Textos de Tristezas
Eu ajudei tantas pessoas que esquecia que eu precisava de ajuda.
Enquanto eu regava as flores do jardim das pessoas , eu esquecia que meu jardim morria.
Enquanto trazia felicidade dos outros de novo, esquecia que minha cada vez mais desaparecia.
Enquanto trazia luz de volta na vida das pessoas, esquecia que meu caminho era somente trevas.
Passo o dia chorando
Trabalho mal minhas ideias
Não preciso de corte minha alma tá sangrando
Preciso de ajuda mas a solidão é a minha plateia
Preciso de amor mas não me amo
Finjo que está tudo bem mesmo não estando
Não da pra viver sorrindo e chorando
Queria ver minha mãe caminhando e vivendo
Enquanto isso eu estaria num caixão
De mim mesmo sou refém
liberdade de tirar sua vida é uma prisão
Drogas me mantém vivo mesmo quando estou morrendo
Prometi que ia me matar aos 21
5 anos da depressão e uma hora essa bomba explode
Troco livros raros por uma dose de rum
Monstros de 21 cabeças, chora e não morde
Vivo versos sem verve
Vou viver como verme
Ou escrever como Verne
Cartas manchados para hermes
Tempo passando e eu sofrendo
Liberdade pode ser cantada
Mas a prisão é escrita no tempo
A loucura pode ser materializada
Troquei a corda pela corrente
Obeso demais, preciso de algo mais resistente
Dismorfia desde criança
Quando fui magro eu estava doente, eu quero a morte e ela é vingança
Soro do super soldado é heroína sem esperança
Sentimento é algo muito difícil de lhe dar,
Tava olhando pro tempo, refletindo e comecei a pensar:
Minhas decisões são muito controversas,
Não sei o que eu quero, fico muito na dúvida quando a coisa é séria.
Me arrependo de monte mas lembro que tudo foi na vera
Vejo ela passando na rua e meu coração acelera,
Meu olho enche de água mas eu lembro que "já era".
Queria poder superar logo isso, quem me dera.
Mas nessa história toda ela me deixou uma ferida enorme e severa.
Está na hora de mudar e superar, não sei se vou conseguir.
Quando vejo ela com outro começo a chorar e pensar : queria estar ali.
*Propósito*
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Hesito abrir os olhos
Não vejo porquê
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Penso nos beijos
Que alguém me deu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Veja cada amigo meu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Pai, sinto cada abraço seu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Mãe, amo cada riso teu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Penso no que ainda não tornei meu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Bate meu coração pigmeu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Não quero ir do pó ao pó
Sem antes ter visto (...)
_Propósito_
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Há algo que meu eu me prometeu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Hesito, não êxito
Não é hora de desistir
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Hesito, mas abro os olhos
Não êxito
Não resultado final
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Veja a mim mesma
Vejo eu
Propósito
Pro pó
Pó
Sito
Hesito
Escolho não ser alguém que cedeu
Solidão
Vc é a primeira coisa na qual pensei
Quando hoje acordei
Mal pisei os pés no chão
Senti reclamar por ti meu coração,
Com a voz que devora minha alma
Pela saudade do seu corpo na minha cama.
Abri a janela, só vi o deserto
E pedaços do nosso amor já morto,
Chorei tanto que nem pude secar as lágrimas
Más quando olhei pra o espelho
Vi o amor que muito meu coração reclama.
O canto da gaita é triste,
Como o cantar do canto dos incontentes,
O canto da gaita é triste,
Como o cantar do canto dos sofrentes,
O canto da gaita é triste,
Como o cantar do canto do solista em pranto,
O cantar da gaita é triste,
Como o cantar do canto de quem foi embora,
O cantar da gaita é triste,
Como o cantar do canto de quem fica,
O cantar da gaita é triste,
Como o cantar do canto da solidão.
Enquanto a música tocava, o vento bagunçava os meus cabelos negros como a noite, estava me sentindo tão perdida, eu sentia um nó na garganta, enquanto tentava me distrair olhando da porta para fora a poeira do asfalto quente subir, e ali naquela visão quase deserta da minha cidade, não suportei a dor que sentia, foi então que chorei, porque eram lembranças dolorosas surgindo na minha cabeça. Eu havia mais uma vez sido enganada pelo coração, por ouvi-lo outra vez me vi machucada, por alguém que veio como se fosse permanecer, mas acabou indo embora, e naquela tarde tudo se tornou tão triste. Meu olhar de tristeza e dor a partir daquele dia me transformou, sem aquele amor foi como morrer mesmo estando viva, era essa a sensação que estava em todo lugar em mim. Não valeu apena conhecer o amor que só existiu em mim, mas foi necessário viver o que vivi porque só assim aprendi a valorizar os sentimentos reais, as pessoas tem defeitos, e eu aprendi a amar cada um deles naquelas pessoas que amo, e elas merecem todo meu amor.
