Textos do Mundo
Olhos nos olhos..
Quando meus olhos encontram os
seus,
o mundo perde a pressa...
como se o tempo, por um instante,
decidisse respirar junto com a gente
Há algo ali que não se explica ;
só se sente-
um silêncio cheio de tudo,
um olhar que diz mais que mil palavras,
E eu fico ...
presa nesse encontro tão simples e tão
raro,
como quem descobre , no brilho do
outro,
um pedaço de si que estava faltando.
Cristine,
Teu nome chega como brisa suave
num fim de tarde dourado, e só de pensá-lo meu mundo já muda de lado.
Há algo em você que não se explica,
não cabe em palavras nem na razão, é como tentar descrever o infinito com o pouco que cabe no coração.
Teu sorriso tem a calma dos dias bons, aqueles que a gente não quer que acabem, e teu olhar com esses lindos olhos azuis… ah, teu olhar é onde meus pensamentos se perdem e não sabem voltar.
Se o tempo fosse justo, pararia só pra te ver passar, pra eternizar esse instante
em que tudo em mim aprende a amar.
Não sei se foi destino, acaso ou sorte, mas desde que você existe em mim até o silêncio ficou mais bonito
e a vida, enfim, ganhou um sentido sem fim.
Cristine,
se um dia o mundo pesar nos teus ombros, deixa que eu seja abrigo, calma, caminho e repouso.
Porque te amar
não é só sentir,
é escolher, todos os dias, ficar… e nunca partir.
Clayton Leite
Alvo
Já imaginou o peso do mundo sobre as costas?!
Como se existisse um alvo, onde às vezes tudo parece dar errado.
Como se o fardo de viver fosse muito pesado e, de certa forma, tudo parecesse recair sobre você?
Bem, eu acredito que esse fardo realmente exista, mas não por um simples acaso ou por uma ironia do destino, e sim pelas nossas próprias escolhas e ações.
A vida, de forma curiosa, com certeza prega peças, impõe dificuldades inimagináveis, mas a resposta para toda curiosidade é: o que você vai fazer?
Aceitar? Se lamentar? Ou mudar o que lhe incomoda?
É natural achar que, às vezes, as pessoas estão nos observando, seja por um escorregão, um simples tropeço na rua ou até mesmo pelas mais diversas besteiras que podemos fazer depois de uma noite de bebida. Mas, no fim, pouco elas ligam e, em breve, esquecem.
Eu acho que esse alvo, que nós mesmos moldamos, é o reflexo das nossas atitudes e dos nossos achismos. No final, o único que pode tirar esse alvo somos nós mesmos.
Nos tornamos fortes como seres humanos quando vivemos nossa vida de forma livre, de um jeito que nos agrade, e mudamos sempre o que nos incomoda.
É nesse momento que devemos deixar de ser alvo e nos tornar executores.
ESPAÇO
Diga-me algo! Você se sente bem nesse mundo sombrio? Um homem uma vez disse que somos seres repletos em um vazio profundo. É inquietante pensar que nossas vidas giram em torno de outras, mesmo que de forma indireta. Como se, no fundo, sempre precisássemos de aprovação. Mesmo quando tentamos esconder nossas emoções, nós nos tornamos o próprio vazio.
Parte de nós são nossas experiências, nosso trabalho, nossas vidas, mas, acima de tudo, nossos sentimentos. É como comparar o vazio do espaço sideral com nossas emoções. Há um universo de galáxias, e mesmo quando pensamos que sabemos tanto, sempre descobrimos algo novo.
Muitas vezes nos sentimos pequenos, como se quiséssemos explorar todo o espaço, mas só podemos visitar os mesmos planetas: medo, tristeza, felicidade e, até mesmo, o amor.
Mas afinal, qual é a distância entre o medo e a felicidade? O quão perto o amor está da felicidade?
Acredito que o espaço, ou o vazio, só pode ser preenchido com amor próprio. É como se conhecermos a nave que nos leva nessa jornada sem destino: nosso corpo e espírito são nossos guias. Todos os dias, temos a oportunidade de mudar nossas vidas e criar nossa própria Via Láctea, um caminho repleto de brilho, mas com um fundo de escuridão, cheio de mistérios e sem um destino conhecido.
Como amante do espaço, gostaria de olhar para trás e ver que tracei meu caminho sempre escolhendo as melhores alternativas que tive. Às vezes, inseguro, às vezes navegando através de uma nebulosa perturbadora que afoga meus pensamentos em bilhões de acontecimentos instantâneos, mas que, no final, gera algo belo.
