Textos do Mundo
"Medos"
Olha só que curioso: viemos ao mundo praticamente “zerados”, como se fôssemos um celular recém-saído da caixa.
Só dois aplicativos já vêm instalados de fábrica: o medo de altura e o medo de barulhos altos.
O resto?
Ah, o resto é download humano, pacotinho de medos que a sociedade insiste em enfiar na nossa memória.
E aí entra a religião.
Não, não confunda:
_ Religião não é Deus.
Religião é aquele software cheio de pop-ups dizendo:
_ Cuidado! Pecado detectado! Maldição iminente!
Atualize sua culpa agora mesmo!
Enquanto isso, Deus, se você prestar atenção, não está distribuindo vírus nem ameaças, mas simplesmente oferecendo algo bem mais simples e revolucionário:
_ Amor.
Mas claro, amor não dá tanto controle, não é mesmo?
O medo, sim, esse é um ótimo mecanismo de dominação.
Afinal, quem precisa de correntes de ferro quando se pode acorrentar a mente com histórias de fogo eterno?
No fim das contas, nascemos livres, mas passamos a vida colecionando medos que não eram nossos.
Talvez o verdadeiro “pecado” seja justamente esse:
_ Trocar o amor pela prisão do medo.
Aniversariantes do dia:
Desejo para você toda a felicidade do mundo, desde os momentos mais simples até as grandes conquistas. Que a alegria esteja sempre presente em seu coração e que seja capaz de compartilhá-la com todos ao seu redor.
Que Deus te ilumine sempre, guiando seus passos e te protegendo em todas as situações. Que a sua fé seja fortalecida dia após dia, te dando a esperança necessária para enfrentar qualquer desafio que surgir em seu caminho.
Hoje, no seu aniversário, quero te incentivar a nunca desistir dos seus sonhos e objetivos. Que Deus te dê muita força para que você possa lutar com determinação e persistência, superando obstáculos e alcançando o sucesso merecido. Acredite em si mesmo e nunca deixe de seguir em frente.
Que este novo ciclo que se inicia seja repleto de realizações e momentos inesquecíveis. Que a vida te reserve muitas surpresas boas, experiências enriquecedoras e pessoas especiais ao seu lado.
Parabéns! Que este dia seja apenas o começo de um ano incrível, cheio de bênçãos e grandes realizações.
Feliz aniversário!
Com carinho... ❤️
Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.
“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”
Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!
Olhar
Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.
Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.
Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.
E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.
É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜
Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.
O dia é dia de regar as oportunidades; escale os teus sonhos, não para que o mundo possa lhe ver, mas para que possa vê-lo!
Supor o momento perfeito pode desperdiçar o viver, pare de esperar pelo "algum dia", porque o tempo não espera por "um dia"; alguém aprende mais com seus fracassos do que com seus êxitos!
Todos enfrentarão decepções e tristezas na vida; mas "tempo é tempo"... quando dedica tempo à alguém, dá um pedaço de si que nunca retorna!
Mas do outro lado da moeda, ninguém nunca sabe quando está vendo alguém pela última vez, e pode ser tarde demais para o tempo... valorize cada momento e o tempo se preocupa com o dele!
A conclusão foi devastadora para a tese da inversão: opiniões do mundo são apenas dele, não minhas, compreender-me vale mais que entendê-lo!
Aquele vazio de que "já não é mais o que costumava ser", são nestas horas que se confunde por não reconhecer o atual eu; "se corrigir não é modificar quem é, mas abandonar o que já não é"!
Para melhorar a próxima tentativa, ser mais feliz primeiro, gente feliz quer ficar proxima de gente feliz; "quanto mais me importar com validação alheia e mais desconsiderarão"!
"Vejo um muro cercando uma luz que reluz do meu olhar"... por meio da cooperação e não do confronto, aprendo a ser forte no mundo, porque a ser inteiro a vida ensina!
Vou falar a coisa mais séria do mundo, mas de um jeito banal: o que é leve, é simples!
Nos momentos conturbados da vida onde um coração acumula memórias amargas, o seu ressentimento resseca o riso do íntimo, que chega para confundir, e não para explicar a alguém!
Era o que sempre sonhei e nem sabia, mas sempre tive certeza: "quando somos maiores que nossos medos, uma hora a gente olha para trás e se dá conta de que pode muito mais"!
"Meu sorriso foi abençoado hoje, hoje o dia está tão belo que vou chamá-lo de eu"; se alguém soubesse do que a vida já o livrou, agradeceria a ela até pelas portas fechadas!
