Textos e poemas
(De Tarantino a Brecht, eu em Amsterdã você em Marte)
Eu não poderia lhe expor a dramaturgia de minha vida
Bela senhorita
Creio que não compreenderia
O que é de fato uma lástima
É que seria como expor um filme francês
A alguém tão habituado
Ao business americano burguês
Não sei se compreende a metonímia
Não se ofenda
viva a cena, nos mínimos detalhes
dance não pare
dance não pare...
Seria como usar uma lupa
Pra ler um texto em alemão
Com uma tarja de censura
Por conter dialeto de baixo calão
Não tente entender
Não é para tal
Se a arte imita a vida
É a vida imita a arte
Apenas sinta querida
A ópera que é nossa vida
Alcançando seu ápice
mas se não consegue sentir...
Eu não poderei lhe expor a dramaturgia de minha vida
Bela senhorita
Creio que não compreenderia
O que é de fato uma lástima
É que seria como expor um filme francês
A alguém tão habituado
Ao business americano burguês
Não sei se compreende a metonímia
Não se ofenda
viva a cena, nos mínimos detalhes
dance não pare
dance não pare...
Sinta a vida e não pare
Ame, e não pare...
"Todos sempre me disseram "Cresça e apareça"
E eu olhava para todos com olhos desconfiança
E o que dizer, quando se supera todas as expectativas?"
Você se achava esperto mais não sabe o que eu sei
Você se achava forte, dores maiores já suportei
Você ainda se acha dono do mundo
E eu apenas parte de um todo."
(venha! )
"Que venha como um furacão
que seja avassalador e deixe rastro de destruição.
Mas venha!
por que a a alma anseia
a carne queima
e a mente ordena
que se mate o desejo.
pois que venha!
Não estou pronto, jamais estaremos
mas ele nunca chega antes do tempo
Vem e vai, com mesma indelicadeza
ainda assim não perde sua beleza
nem o seu valor
ao contrário, nos dá oportunidade de aprender com a dor
há que bela ilusão é o amor...
vem e vai, é o ciclo da vida que não se desfaz.
( Estações)
"Houve um tempo em que eu caminhava pelos campos repletos de cor
Mas o outono sempre vem ceifar as flores e o que resta é dissabor
Nas tardes frias de inverno refleti sobre meus erros, e a solidão trouxe temor
Mas a próxima estação e onde o ciclo recomeça, vem mãe primavera, semeando amor
É quando o sol renascer no horizonte, trará o verão, rompendo com a dor..."
(A verdade só vem com amor)
"Não vem com esse discurso sem amor
Mesmo você que se diz representante da religião
Deus disse não usará meu nome em vão
Então qualquer palavra que venha sem amor é blasfêmia
Ou concorda ou sai de cena
Por que vai propagar inverdades
Que podem distorcer a realidade
Da nossa sociedade
Sociedade essa que clama pela verdade
E a verdade só vem com o amor
Discurso sem amor, só transforma
Oprimido em opressor
E como disse nosso senhor
Amai ao próximo como a ti mesmo
Isso quer dizer, igualdade entre os gêneros
Indifente de cor, credo ou classe social
E por isso que repito, sem amor seu discurso é só mais um erro banal..
"Faço poesia de graça
Faço por que me agrada
Faço pra aquela menina apaixonada
Pro velho sentado na praça
Pra mãe que n intende uma palavra
Pro filho que sai de casa
Pra turma que gosta de farra
Enfim faço para os que gostam do que faço
E faço por que amo o que faço
E pra finalizar no compasso
Alô alô Apoema
Aquele abraço..."
@Apoema
Inspirações nascem de forma espontânea
De diversas maneiras,
Que coisa mais estranha,
Talvez em buscar respostas,
Pra tudo que aqui dentro bate a porta
Vai lá saber, se me tonei meio torta.
Mais querer saber é normal,
Então por que essa coisa tão brutal?
Nem a ciência explica, esse poder fatal!
Ele rega todo meu ser,
Vai me invadindo e completando
E em amor vai se tornando.
