Textos em versos

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Meu segredo

No silêncio das horas que passam,
Guardo-te em versos nunca ditos,
Um segredo entre o vento e a alma,
Onde sonhos são meus gritos.

És sombra que dança na memória,
E luz que aquece o coração,
Um amor que vive sem história,
Mas ecoa em cada pulsação.

Teus olhos, espelho do infinito,
Refletem mundos que não posso tocar.
E mesmo sendo amor proscrito,
É a ti que a vida insiste em chamar.

Nas noites solitárias, murmuro,
Teu nome perdido no tempo,
Como quem busca o porto seguro
No mar de um sentimento.

Se este amor é sombra ou destino,
Só as estrelas podem dizer,
Mas no meu peito segue o desejo,
De um dia poder te rever

Eu hoje reli os versos que outrora fiz chorando...
E também reli os versos que outrora fiz amando.
Cada um tem uma história, da vida que vai girando.
Eu agora não tenho versos, eu agora estou só pensando...
Como será o futuro, será chorando ou amando?
De momento sigo sem versos, de momento, sigo aguardando...

CHEGUEI EM MIM


Eu escrevo e canto versos, poesia.
Eu escrevo.
Escrevo, escrevo, escrevo.


Falta um mundo
para descrever o que sinto.


Vivi, vivi tantas coisas.
Já passei por tantos risos.
Já andei por tantas estradas
que pareciam não ter fim.


Cheguei.
Cheguei em mim.


Nildinha Freitas

Foi Amor a primeira estrofe, sem toque,sem contato.
Eram apenas palavras, em versos e prosas. Éramos próximos sem nunca termos nos encontrados. Ela sempre foi faltosa neste sentido. Falávamos madrugada a dentro,confissões, emoções, sentimentos sentidos e declamados, éramos dois desconhecidos falando de Amor.
Faby....(*."

Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.


Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.


Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.


Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.


Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.


Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.

Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabrocha no jardim do tempo, e desde então, meu mundo nunca mais foi o mesmo.


O teu sorriso é o meu amanhecer. Ele ilumina até os dias mais nublados e me faz lembrar que, mesmo nas tempestades, existe sol esperando para brilhar. Em ti, encontro a delicadeza das pétalas, o perfume suave da manhã, e a ternura que faz da vida algo mais bonito e leve.


Cada gesto teu é uma poesia escrita no vento, e tua face, ah, tua face é como pintura divina, moldada com o toque da própria criação de Deus. Cada traço teu é uma canção que embala meu coração, e cada olhar teu, um verso de amor que o universo escreveu só pra mim.


Teus olhos, minha menina, são lagos encantados, onde a verdade dança e o brilho da tua alma reflete tudo o que há de mais puro. Mesmo quando o mundo parece escuro, é esse brilho que me guia, que me ensina o caminho de volta para o amor.


Em mim há tanto amor, tanto encanto, que às vezes transborda. Guardo-o inteiro para ti para proteger teus passos, para enfeitar o caminho que escolheres seguir. Quero que saibas que não importa onde a vida te leve, sempre haverá em mim um abrigo, um colo, um lar.


Tu és meu milagre, minha estrela, minha flor. És a razão mais doce da minha existência. E enquanto houver vida em mim, haverá amor um amor eterno, profundo e silencioso, que te acompanhará mesmo quando meus braços não puderem mais te alcançar.


Com todo o amor que cabe em um coração de mãe,
Tua mãe, que te ama infinitamente. 🌷

Versos de um poema...



Escuridão não é a ausência de luz... É a ausência de você...
Minha alma viaja sem fantasias... A visão marejada
E carente de ti... E o tempo não se detém nem retorna
Prossegue sempre inexorável...

Longe no horizonte… onde o vento toca
nos cumes entorpecidos ouvem-se
sussurros de um poema perdido...

“...mas trazem os versos
De um poema que te escrevi... Faz tempo...!”

Amor

Te escrevo os mais belos versos, Sob o brilho das estrelas do meu olhar apaixonado.

Te canto melodias inéditas, Que apenas teus ouvidos merecem ouvir.

Te abraço com todo o meu ser, Pois cada passo ao teu lado é entrar no paraíso.

Ao teu lado, encontro o sonho, Onde tudo se torna perfeito.

Não há guerra, nem medo, Apenas paz e amor infinito.