Por mais desafiador que o lugar que percorremos possa parecer aos olhos de outros, tudo parece mais fácil. E, no final, você percebe que a aprovação que sempre buscou nos outros era, na verdade, a sua própria aprovação. Viva a vida, construa seu caminho, sinta suas emoções, atravesse as nebulosas. VIVA!
Acima de tudo, respeite o seu ESPAÇO!
Nesta vida, neste mundo, velejo pelos mares de lágrimas formados pela dor e pela ternura de uma existência incerta e inquestionável. Vejo uma vida, às vezes, sem sentido, mas ainda assim enxergo grandes histórias a serem criadas, grandes sonhos a serem registrados e momentos que merecem ser eternamente guardados.
Caminhando pelas linhas tênues da vida, deixo palavras incompletas, sonhos incertos e prazeres que talvez ninguém jamais venha a descobrir. Ainda assim, deixo sentimentos e histórias que, neste pálido ponto azul, podem parecer insignificantes… mas que, para cada alma, para cada ser, valem o mundo. Valem instantes, valem memórias, valem histórias inteiras.
É neste mundo em que vivemos, neste pálido ponto azul, que deixamos nossa marca no universo. Uma marca pequena, quase imperceptível aos olhos do infinito… mas ainda assim, uma marca viva, feita de história, de presença e de tudo aquilo que, mesmo silencioso, insiste em existir.
O Todo é Mente
Quem controla a própria mente, controla o mundo ao seu redor.
Quem sabe controlar a própria mente, alcança uma fonte grandiosa de poder.
A partir do momento que sua mente está sob seu controle, não existe mais o impossível.
Você passa a atrair aquilo que realmente deseja.
CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.CICLO DA RAZÃO (I — Sentidos)
Agilson Cerqueira
Antes da ideia
existe o mundo.
A luz derrama-se nos olhos
como um rio silencioso,
o vento escreve na pele
sua caligrafia invisível,
e os sons se espalham no ar
como círculos sobre a água.
Tudo começa assim:
Em uma delicada invasão.
O corpo recolhe sinais,
mínimos fragmentos do universo,
sementes dispersas
de um saber ainda sem nome.
Cada cor,
cada textura,
cada rumor distante
é um sussurro da realidade.
E pouco a pouco
a consciência desperta
como um amanhecer
dentro do ser.
Epoché
Agilson Cerqueira
Recolher-se não é simplesmente afastar-se do mundo, mas suspender, ainda que provisoriamente, o regime de evidências que o mundo impõe. É um gesto de interrupção. Um desacordo silencioso com a pressa das coisas, com a necessidade constante de responder, agir, significar.
Ao voltar-se para dentro, não se encontra um refúgio estático, mas um campo em permanente elaboração. A consciência, longe de ser um recipiente passivo, revela-se como um espaço onde o pensamento se forma e se desfaz antes mesmo de adquirir linguagem. Escutar esse movimento exige mais do que atenção: exige desaceleração.
O ruído exterior — vozes, tempo, acontecimentos — não desaparece;
ele apenas perde centralidade. O que se desloca é o eixo da experiência. E nesse deslocamento, o silêncio deixa de ser ausência para se tornar condição. Não um vazio, mas uma presença não ocupada.
É nesse ponto que algo decisivo se insinua: a percepção de que a interioridade não é um lugar, mas um processo. Um caminho que não se percorre avançando, mas suspendendo. E que só se revela à medida que o sujeito abdica da urgência de compreender.
Assim, o recolhimento não conduz a respostas, mas a uma outra forma de relação com o desconhecido — mais próxima da escuta do que da interpretação, mais próxima da presença do que da definição.
E talvez seja nesse estado, rarefeito e atento, que a maturidade racional — se assim podemos nomeá-la — encontre não um destino, mas a possibilidade de continuar se desvelando.
O mundo um dia vai acabar.
Sabemos que vai acabar.
Por isso…
Insista em viver.
Insista em conhecer novos lugares.
Insista em amar.
Insista em ser amado(a).
Insista em querer ver o que há de melhor no mundo.
Insista em persistir.
Insista em ser livre.
Insista em casar e ter filhos.
Não se prenda a uma cela.
O mundo uma dia vai acabar.
Morra feliz.
Ame enquanto puder a vida que tem.
Ame enquanto puder quem está do seu lado.
Ame enquanto puder tudo a sua volta.
Ame enquanto puder, você.
Ame enquanto puder seu/sua companheiro(a).
Viva sem medo do amanhã.
Viva sem medo da morte.
A morte vem para todos.
Então …
Viva….
@Por_tras_de_uma_mente
Nesse mundo,
assim como é...
todo dia
a palavra perdida
mata a poesia da vida...
ou a poesia encontra
a palavra certa
para sobreviver...
