Textos de Reflexão
SOBRE AMIZADE
Já tive dúvidas, quanto a saber se meus amigos cabiam na palma da minha mão. Contudo, hoje tenho certeza que não cabem, minha mão não é suficientemente aconchegante para acomodar o amigo que almejo. Todavia ainda espero encontrar algum que caiba e queira morar dentro do meu coração.
ELA FINGIA
Ela fingia entender o que eu dizia
Ela fingia saber o que não sabia
Enquanto eu tentava explicar
Enquanto eu tentava explicar
Sobre o caos deste mundo
Sobre a falta de amor
Sobre a busca da paz
Sobre o inferno e a dor
Na sua ilusão panteísta
Não havia lugar pra razão
Tudo é culpa de Deus
O sofrer redenção
Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia
De me achar tão sabido
E o sentido da vida não ter entendido
Que segundo ela era viver
Bem distraído.
Que segundo ela esquecer o mal sofrido
Enquanto eu tentava explicar
Enquanto eu tentava explicar
A filologia, a antropologia
A democracia, Voltaire e Platão.
Ela nada sabia de astrologia
Nem de poesia, Pessoa ou Drummond.
Mas ela sempre aceitou minha fantasia
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia
De me achar tão sabido
E o sentido da vida não ter entendido
Que segundo ela era viver
Bem distraído
Que segundo ela esquecer o mal sofrido.
DISCUSSÃO
O que mais se vê agora
é uma eterna discussão
pra saber quem é melhor
neste caos sem proporção.
Um diz em tenho lábia,
outro diz sou enrolão
já fiz isso ou aquilo
para o bem desta nação.
O povo que pouco sabe
do direito cidadão
acaba comprando fácil
o jogo de sedução.
Mas ainda temos sorte
de entender a confusão
o jornal livre da globo
para instruir o povo
"Brasil em Constituição"
Quanto vale o amor?
Quem que pode saber?
Já que o amor não se compra
Nem se pode vender...
O amor é sagrado
É o fim da procura
É insano, é loucura
Que nunca nos faz mal
O amor é chegada
E também despedida
É a seiva da vida
Meu destino fatal
O amor é sagrado
É um sonho encantado
Ter você do meu lado
E acordar com você..
Quanto vale o amor
Quanto vale o amor?
Quem que pode saber?
Já que o amor não se compra
Nem se pode vender...
O amor é sagrado
É o fim da procura
É insano, é loucura
Que nunca nos faz mal
O amor é chegada
E também despedida
É a seiva da vida
Meu destino fatal
O amor é sagrado
É um sonho encantado
Ter você do meu lado
E acordar com você..
Faz a vida um sonho
É o amor, eu suponho
Que sustenta o ar
Que alimenta a esperança
De acreditar
Que o mundo é seguro
Para quem sabe amar
Disse-me um amigo , que minha poesia lhe emudecia a razão. Quis saber de onde vinha toda minha inspiração.. Faço poema como quem morre. Com lágrimas e sangue, força estética e ardor.
O que corre em minhas veias.
Escrevo com o coração na mão, os versos fluem como água de um rio, que nunca para de correr.
Não me preocupo com as rimas, nem com as métricas, apenas deixo a alma falar mais alto, como um grito de liberdade.
Cada palavra é um pedaço de mim, uma história que precisa ser contada.
Às vezes é triste, outras vezes é de amor, mas sempre é uma reflexão do mundo que me cerca.
Minha poesia é minha voz, minha luz, minha sombra. É um pedaço do meu ser que jamais se apaga.
E se cala um dia, que seja porque já disse tudo o que tinha pra dizer. Que a poesia continue vivendo, talvez em outras mãos, mas sempre presente em meu coração.
Assim cantava a cotovia, eu, poeta triste,
ouvia encantado, sem saber o canto certo,
pensava, que sublime melodia,
e o espanto me levou ao som encoberto.
Aproximando-me, para ver a fonte,
vi-a então, a ave de luz divina,
que, ao voar, me deixou em um horizonte,
um deserto árido, onde o sol declina.
Seu canto era uma sinfonia de estrelas,
uma dança etérea em ondas de luz,
que encantou meu ser com notas singelas.
No deserto, onde o sol se esconde e reduz,
permaneci buscando, sob o céu profundo,
a mágica voz que trouxe beleza ao meu mundo.
Evan do Carmo
O Príncipe Que Sabia Demais
Não nasceu para reinar. Nasceu para saber.