— Vania Grah
Muitas cicatrizes estão impregnadas na minha alma, e não está sendo fácil seguir, meu corpo físico esbanje a minha saúde, e o meu sorriso debochado, é o jeito que aprendi a enfrentar a vida de cabeça erguida. Não estou mais permitindo que outro alguém chegue me seduzindo, me levando a loucura, e indo embora, agora estou cautelosa, mas não sou inacessível, apenas desejo de todo o meu coração que eu não seja mais magoada, e que em algum momento eu supere minhas dores, e aprenda o que é o amor de verdade, que eu possa um dia sentir o mesmo que retribui aos demais, porém, sem trapaças, sem brigas, apenas existindo o amor entre nós.
— Vania Grah
Fogo
Ele enfiou a mão na minha cara de novo. O punho dele me atingia como um míssel alcançando um passarinho que cruzou seu caminho. Era pesada, seca e gélida, mas cheia de sentimento. Meu rosto jorrava sangue e ele socava a parece tentando amenizar a raiva pra não vir a fazer um estrago pior do que já havia feito em mim. Eu estava caída no chão, mas não chorava. Sentia tanta raiva quanto ele, mas ele chorava, eu não.
Peguei a bolsa em cima da cama, abri a porta e olhei pra trás, ele ainda estava com a mão dentro do buraco que havia feito na parede, olhava pro chão e cerrava os dentes, bem como o punho livre. Suas mãos estavam cheias de sangue, de ambos. Desci as escadas e não olhei mais pra trás. Peguei meu celular e te liguei. Você estava a quilômetros, mas como sempre, chegou em minutos. Eu esperei na calçada de casa e ele não desceu pra me procurar, não me ligou nem fez a mínima questão de saber pra onde eu havia ido. Enquanto te esperava eu cravava as unhas na carne das mãos, acrescentava mais algumas luas às minhas tantas outras e sangrava ininterruptamente.
Você estacionou o carro de qualquer jeito, desceu correndo e me tomou nos braços perguntando o que aconteceu. Eu não falei, não conseguia. Apenas levantei, me evadi do teu abraço e dei a volta no carro. Entrei pelo lado do passageiro e pude ver tua camisa branca, fina de algodão completamente coberta do meu sangue. Dei um sorriso de lado e olhei pra frente. Você levou as mãos à cabeça e olhou pra cima, pro apartamento, ele estava na varanda, nos vendo sair e te olhando com o ar indiferente de quem sabe de todo o desfecho que vai se repetir.
Depois de entrar no carro você deu a partida e arrancou me fazendo incontáveis perguntas das quais eu nem me lembro e eu só te disse pra dirigir. Me perguntou pra onde e minha única exigência era que fosse fora da cidade. Saímos, passamos pela placa de “até logo, volte sempre”. Eu ainda sangrava e você enfiava o pé no acelerador tentando de alguma forma dissipar a revolta e a confusão que sentia. Eu abri o vidro da janela e te disse pra não falar porra nenhuma, sentei na janela com o carro em movimento, as costas pra paisagem e olhando pra estrada infinita que se estendia à minha frente. Você pisou no freio e eu fiz um sinal negativo com a cabeça. Era madrugada, o vento frio assanhava meus cabelos e gradativamente coagulava meu sangue.
Você parou o carro no acostamento, chorando e desceu, deu a volta e me puxou pelas costas, pela cintura. Me pedia uma explicação e eu simplesmente não conseguia falar. Você sabia o que tinha acontecido, no fundo sabia, sabia o que acontecia sempre, mas apenas me abraçou, abriu a porta, me conduziu pra dentro e assumiu de novo o seu posto. Colocou um de seus clássicos italianos no carro e só dirigiu. Paramos em um desses motéis de beira de estrada sem estrutura nenhuma. Você segurou minha mão, tirou minha roupa e limpou cada um dos meus ferimentos. Os do rosto, os das mãos, e me conduziu pro chuveiro, ainda vestido no seu terno preto com a gravata vermelha. Lembro de olhar pro teu relógio dourado quando levantou a mão ao ligar o chuveiro, eram 03:00 da manhã.
A água caía no meu corpo e conforme a adrenalina me deixava, as dores começavam a aparecer e eu gritava. Você percorria cada parte do meu corpo com as mãos, numa delicadeza impecável e me conduzia para manchas roxas milenares que eu nem lembrava que existiam. Os hematomas te faziam lacrimejar e você me abraçou, nua, debaixo do chuveiro e chorou junto comigo. Sem nenhuma segunda intenção, só a compreensão mútua e silenciosa que compartilhávamos a tanto.
