Textos Gosto
Menino sol:
Eu sou tão obscuro, já me acostumei com tudo isso, gosto da noite, do silêncio, da minha voz mansa, gosto de preto, é que tons claros nunca me agradaram, sento no pico mas alto de meu bairro pra contemplar a lua, sua forma, a vastidão negra em torno dela, o modo como as estrelas parecem seus súditos... e assim fui eu, menino lua por muito tempo, aliás meus pensamentos só viviam pra lá da lua. Aí me veio você, como brilhantes e luminosos raios de sol depois de uma longa tempestade. Com sua energia contagiante, sua voz forte sempre em alto e bom tom, seu jeito hiperativo emanando vigor, florescendo tudo a sua volta, despertando aqui dentro vida. Esse sorriso foi como se fosse aquela luz no fim do túnel, que percorri a muito tempo á procura. Menino sol, com aquele abraço quente, com aqueles raios que me beijam a pele aquecendo tudo aqui dentro, fazendo sorrir minha melanina, derretendo o gelo da confiança que havia perdido nas pessoas, nos sentimentos que diziam sentir... e nossa senhora, foi lindo ver a colisão de sentimentos do sol e a lua, que a muito tempo pararam de se admirar e se abraçaram.
Ao meu sol particular
Tenho medo do morno, não me atrai a ideia de caminhar em cima do muro. Gosto da altura das emoções e fujo constantemente do medo rasteiro que impossibilita a alegria, o novo, o manejo.
Se for pra viver, que seja transbordando de emoções e sorrisos.
Lágrimas? Ouvi dizer que existem e que são salgadas, mas doce é minha esperança e alegria de viver!
Doce Amor
O amor tem gosto doce,
ou o doce tem gosto de amor?
Há quem diz que não precisa
de amor na vida,
mas e se a vida precisar de amor?
Amor que cura
Cura que ama
Um cuidado, um abraço
Um carinho apertado
No amor nada se mede
Tudo dá a quem merece
Como saber se é amor
Aquilo que arde em meu peito?
É como encontrar sentido
Naquilo que não tem jeito.
O amor é doce
Que arde o coração
O sabor do teu beijo
Me tira a razão
Afinal, o amor é doce,
ou doce é o amor?
Chuva
Ah! Chuva maravilhosa
Quero sentir seu gosto
Quero abrir os braços
Refrescar - me do calor
Estar juntos, descalços
Correr para o seu abraço
E viver só de amor!
Sem receio e sem medo
Sentir - me solta os cabelos
Saciar meu desejo
Ouvir juras de amor!
Vem, segura minha cintura
E vem sorrir junto a mim!
Vem se molhar na chuva
Sem medo de ser feliz
Nesta liberdade sem fim!
Olhar para o mesmo rumo
Seguir a mesma estrada
Resenhar nosso futuro
Juntos numa longa jornada!
Vamos cantar uma canção
Desenhar um coração
Escrever com pedrinhas
O seu nome e o meu
Unidos sob os olhos de Orfeu.
Vamos correr pelos campos
Gritar juntos: amor
Depois entre ramos
Sentir no corpo o mesmo ardor!
sonharíamos coisas lindas.
e quando acordava o gosto era bem doce.
eu te cantaria mais lindo que dorival caymmi morto em pessoa.
mais poético que os calcanhares da adriana no porto.
contava carneirinhos e te mostrava o fogo.
círculos ininterruptos. rodas. giram milhares de arrebóis.
eu até te bordava coisas assim. pra que nosso sono fosse
acordado.
grudado. e nada mais o fado.
Coisas novas
Gosto das coisas novas em todos
os sentidos e aspectos da vida.
Elas nos renovam por dentro, nos
tornando mais capazes.
Através do novo podemos reformular
as opiniões sobre o velho.
Abrimos caminhos maiores e eficazes.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Se eu fosse falar do que gosto em você, eu ficaria horas e horas. Porque quando a gente gosta de alguém não escolhe pedaços, são átomos que se agrupam e se formam num todo, fazendo o todo ser tudo pra gente. Mas se tem algo que me chama a atenção é o modo de como me olha, não com o olhar deslumbrado de quem olha um poema bonito ou um desenho que encanta, mas com o olhar terno de quem enxerga um coração grande, tão grande que sabe que mora ali dentro. É um olhar de quem cuida, de quem sabe que é preciso cuidar. Um olhar de quem ama àquele que sabe que também lhe ama. Porque amor é assim, é um cuidando do outro, sem fugir, sem fingir, sem desistir, nem deixar pra lá. Cuidar, entende? Cuidar.
Ricardo F.
