Textos de Saudade
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corrói o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
O sol nasceu pra mim como bálsamo, depois de uma noite escura onde a ausência da lua e das estrelas fez noite longa em meu coração.
Os primeiros raios encontraram-me ainda sonolenta e segura de que a claridade que entrava pela janela traria um novo olhar diante do dia que começava.
Começaria outra etapa do que havia levado tempo demasiado em findar.
Etapas novas são novas oportunidades de recomeços.
São ensejos abençoados em vidas, onde a inércia que
persistia poderia agora encontrar novo lugar.
Soneto de saudade
Um sentimento tão especial
Que percorre todo o meu ser
Imenso, profundo e natural
Toque sublime em nosso viver
Saudade do tempo que já passou
Ou de alguém que não vemos mais
Marcas eternas a vida deixou
Boas lembranças de fatos reais
Saudade que invade minha alma
Mexe comigo e tira minha calma
Desperta a verdade em meu coração
Não importa qual foi o motivo
É essa saudade que me mantém vivo
E preenche o vazio do meu coração
Nas entranhas da saudade, o coração geme em agonia,
Ecos de uma separação que cravam fundo, como espinhos na via.
O homem, marcado pela sombra da ausência querida,
Ama na distância, sofre na carência da alma ferida.
Em cada pedaço da noite, murmúrios do passado ressoam,
A mulher que partiu deixou um vazio que seus sonhos devoram.
Ainda o amor persiste, como um farol em noite escura,
Guiando a esperança, enquanto a dor perdura.
Cada toque, cada beijo, permanecem tatuados na pele,
Como promessas que o tempo não consegue apagar, nem cancelar.
Enquanto o homem sonha, acordado, com reencontros possíveis,
O coração se recusa a desistir, alimentando esperanças incríveis.
No ballet da vida, outras bailarinas tentam sua dança,
Mas ele, na teimosia do amor, recusa a oferta, recusa a mudança.
Pois a mulher que ama, mesmo distante, é seu farol,
E qualquer sombra de felicidade parece pálida, sem calor.
Recusa-se a aceitar o consolo de outros braços,
Pois neles não encontra a magia, nem os laços,
Que o uniam àquela que ainda é dona dos seus suspiros,
Mesmo que o tempo teima em ser o senhor dos retiros.
Oh, homem que ama com a chama da eternidade,
Ainda há esperança na alvorada da felicidade.
Que o destino, fiandeiro dos fios do coração,
Teça um reencontro com a mulher da tua canção.
Que a dor da separação seja um prelúdio,
Para um capítulo onde o amor é o núcleo.
E nos braços dela, encontre a paz merecida,
Na sinfonia da vida, uma harmonia restabelecida.
Essa tal de saudade
Ela é algo sentido e também sofrido
Agora escute esse verso perdido
De um poeta que pra ti escreveu
Com saudades da flor que perdeu
Te vira do avesso, te faz dar tropeço
Te faz criança cheia de medo
De perder o velho brinquedo
Que já fostes o mais importante
O mais caro ou velho da estante
Não é o que foi, mas sim o que há
Algo tão nobre que sempre haverá
Que não escolhe cor ou idade
Seja tão longe ou da mesma cidade
Nos corta pela metade
Que louca, essa tal de saudade
Tu és inimiga do presente,ferida que todo ser sente
Indubitável sentença, não importa a sua crença
Eu só queria que soubesse que nada acaba por acaso e eu nunca quis o fim, que sentirei saudades dos risos, presentes, momentos, discussões, conversas jogadas foras, e que você sempre foi e sempre sera a pessoa mais importante que passou na minha vida, me ensinando a amar, entender, tolerar, perdoar. me ensinou na pratica o que eu sabia só na teoria e nada vai tirar você de mim, nem o tempo... porque depois de tudo que passamos nada ira superar , e que cada palavra, carinho, canção, telefonema, mensagem, estarão sempre comigo no seu lugar aqui no meu coração , que você e tao especial que não me arrependo de uma lagrima, de um sorriso, uma noite sem dormir, um elogio, uma caricia e por mais que os dias passem e o tempo corra só trarei você comigo.
te amo (mais que tudo neste mundo)
Noite de Fogo
Saudades do teu cheiro,
feromônio que embriaga, perfume que marca.
