Textos de poema
MULHER_POEMA
Hoje
quero deitá-la suavemente
despi-la de frases feitas
que tanto lês em teus livros...
quero arrancar-te essas
estruturas vocabulares
esses surtos metafóricos
polimórficos
sintáticos
dicionarizados
cifrados
metódicos...
:
Hoje
quero torná-la uma poesia
de rima fácil
e final feliz
nada de palavras rebuscadas
febrilmente emaranhadas
seletamente misturadas
sabiamente intelectualizadas
:
(Quem sabe
disfarçá-la num mini-conto
de dois parágrafos
desses de aprendiz...
o que me diz?)
:
Quero
copiar versos da minha mente
e tatuá-los na intimidade
da tua pele
docemente entremeados
com azuis intensos
brilhantemente pautados
com amarelos radiantes
elegantemente decorados
com verdes translúcidos
indecentemente pontuados
com vermelhos febris...
:
Ao final, minha musa
vou fazer a minha leitura
vou reconhecer-me
em teus vãos
pelos
meios
seios
vou reler
cada frase
transformada
em verso
sem traumas
sem frescuras
sem rodeios
e dedicar
essa poesia_mulher
à personagem_tema...
à mulher_ poema
Poema Sobre: Karl Marx
Vencido o comunismo
Depois de tanta guerra
Por mar e por terra
Quente e fria Quem diria
Correu atrás do que previa
Visou o bem do trabalhador
Com garra e amor
Um grande lutador
Sem medo da verdade
Poupando a coletividade
Morreu amado
E reverenciado pelos revolucionários
Por mostrar o que queria
Sem medo da ousadia
Elvis Xavier Pinho - 12 de abril de 2009
O Poema Original
Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.
Eu queria desenhar para ti um poema
Um poema q fosse um estuario oriental onde pudessemos estar sozinhos como a ideia vegetal de uma vela
Um POEMA q fosse como o tronco de uma arvore onde pousassem as avez azuis da tua voz
Um Poema q me dissese em quantos rios se escoa a hipotese do nosso encontro
Não posso fazer pra você, uma poesia,
por que de cada palavra iria brotar
um poema que fala da pele macia,
do sorriso bonito e do brilho no olhar,
do perfume que lembro a noite a sonhar
e da saudade que enche minha cama vazia,
os versos que faço, sem você não faria
pois tudo que me inspira é poder te amar.
não faço uma poesia por que isso é pouco
e de cada atributo iria jorrar,
um verso que fala do teu jeito louco,
esse jeito louco que tem de me amar.
Teu sorriso, teus olhos, tua boca teu jeito,
cada um, uma fonte pra me inspirar,
assim cada noite quando eu me deito
tenho um poema novo, que posso te dar.
Poema da Roça
Da roça pacata
se ouve a cantata
do grilo, do galo,
do gado e das aves.
Na roça antiga
surgiu a cantiga
da parentada crescida
no cabo da enxada.
De uma casa na roça
de barro batida
e buraco de fossa
se via cera de estrume
e lamparina como lume.
Da roça vieram minha origem
muito trabalho, suor e amor
viola caipira e mata virgem
da grande família de meu avô.
Um poema para mim.
O tempo passou tão depressa.
Sonhava em viver um grande amor!
Deteriorada deixo a ilusão perpetuar...
O tempo passa.
Hoje choro sob oportunidades perdidas ...
Os infortúnios da vida.
Tempo me dá outra oportunidade!
O corpo velho e cansado, mas a pobre alma reluta.
E o espírito ... calhente
Achas que ainda posso ser amada!
Estou aqui!
Preciso de uma nova história na minha vida
Sou um poema inacabado.
Guardado.
Esperando que se escreva o final.
Sou o bem.
Nunca o mal.
Sou flor seca, murcha.
Na rua estendida.
Um ser quase sem vida.
Que guarda na sua essência a própria vida.
Sou sabe o quê?
O que sorri quando tu passas.
Que faz graças.
Pra ninguém.
Eu sou o bem.
Minha linda.
Sou bem.