SONHO
Sonho no bolso
Doce sem gosto
Beijo perdido
Alma sem passos
Traços sem rastro
Gente sem riso
Donos da terra
Florido campo
Leitura sentida
Na sombra perdida
Contando carneiros
Noites sem sono
Cultivada solidão
Abraço carente
Silêncio em choro
Defeitos perfeitos
Imperfeita canção
Travesseiro no chão
Esquecido encontro
Página em branco
Olhos que gritam
No sonho do bolso
ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ
Ao seu sorriso
Ah... esse sorriso tímido
Que tens, que te flori o rosto
Não sabes o quanto gosto...
Mais que vivo, é vívido,
Mais que gostar, amo.
Mui doce, belo e leve
Nem o mais belo poema descreve
E de tanto apreciar, gamo!
Unido então a esse teu olhar
Produz estrelas a brilhar
Meu coração em faíscas aquece
Pulsando tão forte no peito
Quanto mais natural, perfeito
E feliz quem ele vós oferece!
Tristeza Profunda
Ser notado?
pra quê?
pra ser criticado
Romance?
pra que?
mas gosto de dizer que sou
Bom dia?
pra quê?
me dê bom dia você
Saudade?
será?
da boca pra fora
Homem?
então prove ...
homem que é homem, não liga pra isso
Amar?
quem?
estou amando sozinho!
Me importar?
sim, penso em você sempre!
mas, e você?
Triste
sim...
arregaçado por dentro
Dá para perceber nos poemas que eu gosto dela,
Mas independentemente do que acontecer no dia dos namorados, quero que contes a toda a gente e que digas que a nossa história foi aquela,
Agora que penso, ela é mesmo bela,
Agora que penso, só quero estar com ela,
Mas à última da hora, a minha vontade isso cancela,
Esta é a realidade e eu vivo nela!
Porque é que a minha vida à dela tem de ser paralela,
Se me dói é porque ela
não me dá trela
Se me está a doer muito, é porque não estou a pensar o suficiente nela,
O meu corpo é dispensável à vida, mas para viver não dispenso a ela!
Eu estive assim porque perdi uma pessoa que acho que ainda amo,
E por isso o título de demônio eu reclamo
Lero-lero
Sou brasileiro
de estatura mediana
gosto muito de fulana
mas sicrana é quem me quer
porque no amor
quem perde quase sempre ganha
veja só que coisa estranha
saia dessa se puder
Eu sou poeta
e não nego minha raça
faço verso por pirraça
e também por precisão
de pé quebrado
verso branco rima rica
negaceio dou a dica
tenho a minha solução
Não guardo mágoa
não blasfemo não pondero
não tolero lero-lero
devo nada pra ninguém
sou esforçado
minha vida levo a muque
do batente pro batuque
faço como me convém
" Menino sapeca"
Dizem que sou sapeca
Gosto de brincar e aprontar
Mas não me acho sapeca
Sapeca é quem me chamar.
Sapeca é o sapo
Que pula o tempo todo no brejo
Molha a conta
Assusta os peixes
Canta o tempo todo
Brincando de tejo
Sapeca é a onça toda pintada
Com a cara mais lavada
Come tudo na floresta
Quando a noite vem
Gosto do jeito que me olha, você me disse delicadamente.
Deve ser porque enxergo a sua essência, o seu interior, o seu lado mais bonito, e que pra bem poucos você revela.
A beleza agrada aos olhos, mas você precisa ter algo a mais a oferecer, caso contrário tudo fica vazio, sem cor, e sem graça.
É por isto que quando te olho, te vejo com os olhos do coração, através deles encontro o seu melhor, sua alma transparente, sua alegria, sua intensidade, ser diferente, e singular num mundo de iguais.
Livre, feito passarinho, nunca a impeça de voar, ou tente podar suas asas, o céu é o seu limite.
De personalidade forte, não esconde o que sente, se não diz em palavras, fala pelo olhar, pra bom entendedor, nem precisa desenhar.
A beleza dela se acentua, pois a luz dela vem de dentro, e essa ninguém ofusca.
Ela é amor, daqueles avassaladores, e vai deixar uma marca bonita na sua história, daquelas feito tatuagem, que você poderá até apagar, mas esquecer jamais.
Ela sempre será a melhor escolha que meu coração já fez, e fará até o fim dos meus dias.
eu não sou um Drummond
e nem tão pouco um Pessoa
mas gosto de fazer semi-poesia
mesmo sem rimas
assim à toa
não importa é a maestria
com que o semi-poeta
descreve :
o que sente
o que pensa e
o que ver
e apesar das batalhas
no meio disso tudo
EU NÃO ME CANSO
Do livro E5PELHO5 POEMAS
DE CINCO AUTORES
ESTA SEMI-POESIA
É De : Lúcio Cleto Paiva Uchôa
Para a coleção lúcius éon
Linhas
Não gosto de versos complexos
Palavras matam ou curam
Matou-se não há retratação
Curou-se então a dose foi certa
Não sou o melhor orador em momentos de dor sempre me atrapalho.
