Textos de Reflexão
O principal é saber
que o Sol voltará
a brilhar e a noite
fatal descansará,
O ilegal será levado
com para sempre
para nunca mais voltar,
porque nós seremos
os nossos próprios casos de amor,
e sem tempo não prestaremos
nem mesmo condolências,
porque estaremos ocupados
com a vida, festas e poemas.
Não desisti de querer
saber como são
os seus olhos diante
dos meus anseios,
E sobretudo o seu aroma
entre os meus abraços,
Não é de hoje que você
ocupa todos os espaços
sem nunca ter me tocado,
Sem exagero os meus
Versos Intimistas tenho
entregue com o quê há
de mais raro e tem tudo
a ver conosco tal qual
o florescer do Cedro-Rosado.
O broto do Cedro-aguano
se ergue em busca
da aurora matutina,
e eu busco saber como
estão as nossas tribos,
Viver buscando é algo
que faço o tempo todo
mesmo sem ter condições
de nada fazer eu sigo continuando,
Levanto uma casa
por dia na poética agonia,
Pois já deveria ter acostumado
que nada muda de um dia para o outro.
Fico tentando ler
os teus olhos sem saber
como é o seu rosto
Do mesmo jeito
fico tentando beijar
os teus lábios sem saber
como é o seu gosto
Fico tentando ler
os seus pensamentos
sem saber como
você pensa de verdade
Da mesma maneira
fico tentando criar
um paraíso para fazer
parte dos seus sonhos
Se é que estás a reparar
ao ponto de realmente
de com delícia me desejar
Há muito tempo tens
me causado curiosidade
e desejo de perdição
com um misto
infalível de batalha
entre a loucura e o juízo.
Em todas as cenas românticas
vivo te incluindo mesmo
sem saber se está escrito
pela pluma poética do destino.
Trago os sinais da Pátria Grande
nas mãos pelas ribeiras do Uruguai
e enquanto aprecio um 'ceibal',
porque amar a terra é fundamental.
No meu peito e no pensamento
rotas intermináveis tenho feito
para ser parte do seu sentimento.
Sem ao certo saber a direção
que me faça te encontrar,
vou adiante devagar e sem parar.
Para uns pode parecer
loucura não sei
o porquê ainda quero
saber quem é você.
Não avento que não
venha me querer
e mesmo assim quero
saber quem é você.
No Perú sob uma Quina
em nós o tempo embala
em silêncio toda a poesia.
Veremos chover estrelas
nesta Pátria Grande
porque em nós há o romance.
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Em uma das minhas aventuras,
encontrei uma misteriosa caverna
Mesmo sem saber se era segura,
quis descobrir o que havia dentro dela,
Ao adentrar, dois corredores pude encontrar,
Pensei "Qual será a melhor direção?", mas tomei uma decisão e por um deles comecei a caminhar
Até chegar num lugar sombrio,
comecei a sentir um grande vazio,
Depois, por uma angústia fui envolvido, senti-me sem rumo, perdido,
Quando as forças estavam acabando,
vi passando uma Luz de Esperança mostrando
A fuga da minha dor, do meu desespero,
era o acesso para o outro corredor,
Logo caminhava novamente
e ao final entrei num lugar totalmente diferente,
Muito belo, senti um alívio,
retirou minha agonia, meu cansaço,
trouxe de volta minha alegria, meu entusiasmo,
Lá, desfrutei de alguns instantes tão satisfatórios
Que o tempo parecia não passar,
até gostaria de ficar,
Entretanto, já tinha chegado
a hora de ir embora,
Segui para saída e só então percebi
que tinha uma mensagem na entrada escrita
"Cuidado com as Lembranças
As sensatas Renovam,
As insensatas Aprisionam".
