Textos de Saudade
Crônica da Fronteira: Saudades de um domingo qualquer da infância!
Por: Prof. Me. Yhulds Bueno
Era um domingo como tantos outros, mas ao mesmo tempo, único. Acordávamos com o cheiro do café fresco e o som das risadas que ecoavam pela casa. O sol brilhava lá fora, convidando-nos para mais um dia de aventuras. Não havia preocupações, apenas a inocência de viver cada momento intensamente.
Os domingos eram especiais porque a família estava toda reunida. Pai, mãe, irmãos, e a visita tão esperada à casa dos avós. Lá, os tios e primos já nos aguardavam, e a alegria era contagiante. As brincadeiras de rua começavam cedo, com corridas, esconde-esconde e tantas outras invenções que só a criatividade infantil podia proporcionar.
Ao meio-dia, todos se reuniam em volta da mesa grande e farta. O almoço era um banquete, não só de comida, mas de histórias, piadas e anedotas. Cada um tinha algo a contar, e as risadas eram garantidas. Era um momento de celebração, de união, onde cada detalhe fazia aquele domingo ser inesquecível.
Depois do almoço, mais brincadeiras, agora no quintal, sob a sombra das árvores. Os adultos conversavam, enquanto as crianças continuavam a explorar o mundo ao seu redor, sem pressa, sem preocupações. O tempo parecia parar, e a felicidade era simples e pura.
Hoje, esses domingos são apenas lembranças. A saudade aperta o peito ao lembrar daqueles que já não estão mais aqui, dos que seguiram seus próprios caminhos, agora cheios de responsabilidades e deveres. A infância ficou para trás, junto com o colo da mãe, o abraço do pai e a companhia dos parentes que hoje são apenas memórias.
Mas, ah, que bons tempos eram aqueles domingos qualquer. A saudade é grande, mas as lembranças são um tesouro que guardamos com carinho, revivendo cada detalhe em nossos corações.
Prof. Me. Yhulds Bueno
Repentinamente tenho sentido muita saudade, de forma que meu interior arde em meio a murmúrios de lamento, em meio ao sentimento de não pertencimento, em meio a metade de alguém que se foi que ainda resta em mim.
Na metade de ti, que se sobrepôs sob mim como minha segunda pele, que na mesma medida que me orgulha, também me fere.
Sob a metade de uma risada que ecoa na face de alguém que já fora tão presente mas hoje se tornou saudade.
As vezes agradeço por sentir saudades, mesmo sendo sufocada por laços imaginários e afetos não dados, as vezes sorrio de canto ao lembrar de alguém com quem não falo mais. As vezes gargalho ao lembrar da forma singular a qual uma memoria especifica inunda meus sentidos repentinamente.
Por enquanto, sinto saudade.
Mas sei que amanhã também sentirei, sei que depois de amanhã demorarei três minutos a mais para dormir pensando em alguém que falsamente me acostumei com a ausência. Também sei que ainda engano eu mesma, ainda que sem querer, sobre a saudade.
Repentinamente ignorarei que tudo isto que vivo e sinto, um dia também acabe, e mais repentinamente ainda, voltarei a sussurrar pelos cantos lembrando de quem nunca vai embora verdadeiramente. De repente, sentirei aquele amargor descendo pela garganta e saberei que paguei o preço por não saber esquecer.
Ironicamente me sinto sortuda por sentir saudades, ainda que com o peito doendo e os dedos trêmulos, me sinto privilegiada por lembrar, viver e recordar. Seria ainda mais trágico experimentar, sorrir, chorar e nunca mais poder refletir. Nunca mais relembrar onde errei e poder evoluir, agradeço a saudade por me lembrar de lugares que não quero mais ir. Agradeço a saudade por me matar por dentro e reviver minha alma ao mesmo tempo.
Contudo, recordo-me também que a saudade é o azar de quem já teve muita sorte um dia. E a maldição que os mais apaixonantes e entusiastas da vida estão fardados a carregar. Os mais ordinários sentimentos que possuímos ainda possuem a errônea capacidade de nós fazer sentir saudade.
Subitamente, em meio a mais um devaneio ao céu estrelado de saudades, imagino o sentimento como uma bagagem de avião pesada demais- mas que ainda permite o voo, ainda te ajuda a se projetar a outro lugar, mesmo que doa suas costas.
A saudade é minha pior mágoa, corrói minha alma além do que já dói.
Promessas de eternidade sempre acabam — mas algumas são tão lindas que nos fazem querer ficar.
Como o teu olhar…
que me aprisiona e encanta,
me cala quando eu mais queria falar,
e me faz te encontrar em tudo —
em cada detalhe, em cada ausência,
como se o mundo insistisse em lembrar de você por mim.
Ausência {soneto}
Bom dia! Pra onde foi a poesia?..
Se não consigo ver as borboletas...