Então o abraço sincero dado ou recebido é minha saída e cura.
Tais cotidianos vêm com a idade.
Que sejam a plenitude do bom conselho onde a bronca de amigo vira afago.
Que sempre haja bons ouvidos para desabafo que ao invés de matar cure ambos os lados.
Como um Deus te abençoe todos os dias, abençoa quem fala e recebe.
Assim semeando com boa palavra que trás felicidade.
Tomara que mate a angústia, decepção e ansiedade.
Da série...
... Do Eu gosto mesmo...
Eu gosto mesmo é do silêncio,
Gosto do aroma,
Gosto do sabor,
Cores de Frida Kahlo,
Perfume,
Gosto da minha companhia,
Banho frio tomado no calor,
Praia,
Viagem,
Versos,
Violão,
Silêncio,
Meu vinho,
Sentir o vento nos meus pés na rede do oitavo andar...
Sonhar...
Sei que dá,
alguém pra me acompanhar...
Só isso Quero,
Mas, não espero.
Espinhos quebrados e poldados....
Gosto de ousar....
Então por que não falar....
Ao invés da rosa....
Exaltar....
A importância do espinho....
Que veio para ensinar....
Ah....!!!
Esse espinho bendito....
Que um dia veio me furar...
Me fez descobrir o porquê...
Eu precisava continuar....
Plantando Poesias dentro de mim....
Mas....
Podando o meu jardim....
Tirando dele as mágoas....
E todo e qualquer rancor....
Para que ao me espetar.....
Esse espinhos....
Sentisse o êxtase de ser....
O complemento da flor....
Que passou por esse espinho....
E mais radiante brotou....
E foi justamente assim....
Que o espinho me ensinou....
E hoje regando com amor....
Cada sonho desse escritor....
So me lembro que esse espinho....
Foi tão leve....
Tão supérfluo
Que nem meu coração atingiu.....
E fez brotar dos meus sonhos...
Mais Poemas.....
Com mais vontades...
Com mais verdades...
Com mais calor...
Com mais sabor....
Desse que escreve...
Agora...
Sendo eu...
O escritor....
Que só quer Paz e Amor.....
Autor :José Ricardo
Espinhos quebrados.....
Gosto de abusar...
Remando no meu versejar...
Porque não falar...
Ao invés de trova...
Uso uma rosa...
Para isso lhes dar...
Mesmo com espinhos...
Mas a rosa é cheirosa....
Vim aqui pra lhes ofertar...
Não se encomode comigo...
Escrevo isso...
Como bom amigo...
Mas não vou ensinar....
Esse texto bendito....
Faço aqui nesse escrito...
Mas não quero lhes furar....
Nem sei porquê...
Eu preciso continuar....
Plantando amor...
Criando poesias...
De dentro de mim
Jogando sementes....
Podando meu jardim...
Tiro todas as mágoas....
E qualquer rancor...
Sentindo prazer em fazer...
O complemento da flor...
Só quem passou....
Por esse caminho....
Pisando firme...
E encontrando espinhos...
Sabe da dor....
Acho legal....
Que o mais radiante brotou...
E foi justamente assim...
Que os espinhos me ensinou...
E hoje...
Regando tudo com amor...
Cada sonho desse escritor...
So me lembro direitinho....
Em cada espinho....
Foi tão leve...
Que doeu na hora...
Mas não ficou a dor....
Meu coração não foi atingido...
Quebrei um á um....
E vesti a máscara da paz...
E assim...
Fez brotar....
Muito mais os meus sonhos....
Mais Poemas....
Com mais vontades....
Com mais verdades...
Com mais calor...
E com muito mais amor.....
Desse trovador....
Que rima....
Sem pedir nada...
Faz isso....
Sem pedir licensa...
Escrevendo tudo que pensa....
Autor: José Ricardo
Ecoam os versos......
Se espraia no além.....
Escrevo agora.....
Do afago dolorido.....
Do gosto....
Do desgosto.....
Vai pelas vielas.....
Ao encontro do espaço......
Batendo as asas......
Em velocidade.....
Coração está em brasas.....
Vai queimando......
Se espedaçando.....
Debulhando em pedaços.......
E se deitando.......
Em seus estilhaços........
Vai.....!
E buscar aqueles....
Tempos perdidos.....
Aquele calor......
Com todo sabor...
Traga pra mim...
Estou me desfazendo....
Aos poucos estou morrendo.....
Acho que será meu fim....
Mas não será agora....
Minha revolta....
Ainda paira em minha volta......
Autor:José Ricardo
