Textos de Reflexão
PARA VOCÊ QUE lê essa msg neste instante.
Saiba/aprenda a valorizar a vida como um todo,
Valorize o fôlego de vida que tem,
Valorize a presença do outro, da pessoa que te faz feliz,
Valorize a sua existência,
Valorize a companhia...
Tenha para si que a vida nada é mais do que este exata momento em que vc ler essa msg,
a vida não é o hoje, a vida é o AGORA. Daqui a alguns segundos tudo pode não mais existir diante de teus olhos... Sendo assim, não perca tanto tempo chateado(a) com algo ou com alguém, se esforce mais, mude e tente aproveitar cada oportunidade que lhe parecer conveniente para ser feliz ou ao menos tentar ser...
A vida, minha cara(o) amiga(a) nada mais é do que um sofro, tire proveito disso e divirta se, aproveite o quanto puder.
Luciana M. Silva
A PONTE
William Contraponto
O que há no horizonte
É só uma miragem?
Onde está a ponte
Que deveria ser passagem?'
Trilhar o caminho e achar a travessia
Parece um teste de sabedoria.
Essa paz sentida na imensidão
Ela também nos apavora,
Traz à tona toda motivação
Que a fuga é da margem opressora.
Aquele lugar onde a crescente afonia
Tem como causa a hipocrisia.
Qualquer pessoa que ousa questionar
Povoa a sua própria vastidão ,
Até a tal ponte encontrar
E atingir o abrigo para a expressão.
Muito além daqueles antigos rabiscos
Que ensaiavam sobre sermos nós sem riscos.
Se faltar a coragem de atravessar
Que seja a esperança,
Existe uma música no ar
Nos inspirando segurança.
Após o passo em seguida
O recomeço, uma nova vida.
O que há no horizonte
Não é uma miragem,
Ela é a ponte
Que nos dá a passagem.
Trilhar o caminho e fazer a travessia
É a continuação mais necessária.
O Que Não Te Contaram
William Contraponto
O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.
No silêncio e no bréu da noite
Existem verdades que estão ocultas,
Sigilosas questões do ontem
Que respondem a maioria das perguntas.
O interesse é esconder a realidade
Por medo do que ela apresenta,
Eles pintam uma tela de integridade
Que diante dos fatos não se sustenta.
O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.
No agito e na plena luz do dia
Existem verdades que passam despercebidas,
Mas cuja influência grande seria
E mudaria erradas percepções estabelecidas.
O interesse é esconder a realidade
Por medo do que tanto representa,
Ela exporia a teia de falsidade
Que os traz conforto e sustenta.
O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.
A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.
O destino brinca de ter direções diversas
Mas há pontos nos quais se cruzam,
Num desses que traz recordações adversas
Verdades e decisões colidem e pressionam.
O fluxo já não parece ser como antes
Pois seus assuntos se tornaram incontornáveis,
Para que a máquina consiga seguir em frente
É preciso desbloquear a barreira erguida pelos execráveis
A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz,
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.
Quando os bloqueios são rompidos
Os pensamentos rumam fluidos.
Quando a verdade é posta no volante
Nenhuma encruzilhada mais é torturante.
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
A vida é exatamente uma sequência de situações que, muitas vezes nos dá apenas uma opção de escolha: Aceitar o que nos oferece,mesmo sem sabermos o que está por vir...
Muitas vezes, nos oferece momentos alegres,felizes, nos traz amores. Em contrapartida a tudo que alegra-nos a alma, nos faz sorrir e cantar, nos oferece outras situações para as quais não nos prepararmos e se pudéssemos,fugiriamos para não ter que enfrentar... enfermidades, dores e sofrimento que nos desatinam.
E mesmo sabendo que a vida é assim, essa sequência de tudo que nos faz bem ou mal, nos limitamos a ser nós mesmos por tantas desculpas que nós usamos...não nos permitimos viver, não espalhamos amor e quando somos forçados pelas consequências da vida ver o que passou e o que perdemos, pode ser tarde demais.
Muitas vezes não reconhecemos nossos erros e damos maior importância ao que nos fere...Necessariamente, não precisamos criticar nada nem ninguém, pois somos iguais e ao mesmo tempo, muito diferentes e no final de tudo, queremos apenas ser felizes...
Então, recomece. Desista de tudo que não te serve e abrace a mudança,abra seu coração, liberte-se dos rancores da sua alma, plante e espalhe amor ao seu redor e faça tudo valer a pena pois tudo o que temos e teremos na vida é o momento presente.