Do teu corpo colado ao meu,
pele na pele, sem espaço pra tempo,
sem tempo pra pensar.
Saudades do teu louco amor,
instinto e entrega,
uma explosão de mundos
que colidem em gemidos abafados.
Teu som, um mantra,
ecoando na bagunça da cama
como sinfonia do caos.
Uma louca viagem,
onde prazer e sentimento se misturam,
um universo que se expande
entre mãos trêmulas e olhos fechados.
Cada toque, uma nova descoberta,
cada suspiro, uma nova língua
que só nós sabemos falar.
Quero mais uma noite assim,
onde o infinito mora entre lençóis
e o mundo lá fora
não passa de um sonho distante.
Vem, bagunça meu corpo,
desordena minha alma,
e me faz perder a razão outra vez.
Te vejo distante,lágrima é metade saudade...
A outra encanto...Sou metade do sonho...
a outra do amor...Me junto sou apenas dor...
Sou templo vazio...Dança se par...
Olhar se brilho afogado no desejo de amar...
Saudade devasta ...Sou canto sem graça...
Já fui dos teus braços ,de bocas coladas...
Sonhei acordada...andorinha feliz...
Soluços e beijos tirando o ar...
Sabe que sem você não tenho paz...
Sou castelo de areia na beira do mar
Vou vagar sem defesa na eternidade
do seu envolvente olhar...
Mesmo que como o vento
eu chore minha saudade
Mesmo que meus sonhos
Anoitecidos no medo
Conheça no alvorecer
a solidão, ainda assim...
Vou sentir a emoção
Da magia em que vivi
O perdão em mim
Não deixará de existir
A vida me fez templo
Onde o sagrado é viver
Ainda Ouço... Ainda Sinto
O pulsar da vida
Explodindo lá fora
No perfume das flores
Tecendo o futuro
No jardim da existência...
São meus sonhos
Que fertizam minha alma
Que da cor a toda ternura
Brilhando solta no olhar,
Que seja toda essa vontade
de caminhar de mãos dadas
Que seja toda essa paz
A deixar o sorriso do tempo
trazer todas as certezas
Contidas no verbo amar...
Que fique no passado os lamentos
E somente a esperança reine
Que o tempo não venha corroer
A crença de ser feliz e florescer
Zeni Muniz
E do tamanho do infinito essa saudade
Esse frio na alma e o tempo tentando me convencer que só respiro se for por nós dois
As noites intermináveis com meus pensamentos tropeçando nas estrelas
Que um dia contemplei em seu olhar
Tento viver onde meus sonhos terminam
Uma imensidão de juras sem esperança
Só eu sei o tempo em que passo sonhando
Onde sem brilho o sol insiste em me fazer
Querer o impossível ...Voltas e voltas...
E novamente aqui zelando da minha saudade
Meus únicos momentos nossos.
(Z.M)
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
Hoje eu acordei com saudade do "trem".
Mesmo a estação sendo bela, algo em mim clama por notícias do passageiro.
Será que está bem? Será que as paisagens que agora contempla são tão belas quanto as que um dia dividimos?
Me deu vontade de sentir de novo o abraço, o cheiro, de mergulhar no universo dos seus olhos.
Mas eu choro.
E dói.
Dá vontade de pegar o telefone, de buscar a voz que acalmava, mas não posso.
Na nossa última conversa, algo em mim se quebrou.
Houve um “ponto final” – literal e escrito (ponto final).
Ainda assim, eu não consigo guardar ódio.
Não consigo apagar o brilho do trem que passou por mim, mesmo que tenha partido. Foi lindo.