Se as crianças agora espoletas,
Não pensam em doce-ambrosia...
Bom dia! Pra onde foram os pássaros?..
Se não os vejo celebrando o dia...
Se esconderam com a poesia?..
As aves e homens são muito raros.
Se as palavras pudessem consolar...
Mesmo que pudessem a alma ferir...
As feridas haveriam de estancar...
Se homens pudessem voar, voar...
Se palavras homens pudessem ferir...
E se toda poesia pudesse retornar...
poeta_sabedoro
Brincando com minhas letrinhas invento romances, saudades, amores e dores.....
Brincando com minhas letrinhas faço castelos, estórias e histórias. Também faço rainhas, príncipes, idas e vindas, amores secretos. Brincando de letrinhas vou ao céu, desço ao inferno. Brinco com anjos e brigo com demônios....Assim, brincando, brincando, transformo meu mundo, e escolho sempre brincar de ser feliz, seduzindo a vida, seduzindo quem me lê!
G.M.
Somente agora a saudade me faz confessar
Que no mar de emoções que vivi
Não foi difícil te compreender e te amar
Mas agora que foste embora
É que posso refletir,
É uma coisa que me faz procurar por ti
O carinho que tiveste por mim,
Não vais encontrar por aí,
Tudo que fiz e disse a ti
Foi tentando demonstrar o quanto te amo
Mas não compreendeste o meu amor...
Neste mundo tão imenso
Não existe na verdade
Algo para amenizar
A minha imensa saudade.
Pois hoje vivo longe
De um amor que já foi meu
Relembrando do passado
E do que aconteceu.
Viverei triste e angustiada
Mas não darei demonstração
Trarei alegria na face
E muita tristeza no coração.
Nos Teus Braços
Hoje,
senti aquela dor...
(uma saudade intransponível)
uma busca em teu nome;
colhendo um carinho em pensamento.
Deixa-me ficar
nos teus braços, Mãe!
me ausenta do mundo...
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
Sinto-me tão desprezada por tua ausência que ouso a desprezar-me a mim mesma
Ainda que inseparável seja o meu olhar do Teu
Vejo-te como
Raios que anunciam estrondoso trovão,
exuberante em sua potência!
Desperta-me o ouvido - Ruído em dor
Da dor que deveras sinto
Que brinco para não ser dor!
Sorrio e saio do gemido que altera meu pranto
Desencanto
Vivo e morro!
Autoquiria
Tenho saudade de tudo, das ilusões criadas
Dos passos que tracei naquela estrada longa e desconhecida
Era o ar e aquele vento que me envolviam com suavidade.
Aquela leveza, era a força que agia sobre o meu peito
Ora com calma
Ora com furor
O soprar do meu desejo.
O meu sangue coloria nos meus olhos, a vida que gostaria de ter!
Agora o fugaz poder
O controle, o deleite!
Tracei meu caminho marcando os meus braços.
E na bela noite , senti a vida no escoar daquele carmesim, num intenso vermelho a transbordar sob minha permissão.
Abriu-se no escuro, a minha ânsia
Ali, ali onde os meus passos cintilam e tomo rédeas do destino.
Iludo-me, incerta e decidida.
Lacero - me...
Para a menina Alice✨❤️🩹
Através da SOLIDÃO
Foi necessário o meu CORAÇÃO
Fazer amizade
Com a tal SAUDADE
E também pedir ajuda
Ao SILÊNCIO...
Cursei a faculdade
Da Reflexão e encontrei pOeSiA,
E junto com ela o ALFABETO
Inteiro pra interagir
E passei a RIR e interagir
E daí fiquei curada...
SOLIDÃO hoje é ótima companhia.
***
Sinto saudades...
.....de todos
Os sorrisos que vem do firmamento
E da lassidão dos ventos... No desanimo do crepúsculo
Na tristeza dos dias mornos e das sinfonias
Tocadas por violinos distantes... Longínquos!
Tenho saudades dos jardins onde rosas adornavam
Misturando-se com Hortência... lírios e jasmins... O espetáculo
Mais perfeito da natureza onde o silencio é partilhado
Travando meus sonhos... Nas noites...
Onde tropeço... Contando estrelas...
E em meus caminhares fantasiosos
Quero cair abraçada contigo aliviando
as minhas saudades...para sempre!
Sobrenome: "Saudade"...
...O vento deflora meu anseio secreto de ti
Minha essência acredita neste misterioso sentir...
E num abandono tão profundo. ..Que nos separa do abraço
Grita a minha solidão pelo meu nome... Longe... Bem longe!
Já não sei se ouvi versos ou caminharem bruscos
Mas sinto o silencio dos teus passos...
Ou terá sido teu doce espírito...?
Onde estás? Para onde levaste o amor?
Disfarçado de ternura surgiste numa tarde...
E partiste noutra sem aviso... Dilacerando meu sentir...