🌹Conceição Enes.
Tudo é inconstante!
Às vezes temos alegrias, outras vezes, tristeza...
Às vezes sorrimos, outras vezes, choramos...
Às vezes amamos, outras vezes, odiamos...
Às vezes tememos, outras vezes, somos um mar de coragem...
E assim por diante!
É desse jeito que a vida se faz e desfaz cotidianamente até que um dia deixamos de viver...
Tudo é inconstante!
Queremos sempre o melhor, mas as coisas ruins também nos acontecem.
Caímos, levantamos, enfrentamos obstáculos buscando as vitórias, enfraquecemos quando tememos e ganhamos força quando confiamos e acreditamos em Deus que tudo fez para nós.
Confiemos em Seu amor e
em todos os momentos, tenhamos Sua presença e companhia...
"Confiar é acreditar no amor de Deus e saber que a Sua vontade é sempre o melhor para nós."
🌹Conceição Enes.
Na dança da vida, a morte é traiçoeira,
Surge sem aviso, sombria companheira.
Em dois velórios, dois diferentes cenários,
A dor, um elo entre tempos adversários.
Uma senhora de idade, 85 anos serenos,
Viveu sua jornada, partiu desse terreno.
Mas a dor entre os familiares é lógico que ainda persiste,
O vazio, a despedida, ninguém resiste.
No segundo cenário, a mãe da jovem, com 25 primaveras,
Grita alto, e, sua voz enche as esferas.
"Minha companheira", ecoa a aflição,
Um lamento que corta o coração.
Ao consolar, damos força e calor,
Abraços que acalmam a dor, o temor.
Mas no ir e vir, entre o consolar e o vencer,
Vejo o ciclo da vida se perder.
Pessoas focadas em metas diárias,
Enquanto a empatia se perde em rotinas diárias.
No caminho para consolar, a solidariedade se esquiva,
Entre a dor real e a busca incessante de uma vida ativa.
Escrevo, pois a alma chora em versos,
A dor,
o luto,
entre risos dispersos.
Eu sou obrigada parar um pouco e pensar em mim mesma.
Eu sou estimulada a deixar rolar grossas e quentes lágrimas dos olhos, embaciando minha visão, ao mesmo tempo em que soluços incontroláveis começavam a sacudir todo o meu corpo.
Muitas vezes meus nervos estão à flor da pele.
Procuro acalmar o gorila dentro de mim.
Posso ter demorado em encontrar o meu equilíbrio, mas encontrei! E esse equilíbrio é reconhecer meus limites, aceitar minhas mazelas, revidar em palavrões ou abandonar ideias que me faz sofrer.
Depois modifico tudo, recomeço de novo, mudo postura ou melhoro entendimentos.
Não sou de ferro!
Dois pés esquerdos.
Dois pés esquerdos e um coração.
Talvez um sorriso, ou dois, uma lágrima ou duas.
Carrego um pouco de tudo, dor, tristeza, decepção, angustia, alegria, carinho, cansaço, no momento muito mais cansaço do que qualquer outra coisa,
É só o que tenho, só o que sou, é o que sei ser.
Picos de humor, estres extremo, problemas mau resolvidos, picuinhas, medos, traumas.
Sono, cansaço e preguiça, vida social só em casa.
Pouco pra contar, pouco pra guardar, pouco pra fazer, muito pra esquecer.
Não sei muito mais sobre mim do que vocês ja sabem, não me encontro em nada, e não sei de nada,,
É isso que sou, o nada e o tudo, o simples e o complexo, mistura de muito com pouco, de breve com extenso, já não sei mais quem sou, nem minha origem é assim que sou e sempre serei.
Coração batendo e dois pés esquerdos!
O ventre
"Qual é o limite da sua capacidade de suportar tombos?
É você que quando leva uma pancada da vida esmorece de vez?
Você quando recebe um não vai pra casa chorar?
Desiste diante dos obstáculos mais simples? ou insiste
demais por pura teimosia em qualquer coisa.
Você é aquela pessoa que fica em relacionamentos furados,
aceita empregos meia-boca acreditando que vai melhorar?
Ou você é a versão moderna da "Madre Teresa de Calcutá",
e quer abraçar os infelizes, doar alimentos para os famintos,
sem perceber que na sua própria vida anda faltando muita coisa.
Olha, eu trago um recado direto para o seu "eu",
que pode estar perdido em uma rua qualquer da desilusão.
