Textos em versos

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Versos de estação em estação

Janeiro... sol e calor
Veraneou a primavera.
Sol e sal...
à beira mar...
minha tez a queimar... a salgar.

Março... são as águas fechando o verão.
Inundam o mundo de melancolia.
Do outono que a nostalgia traz...
Arrastam restos de outra estação.
Desmorenar bem devagar.

Junho... invernou...
Profunda e fria solidão.
Um violão mal tocado
no canto da sala...
meu sono embala.
Do frio que hoje meu coração sente
a cada noite mais se ressente
minh’alma carente... só ...
só... e isso me apavora...
só queria que tudo passasse brabdamente...
sem ventanias, nem tempestades...
só invernasse suavemente.

Setembro... outra estação.
Descongelar.
Perfumar.
Quase a marear...
Jogar no mar...
... deixar a onda levar.

Recomeçar?

⁠Acaba bem
.
Todo meu passado
Num recorte de papel
Está contado.
.
A vida em versos vivos
Se vos conta
De um amor que não tem conta.
.
Se era ela a pretendida
Eu já não sei,
Sei apenas não ser eu pretenso dela.
.
Todo meu escrito
Num papel amarelado
Pelo tempo mal tradado!!!
.
Minha vida numa fábula
Se vos conta...
A história não acaba bem.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

" *Em cada versos meus será para dizer que sempre vou te amar..."*
(Escrito em tatuagem)
************************
Não te amar somente com palavras, mas sim com todo fervo digno desse amor...
Em cada verso meu será pra ti ... com canções ou com palavras dizer....que sempre vou te amar.
Sempre vou...

O livro


Alguns capítulos foram lidos e alimentaram a imaginação,
Versos de amor aquecem,
Frases com detalhes impactam,
Folhas em branco revelam,


Na história lida:
Batalhas vencidas,
Amores amarrados,
Desejos realizados,
Sentimentos explorados,


No estágio do era uma vez, tem os três pontinhos no final do ainda não acabou.

Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.


Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.


Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.

Entre versos quebrados


O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.


As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.


No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.


E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois

⁠Na sombra de tua poesia, eis que me encontro,
Entre versos e sonhos, o encanto se expande.
Tua lembrança é brisa, um sussurro, um encontro,
Nas páginas da memória, a verdade se expande.

Palavras que tingem a alma, com cores do sentimento,
Cada linha é um mundo, cada estrofe, um mar.
O que fizeste por mim, é eterno, é fundamento,
Na vastidão do poema, onde me perco a vagar.

Sei do que te interessa, e a resposta, aqui está:
Tu, que me escreves com coração e com alma,
Sabe que cada verso teu, em mim, ecoará,
Pois na poesia que crias, encontro a minha calma.

O que achei de teus versos? São laços de emoção,
Que em cada rima, me envolvem e me transformam.
São flores de papel, que brotam da tua mão,
E no jardim das letras, novos sonhos formam.

Eis a minha resposta, na simplicidade que sinto:
Grato por cada palavra, por cada suspiro leve.
Nos teus versos, encontro o que no mundo pressinto,
Um elo de poesia, que eternamente me envolve.

Ecoando a minha alegria.
Espalhando poesia.
A minha, a sua, a nossa.
Entre versos e rimas.
Os ecos da cidade.
Pelo Brasil, aflora.
Quero tanto e não quero nada.
Das incertezas, nada é meu ou seu.
Tudo é nosso!
Nesse Brasil, lá fora.
Nos becos, estradas e vielas.
No subúrbio ou na zona sul.
Ouve-se os
Ecos da cidade.
De norte a sul...

O excesso dos meus versos




✎𓂃
Prenda-me por escrever em excesso!
Se renegas o que faço e me negas o que te peço
Prenda-me!
Me dê uma lupa 🔎, um caderno e um lápis.
Não preciso de mais nada para o que faço
Prenda-me na solidão do prefácio




Me dê um canto qualquer e continuo inspirada
Prenda-me por escrever em excesso.
E mesmo assim terminarei os meus versos
Prenda-me.
Mas liberta-me das suas ciladas.ᝰ.ᐟ๋࣭ ⭑

VERSOS, CONTOS, MÚSICAS E MODAS


No terreiro do sertão,
Nas veredas do luar,
Nasce o verso feito fonte,
Que não para de cantar.
É a cultura nordestina
Que ninguém pode apagar.


