Textos de Saudade
Conjugando-nos
Que a nossa amizade
Nunca seja pretérito
E que toda a saudade
Se dissipe com abraços.
Que a nossa verdade
Nunca seja única e absoluta
Que refletir e repensar as ações e as falas
Sejam os nossos verbos prediletos.
Que o verbo amar
Seja conjugado com reciprocidade
E que quando não estivermos mais aqui
Que a nossa poesia permaneça.
Edson Luiz ELO
Outubro de 2016
Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento
Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.
Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.
A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.
E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.
Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Lágrimas por Nós
Que saudade de tudo o que não fomos, pai…
É tão duro conviver sabendo que sou tão parecida com você,
e que nunca tive a chance de te conhecer.
Que saudade do amor que ficou apenas em silêncio,
da relação que jamais tivemos,
das conversas que nunca aconteceram,
dos abraços que jamais senti.
Quantas lágrimas caíram no chão,
e quantas ainda carregarei comigo,
por aquilo que poderia ter sido e nunca foi.
O PÊNDULO DA SAUDADE
De: Carlos Silva
Eu sinto o cheiro da saudade permear-me o juízo, sinto o toque da vontade pulsante em meu coração, mendigando um segundo do teu olhar, feito faíscas elevadas das brasas que estalam e aquecem o ar.
Lanço-me nas covas solitárias dos escombros mais remotos, para fugir do tanto que em te penso. Meu pensamento vaga feito pendulo de relógio de parede cuja função é ir e vir, ir e vir em ritmado e preguiçoso compasso que só serve para avançar o tempo que não mais terá tempo de voltar.
Preso estou na ampulheta do passado, escorregando para outro espaço até que possa completar o ciclo e ser retornado à posição repetitiva do marcar um precioso tempo. Passo e compasso, espera que se confunde com a demora e isso só aumenta a saudade imposta pelo sentir que pulsa do coração como se fosse o pêndulo do relógio que insiste em bater no ritmado de um saudoso coração.
Saudades do saber.
Que saudades do saber, que hoje encerro aqui,
Aos meus mestres com carinho, vou dizer o que aprendi.
Aprendi a ver a vida de um modo diferente,
Aprendi que o saber não ocupa lugar na gente.
Se chorei nesta jornada,
Por minhas dores e sofrer,
No riacho do conhecimento com avidez saciei
Minha sede do saber.
Se o saber não ocupa lugar,
Como já citei aqui,
Também não se pode roubar o que de meus mestres aprendi
Sigo então o meu caminho,
No desejo de aprender,
E quem sabe a gente se encontre,
Lá ao longe no horizonte de um novo amanhecer.
Autor: Cícero Marcos
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
Ano novo, vida nova…
mas, a saudade e a tristeza, continuam as mesmas.
O tempo muda o calendário, não o vazio que ficou.
Meu pai segue presente em cada lembrança,
em cada silêncio, que dói mais forte.
A vida até tenta recomeçar,
mas o coração aprende apenas a seguir,
carregando o amor e a saudade juntos.
REFLEXÃO
“O amor não termina no grito, mas na ausência, no tratamento raso, no descaso e na falta de cuidado. Não se desfaz na discussão, e sim na falta de compreensão, empatia e respeito, mas na indiferença. Quando dois corações já não se procuram no silêncio, não sentem mais saudades e não se declaram em palavras sentimentos de AMOR, é porque a desconexão chegou antes da despedida.
O triste é que, em alguns casos, não existiu tempo de dizer ADEUS.”
(Mestre Malaquias da Viola)
Na Saudade 🥰🥰🥰
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
Se a pena hesita, é porque a dor é vasta. Tia Ana, sinônimo de resistência.
A memória de Ana é como um sol que se esconde ao anoitecer, mas que nasce novamente ao amanhecer. E como uma folha que cai, sem dó, no outono, assim é a saudade de Ana. Assim a vida, sem aviso, a levou de mim.
Não busco o riso fácil nem a vã alegria, mas como dói a saudade de Ana! E a sombra serena que em ti repousava... ai, como dói a saudade de Ana.
Na teia do tempo, que tudo esfria, tua imagem, tia amada, ainda me abraça. Como dói a partida de Ana! Resta o silêncio onde a voz outrora soava e a certeza: por mais que o peito se consuma, como dói não ouvir tua voz, tia Ana.
A essência que em ti, querida, habitava, é luz que no meu peito ainda perfuma. Como dói não sentir mais a essência de Ana.
Hoje acordei com o coração mais sensível, envolto em uma doce nostalgia.
Senti saudade do tempo em que eu despertava cedo não por obrigação, mas por desejo — para relaxar, correr em direção ao mar ou à cachoeira e ser a primeira a chegar.
Saudade de tomar meu café ouvindo o som das águas, sentindo o vento tocar o rosto e deixando que a natureza me abraçasse em silêncio.
Saudade da companhia leve, das conversas soltas, dos risos fáceis…
Saudade de uma felicidade simples, inteira e verdadeira.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
O relógio marca o tempo, mas eu conto a saudade,
Esperando o momento da nossa felicidade.
Se você demora um pouco, o coração já quer saber:
Como é que o mundo gira sem eu ter você?
Eu sou o cara que te cuida e te quer bem,
Que não te troca por nada e nem por ninguém.
No balanço do caminho, no trajeto do destino,
Te protejo com a força de um amor cristalino.
Quando o carro para e a gente chega em algum lugar,
Faço questão do gesto, só pra te ver desembarcar.
Abro a porta, te dou a mão, te vejo florescer,
Porque o meu maior orgulho é estar com você.
No silêncio da noite ou no caos do dia,
Sou seu porto seguro, sua melhor companhia.