E você, se sentindo sem chão, não sabe por onde recomeçar.
Comece ou recomece por você.
Perceba que só podemos doar o que já temos com alguma folga.
Não queria consertar o mundo lá fora sem antes remendar o seu.
Ame-se!
Valorize-se!
Não se compare com esse ou aquele, apenas seja o seu melhor.
Não olhe para os problemas que andam a sua volta.
Por maiores que sejam, passarão!
O dia de amanhã pode trazer uma solução prontinha para o seu maior problema.
E agora, sem o problema, o que você vai fazer da sua vida?
Perceba que o que importa não é o problema, é a sua vida.
E a sua vida não é e nem pode ser o "problema".
Viva a possibilidade de recomeçar agora.
De criar um novo projeto, de viver um novo sonho.
De desejar experimentar novos sabores do velho sorvete.
Ou da sopa que anda tão sem gosto.
Tempere-se!
Adoce-se!
Viva o prazer de desejar o melhor e assim, conquistar o melhor.
Acredite, o tempo é seu aliado quando você decide vencer.
Nada é maior que o sue desejo de vitória!
Acredite em você.
O Criador acredita desde o ventre da sua mãe."
Eu tenho repetido muitas vezes que, em minha opinião, a humanidade a que pertencemos não entrou ainda em uma fase realmente psicológica, isto é, não aceitou voltar-se para o seu principal fundamento: a vida psíquica.
Não apenas no campo político, mas tudo o que acontece é interpretado sob o ponto de vista social, tentando-se ver a causa de todas as dificuldades em fatores alheios à vida psíquica. Livro - A Glorificação.
Livre para Viver
"Como é bom quando a gente se sente leve. Quando nos sentimos a vontade para pensar e viver, quando as preocupações e problemas do dia a dia viram meros coadjuvantes, que sempre existirão mas que não irão nos aborrecer e mudar o nosso humor. Como é bom amar e ser amado, as vezes mais amar do que ser amado, as vezes mais amado do que se ama o outro alguém, as vezes o amor não é correspondido. Mas isso não importa! Importa é amar, pensar 24 horas em alguém e deixar claro que é isso que você sente, isso é viver. Viver é escutar uma boa música, beber um bom vinho, comer uma tábua de frios ou aquela picanha no Rechaud, tudo isso junto aos seus amigos e a pessoa que você ama. Não deixe para viver amanhã, simplesmente viva. Cada minuto perdido é um minuto que não volta mais, os próximos minutos sempre serão diferentes, a vida é assim, tudo muda o tempo todo."
EU SOU
Eu sou a força em pessoa. Porém, sou também a forma mais insignificante de fraqueza.
Sou aquilo que você vê, sou a sombra que, ao anoitecer você apenas sente.
Sou o verde de tudo que a vida ja foi, sou o cinza do nada que sobrou da vida.
Sou este, sou tudo isto.
Sou tudo que voce mais precisa.
Nao sou o melhor nem o pior, mas sou, entretanto, tudo o que voce tem.
Sou o chão, o pedestal e tudo que te mantem no alto.
Sou seu apoio mais fiel.
Sou aquele que voce mais odeia, mas sou, contudo, aquele que sempre estara lá.
Sou o medo fixo nos calafrios que causaram seus traumas.
Sou este, sou exatamente isto.
Sou a coragem embriagando de vez todos os teus problemas.
Sou a lamina com o mais fino gume, mas nao tenha medo, pois sou o mais forte dos curativos.
Sou aquele que opina sem valor e que entende a alheia dor.
Sou a luz no fim do tunel e só depende de você se serei a saída ou o trem em sua direçao.
Sou o pouco, o exagero e um pouco mais.
Sou o esqueleto com orgãos funcionais.
Fui feito a tinta, permanente, a mais escura das escuras.
Daqui nada se arranca, nada se tira, porem, voce deve adicionar a mim, algo de ti.
Eu sou este, eu sou tudo isto.
Sou a boa noticia trazendo tragedias.
Sou a diferença monotona, sou a mudança buscando o melhor.
Sou o bem e o mau.
E assim como boas mudanças, eu nao existo.
E se existo, apenas nao deixo rastros.
Uma Gota D'Água
Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.
Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.
Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência.
A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.
Um olhar de ternura para quem pena na amargura.
Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.
Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...
Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...
Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...
Todas essas são atitudes que embelezam a vida.
E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor...
E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.