Foi uma viagem que me ensinou tanto sobre mim, sobre o amor, sobre a vida.
Como eu queria sentir aquele abraço mais uma vez, o carinho que parecia eterno.
Mas o medo me trava.
O medo de me aproximar e ser deixado novamente, despedaçado em pedaços tão pequenos que mal conseguirei recolher.
O medo de expor o que sinto e encontrar do outro lado um silêncio que fere mais do que mil palavras.
O que aconteceu entre nós é grande demais, complicado demais.
Parece que não temos volta.
Parece que esse trem nunca mais parará na estação onde eu estou, mesmo que eu fique esperando, mesmo que eu deseje tanto que o som dos trilhos ecoe novamente.
Eu sinto saudade.
Uma saudade que parece querer explodir meu peito.
Eu sinto sua falta.
Se um dia você ler isso, saiba:
Eu agradeço.
Agradeço por tudo o que fez por mim, por cada instante, por cada ensinamento.
Agradeço até por ter resistido tanto antes de desistir de nós.
E, apesar de tudo, eu não quero dizer adeus.
Eu digo: até breve.
Amanhã serei nada
Ó doce estrada
Como eu te sinto
Como eu te vivo
E já sinto saudades
Ó cheiro do passado e do destino
Acordo às noites
Com medo da morte e do não existir
Ó corpo que sente
E que ama
Que fala far-me-á existir
Tudo é pó, tudo é pó
Me resta esperar no Amor
Tudo é pó, tudo é pó
Só não o sonho que nos criou
Ó minha alma, como te sinto
Te desejo
Beijaria teus lábios com meu corpo,
Tu fora de mim, como vento
Ó tempo, o que serão de meus olhos?
O que tornar-se-á minha carne?
Para onde irá meu Eu...
Não quero fechar meus olhos
Para todo sempre
Eu preciso ver as estrelas de outro lugar
Céu, exista para sempre
Conosco sendo dois
De tua parte, quero ser apenas corpo corrente
Mas que eu possa amar, que eu possa criar
É minha a Tua vaidade
Pois me criaste, e eu criei a Ti
Para nós reparamos e nos adorarmos
Para além de qualquer tempo
Infinitas almas não o Amam um centésimo de como amo e conheço a Ti...
Não feche meus olhos para todos os mundos
Não cesse meu faro
Quero cheirar para sempre em Teus mundos
O perfume de Teu frescor
Acordo com medo da morte;
Miro-me no espelho
Meus olhos são os mesmos
Desde que criaste a mim...
Pele, minha pele... Como amo existir
Dói me viver, doce sofrimento nutrindo minha alma de prazer
Como é bom chorar te esperando
Dormir contigo sonhando
Acordar, e nas canções te sentir...
Amo sofrer temendo partir e não honrar-te
Em meus desígnios
Amo adorar-te em cada gesto
Vivo para alegrar-te
Enquanto me sorri...
De nada posso comprovar-te
Mas constato-o em meu sentir
Meu Pai, quero creditar-te
Quero creditar-te fora de mim
Poções de água, cheias de mágica
Que não se podem ver
Nada alcança-te
E Tu, em tudo estás
Te amo em cada ser
O temo em cada despedida
Doar-me-á nossa despedida
Para muito, muito, longe daqui
Onde não há sonhos
Nem corações como músicas a pulsar
Bombeando nosso sangue vermelho
Como Tua paixão a nos animar...
Tende piedade dos meus medos
Abraça meu mau
Proteja-me de mim e de meus sedentos instintos.
Tudo quero dar;
Tudo eu quero ter...
Tende compaixão da minha dor ao perder
Todos os dias para mim mesma...
Por sem razão eu arder
E adorar a loucura de me queimar
E repousar em Teus braços
Pois sei que sempre irá me perdoar
Me desculpe por abusar de Ti em meus sonhos e ideais de bençãos
Perder por confiar
Obrigada
Que saudade de Aruanda,
Mas um dia hei de voltar!
