Textos Engraçados sobre a Vida
REFLEXO DA VIDA
O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.
O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.
Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.
Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.
Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.
COISAS QUE APRENDI COM A VIDA:
- Que não existe meio termo, ou a pessoa é boa ou não é.
- Que a bondade está relacionada com a maturidade de se doar ao próximo.
- Que o mundo gira e se não semearmos boas sementes a colheita não será próspera.
- Que nada será em vão se fizermos com amor.
- Que a maldade não dura para sempre, um dia tudo vem à tona.
- Que a vida nos ensina com os tropeços e se não aprendermos a superá-los, não conseguiremos sobreviver nesta selva.
- Que ser corajoso é não ter medo de viver
- Que lutar contra as determinações do universo, é lutar em vão.
- Que a felicidade vibra constantemente de dentro para fora.
- Que o tempo é e será um ótimo aliado.
- Que nada será para sempre e tudo tem um prazo de validade, inclusive nós.
UM PONTO
Tudo, aliás, é um ponto.
Um ponto incerto.
Um ponto sem nó.
Um ponto de interrogação.
Um nó atravessado.
Uma incerteza dentro da outra.
Uma exclamação.
A vida
A morte
Meu norte
Meu nada
Meu tudo
Verticalizado
Nas ruas desertas.
Assim, aliás, é o meu mundo,
Enigmatizado,
Energizado,
Sem uma pretensão,
Apenas uma razão
E uma loucura.
"O seu sucesso na vida amorosa, social, pessoal e profissional, advém da relação com a sua mãe.
Então, honre-a, respeite -a, obedeça -a e se conseguir ame-a...
Essa escola VOCÊ ESCOLHEU em atendimento às suas prementes necessidades; nela está a grade do seu aprendizado.
E aprender dói, mas gratifica!"
Haredita Angel
22.03.14
"UMA COISA PRIMORDIAL NA MINHA VIDA EU APRENDI: Nunca dê sua atenção (MORAL) para quem não quer e muito menos contar sua vida para quem não interessa saber suas dores mais na hora do milagre, na hora da benção está ai e quer que você comparta. SAIBA SER SELETIVO."
—By Coelhinha
Todos querem uma vida plena e abundante. Todos querem um relacionamento iluminado com amor e companheirismo. Todos querem um carro novo. Enfim, todos querem ter dinheiro e prosperar. Mas, por incrível que pareça, a grande maioria das pessoas não tem sequer uma meta, um objetivo principal definido escrito, ou seja, não há um compromisso consigo mesmo.
Para que o universo conspire a seu favor é fundamental ter metas claras e objetivas, com data limite para realização. Anote-as e assine embaixo comprometendo-se a cumpri-las. No entanto, lembre que "Querer não é poder”.
Imagine duas ilhas isoladas no meio do Oceano Atlântico. Você está em uma delas. Na sua ilha já não há nada para comer e você tem sede, pois também não existe água de boa qualidade. Você passa muito frio, pois não existem abrigos. Fica exposto ao sol, chuva e vento. Você olha para o lado e vê a outra ilha, que está próxima, separada por um faixa de mar e avista árvores frutíferas, bananas e coqueiros com cocos verdes vistosos. Você vê um lugar perfeito para fazer um belo abrigo. Observa uma cachoeira de água doce e potável despertando em você uma imensa vontade de atravessar aquele pedacinho de mar e ser feliz naquela ilha maravilhosa.
Você quer, mas não sabe nadar. Você quer, mas não acorda todos os dias antes de o sol raiar para estudar as correntes marítimas. Você quer, mas não observa o vento e qual a estação ideal para travessia. Você quer, mas não verifica se existem tubarões e talvez seja necessário construir uma jangada. Você apenas "Quer". Enfim mesmo querendo você não atingirá seu objetivo, a não ser que você estabeleça um plano detalhado de como chegar lá.
Agora te pergunto: Você está disposto a fazer o planejamento para atingir sua meta? Você está disposto a pagar o preço? Você está disposto a trabalhar mais e melhor?
Você está disposto a estudar e apreender o que for necessário? Você está disposto a pedir a ajuda necessária? Você está disposto a ser o ator principal do filme da sua vida?
Eduardo Volpato Coach
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura num momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!
E de repente... 4.1 💗
Parabéns pra mim!
Por minha determinação
Por minha força de vida
Pela minha esperança
Pela minha resiliência
Por não ter perdido a fé
Por manter a chama da esperança sempre acesa, mesmo quando tudo o que eu via era escuridão!
