Textos Emocionantes

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O apego é uma das causas mais profundas dos problemas emocionais, porque, ao nos apegar a algo, geramos o medo de perder aquilo que seguramos. Esse medo alimenta a ansiedade, a insegurança e a dor. Normalmente, nos apegamos a sentimentos, pensamentos, ações, a eventos do passado, a expectativas do futuro, ao tempo que passou ou ao que ainda está por vir, a pessoas, a lugares, ao lar, ao conforto, ao trabalho, à família, aos amigos, aos objetos e até ao nosso próprio corpo. Quando nos apegamos, ficamos presos a essas coisas, como se dependêssemos delas para nossa satisfação ou identidade. E, ao não querer soltar, nos tornamos reféns do que nos segura, o que impede qualquer mudança verdadeira em nossas vidas.


Esse apego cria um ciclo: quanto mais seguramos, mais nos tornamos prisioneiros do que não conseguimos libertar. Apegados, nos fechamos para novas experiências, para o novo que poderia nos trazer crescimento, aprendizado e autonomia. O apego nos impede de mudar, de crescer e, consequentemente, de aliviar o sofrimento que ele próprio cria. Porque, enquanto mantivermos esse apego, o problema continuará a se manifestar, de forma repetitiva, até que sejamos capazes de desapegar, de soltar aquilo que já não serve mais. A verdadeira mudança vem quando aprendemos a liberar, a desapegar, a permitir que o fluxo natural da vida aconteça sem medo, sem resistência. Só assim a gente para de sofrer, fica mais tranquilo internamente e aprende a viver sem ficar tão apegado as coisas.

⁠Descobri que falar pode aliviar dores emocionais. E aprendi a construir todas as minhas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao abismo do esquecimento . Descobri que se levam anos para construir um sonho e apenas segundos para que se acabe e só reste lembranças .
Descobri que a sinceridade pode frustrar as pessoas.
E existem pessoas por mais tempo de vida que tenham ou experiência não estão preparadas suficiente para um choque de ideias em um diálogo aberto e direito.
Nossa querida mãe falava muito nesses últimos anos sobre muitas coisas.
Principalmente sobre a vivência que teve.
Muitas vezes pedia a ela que escreve se esses pensamentos.
Mas hoje entendo o porque não escrever.
Ela preferiu que quem fosse interessado em saber tivesse tempo de qualidade para ouvir sua voz.
Espero com o tempo apague da muitas dessas histórias e só lembras das que eram direcionadas só para mim.

Eutalia santos de Souza

"Eu sou todas as emoções.


Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides

Quando se é novo é sempre a somar. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, canudos, lugares, responsabilidades, preocupações e ambições, vícios e prazeres que não viciam.
Até cada ano de vida que se viveu é celebrado como se fosse uma proeza. É triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com razão. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.
Depois, não sei a que idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.
O tempo de subtrair é cruel e frio e imensamente libertador. Dá vida aos últimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. Há quem diga que é como o tempo antes de nascermos (até um gênio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas não é. O tempo depois de morrermos é sempre pior do que o tempo antes de nascermos.
Ninguém sobrevive. Nascemos, vivemos e morremos. Sobreviver é tão estúpido como anteviver. A grande diferença entre estar perto da nascença e estar perto da morte é que a proximidade da morte é necessária e suficientemente melhor conselheira.
Antes de morrermos convém nos despirmos até estarmos nus; só com os nossos verdadeiros amores.

Miguel Esteves Cardoso

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

Trilhos da Emoção

Muito bom retornar ao passado
Através da música
Em som apurado.

Uma linda canção
super romântica
Remexendo os sentimentos,
Agitando a rítmica do coração.

Escuto "Rolling Stones, Lady Jane"...
Enquanto ouço, um cenário descortina,
Na minha imaginação...
Eu ainda menina,
O coração em flor
Corria nos trilhos da emoção,
Viajando num trem chamado adolescência!

***

Oh meu pai de coração
Tu sempre fostes guerreiro
Suportando a tempestade da emoção
Ajoelhado aos pés deste coqueiro

Ajoelhado aos pés deste coqueiro
Pareces um homem contemplado
Destinado a ser grande obreiro
Nesta obra do Mestre Manifestado!

Espelha-te homem neste coqueiro!
Que pelo exemplo derrotou majestades
Ele permanece em pé forte madeiro
A suportar da natureza as tempestades

Necessitas para este exemplo olhar
Aprende velho homem ao entender
Cumpras a nobre missão de amar
A este amigo coqueiro preciso compreender.

A falta de maturidade emocional no adulto pode se manifestar pela incapacidade de lidar com a frustração ou críticas, resultando em reações impulsivas e infantis, como "fazer fofoca" ou falar mal dos outros!!!
Ao espalhar a ofensa, o indivíduo busca aliados para confirmar que ele é a vítima, buscando aprovação social para validar sua raiva.