Parabéns, São Paulo altaneira,
Cidade-mãe de todos os povos,
Onde o mundo inteiro se encontra
E constrói seus próprios novos.
Paulista, artéria do tempo,
Beleza que pulsa e ensina;
Entre concreto e esperança,
Ali o futuro caminha.
Ibirapuera, verde abraço,
Respiro vivo da metrópole;
Exuberante, livre e eterno,
Santuário da alma paulistana.
Augusta, rua da diversidade,
Expressão plena da liberdade;
Bela em seus contrastes humanos,
Espelho fiel da pluralidade.
Ipiranga e São João, memórias,
Avenidas de história e paixão;
Ecos de um Brasil que cresce
No ritmo do próprio coração.
São Silvestre, passos centenários,
Corrida de fé e emoção;
Onde o mundo corre contigo
Pelas veias da mesma canção.
São Paulo, grandeza que inspira,
Orgulho eterno do Brasil;
Explode em amor esta cidade
Que nunca dorme — apenas sorri.
Cansado de viver em um mundo onde acordo antes do sol para trabalhar e retorno apenas depois da lua.
Cansado de seguir padrões que em nada me favorecem, moldes que não me cabem.
Cansado de um mundo típico, estruturado para a repetição, mas não para a minha sobrevivência.
Tudo o que desejo é o contrário — e isso soa como loucura.
Mas louco, de verdade, é perceber que a multidão que me julga por pensar e ser assim
carrega, em silêncio, os mesmos desejos que eu
Desamparo
Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.
Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.
A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.
Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.
O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.
Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.
Retorno.
E nada mudou.
A solidão permanece.
Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?
Se vale,
revela-me o porquê.
O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.
Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.
Desperto.
E ao me reconhecer desperta,
compreendo:
ainda estou só.
R. Cunha
Ter lembrado do mundo em meio tempestade, torna mais fácil recuar...
A tempos que extraordinário muda em uma simples reação...
Sensatez em ver que covardes sempre será covarde...
Razão paralelas de ambiguidade em tempos de linhas curtas que muda o humor relacional e torna tudo mais leve...
Avançar acaba sendo pegadas em solução do tropeço que vida alheia define-se como está?
Ele amanheceu revoltado.
virou a casa pelo avesso sem pensar.
Xingou o mundo, fechou a cara.
Arrumou confusão em todo lugar.
Discutiu com os vizinhos da rua,
fez barulho antes do sol raiar.
Saiu dizendo que ela não dorme em casa.
Bateu o desespero: ele vai brigar.
A língua do povo corre ligeiro,
cada esquina tem uma versão.
Dizem que ela sumiu na madrugada,
deixou ele falando sozinho no portão.
Refrão
Segura esse corno, Chico.
Ele vai procurar a mulher pra brigar.
Já discutiu com o sogro,
Bateu no o cunhado.
Na confusão a sogra caui torceu o pé.
Ele vai bater na mulher.
Ele bebeu todas no balcão do bar,
fala alto, ameaça, quer se mostrar.
Diz besteira no calor da raiva,
quem vê de longe manda ele se acalmar.
Enquanto isso ela tá longe,
na casa errada resolveu ficar.
Ele perdido na própria dor,
vira assunto da cidade inteira outra vez.
Baby, fica atento à confusão do mundo.
O que era sonho está sendo distorcido na calada da noite.
Ideias sem raiz viram promessas vazias,
e o que parecia descanso acorda como pesadelo ao amanhecer.
Vivemos um retrato de impasse sem freio.
A ordem perdeu o rumo,
o barulho virou regra
e o silêncio, abandono.
Ninguém escuta, todos opinam.
Ninguém cuida, todos cobram.
O controle não está mais nas mãos,
está espalhado no medo,
na pressa,
na falta de propósito.
As pessoas querem respostas rápidas
para vazios profundos.
E a pergunta que ecoa é simples e dura:
onde buscar ajuda quando o mundo adoece por dentro?
Talvez não fora.
Talvez no retorno à consciência,
à verdade que não se vende,
à fé que não é emergência,
à responsabilidade de ser humano antes de acusar o caos.
Enquanto isso, vigia.
Não se deixe moldar pela confusão.
Nem todo barulho é verdade,
nem toda direção leva à saída.
Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.
Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.
O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.
E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:
“olha, isso ainda mora em você.”
Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.
Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:
“a gente ainda pode.”
Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.
Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.
Esse mundo tá exalando podridão...
Odeio sentir ódio... Esses maus-tratos animais que vejo em notícias tem feito vir à tona o pior sentimento que pode existir em mim.. Ainda bem que não tenho o poder que Deus tem para salvar aqueles que se arrependem, porque se eu tivesse que decidir se iam ou não para o céu... Sei não, viu!....
