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Textos e poemas

Cerca de 8887 textos poemas Textos e

Poemas e versos se amontoam nos cantos da casa.
E o caos se instalou aqui dentro.
Versos se amontoam nos cantos da casa.
Tudo rima, dor com amor, paixão solidão, tudo rima com sofrimento.
Tudo se amontoa nos cantos da casa e a dona morte é meu único amigo.
Tudo se amontôo nos cantos da casa até mesmo eu.
Será que é castigo?

Inserida por SarahBasso

Cazuza
Grande poeta, que até hoje consegue passar suas idéias através de suas musicas e poemas.
Falando agora de ponto de vista particular, me ensinou que antes de tudo, temos que fazer o que tivermos vontade, sem se importar com a opinião de terceiros. Temos uma só vida e ela é nossa, só nós podemos discernir entre o que certo e o errado para nós mesmos. Mas vai ter sempre alguém para discordar
, e é ai que você precisará ignorar, e assim deixá-los mais embravecidos.
Vamos falar o que pensamos sentir sem esperar reciprocidade, viver sem esperar um final feliz e sim fazer o caminho valer à pena.
Nós somos um só, uma vida, a NOSSA vida, ninguém pode vive-la por nós. Mas muitos vão deixar de viver, para falar da sua.
Por que viver não é só viver, viver é diferente de existir. Existir, até um verme faz isso, como Cazuza dizia “Você está vivo: esse é o seu espetáculo!”
Então vamos nos mostrar, vamos viver. Isso que importa, a nossa vida, nossos sentimentos, nossas idéias. Pra que escolher as palavras? Falar bonito para que?! “tudo é tão simples que cabe num cartão postal” disse ele.
Então vamos ter atitudes, vamos falar o que der na telha, vamos esquecer a vergonha, você é isso aí e acabou.

Inserida por bina-clemente

ENTRE OS MEUS INIMIGOS, COLIBRI!

São seus
Meus, são seus
Poemas, só teus
Sentimentos te pertencem

Mesmo os ruins...
Não há o que justifique
Não existem explicações
Eu que já não suporto essa dor,
Queria ter sete corações

Não foi o melhor
Talvez o pior dos beijos
Não por culpa minha
Mas havia receio em ti

E agora tu me ignora
Como se não soubesse meu nome
Esse coração que cansado chora
Precisa agora de um codinome.

Nada de beija-flor,
Pode deixar o beijo
Mas nada de flor.
Principalmente as vermelhas...
Se possível, pinte-as de outra cor!

Inserida por NatalyBarreto

Dor. Porque aquele que já sofreu tanto com ela utilizá-la para seus poemas?
A resposta é simples: Se outrora ela me rasgou, destruiu, humilhou, desmotivou, castigou e assombrou, hoje, ela é minha força, ela que me ensinou respeitar, agradecer, sorrir, acreditar... Por mais difícil que seja a situação, quando você aprende a domar a dor, tudo pode-se converter em amor.

Inserida por DoctorB

Quem sou eu ?

Quem sou eu pra tentar te conquistar
Com meu jeito de falar,
Com poemas e canções?

Quem sou eu pra tentar te convencer
Com esse meu jeito de ser,
Se tu sabes tudo de mim?

Mas a uma diferença
Quando é de coração pra coração
Mas a uma diferença
Quando é de coração

Quem sou eu pra tentar te conquistar
Com meu jeito de falar,
Com poemas e canções?

Quem sou eu pra tentar te convencer
Com esse meu jeito de ser,
Se tu sabes tudo de mim?

