Textos de Menina Mulher

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Chega
Chega.
Já extrapolou.
Foram segundos…
mas custaram uma vida.
Uma mulher não perde só o tempo —
perde pedaços de si
cada vez que é calada, ferida, ignorada.
Uma hora passa,
mas o que foi tirado
não volta no relógio.
Há silêncios que gritam,
há dores que ninguém vê,
e há histórias interrompidas
antes mesmo de florescer.
Chega de normalizar o que machuca,
chega de aceitar o que diminui.
Porque quando uma mulher perde,
o mundo inteiro perde com ela.
Helaine machado

Chega
Chega de feminicídios.
Não dá mais pra fingir que é normal.
Ser mulher não pode ser
um risco diário,
um medo constante,
um silêncio imposto.
Quantas vozes ainda vão ser caladas
antes que o mundo escute?
Quantas histórias interrompidas,
quantos sonhos arrancados
no meio do caminho?
Não, não é “só mais um caso”.
É uma vida.
É uma ausência que nunca se preenche.
Ser mulher deveria ser liberdade —
não sentença.
Chega de medo.
Chega de dor.
Chega de perder mulheres
para uma violência que já passou do limite.
Porque existir
não pode custar a vida
Helaine machado

O padrão de mulher com o corpo perfeito...
Quem disse que a mulher tem que obedecer a um padrão de estética do seu corpo...
Estipulado por mídia ou terceiros, que querem que a sociedade tenha um padrão de corpo perfeito, mas na verdade o que esses egoístas querem e a tal falsa perfeição da mulher ,querem que elas obedeçam a um padrão sugerido por esses que a definem para a sociedade uma mulher perfeita.
Magra, sarada, magrela, gordinha ou popozudas...
A mulher é linda mesmo com suas imperfeições.
Deus não estava muito criativo ao criar o Homem, mas Deus foi perfeito ao criar a mulher que são tão lidas mesmo com suas imperfeições.

Sou mulher o suficiente
Pra bater no peito
E assumir minhas palavras,
Meus erros,
Minhas escolhas.


Mas além de mulher,
Também sou humana.
Erro,
Falho,
E às vezes falo sem pensar.


Não posso fugir do que foi dito,
Nem virar as costas
Achando que o problema ficou pra trás.
Porque conta mal resolvida
Até adolescente sabe fazer.


Difícil não é ir embora.
Difícil é ter coragem pra ficar.
Pra encarar,
Pra ouvir,
Pra entender.


Difícil é permanecer
Com os pés no chão
Quando o coração quer correr.


E talvez maturidade seja isso:
Assumir os próprios erros
Sem perder a coragem
De continuar tentando.

Sem nenhum aviso teus olhos vieram em noticias de um louco amor na navegação de mulher.
Uma voz suave e singela na qual davam certeza no meu querer e ensandecia meus desejos fazendo-me seu, fixando-me em teu coração.
Em um desejo súbito, teu coração silenciou-se em um aconchego singelo trazendo os sinceros votos de felicidade.

Bela mulher que evolui a cada nascer de um dia e logo estará infinitamente Linda e justa a ser contemplada com fervores de uma mulher digna;
Todos os meus exaltares não te explicaria como você és bela ao meu ver;
Você com detalhes me transborda de querer e eu peço que eu tenha juízo e não me perca da elegância;
A noite me desce em perfeição para que eu me inspire e te dê o meu melhor e veja você sorrir;

És uma bela mulher, lábios desenhados e pele sedosa com a seda e peço-lhe que permita sentir os teus beijos em um suave momento;
Cultuo o teu corpo bailando o meu prazer infinito por ti, mas percebo que em teus olhos queimam o desejo incandescente de se satisfazer a necessidade carnal;
Sinto que interior da sua intimidade queima em brasas ardentes esvaindo de sede de ter a oportunidade de amar e ser amada;

Cortejar-te-ei para que você se sinta mulher de mim, querendo se permitir pelas minhas atitudes e pelo meu romantismo a você;
Oh mulher de lábios meigos e salivas doces que tanto desejo, tens pele de seda cabelos macios como o melhor da perfeição;
Desejo-lhe pelo que és e não pelo que tens, sua beldade é pelos sentimentos que à mim se faz bem mais sentidos;

A mulher para ser rainha de verdade na vida de algum homem e única, tem que se respeitar valorizando-se com o seu comportamento;
Pois para comer farelo com os porcos, basta se desdenhar para seguir a um caminho solitário que todos sabemos o final;
Não seja vista como um objeto de desejo, julgada como lixo por dinheiro ou bens materiais... Dinheiro nunca acalentou os aflitos de ninguém;