Tem poeta e cantador,
Violeiro de valor,
Que transforma a própria vida
Em semente de amor.
Cada rima é uma colheita,
Cada canto, uma flor.


Os contos passam de boca
Como o vento no roçado,
Misturando fantasia
Com um fato acontecido.
Quem escuta guarda a história
No coração enraizado.


As modas de viola ecoam
Pelos campos sem ter fim,
Falam da seca e da chuva,
Do mandacaru e do alecrim.
Cada nota leva a alma
A um jardim dentro de mim.


Tem aboio de vaqueiro
Rasgando a imensidão,
Chamando o gado disperso
Com coragem e precisão.
É a voz do homem do campo
Abraçando o coração.


A sanfona abre o fole,
A zabumba faz tremer,
O triângulo acompanha
Fazendo o povo viver.
Quando o forró principia,
Ninguém pensa em padecer.


Os mestres da poesia
São estrelas do sertão,
Deixam livros e folhetos
Como eterna inspiração.
Cada estrofe permanece
Feito raiz no chão.


O repente é desafio
De talento singular,
Onde dois grandes cantores
Fazem versos sem falhar.
Quem domina a inteligência
Faz a plateia admirar.


Luiz Gonzaga ensinou
Que o Nordeste tem valor;
Patativa fez do verso
Um jardim de esplendor.
Cada mestre deixou viva
Sua marca e seu louvor.


Dos folhetos de cordel
À viola dedilhada,
Dos romances às cantigas,
Da toada apaixonada,
Tudo forma um patrimônio
Da cultura abençoada.


Enquanto houver um poeta
E um cantor para cantar,
Haverá versos e contos
Para o povo recordar.
Pois o sertão nunca morre,
Só aprende a florescer
E em suas músicas e modas
Ensina o mundo a viver.

MUSA DE UM POETA LOUCO!

Um poeta precisa de sua musa
que inspire os seus versos
e transpire todas.emoções.
O poeta é viajante imaginário
que sonha com sua princesa
e beija como um lendário
no perfil de sua tosca fotografia
para entregar pra ela um rosário
sem rumo e sem destinatário.
Seu amor latente noite e dia
Talvez até mesmo sem solução
Um poeta precisa da ilusão
sentir o perfume dela pelo ar
enquanto rolam suas lágrimas
mesmo que ela o desconheça
mas ele precisa de sua musa
para compor assim a sua poesia
Quem sabe termine um dia
como uma bela melodia
entoando nos ouvidos dela.
Ele carrega uma forte ilusão
mesmo fantasias na contramao
aflorando dentro do peito
presença tornando revelação!
Seu sorriso, seus cabelos
seu corpo solto no tempo
onde usa toda imaginação
para desenhar entre palavras
O brilho dos seus sentimentos.
Nas asas ele chega até seu mundo em delírios
descrevendo e formulando sonhos
Na vida mostrando assim
------ a musa desse poeta louco!

Geometria do Encontro

Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.

Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.

Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.

E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.

Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.

Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.

Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.

Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.

E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.

Rabiscos

Num pedaço de papel em branco
Vou combinando palavras e compondo versos
Monto ideias e desmonto pensamentos
Analogia curiosa, não é mesmo?
Escrevo e não digo nada
Componho e expresso tudo
Contradições de uma mente sana
Ardente pela insanidade
Sedenta por um quê a mais de temperamento
Variando entre a tranquilidade do dia-a-dia e o fervor do final de semana
Sou eu, teoria
Sou eu, prática
Sou eu, silêncio
E desse silêncio me alimento
E desse alimento tenho voz
E dessa voz grito
E desse grito eu silencio novamente
E desse ciclo infinito eu tenho sempre
O roteiro dos meus versos
Sentido? Que sentido?
Me atrai o desconexo
E está tudo bem, obrigada.