Se sentindo sem amor ao "próximo idiota"...
Oh, querida, você não sabe a força que tem! Se você soubesse como é capaz de mudar o mundo... Seu sorriso deixa o dia mais claro e sua voz me acalma.
Meu amor, você é capaz de tudo nesta vida. Lembre-se de uma coisa: quando você se sentir triste, lembre-se que eu sempre estarei do seu lado. Você nunca está sozinha.
Mesmo distante, eu estarei aqui pensando em você. Quando você sentir que está carregando o peso da Terra sozinha, lembre-se que eu estarei aqui para te ajudar.
CRÍTICAS
Ah, como seria o mundo se eu deixasse de criticar?
Será que viveria feito um cego que pode olhar? Escutar... Falar...
Mas que por covardia resolveu se calar!
Como é belo o ar? Mas não posso ver nem tocar, fica a dica pra quem não aprendeu o que é amar...
É difícil de você entender?
Que amar é muito mais que crer, bem mais que amar sem ver! Por isso que para amar o próximo, primeiro ame você!
E tudo o que se diz pode ser uma crítica? Azedo ou doce, feito fruta cítrica!
Tudo vai depender de quem diz, mas o compreender de quem já ouvira e não delira, pois, melhor que comprar uma arte, é fazer obra prima, uma poesia, muito rica... que bonita!!!
Ah, eu já conheci o mar, e posso te falar? Que coisa linda....
É uma mistura de mar com o ar, e tudo tem SAR, para temperar a vida...
Já agradeceu o seu hoje? Também a Aquele que aqui lhe trouxe?
Que manhã mais florida...
Ah, muito obrigado!
Pode ser doce ou salgado...
É tão gostoso comer milho...
E é de um amarelo ouro, parece um tesouro... Dentro de uma espiga...
E é... acredite se quiser... Não tem fortuna maior do que ter comida dentro da barriga...
É difícil acreditar, que muitos deixam estragar, em vez de doar para quem tanto merecia...
Merecia e ainda merece, mas poucos reconhecem que a sociedade está adoecida
Uma doença que tem nome, já veio até com sobrenome, é só você ler a bíblia
Muitos nem sabem o que é isso
Alguns até riem disso... se perdendo todos os dias...
Mas quem diria né? Que eu acreditei um dia em papai Noé, que fez uma arca por pura fé, talvez sem Ele, nem estava de pé... é a história mais antiga...
Eu vivo em um mundo de maldade, onde para se fazer as coisas, não tem idade, dezoito é só um número e faz parte da minha e sua vida...
Ainda prefiro falar sobre o tempo, tão perfeito e imperfeito, ou eu me adapto a ele ou ele me lapida! Fica uma das maiores e melhores dicas sobre a vida... que dizem que é bonita...
"Eita Macapá, eis a capital do meio do mundo, tu te revelas como um tesouro amazônico de belezas singulares. Mais do que uma cidade, é um convite a sentir a grandiosidade da natureza que a abraça. Seu litoral, surpreendentemente banhado pelas águas doces e imponentes do rio Amazonas, é um espetáculo à parte. Não são ondas salgadas que beijam a areia, mas sim a força e a vida do maior rio do planeta, trazendo consigo a energia da floresta, tenho que falar que temos um nascer do sol de tirar o fôlego, pintando o céu com tons vibrantes que só a Amazônia pode oferecer. Macapá tu és a fusão perfeita entre a urbanidade e o coração pulsante da floresta, onde a cultura e a natureza dançam em perfeita harmonia, como eu te ano Macapá."
Feliz aniversário
Fábio Alexandre
Estaudando
E Se eu me atrasar dois minutos?
E se eu me atrasar dois minutos,
o mundo continua girando?
a cidade implode?
alguém desiste de mim?
ou talvez —
só talvez —
esses dois minutos sejam meus
pela primeira vez.
dois minutos pra respirar sem meta,
pra não responder,
pra olhar pro teto
e não chamar de perda.
e se nesses dois minutos
eu lembrar o nome do que sinto?
se o choro vier
sem legenda,
sem trilha de stories,
e for sincero demais
pra caber no horário comercial?
e se eu me atrasar dois minutos
e descobrir que a vida esperaria?
que ninguém morre por um atraso,
mas às vezes morre
por nunca parar?
dois minutos.
não peço mais.
só isso:
um pequeno desvio
no mapa desenfreado,
pra lembrar
que o tempo
ainda pode ser meu.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
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