Hamlet foi gerado num ventre real, mas com a alma exilada desde o berço. Carregava nos olhos uma pergunta que nem os livros respondiam. Vivia cercado de mármore, mas conversava com sombras.
Quando seu pai morreu, não chorou: escutou. Ouviu passos noturnos nas muralhas, sons que não vinham da terra. O mundo, que já lhe parecia uma peça mal encenada, agora ganhava um novo diretor: o fantasma.
Foi então que tudo se partiu. O trono, o amor, a honra, a razão — tudo virou verbo conjugado em interrogação.
“Ser ou não ser?” — perguntou. Mas essa pergunta já não era dele. Era de todos os homens que pensam antes de agir, de todos os herdeiros do mundo que suspeitam do próprio legado.
Hamlet não é trágico porque hesita. É trágico porque compreende. Ele vê que a justiça é um jogo de máscaras, que o amor pode apodrecer como carne no verão, que a linguagem é um labirinto onde até a verdade se perde.
Amou Ofélia — mas não soube proteger seu amor do apodrecimento geral.
Matou Polônio — como quem atira na parede da própria consciência.
Deu espetáculo diante dos atores — porque sabia que o mundo era palco, e que, para tocar o rei, era preciso fingir loucura.
Mas o fingimento o consumiu.
Hamlet não morreu no duelo. Morreu aos poucos, cada vez que precisou calar sua lucidez para seguir vivendo.
E quando enfim caiu, ferido, com a morte como única certeza, murmurou ao amigo Horácio:
“O resto é silêncio.”
E ali está Hamlet: no intervalo entre a fala e o vazio, entre a dúvida e o gesto.
Não morreu. Transformou-se em espelho.
Todo homem que pensa diante do poder, todo jovem que descobre o apodrecimento sob a ordem, todo filho que escuta a voz do pai morto no fundo da alma — é Hamlet.
Eis-me entre homens, meu irmão,
na angústia e na dor de saber da finitude —
e da inutilidade da vida
quando o assunto é a eternidade.
Amo e odeio essa possibilidade.
Convivo entre homens que, embora tente compreender,
enxergo como fracos:
almas perdidas no labirinto da consciência da morte.
Cegos guiando cegos,
todos buscam entender o que não é possível,
e acima de tudo, tentam encontrar sentido
naquilo que apenas repetem —
como se a crença, por si, salvasse.
Às vezes penso: talvez sejam como eu,
alguém que aprendeu a repetir os erros ancestrais —
a ilusão da crença
de que há algum sentido na morte do homem.
Sobretudo depois de se conhecer a sentença:
“Tu és pó, e ao pó voltarás.”
Me solidarizo com esses homens.
Mas, ao contrário deles,
na maior parte do tempo,
eu nego qualquer sentido ao universo.
Rejeito qualquer ideia cósmica ou estoica de metafísica —
seja a da alma imortal,
seja a da carne eterna,
ou da saturação de algum prazer físico.
Tudo é em vão.
Seguimos como ovelhas para o abate,
e todas as crenças desabam
quando a razão nos assalta,
como um raio que, vez por outra,
ilumina demais.
Nada me inspira mais do que a raiva. Não essa raiva histérica, superficial, que grita sem saber por quê. Falo da raiva que nasce do abuso, da injustiça cotidiana, do silêncio imposto aos que ainda têm alma. A raiva que surge quando vejo gente boa sendo engolida por um sistema que premia a mentira, que endeusa o disfarce, que trata a hipocrisia como virtude social.
A indignação me dá vida. Me acorda. Me empurra pra escrita. Não sou movido a paz interior, nem a frases de autoajuda. O que me move é o desconforto. O que me guia é a vergonha de ver o mundo como está e fingir que está tudo bem. Eu não me adapto, não consigo. E não quero.
Escrever, pra mim, não é florescer: é rasgar. É reagir. É cuspir de volta o que me enfiaram goela abaixo. Minha arte não é gentil — é necessária. É a forma que encontrei de não enlouquecer. Porque se eu me calar, se eu aceitar, se eu sorrir junto, aí sim estarei perdido. A raiva me lembra que estou vivo. A indignação me prova que ainda sinto. E enquanto isso durar, ninguém vai me domesticar.
Conhecer Jesus não é saber quem é Ele teoricamente!
Conhecer Jesus, é fazer uma experiência profunda com Ele!
Na comunhão com Jesus e com os irmãos, é selada a nossa cumplicidade no anuncio do Reino!