Mesmo neste mundo que me julga um ninguém
E ONTEM EU QUIS UM POEMA QUE NÃO PUDE CONCEBER
(ODE TOSCA A IBERÊ CAMARGO)
Ontem a paisagem
Do aroma da noite
Fecundou em mim
Um tênue fluxo dum poema.
Este fluxo carregava nas casamatas do ventre
A estrada para uma humilde hossana
A Iberê Camargo:
O mestre máximo do pincel
Que reinterpreta visceralmente
A visual realidade
Que, á primeira análise,
Se mostra vivente, a inconteste claridade incólume do sempre!
Ah, ontem á noite,
O meu ser de remendo
Quis enaltecê-lo,
Reverenciar-lhe o apurado e peculiar olhar
De transcendente acuidade,
Lançado sobre o aparente cenário em equilíbrio:
Para o geral ver,
Cegado pela síndrome de Narciso,
Completamente equacionado
Pela Matemática do humano tempo conciso.
Ah, como idolatro este olhar
Congênere da Ametista
Pois dirime a embriaguez:
Embriaguez que a insidiosa superfície
Do mundo externo impõe á vista
De um modo que bloqueia
Tão sutil e plenamente
O livre perceber que brota das mentes hominídeas,
Porque estas ancoram,
Embora inconscientemente,
Seu alado veleiro
No indestrutível porto da sageza
Do ecumênico solar desejo!
Então ele fita claramente
O incessante novelo de conflitos
Progredindo-se por debaixo da derme
Do onipresente embuste eloqüente, corrosivo!
E depois que se alimenta deste drama,
Um universo em contínuo colapso,
Vivenda em chamas,
Devolve-o íntegro, desprovido de sofismas:
Rebento do incorruptível imaginário antropofágico!
Sim, a AMETISTA EXPRESSIONISTA
Faz com que o rosto da verdadeira humana estética
Seja revelado:
Sem o adorno da airosa flor do eufemismo
E sem a indulgência que emana
Da mão estendida pela cênica sensatez residida
No alegre tremular da bandeira da trégua
Entusiasticamente anunciada, bramida!
Ah, entretanto,
O poder de captação de Iberê
É muito mais ancho:
É capaz de nos expor
Toda a densidade da latitude
Contida na pungência da tristeza,
Escondida na álacre corpulência
Do rosto de uma pessoa-oceano.
Não, eu não pude compor o tão sonhado poema:
Melancolicamente,
Naufraguei-me no mar da cara empresa.
Ah, tenho raiva, tenho pena
de não ter podido seguir a sua feérica estrela:
Não erigi versos brancos
Nem versos que sorvessem
Da fonte onde deitam
A rima pobre e a opulenta.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
POEMA PUBLICADO EM JANEIRO DE 2006
SAUDADES
VOCÊ, QUE UM DIA ESTAVA AQUI
SEMPRE PRESENTE EM MINHA VIDA...
NAS HORAS BOAS E RUINS,
MEU CORAÇÃO ERA SÓ ALEGRIA!
MEU AMIGO SINCERO E OLHANDO POR MIM
UM DIA VOCÊ ESTA INDO E EU JÁ SABIA...
QUE TALVEZ NUNCA MAIS O VERIA ,
NESTE PLANO TERRESTRE E DE PASSAGEM;
VOCÊ, MEU QUERIDO PAI, SEI QUE ESTÁ AQUI NESTE INSTANTE,
ME VENDO E ME AJUDANDO EM TUDO
ACOMPANHANDO MEUS PASSOS INSEGUROS E ÀS VEZES PRECISANDO
QUE ME DÊ SUA MÃO, PARA QUE EU POSSA DAR MAIS UM PASSO.
MEU ESPÍRITO AINDA NÃO ESTÁ PRONTO PARA TE SEGUIR...
SAUDADES, SAUDADES DE VOCÊ, MEU QUERIDO E GRANDE AMIGO, PAI...
VOCÊ SE FOI PARA O MUNDO DAS LUZES E ENQUANTO EU
AINDA ESTAREI AQUI PARA ILUMINAR MEU ESPÍRITO E
E MEU SER AINDA EM EVOLUÇÃO.