Mas a uma diferença
Quando é de coração pra coração
Mas a uma diferença
Quando é de coração

Às vezes, a maior prova de amor
É esquecer tudo que sou
E abrir mão de mim

Inserida por danillosouzasantos

CÂNDIDA ADÉLIA,PRADO DE POEMAS

Mestra na sala de aula, mestra em recontar a vida. Adélia Prado escreve como quem fala para a vizinha, numa conversinha mansa, descansada, cheia de vocativos, remetendo a pessoas que espera serem velhas conhecidas do leitor. É a tia Ceição, a lavadeira Tina do Moisés, a Dorita. Mestra na emoção.
Não aquela emoção grandiosa das tragédias gregas. Não a emoção espetacular das tragédias das tevês. Não. Descreve e narra as emoções pequeninas, que povoam os corações de todas as pessoas. Como quando a gente promete visitar alguém e não vai, e fica se sentindo constrangido, depois. Como quando a inquietação atinge um casal, que começa a perceber dificuldades na relação a partir de mínimas evidências - "Abel e eu estamos precisando de férias. Quando começa a perguntar quem tirou de não sei onde a chave de não sei o quê, quando já de manhã espero não fazer comida à noite, estamos a pique de um estúpido enguiço."
Foi com essa sabedoria que coroou a sua participação na Feira Literária Internacional de Parati, de 9 a 13 de agosto. Disse ela: "poeta é o que consegue perceber o ordinário, qualquer tolo repara o incomum".
Com essa placidez de rio Itapecerica, que banha a sua mineira Divinópolis natal, Adélia espicaça o leitor e o ouvinte a obter funduras de pensamento. "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
Foi exatamente sobre isso que conversou a poeta Adélia Prado, na Festa Literária Internacional de Parati. Disse que a nossa vida ficou "esvaziada de realidade". Estava numa mesa de debates, apropriadamente denominada Bagagem, título de seu primeiro livro. A pergunta que se fazia era esta: que livro você levaria para uma ilha deserta? Ela escolheu "A transparência do mal" de Jean Baudrillard. E explicou, docemente: "Escolhi esse livro porque ele mostra que o individuo é um ser único. Sem o horror, não há a possibilidade do amor. Sem o mal não existe o bem".
Arrebatou platéias, em Parati, como arrebatara antes o patrício Carlos Drummond de Andrade, que vaticinava no Jornal do Brasil, em 1975, numa crônica, a senda de sucesso da poeta. Levou muita gente às lágrimas, pela comovente simplicidade com que abordou assuntos tão variados quanto amor e política. Sobre política, lamentou que os brasileiros não tenham um "consciente político coletivo", arma, segundo ela, "capaz de dar um jeito no País". Disse mais: "Nem mesmo juventude transviada nós temos, no sentido de que eles não têm uma via para se desviar dela".
Filosofou: "O que confere dignidade é aquilo que dá sentido à vida."
Falou de pedagogia: "Liberdade absoluta é liberdade nenhuma. Liberdade é ter compromisso com alguma coisa".
Falou de caridade: "Você já nasce experimentando uma orfandade. São Francisco fez um texto muito bonito em que diz 'eu, velhozinho miserável'. Isso é reconhecer a necessidade da ajuda".
Falou de inspiração: "As paixões humanas são as mesmas em Nova York, em São Paulo e na roça. Não tem importância ficar lá".
Lá quer dizer Minas Gerais. Lá, lugar do qual dizia Guimarães Rosa: "Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais".
Adélia Prado conhece. Porque tem alma de poeta, porque faz da poesia o pão espiritual, a fonte vital. Porque é uma mulher que tem inspiração para escrever isto: "Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo."
Adélia é poeta porque é cândida. A cândida Adélia, prado de poemas.