Sou poeta porque achei a causa enigmática de estar aqui
E cheguei numa brisa de sobrenome “saudade”...
Coisa que eu não sei!
Saudades de tudo que não foi...
Coisas que não sei...
Dos sonhos perdidos que o vento levou...
Do tempo que passou deixando marcas apenas...
Saudades...
Daquela lua apaixonada navegando no céu...
Cheio de estrelas... Sentindo a brisa do mar!
Depois o raio de sol que vinha me acordar... E me chamar
Dando-me beijos... Ardendo em minha pele...
Dourando meus cabelos... E dos sonhos de ali então...
E eu aqui sentada em frente ao mar
Vendo a vida passar... De repente... Tão breve...
Tão inesperada... Imprevista...
Sem dar tempo para me arrepender de coisas que
Não fiz e de outras que já foram esquecidas!
E te amo...
E estarei sempre contigo...
És tu a minha saudade ausente...
Tu és meu anjo... Um ser puro...
Muito amado...
O dono de meus dias... E te escuto
na ternura dos versos e das minhas palavras
Vindas da alma... E que
brotam sem ecos...
Na eloquência do silencio
da noite que se derrama em mim...
Letárgico...
Eu me chamo solidão e tu te chamas saudade...
Escuto os passos do tempo...
E neste letárgico é a minha sina de poeta...
Nesta ansiedade rejeitada
levo comigo a tempestade
e na melodia dos raios e trovões.
Tu não vês a minha amargura
e esta dor verdadeira
deste sonho fragmentado queria apenas
Enganar o acaso...
Tenho saudades do lugar onde
Amamo-nos nas madrugadas
Tenho saudades dos sonhos que nós sonhamos
Sinto os seus olhos lindos e quero
Atravessa-lo para sempre... E dizer-lhe que é
Meu único amor...
Sinto falta deste amor tanto... Mas tanto!
Sinto falta daquele sorriso que me leva ao céu...
Onde estrelas
Quando encontradas umas perto de outras parecem iguais...
(mas não são)
Sinto falta do toque que me confortava
Em momentos de desespero...
Sinto falta de cada parte de todos
Os segundos que passei com ele...!
E do meu olhar perdido no devaneio distante
Goteja em murmúrios sussurrantes lágrimas de saudades
Que se transformam em lago ondulante...
Alagando a face...
E tu alma minha, que és quase a minha essência. .
Traz-me um pouco de ti como se eu fosse um pedaço de mar
Mergulha em mim... Nas minhas entranhas...
E com o silêncio de tua voz serena as minhas dores...
E eu novamente... Acalentar-te-ei no meu peito...!
Minha ausência...
Quero deixar de chamar-me
- Ausência-
Na tua vida... Quero dar-te
Os meus sorrisos mais formosos
Também a minha alegria entorpecida
E nas longas noites em que não pude falar-te
As palavras que vem de minha alma...
Quero ver-te... Querer-te... Amar-te
Não mais sentir o teu partir
Já plantei saudades e vi a dor surgir
Sou pássaro e voo por entre mares e montanhas
E do firmamento vejo o tempo e a vida passar veloz... Sem ti!
Hoje mais uma vez lembrei-me de ti...!
Senti saudades das chuvas que escorriam
Nas vidraças do meu quarto... Onde eu podia divisar
O horizonte... As montanhas...
O vento frio que balançava as copas das árvores do jardim...
E uma lágrima bailou em meus olhos...
Olhei para a varanda onde tomávamos chá e escrevíamos poemas...
Meu pensamento voa e encontra as notas musicais
Com as quais eu tocava melodias...ao entardecer...
Regresso ao tempo...
Visto-me de lembranças e sonhos
E descubro que... No jardim são as mesmas
Rosas vermelhas que me davas
Nos dias que vinhas ver-me e abraçava-me com tanta ternura...
E então sorrio da dor de querer-te mais uma vez...
Mas se nunca me deixaste... Vives dentro de mim
Por isso tantas saudades tuas...!
DE MANHÃ...
Escrevo com a ponta da caneta que brilha
Enquanto as letras choram as saudades de ti!
Do teu lindo sorriso... dos teus silêncios
Do profundo do teu beijo... e das muitas canções...
Que a brisa tocou pra nós!
Inebriei-me de solidão... É de manhã...
distante de ti...
E porque te amo a ferida sangra...
E o meu coração arde por ti...e mais versos
E mais paixão...e escrevo te amo...te amo...
Simplesmente porque te amo!
Penso que rabiscando minhas dores
Assim, a espera se faz breve...quem sabe
ventos soprarão em teus ouvidos as lindas
cartas de Amor...
...e uma profunda melancolia
Mesmo longe de mim
te envolverá qual redemoinho
e teu coração vazio ouvirá a melodia
incansável... alucinante...volta pra mim
E nesta manhã além do contemplar...
irei além dos passos da saudade!
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