Te contei sobre a nova traição, sobre o apartamento destruído e os copos quebrados, sobre as roupas que rasguei e sobre todos os hematomas que também deixei nele. Sobre os buracos dos murros na parede e sobre os em mim, a minha costela quebrada e o nariz dele, quebrado. Mas você já sabia de tudo isso, sabia de toda a história, de todas as brigas. Me disse que era doentio e que eu sabia, estava certo como sempre. Me disse que ficaria tudo bem e que eu não precisava mais ter medo, que o faria pagar e que ele nunca mais encostaria um dedo em mim. Eu te beijei. Fizemos amor pela primeira vez e foi realmente a primeira vez que me senti tão conectada com alguém. Você já tinha dito me amar outras tantas vezes mas essa fora a primeira que eu te disse. Você estava tão lindo, tão radiante e iluminado, meu bem... dormimos abraçados e na manhã seguinte, quando acordou, você não me encontrou, e por mais que se negasse a acreditar, sabia exatamente onde eu estava.
Você é paz demais pro meu caos.
Thaylla Ferreira Cavalcante {Os quatro elementos}
Retalhos:
Com agulha afiada e linhas tortas, costuro os retalhos coloridos da vida. Saldos de sentimentos, alegrias, melhores momentos. Mas, as tristezas eu também emendo , junto tudo numa colcha de remendos. Assim, como a vida, os retalhos não podem faltar. Com um pouco de tudo que vivo, aprendi a costurar. Alguns tem cores vivas, outros já nem tem mais cor, mas, tudo faz parte da jornada, da vida viviva com amor, Da nossa escolha de vida, ou ainda, inevitável sorte. E assim, produzimos nossas colchas de retalhos ejuntando os remendos construímos a própria sorte, até o fim morte.
A dor toma conta dos fracos
As lágrimas não curam as feridas, pois as fazem arder
Me julgam dramática, digna de pena
E dando ouvidos aos que não sabem de nada, me recolho ao meu canto de solidão
Sozinha posso finalmente chorar até soluçar, perder o ar
Sentir meus olhos arderem
Minha pele queimar
Meu corpo deixar de existir
Minha alma aos poucos deixar de ser oq era
Me livrar de mim mesma finalmente
Beijar o céu do inferno acompanhada por um dos anjos de Lúcifer
Ver cada um dos que fiz sofrer esquecerem de mim
E assim tornarei a minha vida melhor
A transformando em morte.
- Está tudo bem, é só um poema.
Aprendi a ler e interpretar nas entrelinhas da vida, do falado e do escrito... Pensam que me enganam com disfarces elaborados e subliminares... Você não consegue mais enganar quem um dia se formou pela Universidade da vida que apresentou sua monografia nota 10 com muita dor e lágrimas, realizou seu mestrado com muita angústia e tristeza, concluiu com excelência o Doutorado superando suas próprias indiferenças, desconfiança, fantasmas e sofrimentos.
O mal é acreditar que os otários de ontem continuam nos dias de hoje.
Lindas esferas de plasma no céu
E eu aqui dentro de casa "preso" como réu
Para responder ao juiz chamado céu
Pelo crime de não ir observá-lo,
Oque me diz agora meus fones dourados?
Vocês vão ficar ai parados e deixar eu ser condenado?
Toque minha playlist agora!
Para acabar com a tristeza de não ter olhado
Maravilhas celestes que me deixa tão encantado
É tudo tão confuso
Teu colo é obscuro
Teu peito foi casulo
Pra o meu imenso pesar
Sempre no avulso
Pisando inseguro
Do que ali podia encontrar
Com medo do teu mar
Fui pisando confiante
Até afundar
Puxou meus pés
Me roubou a respiração
Me matando aos poucos
Nesse mar de ilusão
O peito dói
A cabeça pensa
Por horas e horas
Na solução
Largar tudo e tentar a sorte?
Ou morrer nessa enorme conjunção?
Viver uma vida ganha?
Ou correr os perigos de uma colisão?
Tudo machuca, essa indecisão
Me cala a boca... pão
Até quando terei?
Mas será que vou viver assim?
Inserta? De mim?
Olhando pra trás? Juntando os pedaços que deixei cair?
Caindo como eu nos braços de amores
Que juntando os fatores
Nunca foram pra mim
Na real quando choro, é apenas uma afirmação
Está chegando o fim...
►Estou Cansado
Eu pensei que finalmente largaria a caneta
Que finalmente encerraria essa tal "carreira"
Que não escreveria mais essas poesias malfeitas
Estava enganado.