Nesse mundo
árido e ruidoso,
a cada dia morre
uma poesia,
estrangulada
pela palavra errada
fria, vazia, desalmada...
Mas às vezes,
num sopro de lucidez ou milagre,
a poesia se ergue das cinzas,
encontra a palavra exata,
e respira vida...
Nesse mundo imperfeito,
há dias em que as palavras
se perdem
e a poesia se cala,
ferida...
Mas quando uma palavra
encontra o seu lugar
no coração do verso,
a vida volta a pulsar
em forma de poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
🗓Brasil, Novembro de 2025 🇧🇷
O mundo inteiro está na Amazônia.
(Os maiores exploradores e depredadores do Meio Ambiente: EUA e China, não!)
Mas todos estão de olho gooordo nas riquezas naturais do Brasil...
A Amazônia virou vitrine e banquete.
O mundo todo se acotovela dentro dela,
políticos, corporações, falsos salvadores,
jornalistas, repórteres, simples curiosos e até caçadores do seu momento famoso entre os "grandes" do Planeta ou diante das câmeras e microfones da imprensa...
*(fora aqueles com a única intenção de afirmar com orgulho durante e depois: "Eu estou aqui!" ou "Eu estive na COP30 Belém!" , com tanto de selfs e publicações nas redes sociais... ( fenômeno/distúrbio social já corriqueiro , infelizmente!)...
Curioso: os grandes predadores da Natureza,
EUA e China, assistem de camarote,
enquanto os abutres rondam nossas florestas
com fome de ouro, petróleo, poder e lucros inimagináveis...
Todos querem um pedaço valioso do Brasil,
mas, ninguém quer defendê-lo de verdade!
A Amazônia respira
(sufocante e mais ainda sufocada...)
sob os olhares estrangeiros
( recheadissimos de cobiça...)...
Sua seiva é desejo,
sua terra, promessa,
suas águas, ambição...
Os dois grandes impérios,
distantes e silenciosos,
observam de longe
(mas com o interesse dentro)
o verde amazônico pulsar
rios de vantagens e lucros...
E o Brasil, entre orações, promessas,
lutas, resistências, explorações, manifestações,
descasos, envenenamentos, desastres ambientais e contratos que ultrapassam o imaginário coletivo...
tenta, ou melhor, deveria proteger
o que ainda é seu , que além do inestimável patrimônio mineral...
é inefavelmente, o pulmão vivo da Terra
e o coração pulsante da Vida do Planeta...
Mas...mas... mas...
Eles defendem,
não a Natureza,
e sim, o lucro deles!
Eles estão preocupados,
não com a crise climática,
e sim, com o abastecimento de matérias primas para as indústrias deles!
E eu, simplesmente,
escrivo toda essa hipocrisia
que observo ...
sem nada mais poder fazer
contra a ganância desses "poderosos"...
escrivo esperando que me leiam e
reflitam ...
Mas ... mas...mas...
Não sigo utopias de que tudo vai mudar...
que vamos conseguir salvar o planeta
e etc e tal...
Não sou pessimista!
É a realidade que é pessimamente e desumanamente irracional ...
E isso sim que é PÉSSIMO à 360°.
✍©️@MiriamDaCosta
📸 #Amazônia #Pinterest
#COP30 #COP30Belém #Brasil
#CriseClimática #CriseAmbiental
Eu gostaria que nas praças
de todas as cidades do mundo
houvesse altares e monumentos
ao artista e ao poeta desconhecido,
e não ao soldado desconhecido...
Eu desejaria ver, nas praças do mundo,
não a glória fria dos soldados anônimos,
mas altares acesos em honra
dos artistas que salvaram nossas almas
e dos poetas que suturaram
as feridas invisíveis da humanidade...
Que cada cidade erguesse monumentos
a esses seres que não matam,
mas devolvem fôlego, sentido
e luz...
Eu gostaria que, nas praças do mundo,
houvesse um altar quieto
para o artista desconhecido,
um monumento doce
para o poeta que escreveu e viveu
no escuro dos palcos
das bibliotecas e livrarias
e nunca foi aplaudido...
E que, no lugar do soldado sem nome,
cabesse a memória daqueles
que sustentam a vida
com beleza, palavra,
silêncio, alma e coração...
✍©️@MiriamDaCosta
Entre as palavras e o mundo
que as recebe
há sempre um abismo...
Um rio escuro, fundo, largo,
onde poucos ousam entrar,
e menos ainda conseguem nadar
sem se afogar nas próprias sombras...