Sinestesia


Cansei de me conter
E comecei a escrever
Os versos voam
Quando penso em você


Quando estou contigo o tempo quer voar
Vira vento, vira vaga, vira ar
Cada pinta tua é um mapa por decifrar
Um segredo que só o tempo vai revelar


Tu serás o motivo dos meus versos
Por isso é que te peço


Sempre que tu falas
Minha boca se cala
Pois cada palavra
Me fura feito bala


Guardo cada frase, nem que sejam falhas
Teu silêncio até vale mais que outras batalhas
Quero aprender teu jeito, teu olhar
Quero aprender contigo a te amar


Aprender como posso te ter
Aprender a te conhecer
Aprender tudo o que és, cada detalhe teu
Aprender ao teu lado o que o mundo não me deu


Quero ser o silêncio antes da tempestade
O instante que antecede toda verdade
Guardar de ti o que ninguém mais sabe
E ser, pra ti, o que mais te cabe


Tu és minha sinestesia
A mistura perfeita que me contagia
Teu beijo tem gosto de correria
Teu toque me anestesia
Vou te chamar de minha, mais que deveria


E mesmo depois de tudo isso que eu sinto
Ainda existe um verso que não termino
Uma palavra presa, quase escapando
Que eu guardo em segredo, mas vou soltando


Prefiro esperar o vento certo chegar
Pra que o que eu sinto não te faça escapar
Um dia o silêncio vai se transformar
No verso mais simples que eu puder te entregar

Hoje, revisando os versos coisas que escrevi pra ti, percebo que muito do que dizia, do que eu sentia, diz muito mais sobre mim do que sobre você.


Foi triste te ver partir.
Mas creio que aprendi muito e acredito que vou cuidar mais de mim.


Se um dia você decidir voltar, espero que eu possa a porta abrir e, ao te ver diante de mim, reconhecer que eu posso, sim, viver sem ti.


Porque de ti, alguns pedaços ainda existem em mim,
e talvez seja justamente isso que se torne tão difícil.


Você não ficou,
mas alguma parte de você ficou em mim.

Mude uma palavra de um poema alheio
Cultivando-a em versos próprio
Ponha-a para tomar olhares


Regue-a compartilhado


Quando olhares neles pousares
Leve pelo açúcar que há
Levará na orelha


Versos


Mude palavras


Cultivando...


Salve a poesia incendiando o pensar


Esse grito queimando
Pede iluminar


Cultivar palavras
Para educar


E não arrancar do
Coração a moral da história


Vai xandão salva a Amazônia


Plant/ e boca é tigela e açaí


(Leonardo Mesquita)

Criar versos para ter tempo pra babar
a beleza da linguagem.
Como as palavras são capazes; aqui são um pensamento, em outras frases outros...
Olhar olhar elas causando pensamentos só porque elas podem
Olhando os traços parecendo que em
vez de tinta na caneta o poeta tinha mel; mais uma olhada, uma olhadinha nada de boba...
Tirar uma casquinha não custa nada
-- ah linguagem -- tu passa balança os sentidos de qualquer jeito não importa a palavra...




Leonardo Mesquita

Palavras são letras empregadas
Frases são palavras bem empregadas
Versos são emprego de pensamento
Pensamento é cair em si
Final de estrofe letras em caixa


Saca essa...
Ganhe criatividade de poeta
Gaste vocabulário
Saindo daqui...
Com os bolsos cheio de letras...




Leonardo Mesquita

Uma ideia leve e graciosa
Pintando a mente — flor
Na cor que esses versos
Lhe chega ao gosto
Leitura que pincela um
Rosto em tela — verso epousa
Letras que sabor
Graciosa a mente fica
Pelo gesto de olhar
Com amor
A ideia leve e graciosa
A imaginação é — flor
Que desabrocha
Com o brilho do leitor
Exalando como
A mais — a mais
Palavras com sede
Sede de como
Como — flor






Leonardo Mesquita

Vou te enrolar com versos
mas nessa tu vai ganhar
é só ler esperto, e ganhar vocabular
não é palavra nova ou velha — difícil,
daquelas que não ajuda a pensar
em vez de correr pro dicionário,
desenrola o teu jeito de falar
cá olhando os versos descendo
os degraus com um valor
difícil de largar — não é verbo
para conjugar: olha só
vou te pagar; pega esse poema
ele vale quantas palavras?
eu não sei — põe ele na conta
se essa tu pode sacar!


(Leonardo Mesquita)