Pense nisso!
Sem a sua gota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.
Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.
Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.
Pense nisso!
Hoje ao acordar agradeci a Deus por tudo que tenho e
também pelas coisas que ainda não possuo.
pessoas que ainda permanecem em minha vida,
coisas que ainda me apego.
A vida é difícil de ser entendida pois a felicidade é difícil de ser explicada.
(Gil Macedo)
Velocidade é a bola da vez. Não sei bem se é isso, mas não tenho mais tempo para errar. Há alguns meses, numa mesa-redonda em Belo Horizonte, o professor Eugênio Trivinho (PUC-Santos) falava em "dromoaptidão". Nunca mais me esqueci. Ele fala difícil, a platéia de estudantes de graduação em Comunicação ainda não sabia o que fazer com aquelas palavras. Muita gente riu baixinho, pensou logo no dicionário. "Dromoaptidão" era um conceito que Trivinho desdobrava ali para aquela "galera". E era mais ou menos a aptidão que nós (e os próximos habitantes desta Terra) devemos ter para lidar com a velocidade.
Além do professor de Santos, capítulos de livro trazem pesquisas sobre o tal do "tempo real" e a perseguição de um intervalo cada vez menor entre os fatos, os fatos e as idéias, os fatos e os textos, os fatos e o jornalismo. Uma correria que aparece na vida de todo mundo das mais variadas formas. Gerações que se sucedem e ficam sem o que fazer cada vez mais cedo.
A geração dos meus professores universitários fazia doutorado aos 45-50 anos. A minha geração é de doutores antes dos 30 ou pouquíssimo depois. Inventou-se, para dar conta disso e manter a "linha de corte", o pós-doutorado. E deste se pode ter um, mas é pouco. Há jovens estudiosos com cartelas de dois, três ou quatro, antes dos 40 anos, uns dentro e outros fora do país.
Vou pelo mesmo caminho, mas não sem me perguntar: para quê estou correndo tanto? Onde vou parar? Para quem quero falar o que eu aprendo? Turmas cada vez menores? Poucos indivíduos que querem fazer carreira na ciência? Embora haja vasta comissão de ressentidos que vão mal na profissão ou que apenas repetem a crítica infundada àqueles que fazem da pesquisa a profissão (muitas vezes a vida), é nisso que este país se fia, com o pouco que ele é, para atravessar camadas e camadas de ignorância reverberada até por quem estuda.
Em todas as grandes universidades deste país (não estou falando de faculdades), há equipes grandes de pessoas de variado nível de formação questionando, examinando, estudando e propondo o que se faz do lado de fora daquelas cercas. Em qualquer região do Brasil, pessoas dedicadas ao conhecimento (e não apenas à informação replicada, muitas vezes mal replicada) fazem seminários para ver o que é possível para melhorar isto ou aquilo.
Fico observando aquelas equipes da Engenharia de Materiais. Eles têm de pensar em tudo, no presente e no futuro, e de fato alteram as perspectivas do que acontece dentro de nossas casas. Ou aquela turma de jaleco branco que acaba de passar por ali. São biólogos e vão almoçar. Um pouco mais cedo, estavam discutindo alguma coisa sobre meio ambiente. Os cientistas da Computação estão ali trancados resolvendo o que fazer com a pesquisa de um tal ex-aluno de doutorado que inventou algo muito importante para isto ou aquilo. E a turma da Faculdade de Educação entregou hoje cedo as matrizes que direcionarão o ensino de Matemática nos próximos anos, se os professores deixarem.
E para quê corro tanto? Para ver a banda passar. Para chegar na frente. Para que minha vida aconteça à minha revelia. Para que meu filho tenha um futuro bacana. Para ter grana. Para aprender coisas que pouca gente sabe. Para contribuir. Posso dizer tanta coisa para me justificar, mas prefiro ficar cansada. No final, estaremos todos vizinhos nas mesmas covas. Para quê correr?
Uma moça me contava, há duas semanas, a experiência de morar no exterior. Não em Londres ou em Nova York, mas em Moçambique. Antes disso, fez um estágio no interior da Amazônia e depois concorreu a uma vaga na África. Lá, não tinha quase onde morar. Pegou malária duas vezes. Depois de três anos, resolveu voltar para o Brasil porque ficou grávida. Não fosse isso e teria curtido mais a missão. Dizia ela: "Aprendi muito com esses povos. Lá você dizia ao cara para pensar no futuro, guardar a comida, conservar o peixe e ele dizia: para quê?". Quando ela argumentava: "Para você ter um dia melhor amanhã". O africano dizia: "Mas aí eu posso ter um dia melhor hoje". Caça, pesca, coleta. Isso mesmo, vida de quem está, não será. E se for, melhor.