Inserida por fraseschalita

Soam lá fora, todos os ritmos de alma e são proclamados todos os poemas mais amados. Moça bonita, singela, tuas mãos vão encontrar as dele, sem mais pensamentos de mar, fundos, gélidos. O cheiro que se tem é de carmim, a vida é bela... É bela quando seus corpos se encontram. Olharam a janela esperando a chuva, esperando o sol, esperando qualquer tempo mesmo que miúdo para que passasse, para que trouxesse o destino de uni-los, de prega-los um no outro. Não disse mais nada, aquele dia pouca coisa foi precisa, pouca coisa foi dita. Os olhos também tinham fala, a respiração e nenhuma calma. A paz que se instalou nos olhares que se cruzaram, feito nó. O coração que palpitou e gritou, deu pontadas, mergulhou-se num ritmo de bateria de escola de samba, a fala que sem pedir licença, saiu... sem mais delongas. Tinham saudade, os dois, saudade do que nunca até então, tinham vivido. Todo o resto era bobagem.
A primavera chegou, ele aumentou os passos, acordou cedo do único cochilo que havia conseguido dar, iria vê-la. Partiu, com rumo, dessa vez, ao amor. Ao amor. Esperou mais sete horas até subir a rua de sua casa, até bater em sua porta. Se encararam. Ouve os braços e abraços, tantos laços. E os corações se debatiam, sem mais ideias do que era felicidade.
Entrou, enfim. Suspirou o coitado.
Lá estava a moça de pele clara e rosto fino, cabelos caídos em torno dos ombros frágeis, a unica poesia viva na vida do pobre rapaz. Lá estava ele, enfim, havia chegado, de maneira apressada a moça precisava sorrir. Precisava. Sorria, porque a alegria não cabia calada.
Respirou fundo e disse: "Enfim em teus braços me achego."
Olhava-o, encantada, a moça.
- "Lugar onde quero viver e morrer. Onde sei que serei eterno." - Prosseguiu o rapaz enquanto agarrava sua menina pela cintura e desabotoava o vestido rendado. Ela prosseguiu, meio roca e trêmula:
- "Para que dentro de mim e dentro de ti, seja a casa de toda a poesia sem fim."
Rasgou-se todo o véu, e foi assim que ele a beijou nos lábios pela primeira vez, estava enfim, liberto.

Inserida por brubarbosa

De novo, poemas

O ser volta a escrever,
A usar palavras como escravas
Enquanto lá fora, chuvas binarias
Traduzem a tristeza das águas.

Ah, como é reconfortante
Voltar a ser amante
Da donzela que exilei
Por não entender o quanto a amei.

Em meio a água e números,
Entre mulheres que criei,
Entre a solidão que optei,
E poemas absurdos,
Poesia, musa minha
Peço para usar o seu corpo
Mais uma vez.
(V.H.S.C.)

Inserida por vitorap

Eu só espero que ouças a canção que eu fiz, ou leia os poemas que escrevi pra ti.
Eu os deixei junto àquelas rosas, ao lado dos doces que você mais gosta.
Eu sei que pra você não tem valor, olhar as rosas murchas encima da mesa.
Mas se você nunca cuidar da rosa quem sabe o jardineiro mude de jardim.
Os doces, esses sei você comeu, e agora o que era doce já se acabou.
Será você já não tem mais vontade de adoçar comigo um pouco da vida?
Tome cuidado pra depois de um tempo perceber que seu viver longe de mim, é tão amargo quanto amargo é, ver que estou amando a outra mulher.
Então pra ti eu vou dizer: Maria, lembras-te do doce que deixei pra ti?
Pois ainda hoje me lembrei do doce, e o que era doce hoje se acabou!
Já não preciso mais nem escrever, a fim de me humilhar, a nenhum coração...
Estou vivendo hoje ao lado dela, a melhor poesia a mais bela canção!

Inserida por PriscillaCavalcante

Pequena Insônia

Uma,
pequena insônia.
Fez-me correr,
e recorrer,
aos meus poemas.
Para que eu pudesse esquecer,
que a essa hora da manhã,
meus olhos
insistiram em
ficarem abertos e a
alma pensativa.
Talvez!
Nesse momento,
fui interrompida,
dos meus sonhos da alma.
por que pensava,
aflitamente em você.

Inserida por daysesene

Conto minha vida por aqui
Através de poemas,
Pois quem me conhece sabe que o que vivi
São fases bem maiores que dilemas.

Felicidade vai,tristeza vem
O coração cai,pedaços tem.
Felicidade vem,tristeza vai.
Quero ver além do mundo que cai.

Dias melhores serão sempre bem vindos,
Em cada canto de nosso coração
Para que nossos bons momentos sejam vividos
E nossa vida não seja toda ela em vão.