Vivamos uma relação íntima com Jesus e sintamos bem mais leve o peso da nossa cruz!
De Olivia Coutinho / 2016
Os poemas são como os pássaros que surgem do nada, sem saber de onde veem, pousam no interior de um coração de carne, encontram o porto seguro e fazem morada.
Os poemas são brisa que aquecem no inverno e refrescam no verão.
São beijos roubados as flores em plena primavera, ao som do cântico matinal das andorinhas.
Como o outono, os poemas despem-nos as armaduras da alma, abrem espaço para enfrentar o (des)conhecido.
Os poemas são danças românticas entre dois corações que pulsam num único querer.
Os poemas…
Nas orações de Matemática que nunca nos falte, a divisão para saber partilhar os conhecimentos com os outros, a multiplicação para melhorar o aprendizado da Matemática e da vida, a subtração que nos permite separar retirar algo menos benefício e a adição que nos ajuda a adquirir novos saber aritméticos e algébrico.
Daniel Perato Furucuto
Ser estudante...
É um dia, quando criança, pegar no lápis
sem saber o que fazer e traçar as primeiras linhas.
É dizer que está com dor de cabeça em dia de avaliação ou
deixar a brincadeira de lado para estudar.
É alcançar nota com o esforço dos colegas ou
se mostrar interessado em aprender.
É obter dez na prova de Matemática e
exibir pra turma inteira ou ficar feliz porque
as noites de estudo foram recompensadas.
É esconder dos pais os dias de reunião ou
fazê-los lembrar que todo encontro é importante.
É torcer para que o ano letivo chegue ao fim ou
aproveitar cada dia de aula.
É ser aprovado no vestibular sem um objetivo ou
ter certeza do caminho que quer seguir.
É concluir a faculdade e acreditar que aprendeu tudo ou
admitir que ainda tem muito que aprender.
Ser estudante é atingir o ápice do ensino e
descobrir que a melhor escola é a vida.
"Dormir tarde sonhando em não ter hora para acordar; acordar todas as noites sem saber quando vai conseguir dormir de novo. E, se der sorte, acordar só uma vez. Paciência testada e cansaço exacerbado, dia sim e outro também.
As refeições? Interrompidas. As festas? Perdidas. A vida a dois? Com hora marcada e se der.
Sem tempo ou energia para amigos, cursos, viagens ou qualquer plano que não envolvesse um bebê. De repente, meu mundo inteiro cabia dentro de uma criaturinha que dependia de mim para absolutamente tudo.
Antes de sermos mães, somos especialistas. Educamos os filhos dos outros com facilidade, criticamos, temos respostas para tudo. Até o dia em que o nosso nasce.
Olheiras profundas, dores nas costas e um cansaço que altera o corpo, a mente e o coração. Havia dias em que eu mal reconhecia a mulher diante do espelho. A barriga parecia ainda grávida, mas o bebê já corria pela casa. Galinha Pintadinha ocupava o lugar de Raul Seixas. O banho tinha plateia. Os objetos de decoração passaram a morar acima de um metro de altura.
Foi só depois de algumas vivências que percebi o que ninguém tinha me contado. A maternidade não seria apenas cansativa. O que ninguém avisa é que, no dia em que um filho chega, a mulher que somos precisa dar lugar à mulher que precisamos ser.
Quando saí do hospital com você nos braços, eu não fazia ideia de como seria a vida dali em diante. A única certeza era que tudo havia mudado. Você precisava aprender a viver fora do ventre. Eu precisava aprender a ser mãe.
Fomos descobrindo juntas, aos tropeços, com noites mal dormidas, medo, lágrimas e uma quantidade de amor que eu jamais imaginei ser capaz de sentir. Até então, eu acreditava conhecer o amor, mas existe um amor que só se revela quando um filho chega.
Durante um tempo, deixei muitas partes de mim em silêncio para ouvir apenas você: seus choros, suas necessidades, seus pequenos sinais. Minha vida passou a seguir o ritmo da sua.
Enquanto você crescia, eu também amadurecia. Você aprendia a reconhecer minha voz; eu aprendia a reconhecer uma força descomunal dentro de mim.
Nem sempre acertei. Houve dias em que o cansaço falou mais alto. Em outros, protegi demais. E não raro me perguntei se estava fazendo o suficiente. Nunca fui a mãe perfeita, mas isso deixou de importar quando entendi que você também não precisava de perfeição. Precisava de alguém que estivesse ali, aprendendo todos os dias, errando, pedindo desculpas quando fosse preciso e recomeçando no dia seguinte.