Não se surpreenda se outra mulher nascer de mim.
A dor mudou meu caminho,
o tempo fortaleceu minha alma,
e as lágrimas regaram a coragem que eu nem sabia que existia.
A mulher que um dia aceitou o pouco
aprendeu o valor de si mesma.
Hoje ela caminha de cabeça erguida,
sem medo de recomeçar.
Não é vingança, é amadurecimento.
Não é frieza, é paz.
Não é orgulho, é amor-próprio.
Helaine machado

Oito de Março

Dia Internacional da Mulher...
Ser maravilhoso e repleto de saber.
Deus, quando estava a te fazer,
Usou todos os recursos que Ele tinha a oferecer.

Mulher, a sua presença nos faz emudecer...
Seu jeito de ser demonstra como temos a aprender.
Com toda a elegância e sem do salto descer,
Provas de que não há nenhum problema que não possa resolver.

Mulher, palavras não há para poder agradecer...
E só sendo um homem para poder reconhecer,
Que nada nessa vida é capaz de esconder
O tamanho da força que existe dentro de você.

Feliz Dia Internacional da Mulher, porque hoje é seu dia e todos os outros são para você.

Lizandra Alves


Lizandra — Riff de Esperança
  Alves — Mulher que Não Desiste


Lizandra — Abrandando Silêncios
  Alves — Onde a Força Floresce


Lizandra Alves, nome que o tempo não dissolve,
soa como acorde limpo, desses que a alma absolve.
Entre legumes, cores, traços num balcão desenhado,
o destino já ensaiava um encontro bem guardado.
Rock tocando alto, riso solto, olhar atento,
havia nela alegria vestida de sentimento.
Trabalhadora desde cedo, mãos firmes, coração leve,
orgulho que não se exibe, apenas vive — e se percebe.
Trazia no sorriso a arte de disfarçar
certas tristezas que só quem cuida sabe enxergar.
E mesmo assim, quando estava ali, tudo era luz:
amizade verdadeira, dessas que o tempo conduz.
Lizandra Alves, mulher de passos suaves,
que transforma cicatriz em força, medo em chaves.
O mundo tentou dobrá-la, mas não conseguiu quebrar:
ela aprendeu a ir, a voltar, a recomeçar.
Hoje o passado não dói — ele ensina, ele fala,
é ponte, não prisão; é memória que embala.
Se o destino cruza caminhos, não é por acaso:
algumas presenças ficam, mesmo após longo prazo.
E se um dia Queimados ouvir seus passos de novo,
não será retorno — será voo.
Porque quem carrega luz, trabalho e verdade,
nunca sai do lugar: apenas muda a paisagem.

O olhar


Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.

O que dizer de Poli?


Poliane não é mulher morna.
É intensidade pura. E intensidade cansa quem é raso.
Ela não tem tempo ruim porque aprendeu a resolver antes de reclamar.
Carrega o mundo nas costas? Sim. Mas não porque gosta... porque é forte demais pra fingir fraqueza.
É leoa quando precisa defender.
É princesa quando é respeitada.
É da rua, é da zona, é do corre... mas também é casa, é colo, é estrutura.
É mãe.
É amiga de verdade.
E não aceita migalha emocional.
E eu acertei numa coisa essencial:
Ela merece o mínimo... mas o mínimo dela não é pouco.
O mínimo dela é respeito.
É reciprocidade.
É presença de verdade.
Ela não nasceu pra caber no mundo de ninguém.
Quem quiser ficar, que aprenda a expandir o próprio mundo.
Simples assim.

Rosa


A rosa lembra aquela mulher que carrega intensidade sem precisar levantar a voz. Sua presença não passa despercebida. Existe delicadeza em seus gestos, mas também uma força silenciosa que poucos conseguem compreender de verdade.
Ela não floresce para agradar ninguém. Abre suas pétalas no próprio tempo, respeitando seus ciclos, suas dores e suas conquistas. Quem a conhece apenas pela beleza vê apenas a superfície. Quem permanece, descobre raízes profundas, coragem e uma sensibilidade rara.
Ama com verdade, protege quem considera importante e dificilmente esquece aquilo que marcou seu coração. Pode parecer suave, mas sabe se defender quando necessário. Afinal, toda rosa tem pétalas encantadoras, mas também espinhos que ensinam respeito.
Sua essência é feita de paixão, lealdade e autenticidade. Não busca ser a mais admirada do jardim. Apenas continua florescendo, e é justamente por isso que se torna inesquecível.
Rosa é o símbolo da mulher que transforma sentimentos em força e delicadeza em poder.