Ela possuía uma rara ingenuidade,
tudo que queria era saber
como era o amor de verdade,
seus sentimentos lhes eram desconhecidos,
entretanto, era difícil no meio
de tanta falsidade
de pessoas fingindo
serem fortes e sensatas
o tempo todo,
causando o próprio desgaste
ocultando o que sentiam
pelo o próximo
por pura vaidade,
mesmo assim, decidiu persistir
e penosamente pôde compreender
que não se tratava de explicar
mas de sentir,
infelizmente, começou pelo o sofrer
ao ponto de derramar algumas lágrimas,
e, hoje, consegue perceber
que só não sabia como se chamava,
mas que o amor já sentia e sente
e que já foi e ainda é
bastante amada.
Realmente, é muito bom ter lugares pra ir e poder admirar lindas paisagens, saber de outras culturas, histórias, cidades, ver uma natureza enriquecedora e pessoas agradáveis pra conhecer.
Entretanto, é muito melhor ter pra onde voltar, rever aqueles que causam saudades, estar num canto que pode ser chamado de lar, assim, reencontrar uma parte preciosa da própria verdade.
Portanto, a distância física não é capaz de separar vidas que se amam, que estão verdadeiramente unidas, nem tira a importância dos lugares marcados pelas vivências mais significativas.
Apesar de saber que não está sozinho, nele, é muito recorrente o sentimento de lobo solitário, que não costuma andar em bando, então, segui seu caminho desacompanhado, no máximo, algumas companhias momentâneas, sendo apaixonado verdadeiramente pela lua, encontra um ponto forte de equilíbrio no seu luar esplêndido, pode não ser a conduta mais saudável, mas aparenta ser a mais viável em certos momentos.
Nesta parte solitária da sua jornada, também desfruta de suas vantagens, não precisa permanecer na presença de quem lhe desagrada, pensar no que vai dizer, passar por perturbações que desgastam, assim, pode saborear uma paz oportuna, trazendo uma sobriedade pra sua alma, motivado por sua amada solitude, preservando sua integridade, um ganho muito relevante, quiçá, um vislumbre da sua maturidade.
Ele obviamente não pode alegar que seu o caminhar não tem dificuldade, muitas vezes, uma luta árdua para sua sobrevivência, mantendo sua mente equilibrada, altos e baixos, risos e lágrimas, fervor e cansaço diante de problemas externos, sofrendo calado com conflitos internos, sem querer ser um peso insuportável, além de pensar ocasionalmente que seria pior se estivesse acompanhado, prejudicando outra pessoa depois de si mesmo.
Chega a ser um pouco egoísta em determinadas ocasiões por estar só em boa parte do seu tempo e não necessariamente por más intenções ou por não reconhecer o bem lhe fazem e que já lhe fizeram, principalmente, do agir do Senhor, espero francamente que um dia, ele venha a mudar este seu comportamento, percebendo o amor que lhe rodeia, até lá, por enquanto, continuará caminhando sem a sua alcatéia.
Num futuro perto ou muito distante, não dá para saber ao certo, talvez, eles se encontrem, ele ficará naturalmente fascinado, ela certamente achará que está sonhando, pois ambos ficarão felizmente surpresos por tamanho entrosamento, uma ocasião muito singular, daquelas que raramente acontecem, que geram um avivamento inigualável, alguns arrepios na pele.
A partir deste dia, passarão um tempo juntos, a rara conexão entre eles ficará mais cada vez mais forte, os seus mundos aos poucos se tornarão um, um lugar incrível, real, distinto, romântico, imperfeito, especial de várias formas, de vários acontecimentos, onde o lado bom terá mais destaque e será exaltado sempre que possível graças ao Deus único e sábio.
E entre os seus muitos diálogos, um será um dos primeiros e um dos mais importantes, no qual, ele dirá "Deixa eu te guardar na minha mente, que o nosso amor não seja escondido, mas que nem tudo seja exposto, que o nosso recíproco seja frequente, que as nossas carícias nunca percam o gosto", ela verá verdade nas suas palavras e dirá "Que assim seja e que Deus seja conosco."