Inserida por RainMaker007

Todos os poemas de domingo

Creio que não há frieza que resista aos apelos impetuosos - que não sei de onde vem - de um domingo. O organismo, mais uma vez não se esquiva do religioso balanço emocional que esse dia me faz padecer. Já quis me repreender, por ter rotineiramente uma mente tão lancinante nesse primeiro dia da semana, por achar que no lugar de todas essas nuvens que acinzentam a paisagem, deveria haver um Sol que cegasse a visão da alma para o que ela enxerga ao seu redor. Não! A verdade é: aquele que vai contra a força da Natureza e reluta por aceitar os moldes que Ela própria estabeleceu, desperdiça valiosa oportunidade de evolução. Mas que também aquele que passa a enxergar o que falo em algum momento, fazendo ter por fim a convicção de que o que faz de si dá a tranquilidade para que se tenha um sono despreocupado, pode-se considerar um ser de sorte. Ora, como numa reviravolta de filme, as 'nuvens escurecedoras' que eram por mim consideradas as vilãs do enredo, revelaram ser o que sempre foi essencial para salvar-me da completa ignorância, aquela que envenena a gente. É a chuva, o tempo fechado, a escuridão, é isso! Isso sim que valoriza a vinda do Sol, se é que me entende. Não há como estampar um sorriso, falando daquele que é pleno, 24 horas, 365 dias, não dá! Os músculos fadigam, e quando ele fadiga não podemos fazer nada a não ser respeitar o tempo de recuperação, até que se possa sorrir de novo. Se há de chover um dia, quem sou eu para dizer "Não! não chove, chuva!", isso sempre foi loucura. O que se aprende é que os dias escuros servem para tirarmos total proveito dele e recuperar aquela força para seguir reto. O que se aprende é que se algum dia o 'eu interior' sentir suas necessidades e bradar por poder de voz, é melhor aproveitar. Quando o Sol chega anunciando a vida que vem por aí, é o aviso de que Ele nos quer preparados e fortes, não aceitando menos que isso, além de não nos dar margem para sermos o contrário. Partindo do princípio que é da fraqueza que se conhece a real força, sendo assim, é inválido não dar vez nem voz para o que guarda a mente. O que se aprende é que se torna fundamental para a saúde da alma ter, naquela tarde de domingo, uma conversa aberta e franca, nem que seja entre você e você. O que eu aprendi nessa tarde de domingo é que viemos a este mundo para aprender a conviver com nós mesmos.

Durante todo esse tempo...

Inserida por HenriqueL

Das cartas de amor

De tudo que lhe escrevi
nada guardei
Nem dos poemas
Nem das cartas de amor
Já não faria uso
de tantas palavras vãs
pois nem ao arranjá-las e dispô-las
,em forma que fosse,
o conteúdo lhe diriam
ao coração
De tudo que lhe escrevi
nada expressei
Nem nos contos
Nem nas poesias jogadas ao vento
Pois o que é importante
Digo-lhe agora
Eu o amo
como se fosse esse
meu único sentimento

Inserida por claricepaes

Sozinho

Andou a esmo,subiu em palcos,disse poemas, fez canções...
Extraiu liras de cordas bambas, se desequilibrou na vida
Encerrou atos, cerrou cortinas...Foi luzes e sonhos...
Cobriu o rosto, escondeu lágrimas, engoliu prantos.
Não sorriu,filosofou,baixou decretos escreveu artigos.
Fez-se rei sem majestade, usou cetros e coroas.
Engravidou de solidão, se embriagou de vinho barato;
Percorreu calçadas avenidas ,bares e bazares...
Nadou contra a corrente, se desnudou de ser.
Lançou palavras ao vento que se fizeram eco.
Pediu abrigo ao destino, pediu um tempo ao tempo,
Atravessou a rua,cambaleou, avançou o sinal
Bebeu no bar da esquina, tapou os olhos com as mãos.
Parou no banco da praça, chorou por ele e por nós.
Estendeu a mão ao homem que passava ali
Desceu a escada em frente, caiu na sarjeta ao lado,
Revolveu-se no próprio vômito, ergueu os braços,
Retirou as roupas rotas, mostrou-se ao mundo...
Cego, surdo, mudo. Lançou palavras ao vento
Pediu abrigo ao destino, pediu um tempo ao tempo.
Bateu de porta em porta voltou-se para a calçada
Fez uma prece sem nexo, sorveu o último gole,
Mergulhou na solidão dos ébrios e em delírio febril
Dormiu seu sono sem volta...