Ela dizia isso e sugeria a alunos de Letras que concorressem a vagas oferecidas por agências nacionais de fomento para viagens ao exterior. Não para Milão ou para Lisboa, mas para Moçambique ou para qualquer outro canto do mundo onde não haja uma vida, no fundo, muito parecida com esta. Ela dizia isso e refletia: correr para quê?
Não quero viver da coleta. Não sou caçadora e nem estou preparada para o "carpe diem" dos filmes americanos ou dos poemas árcades, mas bem que eu queria um descanso. Não este descanso falso dos finais de semana que começam no sábado à noite. Não a pseudoparada dos que dormem de dia. Ou a noite exausta de quem trabalha sem parar. É isso o que se tem feito. Eu queria o descanso de viver este dia do moçambicano sertanejo. De quem não conhece, simplesmente não sabe o que é, o celular, a televisão, a caixa de e-mails ou a luz elétrica. Impossível.
Faz tempo que a velocidade vem mudando de jeito. Não por conta da internet, que esta é apenas a etapa que nos soa mais fresquinha. Desde o telégrafo, o trem a vapor, o telefone. Desde que a distância pareceu ser relativa. Desde que os burricos que atravessavam montanhas pararam de trabalhar. O tempo vem sendo manipulado. As pessoas vêm delegando suas reflexões e seus desejos a outras. Se gostam ou não, se querem ou não, se são ou não, tanto faz. Terá sido tudo uma imensa onda de práticas meio espontâneas.
Sem ler sobre o assunto, mesmo sem freqüentar aulas de "Análise do Discurso", seja de que linha for, é possível parar para ouvir os ecos de tudo o que se diz. Aqui, neste Digestivo, é possível ler uns textos que ecoam outros; tantos que expressam bonitamente a conversa do boteco, com mais elaboração, é claro; outros tantos que conversam entre si e nem sabem. O que importa é saber o quanto estamos presos a uma rede invisível de sentidos que já vêm meio prontos. Uma teia de relações que já chegam feitas. Uma onda transparente de significados que carrega os ditos e os não-ditos. Sem ter como escapar. Os dizeres estão sempre presos a outros, mesmo que não se saiba se alguém já disse aquilo antes. E principalmente por isso.
Pensar deveria ser a coisa mais importante de tudo. Da vida em família, da escola, da convivência. Saber pensar deveria ser a habilidade mais almejada de todas. Antes de saber envergar roupinha de marca ou saber inglês, antes de conhecer música ou ler Machado de Assis. Antes de ser "do contra" ou de apoiar a "situação". Pensar deveria ser obrigatório. Não sei pensar. Não aprendi direito. Antes que eu consiga (porque eu até tento, há quem nem isso...), vêm logo essas redes de sentidos me carregando. Que antídoto há para isso? Pensar de novo, ler mais, conhecer os textos (falados, inclusive) que já rolaram nesta correnteza e tentar ao menos me localizar. Saber que ecos tem minha voz. Pensar de novo e assistir aos efeitos do que eu disser.
Em 2002 eu tinha um blog. Ele era até conhecido. Fazia resenhas e entrevistas com escritores. Depois me cansei dele. Hoje tenho preguiça dos blogs, assim como de outras coisas e pessoas. Lá no meu blog era assim: eu mal pensava e já havia escrito. Muitas vezes funcionava. Mas isso não tem a menor importância para mim mais. No blog, no site, na mesa de bar, a velocidade eclipsa uma série de coisas mais importantes. Muito do que se escreve é de uma irresponsabilidade exemplar. O Digestivo já foi texto de prova de vestibular várias vezes. Imagine-se o que isso ecoa nas práticas de muitos lugares? Parece bobagem? Não é. Muito do que se toma como verdade é irrefletido, bobo, superficial, reelaborado, tolo, restrito, mas se quem escreve só faz escrever sem pensar, imagine-se o que fazem os que apenas lêem, e lêem mal?
A velocidade com que as coisas podem ser feitas e ditas tem trazido à luz o que deveria ficar guardado em tonéis de carvalho. Há produtos da cultura que jamais, esteja a tecnologia como estiver, sairão dos barris antes do tempo. Ainda bem.