✨💕Eu me amo! Eu sou grata!
Todos tem seu tempo de permanência em nossa vida. Alguns passarão a vida toda ao nosso lado, outros alguns poucos dias ou horas, mas todos que passam por nós terão algo à nos deixar. Amor, compaixão, paciência ou perdão. Precisamos compreender o tempo e suas razões divinas. Uns entram, outros saem e assim seguiremos nosso caminhar!
Guarde em seu coração todas as coisas boas que vivenciaram, sem mágoas ou rancores, mas não insista em continuar o que chegou ao fim.
Tudo flui, são como as ondas no mar, oras calmaria, oras turbulenta, porém mar sempre mar.
Querido diário.
Mais uma vez me encontro exausta, e desanimada de tudo e todos.
Nesses dias que não vim ate você eu me forcei a ser capaz, eu me enganei ( tentei). Ouso dizer que nunca atuei tão bem.
Eu não senti falta.
Do sorriso, do olhar, do toque e da voz
Mais ai me dei conta que minha paz, meu vício se resumia a esses pequenos gestos.
Então a ficha caiu mais uma vez, sinto meu corpo falecer aos poucos. Como se faltasse algo nele que e tão essencial que sinto que em breve restara apenas uma carcaça velha e cansada ( apesar de não ser velha), o tempo ta castigando o silêncio ta sendo tão pesado que não sei ate onde ainda vou caminhar.
Sei que agora está decepcionado comigo, diário. Eu tentei ser o melhor de mim sem o que disperta o melhor. E falhei!
Me deitarei hoje com o coração transbordando num nível que lagrimas ja me faltara pela manhã.
Boa noite
Aprendendo a Viver
Num piscar de olhos a vida passa
Tem gente que enxerga, mas não vê
E ainda acha que ela é ingrata
O segredo é aprender a viver
Veja bem, a vida está passando e você aí
Não consegue ver que ela sorri pra ti
Que anda lamentando com vontade de chorar
E vive procurando, mas não sabe encontrar
Amor, paixão e carinho
Agora vou dizer, você precisa me escutar
A solidão que tens vai te ensinar
Sejas feliz sozinho!
Eu sou obrigada parar um pouco e pensar em mim mesma.
Eu sou estimulada a deixar rolar grossas e quentes lágrimas dos olhos, embaciando minha visão, ao mesmo tempo em que soluços incontroláveis começavam a sacudir todo o meu corpo.
Muitas vezes meus nervos estão à flor da pele.
Procuro acalmar o gorila dentro de mim.
Posso ter demorado em encontrar o meu equilíbrio, mas encontrei! E esse equilíbrio é reconhecer meus limites, aceitar minhas mazelas, revidar em palavrões ou abandonar ideias que me faz sofrer.
Depois modifico tudo, recomeço de novo, mudo postura ou melhoro entendimentos.
Não sou de ferro!
Dois pés esquerdos.
Dois pés esquerdos e um coração.
Talvez um sorriso, ou dois, uma lágrima ou duas.
Carrego um pouco de tudo, dor, tristeza, decepção, angustia, alegria, carinho, cansaço, no momento muito mais cansaço do que qualquer outra coisa,
É só o que tenho, só o que sou, é o que sei ser.
Picos de humor, estres extremo, problemas mau resolvidos, picuinhas, medos, traumas.
Sono, cansaço e preguiça, vida social só em casa.
Pouco pra contar, pouco pra guardar, pouco pra fazer, muito pra esquecer.
Não sei muito mais sobre mim do que vocês ja sabem, não me encontro em nada, e não sei de nada,,
É isso que sou, o nada e o tudo, o simples e o complexo, mistura de muito com pouco, de breve com extenso, já não sei mais quem sou, nem minha origem é assim que sou e sempre serei.
Coração batendo e dois pés esquerdos!
O ventre
"Qual é o limite da sua capacidade de suportar tombos?
É você que quando leva uma pancada da vida esmorece de vez?
Você quando recebe um não vai pra casa chorar?
Desiste diante dos obstáculos mais simples? ou insiste
demais por pura teimosia em qualquer coisa.
Você é aquela pessoa que fica em relacionamentos furados,
aceita empregos meia-boca acreditando que vai melhorar?
Ou você é a versão moderna da "Madre Teresa de Calcutá",
e quer abraçar os infelizes, doar alimentos para os famintos,
sem perceber que na sua própria vida anda faltando muita coisa.