As revistas venderam uma maternidade impecável, com bebês limpos, casas organizadas e mães sorrindo o tempo inteiro. Na vida real, a casa fica bagunçada. A mãe chora escondido no banheiro e, quando menos se espera, nem escondido. Isso não faz de mim uma mãe pior, nem menos grata, nem menos feliz. Faz de mim uma mãe de verdade.
Você nasceu em um único dia, num estalo que mudou todo o meu mundo.
Mas eu não.
Eu continuo nascendo mãe todos os dias: nas manhãs calmas, nas tempestades da travessia, nas renúncias em silêncio e no orgulho de ver você criar as próprias asas.
Não sou mais a mulher de antes e nem pretendo voltar a ser.
Descobri que a maternidade não me anulou: ela apenas trouxe uma versão minha com um brilho que nunca mais vai se apagar."
(S.H.M.)
Dias bons e dias ruins, eles fazem parte do nosso dia a dia.
Saber reconhecer quando você está em um bom momento faz total diferença.
Existem momentos no qual teremos que descontrair, refletir e pensar em melhores soluções.
A felicidade é um estado momentâneo, ninguém é feliz o tempo todo e ninguém vive alegre todos os dias.
O que podemos ter são pequenas doses de dopamina durante os períodos do dia no qual nos trara uma sensação leve e agradável.
Quando estiver em um desses momentos felizes, aproveite e desfrute, quando vencer, faça uma recompensa a si próprio e seja feliz.
A mensagem que quero deixar é, ninguém é feliz o tempo todo, e também ninguém é infeliz, somos humanos, acertamos, erramos e crescemos.
Pensamentos esparsos vagam pela minha mente,
sem saber aonde aportar.
Pego-me, então, lembrando de nossos devaneios e aventuras.
Sinto-me seguro. Seguro?
Sim, de saber que em você posso confiar,
E os mais íntimos dos meus segredos.
Dificuldades passamos, com certeza,
Mas também a certeza de que com elas crescemos,
Graças a Deus!
Agora, nestas resumidas linhas,
Tento lhe convencer dos meus sentimentos. Que sentimentos?
Aqueles que nos fizerem chegar até aqui,
Vencendo a tempestade e ancorando em porto seguro.
Para o futuro uma única reclamação:
Amar você!!! (sempre)
Como o anjo poderia saber
que ela havia vendido a alma ao Diabo,
se não lhe via os olhos?
Mas não deveria sentir,
com sua sensibilidade de anjo
que algo estava errado?
É que até os anjos,
tem os sentidos avariados,
quando estão apaixonados!
Que o anjo aprenda
a não se meter com feiticeira
por mais que seja faceira!
(Anjo encegueirado)
Entender as dores alheias, saber ouvir, estender a mão, e principalmente não julgar.
Cada um sabe da sua cruz, então não pese mais a do outro, faça ele saber que não está sozinho.
Demonstre seu amor quando ninguém estiver olhando, pois ele não precisa de platéia, e sim de um gesto bem simples, "eu estou aqui sempre que você precisar".
Você é importante pra mim.
Apesar de ser imperfeito(a)
Quero ter você sempre por perto.
E ser o porto seguro, pra onde você volta depois de cada tempestade."
O que ´e ser feliz ?
Ser feliz é saber suportar as crises, as decepções, a solidão, os pesadelos,as injustiças e o abandono, a traição,a falta de respeito e de amor.
O que é ser feliz ?
É saber reconhecer a mentira, o engano,a deslealdade e infidelidade..
O que é ser feliz?
È saber que nem tudo é ou acontece do jeito que a gente quer .
ev ter sonhos para não viver sob o efeito de remédios e pesadelos.
è ter coragem de dÈ tizer " não" quando é preciso .
e finalmente:
O que é ser feliz:
saber que não levaremos nada dessa vida, quando partirmos,e que vivendo um dia de cada vez, como se fosse o último de nossas vidas, aprendamos a respeitar,ajudar e amar, sem esperar nada em troca.
Resumindo:Amar, amar, amar, e ter paciência, esperança e fé !
E viver com simplicidade e humildade,
Sem religiosidade e com tolerância .
Vivendo um dia de cada vez !
Nunca desista de quem se ama, mesmo se houver decepções...
O que é ser feliz ?
esta na hora de você descobrir por conta própria !
( mesmo que isso te faça sofrer um pouco, mas vai passar !)
De Gilberto Braga, celebrante.