Encontrarei com os amigos
Que daqui vivo a sonhar...
Vovó Santana, Pai Guiné...
Pretinha Doce, Catarina
Seu Tranca Rua e Seu Zé
Que me acompanham em cada esquina
Mulambo,
Araúna,
A baianada que me anima!
Zambi, Pai Maior
Acalanto da família!
Que saudade de Aruanda...
Onde o corpo não arria
Esperem-me, Amigos
Tornarei à casa um dia!
Enquanto isso me protejam
Da estrela que alumia,
Que eu siga avante no trabalho
Sustentada na alegria!
A ausência ocupa espaço. Um espaço enorme, tão grande que deixa tudo apertado, principalmente o coração. Tão apertado que chega a doer. Muito.
Ninguém imagina quanta falta se pode sentir de um abraço, de um beijo, de um perfume, uma conversa, da mera presença, simplesmente a existência de alguém, até esse alguém ir embora. Principalmente quando esse alguém é nossa própria mãe.
Eu precisava externar meus sentimentos além de meu próprio pensamento, além do meu coração. Não com o propósito de que alguém venha a lê-los, mas de que eles permaneçam em algum lugar neste mundo para quando eu também me for.
Quando pudemos comemorar seus 90 anos, apesar da dor que ainda nos cercava pela perda do pai, achei que tínhamos tudo pra dali dez anos fazermos uma festa chamada "Mamãe Faz 100 Anos", como o filme do Carlos Saura... mas dali pouco tempo, isolados pela pandemia por quase dois anos, lá estávamos nós, presos em casa sem poder nos divertir e desfrutar da companhia um do outro em momentos descontraídos, mas aproximados pela condição da clausura. Meu medo de trazer alguma coisa ruim que te fizesse mal a cada vez que tinha que sair de casa, consumiu minha alma, esgotou o meu corpo (e mais ainda o seu, motivo pelo qual não consegui mantê-la aqui conosco). Mas isso me fazia sentir vitorioso ao conseguir te poupar, Mãe.
E com o passar do tempo, com o ocaso de tua disposição e vontade, assumi certas responsabilidades que, às vezes, podiam parecer obrigação ou até mesmo inquietação, mas que no fundo eram aprendizado e satisfação. Levá-la às consultas, aos exames, parar para comer empada ou passar no mercado na volta, eram essas as "responsabilidades", Mas de todas elas, o momento do banho guardo como o mais emblemático, o que mais representava meu amor e cuidado pela senhora. Lavar seus cabelos, esfregar suas costas, conduzi-la do banheiro ao quarto, secar e pentear seus cabelos, depois vê-la passando seus hidratantes, limpinha, cheirosa... era uma sensação de dever cumprido. Lembro que sempre que eu ouvia da senhora a péssima frase "só te dou trabalho", seguida de sua reflexão "você não tem obrigação de fazer isso" eu pensava: tenho, CLARO que tenho! Era o MÍNIMO que eu podia fazer pela única pessoa a quem verdadeira e incondicionalmente eu amei, como pela senhora fui amado igualmente, sem interesse ou piedade. E curiosamente, tanto tempo depois de não mais fazer essas pequenas tarefas, quando as recordo sinto falta de executá-las. A senhora me ensinou ao longo dos 59 anos que convivi com a senhora diariamente, quase que 24 horas por dia ao seu lado, que tudo vale a pena, tudo tem sentido, tudo é sublime quando feito por amor.