Esse Deus é inexplicável
Amar alguém tão implacável
Melhor parar por aqui.
de onde viemos?
para onde vamos?
quem foi o primeiro?
quem será o último?
quando tudo surgiu?
como tudo surgiu?
uma explosão estelar
ou
um sopro da vida?
quando a maldade será esquecida?
quando a verdade será inesquecível?
quando a humanidade será organizada?
o que faremos no futuro para continuar-mos vivos?
oque nos matara
um assalto a mão armada
um planeta perdido na galáxia
ou
nossa própria ambição?
quem irá nos salvar
o criador
ou o governo?
viva para fazer o futuro
viva para tentar mudar o passado
nem tudo vem certo
tem coisas que vem errado.
Viram-se. e foi de repente.
da poesia fez-se a vontade
do silêncio se fez espanto
e do instante, a eternidade.
e foram sem medo, os laços
no sem cansaço dos dias
e do amor, inesperadamente
a surpresa que não lhes cabia
e de repente a tempestade.
e a poesia foi para sempre
e do espanto se fez pranto
e do instante, a saudade...
Sou Lucy...
Ser poeta é um dom divino
Que de Deus eu recebi,
Quero mostrar ao mundo todo
Tudo aquilo que escrevi
Todo o meu o pensamento,
Pus em versos, pus em prosas.
Das lágrimas fiz água doce
Dos cravos eu fiz as rosas
Do sofrimento fiz a lembrança
Da lembrança eu fiz a saudade
E dos risos que sorri
Eu fiz a felicidade...tudo aquilo que desejo,
Ponho gravado em papéis
E todo amor que me despreza
Um dia estará aos meus pés
Sou poeta n me engano
Esse dom está em mim
E mesmo sendo fraca nas rimas escreverei até o fim...
Não sou Drummond, mas sou Lucy!
E com as letras também sei brincar
E quando chegar a minha horaMeus versos irei recitar!
ela trazia o sol no olhar
e o luar quando sorria.
e eu...
nunca mais soube do chão.
aprendi então, a caminhar
sobre um rio que dela nascia
que se abre sobre o mar...
onde corro e toco salpicos
como se a chuva me tocasse
e como gaiato que vive do ar
espero que me olhe e sorria.
e ganho o dia...
...ganho o sol e o luar.
Coração
Seja bem-vinda
Sinta-se em casa
Saia a hora que quiser
Por minha parte não haverá nenhuma lagrima
Se considere livre
Não se prenda a nada
As vezes você me deixa devagar
Mas não me para
Precisa nem se importar com lástima
Tenho amizade com a magoa
Meu sorriso é eterno
Mesmo que sem graça
BELO RIO
Tempos antigos
Tudo era limpo
Na areia fininha
Eu fazia garimpo
Procurava pedrinhas
As mais brilhantes
Amarrava em cordinhas
Como diamantes
Fim de semana
Tudo era festa
Em plena floresta
Na beira do rio
Não tinha calor
Não tinha frio
Pulava e cantava
O tempo esquentava
Belas lembranças
Tempos de sonhos,
Fase de criança...
Oh, Belo Rio,
Não perco a esperança
No coração
Tenho a confiança
Que os peixes em ti
Voltarão a nadar
Nas suas margens
Voltarão a pescar
E tu correrás
Pleno e saudoso
Em direção ao mar.
Na bagunça do meu quarto, em uma madrugada extenuante,
Ainda encontro inspiração para escrever versos dedicados a você, integralmente a você.
Aliás, você meu bem, que sempre traz na timidez desse
olhar, o encanto e o desejo de ser amada, além de amar.
Cabelos soltos, riso leve, voz suave e rouca, embebedando meu instinto com doses de loucuras e de prazer,
Tornando esse momento único e mágico.
Você eleva meus sentidos a um êxtase sem fim…
Deixando no meu peito um enorme desejo de berrar aos sete cantos do mundo, o quanto você me cai bem.
IMPRESSÕES DE JULHO
.
Frio! Tudo constantemente frio
É assim que o dia me parece
Não há mais chuvas, nem estio,
Tudo que sei - tudo que esquece.
