Textos de Saudade

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⁠No terceiro dia, que o coração agoniza de saudade,
no terceiro dia, que lembramos o quanto éramos felizes juntos.
No terceiro dia, que nos perguntamos o por que da partida,
mesmo sabendo a resposta.

No terceiro dia, que penso que deveria ter feito mais, pra você ficar ao meu lado.
No terceiro dia, lembro dos nossos beijos calorosos, dos nossos abraços como se fosse a ultima vez.
No terceiro dia, percebo que já esquece até o seu perfume.
E só a saudade e as memorias me restou.

Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.

Do passado, guardarei apenas as saudades.
Do presente, o desejo.
E do futuro, a pressa dos sonhos.


Não sou aquele que ensina,
sou o que aprende.
Pois na ausência da luz,
é no menor clarão que encontro minha devoção,
e, quando o sol me envolve inteiro,
desprezo àquilo que um dia jurei amor eterno.

❝ ...Me encontro num mar de lembranças,
me perco em tantas buscas, saudades,
memoria. Fecho os olhos e vejo meu
passado, minha historiaria. Algumas
estampadas em dor e sofrimento. E
outras coloridas de Amor e aconchego.
Marcas na Alma de quem muito lutou
mas nunca perdeu a Fé. Saudades de
um tempo que não volta mas. Mas que
ficou gravado em minha memoria e
minha Historia...❞




--------------------------------------Eliana Angel Wolf

💔 Um Soneto da Ausência Desvanecida
A respiração se prende, e agora a verdade é clara:
A fachada brilhante acabou, o amor terminou.
Encaro o silêncio que guarda o medo,
E descubro que não sou um amante arruinado e abandonado.
Pois neste espaço árido, devo atestar,
A crença fundamental que arrefece o fogo do espírito,
Aquilo que lamento, embora outrora uma busca sussurrada,
Nunca foi real, portanto o amor nunca existiu.

Foi uma troca de anseio, imperfeito e breve,
Uma dívida fantasma da qual o coração não pôde escapar;
A dor precede e permanece como principal,
E a solidão veste a forma exterior da paixão.
Assim, neste quarto vazio onde as sombras se encontram,
Amor e solidão são sinônimos, doce,
Pois amar é dar o que não se tem
a alguém que não o quer, gravar
Um vazio sobre outro vazio e chamar-lhe graça.


Saudade é um sentimento instantâneo que muito rapidamente nos atinge!
É um sentimento avassalador que causa dor no peito de quem chegou, de quem partiu, de quem não veio, de quem não mais voltará....As vezes dói e nos entristece, outras, nos alegra, nos faz sorrir e chorar, nos faz sentir o quanto é bom estarmos juntos... Faz e acontece dentro do coração. Não há ser no mundo que nunca tenha sentido uma dor no peito, uma tristeza na alma, um vazio, uma saudade.
♡Conceição Enes.
27/07/2016

Saudades


A Saudade demais nos mata;
Outras vezes, nós matamos a saudade.
Ela nos mata quando a morte é imediata
A matamos quando amamos de verdade.


A saudade é algo que nasce de mansinho,
Invade o coração de todos com lembranças;
É como o cheiro de perfume que some aos pouquinhos
E acaba com nossa esperança.


A saudade é uma falta comprida,
O coração não aguenta e sofre demais.
Na morte é sempre sentida,
E na vida, é sempre real.


É uma dor de um amor que foi perdido;
Foi uma ferida aberta que ainda destrói,
Desgasta e nos deixa vencidos
Aperta no peito e até nos corrói.


Saudades da terra
Saudades de gente…
Saudades do amor
São saudades que sentes.

A saudade é um oceano. Profundo, imprevisível e, muitas vezes, indomável. Quando alguém que amamos parte, somos lançados a esse mar sem aviso, sem mapa e sem bússola.
No começo, tudo parece um naufrágio: as lembranças vêm como ondas altas, quebrando sobre o peito, levando o ar, o chão e o sentido.

Meu silêncio é a saudade de um sentimento intenso que se fez amplo em meu coração.
Minhas mãos se fazem trêmulas com a aproximação de seu corpo que traz a beldade e a certeza do romantismo direcionada á você.
Meus suspiros saltam de meus lábios com palavras sutilmente e carinhosas á você.
Trago uma rosa e um verso inspirado em você que se faz bela e sincera.

Não fico nem mais um minuto sem você que estou a beira de um colapso sentimental de saudade de você;
Me faço em mil pedaços sem preocupações de você não aparecer para juntar meus cacos em momentos que para meu coração se faz infinito;
Como te quero tanto e as vezes o que vejo e desejo quase ninguém percebe por ter imensos sentimentos;
Doo-me para que não me veem chorar pelo que não achasse de mim mesmo;

Quando bate a saudade, a minha sanidade se perde, pois gosto tanto de você que trocaria toda a minha felicidade por um segundo com você;
Me vejo sumindo quando mesmo sem querer você me apaga, mas continuo te assistindo no escuro;
Sua sensatez fez com que eu percebesse que não erá brincadeira, abri as portas do meu coração para valer;

Me amas? Mostre-me com atitudes;
Me invejas? Foda-se;
Sente saudades? Procure-me;
Me deixou para trás? Siga o teu rumo;
Se apaixonou-se? O problema é teu;
Gosta de mim de coração? Seja fiel;
Decisão entre eu e outra pessoa? Não me venha com mentiras;
Quer estar ao meu lado? Corra junto a mim;

Às vezes a vontade de lhe abraçar consegue ser mais forte do que a saudade;
E a sensação de você transcende quaisquer sentimento de prazer;
Quero a sua amizade e por toda vida... Em um nível fora de padrão que invada o familiar de nossas vidas...
Quero ser o seu melhor amigo, compartilhar dos seus problemas e festejar junto de ti como um irmão protetor...

⁠Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.


Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.

A maior felicidade é a ausência de luto
Mas quando o filho se vai, a dor é real
Paz real é a paz sem despedidas
Mas a família distante é um vazio a preencher

Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama

Ignorar a perda é viver na bem-aventurança
Mas a saudade de um filho é uma dor que não passa
Que a memória do amor compartilhado traga conforto
E que a esperança de um reencontro ilumine o caminho

*:*
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama

Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.

Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.

Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.

Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.

Saudades

Sinto saudades dos momentos que passaram em minha vida do qual sei que não voltam mais.

Saudades da suave lágrima que escorria em meu rosto, sem esforço, do grito de dor preso na garganta.

Saudades de ter quem amar, aguardando ansiosa o momento de sua chegada.

Saudades das vezes que corria para teus braços, todas as vezes que sentia medo.

Saudades de viver loucos amores, sentir o doce perfume de uma louca paixão.

Saudades dos beijos apaixonados, nossos corpos suados, ter seu cheiro entranhado, seu nome cravado em mim.

Agora só me resta essa saudade de sentir saudades.

Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!

Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!

Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.

Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...

Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!

Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.

Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.

O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.

Marília Masgalos

A Estranha Geometria da Ausência



Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.


Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.


Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.


Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.


Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.


Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.


A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.


Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.