Textos em Homenagem a Amigo em Cadeira de Roda

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A roda contemporânea

Em um contexto de grande industrialização, globalização, o homem não se sente totalmente satisfeito com as técnicas mais avançadas, pois elas não respondem as questões existenciais mais profundas do ser humano. Isso sem contar aqueles que estão privados de tais avanços, que criam novas espécies de analfabetismos, como o digital e o tecnológico. O Papa Bento XVI fala que vivemos em uma ditadura da técnica, tudo tende a ser altamente mecanizado e informatizado. A tecnologia não é nem boa e nem má em si mesma, dependerá sempre de quem está no controle dela. Paradoxalmente, quem acaba por estar no controle é a própria tecnologia, eleita pelo homem contemporâneo a solução de todos os problemas da humanidade. Ironicamente, essa tecnologia, acaba se voltando contra o próprio homem. A necessidade de tudo informatizar e mecanizar acaba gerando múltiplas exclusões de demanda humana no mercado. Se a revolução copernicana foi caracterizada pela supremacia do sujeito em relação ao seu objeto, hoje ocorre a olhos vistos a revolução tecnológica, na qual a tecnologia desenvolvida pelo homem assume o lugar do sujeito e o homem passa a ser seu objeto. Muito pertinente e oportuna é a tese de Adorno e Horkheimer na qual o Mito se transforma em esclarecimento e o esclarecimento se volta ao mito. Quando o se tenta desmitologizar a natureza, essa forma de esclarecer acaba por se tornar mito novamente, grosso modo. A contemporaneidade tem se pautado muito nesses aspectos.

O bonito da vida é essa roda gigante que te ´permite ver as coisas de cima ou ver as coisas debaixo, o interessante é que a vida gira, assim como roda gigante.
O bonito mesmo é quando a gente encontra o equilíbrio e não se deixa contaminar pela posição que ocupa na grande roda da vida.
Que Deus ilumine a gente quando a roda da vida girar.
E que a gente entenda que nada é eterno.

Sou mulher , sou guerreira...
As vezes menina,
querendo brincar de roda,
As vezes, adulta , querendo dançar,
Mas, sou Aquela mulher,
Que nunca tomba,
Quando me puxam o tapete,
Pelas armadilhas da dor...
Sou guerreira, sou mulher...
Com coragem e certeza,
Pois vou descobrindo o meu valor...

Marilina Baccarat escritora brasileira

Quem nunca ouviu falar que a vida é como uma roda gigante, e também é como andar de bicicleta, se parar você cai, essas expressões realmente são muito conhecidas, mas são apenas palavras, de nada valem se não nós fazem refletir.

Nossa vida passa tão rápido que as vezes até confundimos fatos que aconteceram há muito tempo atrás com algo recente, quem já se espantou com algo do tipo "Nossa, parece que foi ontem" sabe o que estou dizendo, para nós, jovens da Geração Z, somos conhecidos como as pessoas que não sabem esperar, querem tudo da maneira mais rápido possível, aspectos equivalente a esse mundo tão conectado em que vivemos, pode-se entender como um defeito nosso, porém não tivemos a oportunidade de viver ou compartilhar das mesmas coisas que nossos antepassados, as vezes me pego pensando como era esse mundo que minhas avós, mãe, pai e outras pessoas mais velhas sempre dizem, e realmente me bate uma saudade mesmo sem ter passado por essa experiência com eles, quando ouço essas histórias tento mergulho totalmente na época que a caso se passa, como é bom ter alguém para te contar suas experiências passadas de uma forma descontraída, ou então algum velho amigo que te faça relembrar dos momentos compartilhados há um tempo atrás, quem não gosta de ouvir "Você lembra daquele dia?", ouvir essas palavras sair de um bom amigo, automaticamente você sabe que vai vim algo inesquecível que aconteceu com vocês, e essas memórias são algo bem precioso para o ser humano, pois são as únicas coisa que resistem ao nosso majestoso tempo, serão delas que um dia vamos viver, quando estivermos no fim da vida, lembrando de tudo que já fizemos, ou deixamos de fazer, pensando se tinha outra maneira de aproveitar melhor a vida, mas no final você será somente as consequências de suas atitudes tomadas durante toda sua vida, então não tem como pensarmos se tivéssemos feito algo ontem, como estaríamos hoje, de uma forma ou de outra, tudo são efeitos dos nossos atos.