Inserida por MelindaLacerda

POEMAS & VERSOS




Formam pensamentos
Que transmitem soluções de problemas
Verdades sobre dilemas
Lugar onde não há cinemas
Nem teatros para quem vive de esquemas

Poemas & Versos
Palavras que caminham no silêncio
E clamam para todos o mesmo direito
De opinar no que é certo
Para o bem de toda gente

Poemas & Versos
Maneira de falar discreto
Palavras que transmitem mensagens de afectos
Que tocam e mudam a vida de quem quer ser diferente

Poemas & Versos
Palavras escritas no vento
Palavras que não se apagam com o tempo
E fazem da vida da gente
Um lugar de paz e amor permanente

Inserida por lyster

Poema inacabado

Nunca conseguirei
fazer desses poemas
que se dedicam a uma irmã.

Toda vez que começo, na minha mente
é brincadeira de lutinha
ou a briga é de empurrão.

Pois que algo se sustenta
no espaço-tempo
entre o beijo e o safanão?

(Se não este, o amor,
que há entre os irmãos)

Inserida por lucian1989

Dói.  Sinceramente ? Dói muito. Eu poderia escrever milhões de poemas e ainda sim doeria.
Sabe ? Simplesmente Dói.
Dói esperar, pensar, ouvir e simplesmente nao conseguir falar nada.
É como se eu fosse sequestrada por bandidos e estivesse com a boca selada, porém eu teria menos valor que qualquer refém.

Inserida por lindaormond

8ITENTA POEMAS PRA LUA

não trouxe os fones de ouvido
só enchi cinco dedos d'água a garrafa
carrego mudas de jibóia no colo
y uma tela de várias polegadas
no fundo do ônibus
transmite a Lua Cheia em Câncer
enquanto minha saudade-praxe
some na escuridão marítima
aparece numa poesia desconexo
contente ao
ermo

Inserida por fabricio_hundou

Sou "guardadora" do incompleto.
Coleciono histórias, contos, poemas e
livros que nunca terminei.
Estão todos pela metade,
guardados onde nem sei.

O incompleto é essa peça rara,
componente de mim.
É a beleza do imortal,
do que não se conclui porque não tem fim.

Mas daqui para frente é com o futuro, com
os pedaços que há de vir.
Quanto as minhas metades, deixei o vento levar.
Elas são sementes, que solo puro, há de cultivar.

Agora é com o futuro,
com o adubo que há de fortificar,
com a chuva que há de vir,
e com o sol que há de brilhar.

Eu sou metade de todos,
de quem foi e de quem quis ficar.
Sou semente com tempo certo para germinar.

Agora é com o futuro. Tenho que esperar.
E quem sabe o solo seja fértil,
o sol seja sensato,
o clima propício, chuva corriqueira.
Quem sabe de metade, eu não passe a ser inteira!

(Grãos ao vento/ Fernandha Franklin?

Inserida por nandhafranklin

Existirá diferença entre poesias ou poemas?
Ao invés de debater, vamos apenas mergulhar em sua leitura,
para embevecer nossa alma...
Osculos e amplexos,
Marcial

EXISTE DIFERENÇA ENTRE POESIAS OU POEMAS?
Marcial Salaverry

Parece ser algo que não tem solução, o fato de tentar achar uma diferença entre poesias ou poemas, mas na verdade, pouca importância há se existe ou não diferença quanto ao significado entre essas duas palavras, pois ambas representam a entrada, ora para um mundo de sonhos, ora para um mundo real, ora para um mundo de amor, real ou ficcional, ora para melhor olhar a Natureza, ora para protestar contra algo ou alguém, ora para levar alguém a orar...