Suas ações, suas palavras me causam gatilhos emocionais, me machucam tanto, ao ponto de eu não pensar de forma racional, penso em fazer loucuras...
Eu me sinto mal, insuficiente, insegura, desvalorizada, sem importância, não amada... Me levam a reagir de maneira negativa, impulsiva e eu acabo me culpando e arrependendo depois... E isso acaba prejudicando nós dois.
Eu poderia melhorar por você, sim. O meu amor seria capaz disso, o meu despertar... Mas você destrói tudo o que você tem. E isso não é sobre mim... Você me manipula, pra eu fazer o que você quer, o que você me fala, porque o que eu falo não é levado em consideração, às vezes é como se eu fosse invisível...
Quando eu te olho a única coisa que sinto é desgosto. A única coisa que vejo são mentiras, traições, falsidade... Eu causo situações para que você se afaste de mim, mesmo sabendo que eu posso te perder, eu não tenho medo, pois pior é estar ao lado de alguém que não está presente de verdade.


Vou viajar na ilusão
Navegar na emoção
Se aproximar
Sentir a batida do coração
Temos que sonhar
Sem desistir, imaginá e persistir
A sempre uma luz ati guiar, seguir
Encontrar um mundo novo e sorrir
Temos que viver e florir reinventar
Progredir sempre tem alguém a te esperar...
A conquistar encantar
caminhar no coração
Vem sentir o calor e transpirar
felicidade de amor...

"Deus não se move por manipulação emocional. Lágrimas não O convencem, mas a fé O agrada. É pela fé, e não pela emoção, que tocamos o coração do Pai."
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus..." (Hebreus 11:6)


Lágrimas podem expressar dor, mas a fé revela rendição.
Lágrimas podem tocar o coração humano, mas a fé abre portas nos céus.

Carta de um amor

Jaz um sentimento no que se punha toda verdade em forma de emoções e atos; e os transmitia em palavras de gratidão e zelo então. O sentir era transcrito das mais diversas maneiras de afagar o coração.
Ao fechar os olhos, seu sorriso involuntário traduzia um carinho na alma resgatado por uma lembrança inefável.
O sinônimo rodeava seu corpo nas mais diversas cores e sensações; e de dentro de uma ostra nascia a mais bela das ilusões.
Jaz um envolvimento no qual o egoísmo não conjugava verbo algum. Desmedido, solto, livre! Em suas asas continha um porção extra de um mágico antídoto, que destilado na ponta da língua através de um doce beijo, paralisava toda a terra em seu redor. A dor como um ato de amor tinha seu papel em sua melhor transcrição sentida; era a saudade desmedida, que em suas visitas com sua partida, a conhecia salteado e de cor.
Dizem que existiu, que quem o sentiu teve sorte, quem viveu teve em suas mãos o mais precioso bem já sentido e tocado. Que tinha o poder de transformar todo o planeta em um único ponto, onde o pensamento faz morada.
Jaz a necessidade de amar, o desejo de afagar e indistintamente transformar o sentir no mais nobre sentimento já permitido e jamais compreendido.
Amor de céu, amor de terra, amor de fogo, amor de mar, amor de amar.
Amor de se envolver sem medo, amor de cultivar desejos, amor de banhar a alma, amor de se entregar.
Jaz amor, aqui o amor, já sentido em sua mais forte e única verdadeira forma de estar. Jaz, o amar.

⁠Era uma vez duas irmãs chamadas razão e emoção.
Uma dupla incrível quando se trata de resolver plobemas.
Em um certo dia apareceu um plobema na vida de razão, mas ela não sabia que o plobema estava ali, pois pra saber ela teria que sentir e ela não sente, só pensa. Mas emoção podia sentir o plobema da sua irmã e logo a avisou. Assim, razão estava ciente do plobema e resolveu. Um tempo depois, apareceu um plobema na vida de emoção, e ela sabia que tinha um plobema, mas não podia resolver, pois pra resolver ela teria que pensar, e ela não pensa, só sente.
Mas ela ciente do plobema foi pedir ajuda a razão para resolver o plobema, e ela conseguiu resolver.

Moral da história: pra saber que um plobema existe você tem que sentir, e pra resolver, pensar!

... o bem viver
não se limita ao pleno proveito
das nossas emoções, tampouco se resume
aos rígidos preceitos da razão; visto que optar
apenas por umlado — emoção ou razão — nos sujeitaria à não resposta de uma súbita
amargura, ou à fria indiferença...
Sofreríamos, sobretudo, das
agrurasde uma vida
'manca'!

Emoções primárias são aquelas que surgem de forma automática, instintiva e universal diante de estímulos básicos da vida. Elas não precisam de linguagem para existir, nem de cultura para se manifestar. Um bebê chora quando sente medo ou desconforto, sorri quando sente prazer e grita quando se frustra mesmo sem ter aprendido nada disso.




Do livro: A anatomia das emoções de Nina Lee Magalhães de Sá

Às vezes me bate um sentimento inexplicavelmente ruim e que junta um misto de emoções, lembranças, momentos, tudo que eu já vivi de alguma forma. A única certeza que me sobra é saber que não é uma pura nostalgia, mas sim uma saudade do passado fazendo um paralelo com o meu futuro e degradando completamente o meu presente o que pra mim é confuso porque de repente bate uma alegria, uma vontade de viver, mas quando eu paro um pouco esse sentimento volta.
Tô aqui escrevendo esse texto porque sei que ninguém é capaz de entender e sentir o mesmo que eu sinto, além do mais, apesar de eu sentir falta de alguém pra desabar toda essa pilha de sentimentos insalubres, eu acho que ninguém é obrigado a escutar as histórias tristes dos outros, e óbvio que na minha cabeça o que eu falo pros outros não vale de nada, me desvaloriza e não representa minha dor verdadeiramente e intensamente.