Me baseio muito na expressão que a vida é como andar de bicicleta, para você aprender andar de bicicleta não é fácil nem é do dia para noite, leva persistência, coragem e determinação, e essa é nossa vida, ninguém nasce com um manual das coisas a serem feitas na vida, aprendemos com tempo, e quando achamos que já sabemos de tudo, algo nos demonstra que ainda temos muito o que aprender, e para cada aprendizado também temos que ter persistência, coragem e determinação, acordar todos os dias e enfrentar os problemas não é fácil, mas ao finalizar o dia e ver que você conseguiu vencer é tão gratificante, dizer que conseguiu superar seus medo ou ter feito algo para ajudar o outro, quando digo vencer não quer dizer que alguém perdeu, pois quem está em jogo é só você contra você, essa competição é pessoal, é sempre buscar ser um pouco melhor do que ontem, se fortalecer aos poucos, assim se formaram as grandes construções, aos poucos e debaixo, colabore para a construção do seu corpo, sua mente e seu espírito todos os dias, no dia que pensar que acabou, já fez tudo que deveria, ai vem as reformas, permita-se mudar, encontrar outras formas se reinventar e recomece do 0 se preciso, só se lembre que o tempo não será mais o mesmo.

Viva, essa é uma palavra muito forte mas é confundida com "sobreviva", viver e diferente de está vivo, está sobrevivendo vendo o tempo passar perante aos seus olhos, pensando sempre que se fosse diferente seria tudo mais fácil, mas uma coisa que alguns não sabem, se você não fizer, ninguém fará por você, seja essa mudança que você quer para o mundo.

⁠⁠A vida é uma roda gigante,
altos e baixos, mudando a todo instante.
Você pode estar tendo um dia feliz,
mas vem a vida te machuca,
deixando uma cicatriz.
Porém, quando você está preste a parar,
ela não te deixa desanimar.
Mas não é aí que aprova acaba,
porque não é só uma luta, é uma aula.
E quando aprender o que for preciso,
a vida te deixa, dar mais um sorriso.

⁠A roda gigante que te fez crescer é a mesma que pode te fazer descer;
as mãos que te aplaudiram no palco é a mesma que pode te empurrar ao precipício; a boca que te elogiou na conquista é a mesma que pode te injuriar na derrota.
Na vida você não perde por ajudar, mas colhe o que plantar, reveja o que está oferecendo para não receber o que "não está merecendo".

⁠Meu Brasil de Orixás

Levanta poeira
Gira roda gira,
Gira roda baiana
Verde e branco na avenida.

Vem meu amor,
Esse enredo é todo presente.
Os deuses ficam contentes
Com esse luau de esplendor.

Todos os diabos estão soltos,
Loucura é sinônimo de paixão,
Nanã é deusa da chuva,
Xangô é deus do trovão.

Omulu, o rei dos cemitérios
É a força da transformação,
Dono da vida e da morte
Me dê paz nesta vida de ilusão.

Quero ter o seu amor,
A magia começou.
No terreiro sou a gira,
Sou a raça multicor.

A caça é o vício de Oxossi,
É deus dos caçadores,
Protege a natureza generosa,
Aumenta a fartura de amores.

E por falar em amores,
Iansã se apaixonou por Xangô.
Sensualíssima e fogosa,
É tormento na avenida, Vem Quem Quer!

Vem quem quer meu pai Obá,
Vem girar ô mãe Nagô,
Quero ver você suar
Esse corpo de Oxalá.

⁠Em um vilarejo ao entardecer,
O céu tingido, sol a se esconder,
Na praça pequena, roda encantada,
Surgiu a festa: Sábado Naba Lada.

Com risos e danças, sem nenhum pudor,
Crianças brincavam, num redemoinho de cor,
Senhores cantavam histórias passadas,
E os jovens teciam novas jornadas.

A música ecoava, doce e sonora,
O tambor marcava a batida da hora,
"Venham todos!", gritava uma fada,
É tempo de vida, Sábado Naba Lada!

Na mesa comprida, delícias surgiam,
Bolos, especiarias, as mãos dividiam,
Entre abraços e laços, a mágica morava,
O dia perfeito, Naba Lada celebrava.