Poesias ou poemas, são textos que mexem com o imaginário, despertando sensações que pareciam adormecidas, como também nos traz lembranças de um amor que ficou no passado. Pode trazer para perto o amor que está distante, diminuindo a tristeza de uma saudade. Também pode falar mostrando-nos a beleza que é uma amizade sincera, que podemos considerar a mais nobre forma de amor que existe...

Poesias ou poemas, na verdade algo que torna mais vivo nosso amor, despertando nosso romantismo, assim como algumas vezes nos faz mergulhar em um clima de sensualidade e erotismo. Por vezes, faz-nos falar mais de amor, de paixão, seja de amores conquistados, ou de amores perdidos. Amores que são lembrados ou esquecidos, ou até mesmo sonhados, conforme o que representou.

Poesias ou poemas, simplesmente falam da Natureza, transportando-nos para suas belezas, assim como também falam de Deus, despertando-nos para a Fé, e também falam de Paz, abominando a guerra. Também tem aquelas que cantam a dor ou a guerra. Existe essa contradição.

Poesias ou poemas, falam da beleza de um nascer do sol, e de seu arrebol, falam da beleza de uma noite de luar, falam da beleza que existe na chuva, também da beleza do mar, dos rios, do canto dos pássaros, do desabrochar de uma flor, de um beijo, seja de amor ou de amizade.

Falam, enfim, da vida em todas suas manifestações. Falemos, então de poesias, de poemas, explicando da melhor maneira, “O Que São Poemas”...

"O QUE SÃO POEMAS (OU POESIAS...)
Marcial Salaverry

Poemas são versos que falam de amor,
que cantam da Natureza,
toda sua inexcedível beleza...
Encerram a certeza da verdade,
mostrando do poeta, a sensibilidade...
Poemas que são pétalas de doçura,
refletindo toda a ternura
que o poeta leva n'alma,
que enternece e acalma...
Ensinam a verdade do sentimento,
apagando toda dor ou lamento,
sempre procurando o amor resgatar...
De amar não se pode nunca cansar...
Poemas mostram que a vida
não pode ser perdida...
Mostrando com ternura,
que a vida é feita de ventura...
Poemas mostram a beleza das flores,
de um regato a rumorejar,
das plantas pela manhã a orvalhar...
Enfim... mostram a beleza de amar..."

Realmente, para falar de poesias, o melhor é poetar. É ir buscar no fundo da alma o que tem o poeta para transmitir.
Essa a verdadeira definição de poesia. É o espelho da alma do poeta, é onde ele consegue "dizer" o que sente. Sempre será preciso saber ler uma poesia, procurando interpretá-la além daquilo que está escrito.

Numa metáfora, num jogo de palavras fica dito aquilo que não está dito. É preciso ir além do texto, procurando captar o que realmente o poeta quis dizer, mas não disse com palavras, deixando implícito o que efetivamente estava a sentir. Se é real aquele texto falando de um amor candente, se é um amor vivido, ou apenas seu secreto desejo. Se aquela musa especial é alguém de carne e osso que ele ama, ou se é apenas uma figura etérica que ele desejaria encontrar. Se apenas representa a inspiração poetal que levamos em nossa alma, mas nem todos conseguem deixá-la fluir, e "falar" o que está na alma...

E como, em cada cabeça existe uma sentença, um mesmo poeta é "visto" de diversas maneiras por quem o lê. Pode ser, como dizem os portugueses, besta ou bestial, dependendo do enfoque do leitor. De qualquer maneira, poeticamente desejo a todos, UM LINDO DIA, esperando que se repita por cada dia de nossa vida,
e sem se preocupar com a possível diferença entre POESIAS OU POEMAS...

Marcial Salaverry

Inserida por Marcial1Salaverry