Interpretar virou um esforço raro,
um músculo atrofiado
num tempo em que tudo
precisa ser rápido, raso e imediato...
Separar fato de opinião
tornou-se um labirinto estranho,
onde muitos tropeçam,
confundindo seus medos e traumas
com verdades
e suas certezas frágeis
com argumentos...
Há gatilhos emocionais pendurados
como armadilhas invisíveis
em cada palavra que se lê ou escuta...
Eles disparam antes do entendimento,
empurrando a razão para fora do caminho...
A polarização cavou trincheiras profundas,
pontos cegos viraram muralhas,
e qualquer nuance é assassinada
antes mesmo de nascer...
O TDAH coletivo,
fabricado pelo excesso de telas,
transformou mentes em páginas
que vivem sendo atualizadas
e nunca realmente lidas...
O viés narcisista ampliou seu império,
ou seja:
se não reflete o meu mundo,
se não confirma meu umbigo,
não serve, não presta, não existe...
A lógica perdeu espaço,
o pensamento analítico
virou peça de museu,
onde poucos o visitam...
E assim,
falar e escrever,
esse direito tão humano
e tão legítimo,
não garante mais compreensão...
Porque entre a boca e o ouvido,
entre a mão e os olhos,
há um rio imenso e profundo...
E nem todos sabem nadar.
Entre a fala e a escritura
há a audição e a leitura...
E nem todos sabem ouvir e ler.
✍©️ @MiriamDaCosta
Você se foi desse mundo...
do nosso mar...
do nosso amar...
para longe ...
muito longe...
para além do meu olhar
mergulhado no teu...
Deve existir um ângulo
nas páginas do mistério
entre a vida e a morte
onde os meus versos escritos
possam alcançar a tua leitura ...
✍©️#MiriamDaCosta
Em um mundo tão deformado,
onde o caos veste a máscara de razão
e a incoerência governa as veias do tempo,
ousar erguer um pensamento claro,
reto e lúcido...
é incendiar muralhas com a chama da palavra,
é rebelar-se contra a tirania do absurdo,
é gritar a verdade no ventre da escuridão.
Em um mundo
tão incoerente e ilógico,
expressar um simples pensamento
com coerência e lógica
é já um ato revolucionário.
✍©️@MiriamDaCosta
Alma Velha
Quando cheguei a este mundo
trazia no âmago
um traço de ancianidade...
desde a infância e adolescência
vivenciei n’alma
uma marca registrada,
como se meu ser fosse bordado
com fios de uma profunda e doce velhice...
e esse fato me fez apreciar,
de forma especial,
vivências e saberes antigos,
totalmente fora dos interesses
comuns às infâncias e adolescências...
Não sei como, nem por quê.
Só sei que, desde sempre,
percebo trazer em mim
uma alma velha...
✍©️@MiriamDaCosta
Este mundo é um universo de contrariedades,
onde suas constantes contradições
buscam na razão uma explicação
para a contradição do não saber...
O mundo é um campo de forças opostas,
onde as contradições se chocam
como mares em tempestade,
tentando arrancar da razão
um sentido impossível
para o abismo do não saber...
Vivo num mundo feito de contradições,
onde tudo se explica e se nega
ao mesmo tempo...
A razão procura um abrigo,
mas tropeça no mistério,
esse doce e eterno
não saber...
✍©️@MiriamDaCosta
* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.
Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.
Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.
O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.
Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.
Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.
O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.
Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.
A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:
-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?
1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.
2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.
3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.
4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.
O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.
Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.
Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.
O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.
Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta
EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA!!!
Cientistas e pesquisadores renomadíssimos do mundo das galáxias
e de outros mundos
possíveis e imagináveis...
acabam de declarar a existência de petróleo
⛽⛽⛽ em todos os sistemas estelares conhecidos ...
Diante dessa descoberta “inesperada”,
os EUA, com seus fiéis aliados
(União Europeia, Israel e quem mais aparecer pelo caminho...),
já se prontificaram a levar até esses espaços siderais:
a “defesa da democracia alienígena”,
o “combate ao tráfico de partículas estelares”,
a “proteção da liberdade intergaláctica”,
e, claro, a prisão e o devido processo de seus líderes, presidentes e entidades cósmicas suspeitas...
E, para garantir a ordem universal,
auto-proclamaram-se, com a habitual modéstia,
administradores oficiais desses territórios espaciais...
Porque, afinal,
onde há petróleo,
há missão civilizatória Made in USA. 🚀⛽
✍©️@MiriamDaCosta
A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.
Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.
Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.
A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.
E o que dizer?
Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.
Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.
Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.
Talvez a frase mais honesta seja esta:
Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.
✍©️@MiriamDaCosta
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