E quando a noite, de estrelas vestida,
Cobriu a festa com a sua saída,
Restou a memória de uma risada,
De um sábado único, Sábado Naba Lada.

Voltar, Retornar e o Tempo

Quem volta, roda na vida, vive as mesmas coisas, as mesmas pessoas, experimenta o arrependimento, mas e o tempo?

Quem retorna, revive a vida, vive outras coisas, melhora as pessoas, aprende com o arrependimento, mas e o tempo?

O tempo é sempre o mesmo, mas escolher entre voltar e retornar não, nunca é.

Amor, carinho, fraternidade, compaixão...ainda segue a passos curtos no mundo.
Uma roda de cerveja, apenas reúne pessoas, mas não amigos.
Amigo é aquele que usa o tempo dele com você, sem te invejar ou manipular e se sente feliz com isso, aquele que te procura para compartilhar bons momentos em sua companhia independente da programação ou o que você tem a lhe oferecer, que torce por suas realizações, se preocupa quando você não está bem e não te cobra nada em troca.
Se identifica um amigo com os olhos do coração.
Ele pode estar tão perto ou mais distante em corpo físico, pode ser aquele que você nem considera tanto, mas seu pensamento emana energias positivas à você.
Fico feliz e agradeço pelos amigos ligados por essa energia.

A roleta vai girando
Qual roda da vida
Um conto de fadas
Uma Estrada Florida
ou Caminho difícil
Lamacento
Tudo é vida
e nada funciona
Cem por cento
Se não choverem flores
No teu caminho ruim
Faça acontecer
Mesmo assim
A vida é e sempre será
Uma jóia muita cara
Mas alguns de nós
Precisam saber
A maneira correta
de a lapidar
Um dia a roleta pára
No início
ou no fim
E tudo que restar
Medos e segredos
Guardados e esquecidos
Sob a égide de uma lápide
E, talvez
Algo muito bonito
Esteja escrito ali.

Edson Ricardo Paiva

Olhe o parque
E a roda gigante
Rodando, rodando
Como nossas vidas
Brincamos, brincamos
Nunca levamos a sério
O grande carrossel
Não pare, não pare
Nosso parque se foi
Quero que volte
E que ele traga
Nossa pipoca
Nossa maçã do amor
Que novamente
Rodemos de novo
Juntos no carrossel
Que olhemos
Para o céu
Na roda gigante
Como toda criança
Que sonha
Pra sempre
Que a vida
É um parque
O parque da vida
E o mesmo carrossel

Pensamentos na Roda de Chimarrão

A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.

Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.

O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.

Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.

A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.

Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.

Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.

Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.

Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.

Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.

Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.

A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.

Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.

Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.

Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.

A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.

Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.

A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.

Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.

No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.

A roda está aberta




Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.


As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.


Eu acreditava.
E isso bastava.


Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.


Por isso brincam.
Para lembrar.


Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.


Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.


Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.


Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.


As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.


Dentro de mim,
todas as idades conversam.


A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.


E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.


Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.


Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.

EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGEM


Autor: Pezão da Timba


Naquela época de roda de terreiro
Quando o samba era só coração
Boemia andando de braço dado
Com a última condução
Malandro engomado na beca
Chapéu jogado de lado
Flor na lapela
Sorriso aberto
Respeito na cara
Passado pesado


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem
Que driblou tanta repressão
Transformando cada dor em coragem
Cada lágrima em canção


[Verso 2]
Vinham dizendo que era vadiagem
Querendo calar o salão
Mas na calçada
Na porta do bar
Nascia outro refrão
Mesmo cercado pela intolerância
O povo afinava a voz
E o pandeiro marcando a distância
Entre o que era deles e o que era de nós


[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem

*EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGGEM


Autir: Pezão da Timba



*Naquela época de roda de terreiro/*
*Quando o samba era só coração/*
*Boemia andando de braço dado/*
*Com a última condução/*
*Malandro engomado na beca/*
*Chapéu jogado de lado/*
*Flor na lapela, sorriso aberto/*
*Respeito na cara, passado pesado/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Vinham dizendo que era vadiagem/*
*Querendo calar o salão/*
*Mas na calçada/*
*Na porta do bar, nascia outro refrão/*
*Mesmo cercado pela intolerância/*
*O povo afinava a voz/*
*E o pandeiro marcando a distância/*
*Entre o que era deles e o que era de nós/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu...*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*