Você é minha força esquecida, Minha razão de ser.

Luzia Delmondes
By Luzia Dellmon

⁠Versos
Inversos
Reversos

Incomparáveis, na medida que te peço
Sim tens o direito de desacreditar de mim
Fiz por onde eu confesso...

Mas não desacredite dos meus versos
Eles são o melhor de mim, são o que tenho de mais honesto
O amo que sinto por te, versos verdadeiros de um amor eterno !

"Quando calam nossa voz escrita, quando definham nossas palavras em versos, quando de nós fazem um papel rasgado e maltrapilho, traduzimos a repressão em mais letras.
É uma luz que se apaga, um livro rasgado, milhares de olhos que não apreciaram mais a beleza das letras... Infelizmente, o mundo gira em torno da hipocrisia, da farsa, da mentira e da roubalheira. Onde estão os nossos livros??? Onde estão escritos os direitos de exercer a literatura sem repressão? Lamentavelmente pobre a decisão de fechar milhares de janelas enviadas através desta porta biblioteca.
Triste, pergunto: Quando será o funeral?”

Prisão do amor
O poeta conversa com o papel
Nos versos entre tintas e lágrimas é capaz de colocar a emoção em cada refrão
Fazendo da imaginação a sua prisão,
Sendo liberto ao partilhar das dores que sofre ou imagina,
Afinal essa é sua sina, transbordar a emoção até os confins da sua imaginação
Transportando todos os seus sentimentos a quem está lendo, para lhe falar o quanto é árduo amar por apenas um breve momento.
Quem experimenta do amor, que não lhe pertence.
Será minha a culpa de nascer na era errada?
Quero de volta o amor da folha parda.
Não quero migalhas virtuais, do tipo curtiu algo, vê tudo o que posto.
Quero bilhetes e anotações para nutrir de Fernando a Camões, os desejos de se expressar o coração com as mãos no lápis.
-
Leonardo Procopio
15 de Julho de 2024

De que me adianta compor meus versos,
poetizar a vida, a felicidade e o amor?
De que me adianta ser poeta,
se os poetas não existem mais,
e o desamor, o perecível passageiro,
tem mais valor?


De que valem meus poemas, nunca lidos,
ignorados por superficiais
que se vendem como objetos
da nova indústria social?
Onde o superficial é uma propaganda
que encobre a realidade em declínio,
onde o amor e a felicidade
são propagandas num comercial
com personagens perfeitos,
imitando um passado que nem existe mais.


Assim, sou eu, um poeta no tempo errado,
poetizando o que já foi desejo de um passado
que deixou lembranças.
Hoje, ser poeta é ser ignorado
por um mundo em guerra, cheio de ódio,
onde meus poemas são descartados.


Por Marcio Melo

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

Versos Proibidos

Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.


Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.


Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.


E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.


Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.


Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.


Não escrevo:
erupciono.


Não declamo:
transbordo.


Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.


E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Lua Cheia ❤🌕


Óh Lua Cheia!
Guardiã ancestral das marés
e dos segredos e versos
que a noite, em silêncio,
costura, remenda e borda
nos tecidos da alma.

Teus raios prateados
não invadem,
acariciam.


Escorrem mansos
sobre telhados adormecidos
e nas trilhas notâmbulas
de pensamentos e inspirações
das almas poéticas insônes.


Óh! Lua Cheia!
Há algo de misterioso em ti
que convoca o íntimo,
como se cada raio teu
abrisse uma fenda secreta
dentro da alma.


Sob tua presença redonda e plena
os lobos solitários
uivam,
os poetas sonhadores
despertam,
os amantes sedentos
se embriagam
nas juras de amor e paixão
que brilham no crepúsculo.


Óh! Lua Cheia!
Espelho branco do mistério,
quantas confidências humanas
já repousaram no teu silêncio?...


És bússola das águas,
farol dos navegantes,
cúmplice das inquietações
de quem olha o céu
procurando respostas
que só o silêncio sabe ofertar.


Óh! Lua Cheia!
Tão inteira,
tão calma,
tão distante
e ainda assim...
tão próxima
do âmago humano.
✍©️@MiriamDaCosta

Ventos outonais


O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,


e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...


e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...


Sou filha do Outono
ovulando Primavera.


✍©️@MiriamDaCosta