Olha, eu trago um recado direto para o seu "eu",
que pode estar perdido em uma rua qualquer da desilusão.
E você, se sentindo sem chão, não sabe por onde recomeçar.
Comece ou recomece por você.
Perceba que só podemos doar o que já temos com alguma folga.
Não queria consertar o mundo lá fora sem antes remendar o seu.
Ame-se!
Valorize-se!
Não se compare com esse ou aquele, apenas seja o seu melhor.
Não olhe para os problemas que andam a sua volta.
Por maiores que sejam, passarão!
O dia de amanhã pode trazer uma solução prontinha para o seu maior problema.
E agora, sem o problema, o que você vai fazer da sua vida?
Perceba que o que importa não é o problema, é a sua vida.
E a sua vida não é e nem pode ser o "problema".
Viva a possibilidade de recomeçar agora.
De criar um novo projeto, de viver um novo sonho.
De desejar experimentar novos sabores do velho sorvete.
Ou da sopa que anda tão sem gosto.
Tempere-se!
Adoce-se!
Viva o prazer de desejar o melhor e assim, conquistar o melhor.
Acredite, o tempo é seu aliado quando você decide vencer.
Nada é maior que o sue desejo de vitória!
Acredite em você.
O Criador acredita desde o ventre da sua mãe."
Eu tenho repetido muitas vezes que, em minha opinião, a humanidade a que pertencemos não entrou ainda em uma fase realmente psicológica, isto é, não aceitou voltar-se para o seu principal fundamento: a vida psíquica.
Não apenas no campo político, mas tudo o que acontece é interpretado sob o ponto de vista social, tentando-se ver a causa de todas as dificuldades em fatores alheios à vida psíquica. Livro - A Glorificação.
Livre para Viver
"Como é bom quando a gente se sente leve. Quando nos sentimos a vontade para pensar e viver, quando as preocupações e problemas do dia a dia viram meros coadjuvantes, que sempre existirão mas que não irão nos aborrecer e mudar o nosso humor. Como é bom amar e ser amado, as vezes mais amar do que ser amado, as vezes mais amado do que se ama o outro alguém, as vezes o amor não é correspondido. Mas isso não importa! Importa é amar, pensar 24 horas em alguém e deixar claro que é isso que você sente, isso é viver. Viver é escutar uma boa música, beber um bom vinho, comer uma tábua de frios ou aquela picanha no Rechaud, tudo isso junto aos seus amigos e a pessoa que você ama. Não deixe para viver amanhã, simplesmente viva. Cada minuto perdido é um minuto que não volta mais, os próximos minutos sempre serão diferentes, a vida é assim, tudo muda o tempo todo."
EU SOU
Eu sou a força em pessoa. Porém, sou também a forma mais insignificante de fraqueza.
Sou aquilo que você vê, sou a sombra que, ao anoitecer você apenas sente.
Sou o verde de tudo que a vida ja foi, sou o cinza do nada que sobrou da vida.
Sou este, sou tudo isto.
Sou tudo que voce mais precisa.
Nao sou o melhor nem o pior, mas sou, entretanto, tudo o que voce tem.
Sou o chão, o pedestal e tudo que te mantem no alto.
Sou seu apoio mais fiel.
Sou aquele que voce mais odeia, mas sou, contudo, aquele que sempre estara lá.
Sou o medo fixo nos calafrios que causaram seus traumas.
Sou este, sou exatamente isto.
Sou a coragem embriagando de vez todos os teus problemas.
Sou a lamina com o mais fino gume, mas nao tenha medo, pois sou o mais forte dos curativos.
Sou aquele que opina sem valor e que entende a alheia dor.
Sou a luz no fim do tunel e só depende de você se serei a saída ou o trem em sua direçao.
Sou o pouco, o exagero e um pouco mais.
Sou o esqueleto com orgãos funcionais.
Fui feito a tinta, permanente, a mais escura das escuras.
Daqui nada se arranca, nada se tira, porem, voce deve adicionar a mim, algo de ti.
Eu sou este, eu sou tudo isto.
Sou a boa noticia trazendo tragedias.
Sou a diferença monotona, sou a mudança buscando o melhor.
Sou o bem e o mau.
E assim como boas mudanças, eu nao existo.
E se existo, apenas nao deixo rastros.
Uma Gota D'Água
Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.
Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.
Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência.
A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.
Um olhar de ternura para quem pena na amargura.
Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.
Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...
Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...
Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...
Todas essas são atitudes que embelezam a vida.