Se o choro vier, sou eu quem enxuga o pranto,
Pois te amar desse jeito é o meu maior encanto.
Você acorda e sorri, e nesse brilho eu leio:
Que sou o cara certo, sem medo e sem receio.
Sou seu herói, seu amigo, seu eterno namorado,
O cara que vive feliz... só por estar ao seu lado.
Esse cara sou eu
O homem desejado por todas as mulheres
Esse cara sou eu
O seu namorado.
"Pai
hoje a saudade bateu
e entre tantas lembranças
lembrei dos teus conselhos
dicas que na época não consegui avaliar como preciosidades que agora vejo que foram
não é o caso de te pedir desculpas
pois sei que teria que ser assim
meu aprendizado foi em parte pelos erros que cometi, ignorando teus conselhos
mas sabe meu pai, eles estão aqui, dentro do meu coração
e hoje , Ah!! hoje eles valem ouro
ainda que tua falta seja lembrada
ainda que somente teu retrato e minhas lembranças sejam as companhias
tua experiencia me acompanha e protege
sabe pai, hoje eu derramei uma lágrima
mas ela não foi tão amarga
talvez porque você ai do céu, tenha me poupado
e adocicado com boas lembranças a saudade e o amargo que meus olhos teimaram em derramar
tenho certeza pai, que nenhum, abraço ficou para trás e todo o carinho e respeito que sempre tive e terei por você, me acompanham
hoje te chamo de você, pois lembro bem da tua vontade de sermos amigos e que entre nós não havia senhorio, mas uma amizade que me traz a esperança de um dia poder te reencontrar e mais uma vez te dizer:
pai eu amo você...""
Amanhã....
Ah!! Amanhã.
Quanta coisa, farei.
Quantos sonhos, viverei.
Quanta saudade, sentirei...
Ah!! Amanhã.
Se tudo der certo, será um lindo dia de sol
Dia de ser feliz e fazer acontecer
Amanhã será o dia de ser.
Mas se amanhã
Não sair tudo como planejei
Saberei que existirá um outro amanhã
E simplesmente viverei.
Ah!! Amanhã que nunca chega...
À moda antiga
" Meu bem, estou lhe escrevendo para matar saudades e ir um pouco contra essa digitalização virtual, onde o romantismo é constantemente trocado por likes e o amor desfigurado, tornou-se digital. Pois bem minha querida, ainda que tenhamos que conviver com todas essas tecnologias e elas são ótimas, escrevo para que reviva nossos tempos de adolescentes, onde eu lhe dedicava tantas cartas de amor. Faz tempo que não se escrevem cartas de amor.
- Escrevo pois se falasse, as palavras morreriam ao vento, mas escritas,elas se perpetuam no papel e enquanto houver papel, escreverei que amo você...
Lítio
Hoje estou cansado
não do mundo,
mas da ausência que mastiga meus ossos.
Lítio,
eu amo minha tristeza
como quem acaricia um animal ferido
sabendo que ele pode morder.
Ela é azul-elétrica,
arde na língua,
lateja atrás dos olhos
como um céu prestes a desabar.
Sinto-me exausto.
Há pregos invisíveis nas minhas pálpebras.
A cama é um campo de batalha
onde minha mente marcha
sem trégua,
sem bandeira branca.
Dê-me forças
não as heroicas,
não as que salvam cidades
apenas as pequenas:
levantar da água escura da manhã,
respirar sem afundar,
calar o zumbido de abelhas metálicas
que constroem colmeias na minha cabeça.
Estou atormentado
por uma mente que não dorme,
que escreve cartas de ameaça
no verso dos meus sonhos.
E ainda assim, Lítio,
há algo perversamente doce
em sobreviver a cada noite.
Como se a tristeza
fosse a única prova
de que ainda estou vivo.
Quando a saudade dói e fica martelando na gente como uma mágoa que não passa, a melhor saída é enfrentá-la de frente. Reservar um tempo para pensar, colocar os sentimentos no papel, desabafar com alguém, ou simplesmente chorar, pode ser o jeito de se livrar dela e se sentir livre de novo.
Se está causando uma angústia que não vai embora, enfrente-a. Refletir, escrever, conversar ou chorar podem ser a chave para superar esse sentimento e encontrar alívio.
Sinais do Silêncio
Ele, também poderia se retratar – entrar em contato, dizer que a saudade consumiu os seus dias. Que o seu corpo sentiu a mesma intensidade que o meu. Dizer que tudo não passou de um mal-entendido, explicar as suas razões, de ter sumido, talvez deixar clara a situação.
Desmontar toda essa confusão e revelar o que se passa dentro do seu coração. Esses mal-entendidos poderiam ser esclarecidos. Eu poderia tentar entendê-lo. Mostrar que tudo o que se passou foi intenso, sublime. Mostrar que fui importante.
Entendo que talvez o sentimento seja apenas de minha parte. Mas então, porque há invasão em meus pensamentos? Invasão em meus dias ternos e serenos? Tudo vira uma revolução, uma guerra interior, quando, sem permissão, ele vem - sem ser convidado.
Há pendências batendo à porta. Esse estranho caminho que me conduz por encruzilhadas desconhecidas, me mantém em alerta.
Os sinais que a vida dá são claros. Dizem tudo o que eu preciso saber. Mostram caminhos.
Rita Padoin
Escritora
Baú de recordações
Baú de espantos...
Baú de recordações...
Saudades de um passado sem volta
Resgate de um tempo perdido
Sem tristezas
Sem magoas
Pedras no caminho
Tropeços de um crescimento interior
Buscas externas
Procuras internas
Equilíbrio encontrado
Há muito tempo esquecido e adormecido...