E olha… eu vou te contar uma coisa que a gente só entende depois de apanhar emocionalmente igual tapete em dia de limpeza pesada… amor que marca é barulhento. Faz escândalo, quebra prato invisível, deixa cicatriz que a gente até mostra com um certo orgulho, tipo troféu de guerra que ninguém pediu pra disputar. Já o amor que permanece… ah, esse quase não faz barulho nenhum. Ele chega de mansinho, senta do seu lado e, quando você percebe, já está ali há anos, dividindo até o último pedaço de pão e o último suspiro de paciência.


Eu já fui dessas que confundia intensidade com destino. Achava que quanto mais difícil, mais verdadeiro. Quanto mais lágrimas, mais profundo. Basicamente uma novela mexicana ambulante, só faltava a trilha sonora dramática e uma câmera dando zoom no meu rosto enquanto eu olhava pro nada pensando “por quê?”. E o pior é que a gente romantiza isso. A gente acha bonito sofrer. Olha que perigo.


Mas aí a vida, essa professora sem paciência e sem filtro, vem e fala “minha filha, senta aqui que você ainda não entendeu nada”. E foi aí que eu comecei a perceber que o amor que fica não precisa te convencer de nada. Ele não te deixa em dúvida, não te faz virar detetive emocional, não exige interpretação de texto às três da manhã.


O amor que permanece é quase sem graça… e é justamente por isso que ele é extraordinário. Ele não te dá frio na barriga todo dia, porque te dá algo muito melhor: paz. E paz, minha querida, não viraliza, não rende história caótica pra contar pras amigas, não dá engajamento… mas sustenta uma vida inteira.


Entre o amor que marca e o amor que permanece, eu também fico com o que fica. Porque o que marca às vezes só prova que doeu. O que permanece prova que deu certo. E no final das contas, depois de tanto drama desnecessário, tudo o que a gente quer é alguém que fique. Que fique quando o encanto dá uma cochilada, quando o dia é comum, quando a gente não está interessante, quando a gente só é… humana.


E é curioso, porque o amor que fica não grita “eu sou o amor da sua vida”. Ele só… fica. E nisso, ele vence.


Agora me diz, você ainda está escolhendo emoção ou já está escolhendo permanência?

Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."

A maturidade emocional é uma das conquistas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais revolucionárias da vida. Não se trata de apagar sentimentos ou fingir indiferença diante do caos, mas de aprender a conviver com eles sem se perder. É como caminhar por uma cidade barulhenta e, ainda assim, manter dentro de si um espaço de calma, onde o ruído não alcança.


Ela nasce quando entendemos que não temos controle sobre o comportamento dos outros, mas temos controle sobre nossas respostas. É nesse intervalo entre o estímulo e a reação que mora a liberdade. Quando alguém nos critica, provoca ou decepciona, podemos escolher se vamos entregar nossa paz ao impulso ou se vamos respirar fundo e responder com consciência. Essa escolha, repetida dia após dia, é o que nos fortalece.


Ser emocionalmente maduro é aceitar que a vida não se curva às nossas expectativas. É perceber que insistir em ter sempre razão, em esperar que os outros ajam como nós agiríamos, é uma prisão invisível. A maturidade nos convida a soltar esse peso, a abandonar o rancor e a transformar a raiva em aprendizado. Não significa tolerar injustiças ou se calar diante do que fere nossos valores, mas sim escolher batalhas com sabedoria, preservando aquilo que é mais precioso: a paz interior.


Na prática, maturidade emocional é pausar antes de responder, é nomear o que sentimos para não sermos reféns da emoção, é enxergar na crítica uma oportunidade de crescimento, é usar o silêncio como escudo quando a provocação não merece resposta. É agradecer pelo que temos mesmo nos dias difíceis, porque a gratidão dissolve a raiva e abre espaço para a serenidade.
No fundo, maturidade emocional é a arte de viver com leveza em meio ao peso do mundo. É a coragem de olhar para dentro e reconhecer que a verdadeira força não está em controlar os outros, mas em dominar a si mesmo. E quando aprendemos isso, descobrimos que a paz não é um acaso, mas uma escolha diária — uma escolha que nos liberta.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Fechar a carteira emocional


Não é o outro que me deve,
sou eu que insisto em pagar parcelas
de um contrato nunca assinado.


Chamo de amor,
mas é vício de apostar no cavalo errado,
mesmo sabendo que não vai cruzar a linha de chegada.


Um dia, o estalo:
o banco não é deles,
a moeda sempre foi minha.


Fecho a carteira.
Corto o crédito.
O débito evapora.


E descubro, enfim,
que liberdade não é conquistar amores distantes,
é escolher e não financiar ilusões.