A única coisa que me arrependo é não ter sabido agir, da mesma forma que agi com a senhora, com meu pai. Todo sufoco que passei (ou melhor, passamos) com ele me ensinou a como cuidar da senhora. Falhei, e muito, nesse cuidado. Hoje percebo que poderia - e deveria - ter tido muito mais atenção e carinho nas minhas "obrigações" para com a senhora. E por mais que a senhora tenha me dito em vida que fiz muito mais do que eu podia, assim como tantas outras pessoas me disseram o mesmo, guardo essa dívida em meu coração. Eu deveria, eu queria ter feito mais. Muito mais, e ainda assim teria sido pouco. Preparar seu café, separar seus remédios, fazer nosso almoço, ajeitá-la para a soneca, oferecer um cappuccino, regar suas plantas (é, mãe, perdão, mas elas estão quase mortas... não tenho me disposto a fazê-lo já que a senhora não está mais aqui para apreciá-las), mandar mensagens para saber se estava tudo bem enquanto eu saía para trabalhar, fazer mercado ou qualquer outra coisa que me tirasse de perto de você... todas essas coisas me marcaram e ainda se distinguem em minhas lembranças.
Poderia ficar escrevendo aqui por horas, mas já me excedi em palavras. Como eu disse, só queria registrar, em qualquer lugar que fosse, meu sentimento acerca do quanto te amei, do quanto me senti amado pela senhora. Qualquer homenagem que eu já possa ter lhe feito nunca alcançará o tamanho de meu amor ou o tamanho da tua grandeza como ser humano, como mulher, como Mãe.
Obrigado por tudo, Dona Lourdes. Encerro com a última frase que - graças a Deus - pude te falar olhando nos olhos: te amo mais do que tudo nesta vida.
Se forem frios fazem poças
De garoa da saudade
Que ressoa em pingos mínimos
Sem saber que é tão grande
Até que alguém se afogue
Até que água bata no peito
E tire fora o ar de dentro
Pra ocupar todo espaço vazio
Da falta,
E talvez isso é definição
Que distingua meu desejo
Dos sussurros
Da saudade
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
Espinho na rosa
Sem ter você sou todo pranto
Sou a voz do canto que chora
A ausência da flor
Sem ter você sou qual fevereiro
Sem Carnaval a festa acabou
Sem ter você sou chuva lá fora
Sou o passarinho que não beija flor
Sou a falta de amor
Sou a Bahia sem Alegria
palavras sem poesia
Sem ter você sou seca no chão
Sou dor cortante no coração
Sou a própria solidão
Sem ter você sou a fúria do medo
Sou ser sozinho na multidão
O desafino da canção
Sou nota sem som, música sem tom
Sou o espinho na rosa
Sou o rosa mas tenho espinho
sou um verso ruim
O inverso de mim
Sem ter você sou nada
Sou a estrada sem fim
Oração sem fé
Marcos Decliê
Mane !!!! Saudades !!!!
Mane ,mane só quem viu pode falar
Ele era o terror das defesas adversárias
Chamava todos de Jõao
Não era por maldade irmão
Ele era, uma alma de criança
Maldade nem na Infancia
Era um Botafoguense convicto
Que delícia era vê-lo jogar
A bola era sua sócia amiga
Com ele deslizava redondo
Era um assobro o nosso Mane
Só quem viu pode falar
Que saudades mane
De pernas torcidas
Assombrava as torcidas
Mane vc era o torror das defesas
E uma paixão inobrecida
Pra nós Botafoguenses
Que saudades mane
Nesses 30 anos só quem viu pode falar !!!!!!
Saudades Mane
Saudade
Saudade- vá embora !!!
Saudade -só te quero ver como outrora !!!
Saudade - do primeiro encontro ...
Saudade -do primeiro abraço ..
Saudade -da caminhada escutando o barulho do vento ..
Saudade -daquele evento que foi levado ....pelo próprio vento ....
Saudade- era tudo que não queria sentir ....
Saudade - danada e ingrata ...
Saudade -do beijo não dado ..
Saudade -do amasso que teve ..
Saudade do abraço grudado
Saudade -de tudo que ocorreu....
Saudade -da bola de gude !!!
Saudade -do campo de terra
Saudade-do doce de leite ...
Saudade -daquela quietude...
Saudade -.saudade ...da juventude ...
Saudade -do namoro arretado
Saudade -do tempo largado !!
Saudade -danada de ruim
Saudade -..porque foi embora !!!
Saudade -saudade -saudade ...
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