Busquei os motivos para entender a vida… E não os achei.
Talvez a vida falhe em alguns momentos, em outros entre em colapso mas continua sendo A Vida e nela definitivamente aposto minha sorte. O sol por vezes deixa de brilhar, de esquentar quando vento toca a nossa pele, mais isso não significa que ele deixou de existir, ou te ‘abandonou’ e sim que é uma fase e que em breve passará e ele retornará da sua maneira dando luz ao seu dia.
A fé as vezes falha, dando lugar para a tristeza que se aloja em algum cantinho do coração, que por sua vez lança nas lagrimas seu resultado.
O mundo não é tão simples, tudo tem seu meio e seu além, difícil é se controlar diante disso. As pessoas não são tão egoístas, apenas querem viver a sua vida da sua maneira buscando seus ideias. A natureza não é injusta, e sim sincera pois reage a cada pulsar que lhe dão provando que não é tão fraca como a julgam. O coração não é tão forte, já que com as lagrimas responde e com elas se findam o seu bater. A razão nem sempre tem juízo, já que não mede as palavras que lhe saltam pela boca. A boca por sua vez fala o que um coração esconde e o olhar entrega, mesmo assim a vida continua sendo um mistério.
Pense naquilo que mais lhe importa, pense naquilo que pode um dia derrubar, pense no soberano, que é ser cruel. Pense
Abra seu leque de segredos e escolha um - escolha aquele que você pode me confessar-.
Conte-me sobre aquilo que você mais teme, conte o inesperado, a surpresa, tristezas e alegrias que fizeram parte da sua vida, conte-me tudo, pois eu quero saber
Forme em palavras, as mais distintas palavras ditas, com a suaviloqüência que só você tem, um discurso sobre sua vida, e me dê apenas uma dica sobre um de seus segredos.
Forme em palavras ininteligíveis, para escrever os cominhos pelos quais você já percorreu.
Tenho-me matado, esforçando-me a te estudar e entender sua mente e sua vida, essa que me leva ao léu, mas que de certo me deixa atenuado - alienado - mas que me faz a pessoa em hoje me encontro no direito de lhe escrever este.
Passei na tua vida como um despercebido, fiz-me cruel em certas situações, consegui tirar de você pensamentos, que jamais pensei, fiz de você meu refúgio, dentro de mim encontrei em você minha fortaleza.
Fui surpreendido pela vida, pelos os outros, por você que tanto se fez, e que tanto é. Faço-me de você o que sou e o que sinto hoje, enganei-me, não menti, senti apenas a turbulência que me tomava, e que exagerava em minhas palavras, atitudes e sentimentos.
Segredos, amores, paixões, encantamentos e desencantamentos, desencadeando os conflitos internos de cada um, somos capazes de sermos tudo isso sem pensar, somos donos do destino que nos forma pessoas, somo amores, e somos o ódio que nos faz adoentar. Sou apenas eu e apenas você, unificados pela mesma corrente, - as palavras -. Quem sou? - Sou apenas um monstro sádico de coração cruel, e quero adentrar à sua mente e saber todos seus segredos.
Faça um retorno à sua inocência, sem a incoerência daqueles que te rodeiam, e pense, pense nos seus segredos e sentimentos. Pense. Conte-me o que te fere.
Respire fundo, sinta apenas o vazio, descubra quem são as pessoas que te tomam, e pense. A vida, é um vazio. Aproveitamos apenas as futilidades, e não damos valor à quem realmente somos e temos - sentimentos claros e verdadeiros -.
Pense, conte-me seus segredos, pois eu tenho um para lhe contar.
Estou sem meu pensar, sem meu por que. Sinto medo, pois a morte me acompanha, me leva para um momento singular, que expressa em meu corpo e minha alma, ligando à uma estética que logo vejo jogado ao chão, ao léu. Sem o quê, do poder, do por quê, queremos morrer. Vivo esse inferno de amar você.
Morte que me acompanha, que me assombra, leva comigo a maneira do meu ser, deixa em meu semblante a marca da minha dor, e minha alma junto da sua que me deixou. Sem querer me desfiz me despi para a vida, vestindo o manto do sono eterno que me leva a um destino profundo e sombrio, sem a luz dos teus olhos que me fizeram sorrir.
Sei que se todos pensarem que sou louco inofensivo, não terão medo de mim. Não sou louco. Ainda que pudesse enlouquecer, enlouqueceria de amor por você.
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