*Hoje eu balanço nesse mesmo passo/*
*Carrego o legado na palma da mão/*
*Cada virada é um velho abraço/*
*De quem lutou pra existir esse chão/*
*Se hoje o samba desfila na avenida/*
*É porque muita gente ficou pra trás/*
*Deixando escrita na própria vida/*
*Essa nobre malandragem que a história refaz/*


*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem_*
*Cada lágrima em canção/*

O mundo é como uma roda-gigante que nunca para de girar.
Nada é definitivo, nada permanece para sempre.


Hoje você contempla o horizonte do alto,
amanhã pode sentir o chão frio sob os pés.


Assim é a dança silenciosa da vida:
um movimento constante entre subir e descer,
ganhar e perder, chegar e partir.


Nesse giro infinito, certezas não existem.
O que chamamos de certeza
são apenas desejos vestidos de esperança,
pedindo baixinho ao destino
que tudo corra bem. 🌙

O pneu do meu carro furou, passei no borracheiro, ele tirou a roda, fez o conserto e colocou a roda no carro!!!
Perguntei quanto era e ele disse 25,00 reais, eu dei 30,00 reais a ele, ele ia devolver o troco e eu disse: pode ficar com o troco, ele me olhou e disse: Porque isso?
Eu respondi: Você trabalhou nesse sol, com esse calor, fez um trabalho bem feito, é por isso que dei o troco a você, ele me olhou com a cara fechada, deu o troco na minha mão e disse: Não preciso de esmola!!!!
Saí tão desolado daquele lugar, porque tanto orgulho pensei!!!

Gire com força a roda do destino,

Vire a página com determinação,

Segue com coragem e valentia,

Admire o horizonte e a paisagem;

Torna o teu peito mansa paragem.



Cuide bem do teu coração,

Ele nasceu doce e perfeito...,

O outro amor não teve jeito,

O novo virá sem nenhum freio.



Dizer que amor menor existe:

- É uma enorme (covardia)!

Sorria se o amor se deu por findado,

Nenhum amor é (errado),

Só porque não foi correspondido;

Ele te deu é uma nova chance

Para que venha o amor infinito.



Trace um trajeto para o amor,

Ele precisa conhecer o teu candor.

Tire o passado do teu peito,

Assim o novo amor ganhará jeito.

Os brinquedos e brincadeiras infantis de um tempo ( carrinhos, panelinhas, bonecas, roda, amarelinha, queimada e etc...) já não cabem mais no cotidiano moderno da infância...


Estamos na era do celular , do tablet, dos jogos eletrônicos, dos robôs e etc para entreter os infantes...


A infância virou brinquedo para joguinhos de adultos ... angélicas miniaturas inocentes para demônios gigantes afamados e sedentos de pureza e de candor... um fenômeno predatório cada vez mais presente no dia a dia das criaturinhas...


Entre inocência violada , separação familiar, família conflitual, inseguranças, medos, solidão acompanhada, abandono e toda essa ansiedade coletiva que assistimos ....


O surto de problemáticas da psique , do comportamento e das relações infantis
expõe marcas indeléveis da sociedade
moderna... família... creche... escola...
cada contexto delegando responsabilidades
e culpas...


Marcas essas que , corriqueiramente, se conectam ... se alinham e se aliam ao cada vez mais precoce consumo farmacológico de ansioliticos e anti depressivos...
E frequentes consultas especializadas...onde se tenta encontrar um refúgio... uma solução... um tratamento... uma cura... um alívio... um bálsamo... para amenizar os vários distúrbios infantis ... TDAH , depressão, autismo leve entre outros...


Crianças necessitam de atenção, presença, companhia, carinho , amor, ternura, afeto ...


Crianças devem sentir-se ao seguro, protegidas e amparadas...


Crianças precisam brincar com brinquedos ...
Crianças devem viver sendo crianças na sua essência ...


Mais carinho e amor !
Mais presença e proteção!
Mais brincadeiras e brinquedos!
E menos comprimidos e gotinhas!


Menos rótulos e diagnósticos ,
que um tempo, eram de pessoas
mais vividas... idosas ...


✍©️ @MiriamDaCosta