E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor...
E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.
Pense nisso!
Sem a sua gota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.
Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.
Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.
Pense nisso!
Hoje ao acordar agradeci a Deus por tudo que tenho e
também pelas coisas que ainda não possuo.
pessoas que ainda permanecem em minha vida,
coisas que ainda me apego.
A vida é difícil de ser entendida pois a felicidade é difícil de ser explicada.
(Gil Macedo)
Velocidade é a bola da vez. Não sei bem se é isso, mas não tenho mais tempo para errar. Há alguns meses, numa mesa-redonda em Belo Horizonte, o professor Eugênio Trivinho (PUC-Santos) falava em "dromoaptidão". Nunca mais me esqueci. Ele fala difícil, a platéia de estudantes de graduação em Comunicação ainda não sabia o que fazer com aquelas palavras. Muita gente riu baixinho, pensou logo no dicionário. "Dromoaptidão" era um conceito que Trivinho desdobrava ali para aquela "galera". E era mais ou menos a aptidão que nós (e os próximos habitantes desta Terra) devemos ter para lidar com a velocidade.
Além do professor de Santos, capítulos de livro trazem pesquisas sobre o tal do "tempo real" e a perseguição de um intervalo cada vez menor entre os fatos, os fatos e as idéias, os fatos e os textos, os fatos e o jornalismo. Uma correria que aparece na vida de todo mundo das mais variadas formas. Gerações que se sucedem e ficam sem o que fazer cada vez mais cedo.
A geração dos meus professores universitários fazia doutorado aos 45-50 anos. A minha geração é de doutores antes dos 30 ou pouquíssimo depois. Inventou-se, para dar conta disso e manter a "linha de corte", o pós-doutorado. E deste se pode ter um, mas é pouco. Há jovens estudiosos com cartelas de dois, três ou quatro, antes dos 40 anos, uns dentro e outros fora do país.
Vou pelo mesmo caminho, mas não sem me perguntar: para quê estou correndo tanto? Onde vou parar? Para quem quero falar o que eu aprendo? Turmas cada vez menores? Poucos indivíduos que querem fazer carreira na ciência? Embora haja vasta comissão de ressentidos que vão mal na profissão ou que apenas repetem a crítica infundada àqueles que fazem da pesquisa a profissão (muitas vezes a vida), é nisso que este país se fia, com o pouco que ele é, para atravessar camadas e camadas de ignorância reverberada até por quem estuda.
Em todas as grandes universidades deste país (não estou falando de faculdades), há equipes grandes de pessoas de variado nível de formação questionando, examinando, estudando e propondo o que se faz do lado de fora daquelas cercas. Em qualquer região do Brasil, pessoas dedicadas ao conhecimento (e não apenas à informação replicada, muitas vezes mal replicada) fazem seminários para ver o que é possível para melhorar isto ou aquilo.
Fico observando aquelas equipes da Engenharia de Materiais. Eles têm de pensar em tudo, no presente e no futuro, e de fato alteram as perspectivas do que acontece dentro de nossas casas. Ou aquela turma de jaleco branco que acaba de passar por ali. São biólogos e vão almoçar. Um pouco mais cedo, estavam discutindo alguma coisa sobre meio ambiente. Os cientistas da Computação estão ali trancados resolvendo o que fazer com a pesquisa de um tal ex-aluno de doutorado que inventou algo muito importante para isto ou aquilo. E a turma da Faculdade de Educação entregou hoje cedo as matrizes que direcionarão o ensino de Matemática nos próximos anos, se os professores deixarem.
E para quê corro tanto? Para ver a banda passar. Para chegar na frente. Para que minha vida aconteça à minha revelia. Para que meu filho tenha um futuro bacana. Para ter grana. Para aprender coisas que pouca gente sabe. Para contribuir. Posso dizer tanta coisa para me justificar, mas prefiro ficar cansada. No final, estaremos todos vizinhos nas mesmas covas. Para quê correr?
Uma moça me contava, há duas semanas, a experiência de morar no exterior. Não em Londres ou em Nova York, mas em Moçambique. Antes disso, fez um estágio no interior da Amazônia e depois concorreu a uma vaga na África. Lá, não tinha quase onde morar. Pegou malária duas vezes. Depois de três anos, resolveu voltar para o Brasil porque ficou grávida. Não fosse isso e teria curtido mais a missão. Dizia ela: "Aprendi muito com esses povos. Lá você dizia ao cara para pensar no futuro, guardar a comida, conservar o peixe e ele dizia: para quê?". Quando ela argumentava: "Para você ter um dia melhor amanhã". O africano dizia: "Mas aí eu posso ter um dia melhor hoje". Caça, pesca, coleta. Isso mesmo, vida de quem está, não será. E se for, melhor.