.
Festas de julho, sem folguedos
Sem o amarelo dos balões
Sem transeuntes, sem brinquedos
no canto ausente dos salões.
.
É tudo assim, me diz se não,
A noite alta se assemelha
Às serenatas sem paixão
De um coração que se ajoelha.
Coisas do Amor
Por amor fazemos loucuras
Abrimos mão de nós mesmos
E fazemos coisas inimagináveis.
Tiramos forças de onde não havia
E nos sujeitamos a situações
Que nunca pensamos um dia aceitar.
Cedemos mesmo quando nos fere
E cansados, permanecemos
Querendo ir, ficamos
Saindo, voltamos
E em silêncio, gritamos.
Mas o amor tem o poder
De nós fazer acreditar
Que nada pode nos derrubar.
E no momento certo
Ele nos faz invencíveis,
Lutando por coisas invisíveis
Que sem as quais
Não dá pra respirar.
Por amor fazemos loucuras
E a maior de todas
Seria não tentar.
CONFESSO
Não quis sonhar
Por medo de acordar
E descobrir que não era real.
Também não quis imaginar
E correr o risco de me decepcionar
Por não ser igual.
Queria só o que fosse real.
Então, preferi tentar
Sabendo que poderia sofrer,
De coração aberto
Mesmo que pudesse doer.
Preferi viver...
Cansada de esperar
Algo que nunca viria,
Resolvi fazer acontecer.
Preferi chorar e sorrir...
Molhar os pés, sujar as mãos,
Colecionar pedras, trocar de canção,
Sentir o vento, deixar acelerar o coração.
E confesso...
Tentei, cantei, chorei, sorri
Não foi tudo sempre perfeito
Mas enfim, confesso que vivi.
Publicado no 4 Anuário da Poesia Brasileira - Câmara Brasileira de Jovens Escritores
DESPEDIDA
Era despedida
Queria ter feito mais
Abraçado mais
Mais forte...
De um jeito que fosse junto
Uma parte de mim.
Queria ter beijado mais
Mais vezes...
Absorvendo cada segundo
Como se não tivesse fim.
Queria poder lembrar mais
Assim, tentei gravar tudo
Marcando na memória
Cada cor,
Cada cheiro,
Cada som,
Cada pedaço daquela hora
Que me fizesse voltar no tempo
Só meio da história
Sempre que a saudade apertar
Me transportando de volta
Aquele momento
Sem começo nem fim,
Só àquele momento
No meio do tempo
Pra história nunca acabar.
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158
Hoje só gostaria de ter uma chance, sim uma única chance de estar com você, de poder levá-la a um lugar incrível e poder ter a chance de fazê-la sorrir.
Passamos tantos momentos juntos, tão perto um do outro e não nos damos a chance de tentar, de nos conhecermos. Sabe! Pensei em você todos aqueles dias, planejei por várias vezes em como chegaria em ti, pensei em como falar com você, estava decidido e foi assim por vários dias, até o dia em que você partiu. Então percebi que não havia mais chance, ah! Como eu me arrenpendi, chorei, gritei comigo mesmo, é mais não havia mais o que fazer.
Hoje percebo o quanto o medo de tentar, nos rouba a coragem de ser feliz.
Ah! Como eu queria não querer chorar, ou não me sentir triste. Gostaria de receber um abraço pela manha e ouvir que vai ficar tudo bem, mas por que as pessoas não percebem isso? Por que não nos olha nos olhos? sim, porque se olhassem perceberiam.
É, exatamente sobre isso que quero falar, do olhar nos olhos, do segurar nas mãos, do abraço apertado e até mesmo do beijo, por que não?. As pessoas estão tão acostumadas em admirar um belo corpo, uma boa aparência, uma boa condição socioeconómica que simplesmente esqueceram a importância de olhar, e perceber o sentimento do outro, acreditando muitas vezes em palavras vazias e superficiais, que não refletem a verdade do Eu de cada um. Por isso há muitos corações tristes, feridos, pois foram literalmente dilacerados por frustrações.