Lucci Santz 🌹

A Mulher Segura vs o Jovem Intenso


Ela parecia inabalável.


Postura firme,
voz calma,
dessas mulheres que entram nos lugares
como quem já aprendeu a não precisar de aprovação.


Nada escapava do controle.
Nem o olhar.
Nem a saudade.
Nem o coração.


Até ele aparecer.


O jovem intenso.
Bonito de um jeito cansado.
Emocional demais.
Verdadeiro demais.


Daqueles que chegam bagunçando o ambiente
sem perceber.


Ele falava olhando nos olhos.
Sentia sem estratégia.
Amava sem diplomacia.


E isso desmontou ela.


Porque homens calculados
ela conhecia aos montes.
Mas homem sincero em excesso…
isso era perigoso.


Ele não tinha maturidade emocional perfeita,
nem promessas sólidas,
nem estabilidade.


Mas tinha presença.


E presença desarma gente forte.


Então a mulher segura começou a falhar
em pequenos detalhes:


pensava nele no trânsito,
abria conversas antigas,
sorria sozinha sem perceber,
e odiava o fato
de sentir falta daquele caos juvenil.


Ela, que sempre controlou tudo,
agora esperava mensagem.


Ela, tão racional,
criando expectativa igual adolescente.


E o pior:
sem nunca admitir.


Porque certas mulheres
preferem sangrar em silêncio
do que parecer vulneráveis.


Já ele…
nem entendia o tamanho do estrago que causou.


Só sabia sentir.


E foi justamente isso
que atravessou ela inteira.

~~A MULHER QUE AMO~~
A mulher que amo é como uma estrela,
Aquela que é bem cintilante e atraente!
Dizem que brilha sobre as montanhas mineiras,
Mas que a origem do brilho vem do planalto central!

A mulher que amo é como a mais bela das criaturas,
Aquela que é bem dócil e arrebatadora!
Dizem que a sua beleza foi cultivada divinamente,
Mas que tal exagero foi selado para apenas um homem!

A mulher que amo é como um sorriso de menina,
Aquela que é bem dengosa, arteira e meiga!
Dizem que seu sorriso foi feito para dar tranqüilidade,
Mas que o seu lindo sorriso será sempre contido!

A mulher que amo é como estar presente e ausente,
Aquela que é bem marcante por sempre estar!
Dizem que a sua marca está no olhar transparente,
Mas que esse olhar será fatal apenas para um!

A mulher que amo é como a beleza invisível,
Aquela que é bela mas também inexplicável!
Dizem que sua morada está na Terra do Nunca,
Mas que apenas um pode chegar a essa terra!

- Ah, como quero encontrar o caminho para a Terra do Nunca!!!
~~ANJO ARREBATADOR~~

A Misteriosa Mulher Hispano-Libanesa


Ela tinha olhos de fronteira,
fala baixa, fumaça ligeira.
Entrava nos lugares sem pedir licença,
misturando perigo com elegância densa.


Perfume amadeirado,
silêncio calculado.
Daquelas mulheres
que fazem o caos parecer organizado.


Metade Beirute, metade Tijuana,
fria de dia, de noite insana.
Andava como quem sabe demais,
como quem já viu impérios caindo em jornais.


Ria pouco.
Observava muito.


E quando falava espanhol
parecia oração e delito.


Usava ouro discreto no dedo,
vestido escuro, cigarro aceso.
Tinha algo de santa cansada
e contrabandista sofisticada.


Os homens olhavam demais.
Ela nunca devolvia igual.


Porque certas mulheres aprendem cedo
que mistério também é poder emocional.


Ela carregava um ar melancólico e fino,
vinho barato, hotéis, cassino.
Parecia saída de algum bolero antigo
onde todo amor termina em perigo.


Não prometia futuro.
Nem paz.


Só aquela sensação estranha
de querer ficar
mesmo sabendo
que ela sempre vai embora antes.


E talvez fosse isso
o mais bonito nela:


a forma seca, elegante e cruel
com que transformava ausência
em vício silencioso.