TENHO CERTEZA DE ENCONTRÁ-LO JUNTO DE DEUS!
NUM MUNDO CHEIO DE FLORES, NUM JARDIM TODO ILUMINADO POR ESPÍRITOS EVOLUÍDOS.
ONDE SÓ ENCONTRAREMOS PAZ, MUITA PAZ ESPIRITUAL.
DE ALGUÉM QUE SE FOI E QUE SENTIMOS MUITAS SAUDADES!
"ANTES DE PARTIR, AINDA TENHO QUE APRENDER UMA ÚLTIMA COISA!
APREENDER A ME COMPORTAR, APRENDER A MORRER!!!!,
SERÁ A MINHA TAREFA FINAL!!!!
HOJE E HÁ MUITO, MUITO TEMPO...........
VOCÉ É A LUZ EM MINHA VIDA!!!!!!!!!
geildaCarvalho
"Esse rapaz"
Poema escrito e musicado por Ale Ruffini
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Se essa tristeza me deixasse em paz
Ah, eu não teria um coração que jaz
Jaz a esperança e a alegria de viver
Cai mais uma noite
Vai sufocando o entardecer
Lua Branca vai
Mergulhar no mar
Vem trazer pra vida poesia ah
Levar pra além-mar
Melancolia por esse rapaz
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Quantos ais me causa essa ausência sua
Quantos ais me causa a incerteza desse amor
Se já não é paz, é tormento !!!
Que fazer com as brumas
desse doce encantamento
Se lhe amar me causa
Esse estranho contentamento
Por esse rapaz...
Lua Branca vai
Mergulhar no mar
Vem trazer pra vida poesia ah
Levar pra além-mar
Melancolia por esse rapaz
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Poema do amanhecer
se faz manhã, a manhã se faz você
Vou fazer amor contigo nessa hora
Espero você de novo amanhã, hoje, sempre
O futuro é agora e a amanhã é você
Uma manhã fria, com perfume de amor
Nosso amor se faz perfeito nessa hora
A manhã está feliz, ela tem você agora
Essa manhã é você, linda, perfeita e deliciosa
Você é a luz da minha vida e a vida do alvorecer
Te quero aqui comigo a cada noite, em cada amanhecer.
Poema para os namorados
Ver-te à minha frente e poder beijá-la, como é bom desfrutar do seu doce amor minha amada, sentir o pulsar do seu coração ofegante, passear contigo por toda a madrugada, correr pelas curvas do seu corpo com toques magistrais e te fazer pedir sempre mais, você é minha vida, minha paz, sufocar-te com meus beijos e te fazer sentir-se ansiosa, delirar de amor ao provar da sua boca deliciosa, usar cada segundo do meu tempo para suprir seu desejo de felicidade, fazer você feliz por toda a eternidade, sonhar viver para sempre a seu lado, não deixar esse amor suprimido, mas sempre liberado, dizer o quanto você me deixa feliz, falar sempre que você fica linda naquela velha calça jeans, viver a nossa fantasia uma doce realidade e jogar no seu mundo o meu por castidade, tudo isso para dizer que te amo e te desejar feliz dia dos namorados... Meu amor!
PLEONASMO DO POEMA-POESIA
O Poema é uma centelha
Concomitantemente
Conclamada e errática.
O Poema é a equação
Que habita o cérebro
Da nossa dualidade:
Pavimenta a alameda da emoção e da racionalidade.
O Poema é uma enigmática areia movediça:
Rebenta prenhe ou órfão de um intento
E trilha vias do alcácer das viroses dos abstratos, concretos tormentos
(sejam os frívolos dissabores, seja a dantesca
luminescência da bruma do quase aniquilamento),
Antes de se transmudar em monumento
Á Lógica, ao tornado dos vulcânicos sentimentos
Ou ao maremoto dos libertários devaneios.