O "Eu te amo" deles será provado pelas atitudes e dito de outro jeito "Que o silêncio do nosso quarto seja quebrado pelo som dos nossos batimentos, da nossa respiração e que momentos no escuro sejam iluminados pelo fogo do nosso desejo e pelas chamas do nosso amor partilhado" "Gosto de usar os teus olhos como espelho por me fazerem enxergar as minhas qualidades que às vezes eu não vejo"
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Pelos siderais fios
que nos unem
mesmo sem saber
onde você está;
Sei que nós dois
vamos nos encontrar,
e que não importa
a hora e o lugar.
O Universo abriu
um palimpsesto
a nossa previsão,
Tudo ocorrerá
fazendo bater
sempre mais
forte o coração
em ritmo forte
e indomável paixão.
Os seus toques
já estão todos
roteirizados
na minha pele,
E hão de ser a sua
estratégica mania,
e suave maneira
para de mim
fácil e faceira
muito além desta
Superlua de Neve.
Só de saber
que você existe
e sem ter
como me ver,
a minh'alma
tem esperança:
Todo o dia
tenho feito
uma festa
secreta
no meu peito
a tua espera,...
Até quando
a chuva
é anunciada
pelo vento
e celebrada
em noite de Lua;
Chuva que fez
e faz as cascatas
compôr árias
de águas
descendo
das montanhas,...
Celebrando
a sua chegada,
assim fizeste-me
a tua alma amada,
E eu te fiz bem
e o meu sincero amor.
Do outono carmesi
colhi os sinais de ti,
mas preciso muito
saber se você existe,
ou é apenas delírio.
A sede de quem
cruza só o deserto
desta existência,
se sacia mesmo
até por clemência.
Do entorno sideral
tenho me disperso,
porque hipnótico
tu me trouxe perto
dos teus desejos.
E só com versos
tenho orquestrado
o discreto cerco,
vício e ocupação
no teu coração.
Do luar de morango
que aguardo tanto,
algo predita doce
e com encanto
que nada será em vão.
Neste dia chuvoso
e terno o meu coração
está em celebração,
só de saber que
minh'alma te tocou
e minhas curvas
de deserto ardente
te atraem grandemente.
Leve em tuas mãos
as minhas asas
de borboleta de cristal,
não quero que você
mude em nada por mim,
e você reciprocamente
me pôs em levitação;
o teu jeito de viver
é lindo simplesmente.
Doce verdade que veio
fazer você me procurar,
em ti vou me enredar
além do Sol, das noites
de luar e tingidas de halfeti;
e em tudo que há em ti
de sobrenatural e sublime
neste teu peito fascinante.
Neste momento sorrindo
sem aparente motivo,
lançando-me ao sonho
e aos abraços do que há
de mais místico e flutuante,
(inspiração do talvez)
muito mais que um instante
e do que há mais inexorável.
Saber que me tens por tua
e o teu desejo é o meu,
há algo muito além de Marte
orbitando ao redor da Lua.
Veio a tempestade e as tuas
palavras me tocaram
como serenata no balcão
e mexeram com a emoção.
Saber que me quer sempre
mesmo trabalhando muito,
quem sabe um dia o nosso
encontro de fato acontece.
Ouvir tua voz, as fotos ver
e rever, e reler que me quer:
é o quê tem me mantido
sempre com alta temperatura.
Passou a terrível tempestade
e o diálogo de hoje a tarde
virou mais um poema,
e entre nós já é primavera.
É fácil saber
quem é quem,
porque estes
olhos podem
ser emprestados
porque nunca
foram meus:
são de Argos.
No bater silencioso
das asas do condor
que é humano,
a verdade não está
presente no plano.
É de rir da nossa
própria desgraça
que virá a foguete,
porque tem muitas
faces sem nenhum
reconhecimento.
Não sei o quê
estão pretendendo,
parecem alheios
como meninos
numa praça em
uma tarde de verão
como se nada
estivesse por
aqui acontecendo.