No 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o mundo se curva diante de uma força que muitas vezes caminha em silêncio, mas que sustenta vidas, histórias e futuros inteiros. A mulher carrega no olhar a coragem de quem enfrenta batalhas diárias sem perder a dignidade, e no coração a sensibilidade que transforma dor em aprendizado e desafios em caminhos. Em cada canto do mundo existem mulheres que acordam cedo, que lutam, que resistem e que seguem em frente, mesmo quando o cansaço pesa mais que os sonhos. Elas são a prova viva de que a força não está apenas nos gritos de vitória, mas também na persistência silenciosa de quem nunca desiste.
Entre essas mulheres estão as mães solo, verdadeiras guerreiras da vida. São mulheres que, com amor imenso e determinação inabalável, assumem múltiplos papéis: mãe, pai, proteção, abrigo e exemplo. Elas enfrentam dias difíceis, noites de preocupação e responsabilidades que parecem não ter fim, mas ainda assim encontram forças para oferecer carinho, orientação e esperança aos seus filhos. São pilares que sustentam famílias inteiras, mesmo quando o mundo parece exigir delas mais do que seria justo.
Em diferentes realidades — nas cidades agitadas, nas periferias esquecidas, nos campos silenciosos ou nas casas simples — mulheres seguem escrevendo histórias de resiliência. Muitas vezes seus sacrifícios passam despercebidos, suas lágrimas são escondidas e suas vitórias não recebem aplausos. Ainda assim, elas continuam de pé. Recomeçam quantas vezes for preciso, transformando dificuldades em aprendizado e amor em combustível para seguir adiante. Existe uma grandeza profunda nessa força discreta que constrói futuros sem pedir reconhecimento.
Hoje celebramos a mulher como símbolo de vida, esperança e transformação. Porque antes de qualquer conquista humana, antes de qualquer história ser escrita, existe uma verdade simples e eterna: sem uma mulher, não existiria o homem. Foi nos braços de uma mulher que a vida começou, foi por meio do cuidado de uma mulher que muitos aprenderam a caminhar. Que este dia seja mais do que uma homenagem — que seja um reconhecimento eterno da grandeza feminina que move, sustenta e transforma o mundo todos os dias.

A Mulher da Mão Grande

No segundo ano primário, em 1955, eu estava muito mal na escola. Tinha muitas dificuldades com letras e números. Só notas baixas.

Naquela época — não sei se ainda é assim hoje — os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais, recolher a assinatura e devolvê-lo para a professora. Era assim que os pais acompanhavam a vida escolar dos filhos.

No meu caso específico, quem cuidava dessa parte era minha irmã. Era ela quem assinava o boletim. Para piorar a situação, trabalhava no Grupo Escolar Carmela Dutra e me controlava no dia a dia também.

Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou de vez.

Aí tive uma ideia brilhante.

Transformei tudo que era três em oito. Bem fácil. E os quatro viraram nove. Fácil também. Só que as notas continuaram vermelhas, infelizmente.

Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e, no momento certo, pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.

No dia seguinte, cheguei à classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora.

Depois de um tempo, ela me olhou, pegou o boletim e saiu da sala. Voltou acompanhada da diretora e da minha irmã.

Fui guinchado, literalmente, pelas orelhas. A diretora de um lado e minha querida irmã do outro. Levaram-me até a sala da diretora.

Depois de confessado o crime, veio o veredito.

A diretora, uma mulher com a mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força que, mesmo passados todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.

As lágrimas molharam o piso da sala.

Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem.

Mas existe a lei do retorno. Ou pelo menos eu gosto de acreditar que existe.

Meu pai, um homem abrutalhado e pouco dado a conversas com os filhos, vez ou outra contava algumas histórias. A maioria delas era de fantasmas.

Naquele momento de sofrimento físico e psicológico, lembrei-me de uma delas.

Ele falava de uma "reza brava" que conhecia. Era tão perigosa que não podia ser rezada diante de um espelho. Podia dar um revertério e virar contra quem a rezasse.

Segundo ele, aquela oração espantava todos os tipos de assombração: mula-sem-cabeça, Saci-Pererê, Boitatá. Também matava cobra venenosa, curava cachorro louco, amansava cavalo xucro e mais um monte de coisas.

Naquele instante, tudo o que eu desejava era saber aquela reza.

Queria fulminar aquela mulher da mão grande e, de lambuja, a minha irmã também.

Mas o que fazer?

Eu não sabia a oração. Meu pai nunca a ensinou aos filhos.

Então tentei outras rezas domésticas, improvisadas mesmo, implorando às entidades que castigassem aquela mulher.

Nada.

Ela entrava e saía da sala, olhava para mim, ria da minha situação e comentava o caso com as outras professoras. E elas riam também.

Algumas até diziam que o castigo deveria ter sido maior.

O tempo passou.

Repeti de ano.

E eis que a lei do retorno resolveu trabalhar.

Aconteceu uma tragédia na cidade.

Os sinos da igreja ficaram mudos.

O padre desapareceu.

E eu nunca mais vi a mulher da mão grande.

A mulher da mão de pão caseiro.