mães. As reuniões se tornavam grandes festas, porque somos nove irmãos; todos com filhos. Alguns com mais de um filho. Outros com netos. Somando-se as esposas, não era necessário ter mais ninguém para encher e movimentar um ambiente. A grande alegria de nossa mãe nunca foi ganhar presentes. Ela nunca deu a menor importância para utensílios, bens, roupa nova e qualquer outro agrado material. Sua maior felicidade era ver todos juntos e nos encher de comida, como se para compensar os muitos anos de pouca, e às vezes, quase nenhuma comida, mesmo com tanto trabalho para que pelo menos o alimento nunca faltasse à mesa simbólica. Simbólica, porque poucas vezes tivemos mesa. Quando tínhamos, era feita por nossa mãe, de caixotes velhos de feira.
Desculpem se quase sempre os meus textos que tratam de mãe soam meio lamuriosos. Não é minha intenção. Até porque, lamentável, mesmo, seria não termos tido a mãe que tivemos. Hoje nem todos os irmãos conseguem sair de casa para se juntar em só ambiente com o fim de homenagear nossa mãe. A certeza de que não a veremos nos desestimula um pouco, e nos faz priorizar a homenagem presencial às mães de nossos filhos e, algumas vezes, às nossas sogras. Homenagens muito justas, porque todos nós nos casamos com grandes mulheres e, em maior e menor escala também filhas de grandes mulheres.
Neste dia das mães, além da homenagem à memória de nossa Maria, quero também homenagear a memória de outra Maria, mãe de minha esposa Eliana, por quem tive grande afeto, e a grande mãe que a Eliana aprendeu a ser com sua Maria. Esta homenagem se estende a todas as mães que fazem jus à maternidade.
DESMITIFICAR AS MÃES
Demétrio Sena - Magé
Precisamos nos permitir humanizar as mães ou suas memórias em nosso imaginário e nas nossas falas. As mães erram. Todas erram. Erram muito. Na verdade, além de mães elas são (ou foram) mulheres. Além de mulheres, seres humanos. Por melhores que sejam ou que tenham sido, elas têm seus históricos de preferência filial, se há mais de um filho; de superproteção, se tem filho único; de muitas injustiças, em julgamentos de qual filho começou uma contenda e qual é o mais inteligente, ajuda mais ou merece os maiores cuidados seus.
É preciso entender que mães blefam; xingam ou pensam xingamentos... elas também desejam alguém que não entenderíamos e têm manias secretas, como nós temos. O passado? Ah... ninguém queira vasculhar o passado da própria mãe, nos detalhes. Ela pode até parecer um suave livro aberto, mas a partir da página conveniente para si mesma e seus rebentos. Pode não ter feito nada demais; no entanto, para o que os filhos esperam das mães, tudo é demais. Tudo tem a gravidade própria de qualquer olhar filial, por sua parcialidade.
O admirável na mãe... admirável, é o conjunto: a transformação em fera, para proteger o filho; o amor sem limite que se revela nas renúncias pessoais necessárias pelos rebentos. Nas vigílias, quando a cria está em perigo, adoece ou sofre uma decepção. Em todos os momentos nos quais A MÃE precisa sublimar a mulher; o ser humano. Aí se afigura o valor materno, mas "peraí": nada impedirá seu retorno aos vícios, erros e fragilidades pessoais. É ilusório e injusto seguirmos impondo às nossas mães essa imagem de perfeição, fortaleza e santidade.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