Meu querido caderno, eu confesso ter lhe abandonado
Por um certo tempo quis parar, estava desmotivado
E você se engana em pensar que agora estou excitado,
Pois não estou, fui novamente enganado
Não estou fragilizado ou chocado, apenas... cansado
Porque isso acontece sempre? Me responda
Já escrevi dedicatória, canções melosas
Já construí sonhos com musas majestosas
Então, porque, meu caderno? Por quê?
Talvez, no excesso de fúria, eu lhe queime
Para que as cinzas não me lembrem do tormento,
Lamento pelos tristes acontecimentos.
Eu quero te trair, mas não consigo
Meu corpo não me permiti
Quero esquecer de todos os textos que em ti gravei
Eu quero, mas não consigo
A loucura sussurra em meus ouvidos,
Que sou ridículo, um lixo não recolhido
Um menino que busca melodia onde não há
Que busca sinceridade onde não há
Que busca o amor para se agarrar e nunca mais soltar.
Os homens ensinam as mulheres a tocarem a bola pra frente após um termino, e as mulheres lhes ensinam que é preciso sofrer a dor do termino pois romper dói, e dói muitíssimo, porém chega o momento em que a dor começa a aliviar e então elas podem tocar sim a bola pra frente, não dar para sofrer a vida toda, afinal ela continua e novas experiencias estão por vir, e os homens deviam aprender que as mulheres ainda estão nesse processo de luto e que respeitá-las é essencial.
Homens e mulheres, seres tão distintos, mas que tanto tem a oferecer de bom um ao outro.
"Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo". .
Ela se deixou ir tão cedo
Ela deixou umas roupas penduradas
Um quarto com a cama bagunçada
No guarda roupa, algumas roupas novas que por ela jamais será usada
Umas queixas tão justificáveis
Deixando claro que a vida é mesmo coisa muito frágil
Ela sorria sempre que estava em boas companhias
Mas em seu quarto no silêncio um grito de socorro se ouvia
Coisas que pareciam meio óbvias até pra uma criança
Alguém se importou com ela em um momento
Mas foi só isso, foi muito pouco ou quase nada
"Amor eu sinto a sua falta"
Como um dia que roubaram algo seu, e deixou uma lembrança
Será que isso seria realmente se importar com ela?
Diante da eternidade que é o amor
De quem se ama
Por onde você andou enquanto pela depressão ela passava?
Será que ela sabe mesmo, que isso, é tudo que faltava?
"É frescura" você dizia
"É falta de Deus" alguém disse
"Acorda pra vida" alguém disse com irrelevância
Ela deixou sua sandália na porta de casa
Tinha marcado de ir ao cinema
Deixando sua última visualização no WhatsApp
Ela tentava se esconder em redes sociais
Ela só queria entender porque se sentia assim
Tudo parecia normal, até ela não mais consegui
A vida é coisa muito frágil
Uma bobagem, uma irrelevância
Ela quis sair dessa eternidade, da dor que se encontrava
Agora parece que alguém chora
Alguém postou "luto" em sua página
Sofrer, chorar não trará mais ela de volta.
Se importar com essa pessoa que enfrenta depressão, pode evitar toda essa história que contei.
Não se atrase, ainda dá tempo!
Autor: Taniel Macedo
Texto inspirado na música "Por onde andei" do cantor e compositor, @nandoreis .
Ps: Estou criando um grupo no WhatsApp para quem estiver passando por isso e queira ajuda, se você for essa pessoa que precisa de ajudar ou queira ajudar alguém através desse grupo, me chama no direct.
#vamossalvarvidas
#depressao #doenca #vida #deus #reflexao #autoria
Não!
Não que eu tenha medo
Estou me perdendo em becos
Na imensidão do pequeno lugar
Mas eu tentei me encontrar nos meus erros
Tentei lutar contra os meus medos
Não é tão fácil assim pra mim
Não é!
Esse é o meu limite, grite e corra
Se não for suficiente
A vida é cheia dessas coisas
As quais, ninguém entende
Escolhas seletivas
Escolhas suscetivas
de erros sem consertos
Que fazem do meu eu
Um ser incompleto
Triste canto o cântico melindroso
Vivendo a base de água e soro
Adoecido permanece a minh' alma
Sem cura faz-se o cântico inescrupuloso
Permaneço enaltecido sem mais encanto
No inerente sorriso aparente
Efêmera é a alegria no entanto
De um ser enlouquecido e inconsequente
Grande é o que carrego em fardo
choro lamentável
Desespero pela morte fato entorpecido
Sonho e aspiração ludibriável