O Poema é a aquarela
De um premeditado
Ou inesperado Estalo:
Nasce no córtex,
Navegando pelo
Oceano de teias e correntes da mente
Para, em seguida, desaguar sobre
O espaço vazio como palavra:
Quer Verso insalubre, amarelo, hospitalar, alegria flagelada;
Quer jucunda ventania, Poesia em estado de Graça!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Poema
Família,
Árvore da vida
enraizada no fértil solo
de amor do Criador.
Entrelaçada no conjugal amor, multiplica sementes que um dia desabrochadas se filiam como fruto e flor.
Da terra ao céu ascende,
em direção a luz ardente,
até um dia findar
como energia à fonte divina retornar e se eternizar.
Na ausência de um rio, faço de ti meu oceano.
Na ausência de um verso, faço de ti o meu poema.
Na ausência de uma nota, faço de ti minha canção.
Não havendo oceano, poema ou canção eu mergulho em ti, decoro-te e posso te entoar.
Ou mesmo só havendo uma gota, uma palavra ou uma letra, o resto eu crio. Pois sua simples respiração me faz juntar tudo o que parece ser nada e recriar, te recriar, me recriar.
Mística natural
As místicas dísticas do seu poema
Pólen semeia suas pétalas dramáticas chamadas lábios
E desejo-os ter como valiosa gema
E agonizando clamo pelos conselhos sábios
Infante, eu sendo, me proponho fagueiro tatear
As fronteiriças sardas dispersas de tuas costas
E tátil como são tuas margens e miram nortear
Saboreio teu sorriso que ri de tudo que gostas
Inteiro ali estou em próspera vontade à distração
Inefável é a íntima sensação de exposto olor
Só eu e ti sabemos o rumo desse sonho de verão
POEMA NOTURNO
Ao olhar ao céu vejo surgir um raio de luz, tão forte surgiu que ao presenciar tamanha presença divina. Não sei dizer o que era. Mas meu ser se alegrou-se em meio a tantos cantos e pássaros sinto encantada e plena, na certeza de que o amor é realmente magnifico e quando se é realmente vivido, tornasse o mega e o omega em uma só magia.
A vida ensina...
(poema inspirado em fatos reais)
Uma voz invadiu meus pensamentos
Fez em mim uma revolução confusa
Não sabia de que lado meu eu venceria
Nunca me apeteceu módicos contrários
E tudo se deu por buscarem em mim um “sim”
Um sim de esperança, de ajuda, por necessidades
E se apossou de quem sou, como se apossam invasores
Sem dada licença, se achegando decidido afixando-se...
Veio de malas prontas, em firme e concreta querência
Se instalou em meu querer, na voz de minha palavra
Nas respostas a tudo e a todos, sem pestanejar
Sem consultar minhas capacidades, impondo fiança
Uma voz invadiu meus pensamentos lúcidos
Os confusos, s exatos, inexatos, desafiadores
Mudou o foco de meu olhar diante de dificuldades
Na urgência do outro que findaria com meu sim
E meu sim deu vaga em CTI àquele bebe
Deu cirurgias há tantos que a morte cortejava
Deu autoestima aos que o espelho causava ira
Deixou dormir insones... alagou de paz lares sofridos
Meu sim ajudou a tantos e nada ensinou
Os agraciados jamais retornaram para agradecer
As promessas de Fé e Orações
se perderam
A lembrança da gratidão se adormeceu em minha ilusão
E tudo foi se dando, acontecendo, esquecido no após
E eu, assisti vitórias, curas, variados enriquecimentos
Assim, observei quão merecedores de um não são
Os injustos, os egoístas, mentirosos que negam um sim
Poema: Até quando?
Amando e perdoando,
Seguimos juntos nos apoiando.
No compasso e descompasso,
Harmonizamos no abraço.
Na diferença e semelhança,
Reinventamos nossa aliança.
Nas perfeições e imperfeições,
Acolhemos as emoções.
Nas provações sofridas,
Muitas lições aprendidas.
Amando e perdoando,
Seguimos juntos nos apoiando.
Até quando?
Até quando, em nossas vidas, o sol do amor continuar a nascer e a se pôr com esplendor.