Ela dizia isso e sugeria a alunos de Letras que concorressem a vagas oferecidas por agências nacionais de fomento para viagens ao exterior. Não para Milão ou para Lisboa, mas para Moçambique ou para qualquer outro canto do mundo onde não haja uma vida, no fundo, muito parecida com esta. Ela dizia isso e refletia: correr para quê?
Não quero viver da coleta. Não sou caçadora e nem estou preparada para o "carpe diem" dos filmes americanos ou dos poemas árcades, mas bem que eu queria um descanso. Não este descanso falso dos finais de semana que começam no sábado à noite. Não a pseudoparada dos que dormem de dia. Ou a noite exausta de quem trabalha sem parar. É isso o que se tem feito. Eu queria o descanso de viver este dia do moçambicano sertanejo. De quem não conhece, simplesmente não sabe o que é, o celular, a televisão, a caixa de e-mails ou a luz elétrica. Impossível.
Faz tempo que a velocidade vem mudando de jeito. Não por conta da internet, que esta é apenas a etapa que nos soa mais fresquinha. Desde o telégrafo, o trem a vapor, o telefone. Desde que a distância pareceu ser relativa. Desde que os burricos que atravessavam montanhas pararam de trabalhar. O tempo vem sendo manipulado. As pessoas vêm delegando suas reflexões e seus desejos a outras. Se gostam ou não, se querem ou não, se são ou não, tanto faz. Terá sido tudo uma imensa onda de práticas meio espontâneas.
Sem ler sobre o assunto, mesmo sem freqüentar aulas de "Análise do Discurso", seja de que linha for, é possível parar para ouvir os ecos de tudo o que se diz. Aqui, neste Digestivo, é possível ler uns textos que ecoam outros; tantos que expressam bonitamente a conversa do boteco, com mais elaboração, é claro; outros tantos que conversam entre si e nem sabem. O que importa é saber o quanto estamos presos a uma rede invisível de sentidos que já vêm meio prontos. Uma teia de relações que já chegam feitas. Uma onda transparente de significados que carrega os ditos e os não-ditos. Sem ter como escapar. Os dizeres estão sempre presos a outros, mesmo que não se saiba se alguém já disse aquilo antes. E principalmente por isso.
Pensar deveria ser a coisa mais importante de tudo. Da vida em família, da escola, da convivência. Saber pensar deveria ser a habilidade mais almejada de todas. Antes de saber envergar roupinha de marca ou saber inglês, antes de conhecer música ou ler Machado de Assis. Antes de ser "do contra" ou de apoiar a "situação". Pensar deveria ser obrigatório. Não sei pensar. Não aprendi direito. Antes que eu consiga (porque eu até tento, há quem nem isso...), vêm logo essas redes de sentidos me carregando. Que antídoto há para isso? Pensar de novo, ler mais, conhecer os textos (falados, inclusive) que já rolaram nesta correnteza e tentar ao menos me localizar. Saber que ecos tem minha voz. Pensar de novo e assistir aos efeitos do que eu disser.
Em 2002 eu tinha um blog. Ele era até conhecido. Fazia resenhas e entrevistas com escritores. Depois me cansei dele. Hoje tenho preguiça dos blogs, assim como de outras coisas e pessoas. Lá no meu blog era assim: eu mal pensava e já havia escrito. Muitas vezes funcionava. Mas isso não tem a menor importância para mim mais. No blog, no site, na mesa de bar, a velocidade eclipsa uma série de coisas mais importantes. Muito do que se escreve é de uma irresponsabilidade exemplar. O Digestivo já foi texto de prova de vestibular várias vezes. Imagine-se o que isso ecoa nas práticas de muitos lugares? Parece bobagem? Não é. Muito do que se toma como verdade é irrefletido, bobo, superficial, reelaborado, tolo, restrito, mas se quem escreve só faz escrever sem pensar, imagine-se o que fazem os que apenas lêem, e lêem mal?
A velocidade com que as coisas podem ser feitas e ditas tem trazido à luz o que deveria ficar guardado em tonéis de carvalho. Há produtos da cultura que jamais, esteja a tecnologia como estiver, sairão dos barris antes do tempo. Ainda bem.
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