Textos de Menina Mulher

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⁠A vida de uma mulher não é disputa
“Ele desferiu os tiros na frente da criança. Ela presenciou a mãe sendo quase morta, tornando esse crime ainda mais cruel.”
— Evelyn Lucy Alves da Luz, sobrevivente de tentativa de feminicídio
O feminicídio não é apenas um crime — é o reflexo de uma cultura que ainda normaliza possessividade, controle e violência. Cada mulher assassinada carrega sonhos interrompidos, histórias não contadas, afetos que jamais se realizarão. Cada ato de agressão é um lembrete silencioso de que a sociedade falha quando desrespeita a humanidade feminina.
Olho para trás e vejo histórias que ecoam até hoje: mulheres perseguidas nas caças às bruxas na Europa, escravizadas e abusadas nas Américas, violentadas nos horrores do Holocausto, e lutadoras como as sufragistas britânicas, presas e maltratadas por simplesmente querer existir em igualdade. E, ainda hoje, jovens vítimas de feminicídio em cidades que fingem não ver.
Nós, mulheres, precisamos nos enxergar e nos reconhecer nesse mundo que insiste em medir valor pelo poder que outros exercem sobre nós. Homens precisam olhar para si mesmos. Violência não surge do nada. Ela cresce em olhares que julgam, palavras que diminuem, comportamentos que confundem amor com posse. Ignorar isso é compactuar. Cada silêncio, cada justificativa, cada minimização alimenta padrões que podem levar à tragédia.
Como dizia a pedagoga e educadora Maria Montessori, “A primeira tarefa da educação é ajudar a vida a se desenvolver em todo o seu potencial”. Educar é, portanto, também confrontar nossas próprias sombras e reconhecer o que toleramos dentro de nós e na sociedade.
A psicologia nos ensina que comportamentos violentos muitas vezes nascem de traumas, inseguranças e padrões aprendidos desde cedo. A psicanálise aprofunda essa compreensão. Como afirmou Anna Freud, “O ego precisa aprender a distinguir entre desejo e realidade”, lembrando que reconhecer nossos impulsos, frustrações e desejos é essencial para não projetá-los no outro.
E como destacou Karen Horney, pioneira da psicanálise feminista:
“A cultura que reprime e desvaloriza o feminino cria conflitos internos que refletem violência no mundo exterior.”
Negar essas forças internas não as elimina; apenas transfere o conflito para fora, e quem sofre é sempre o mais vulnerável.
A biologia reforça essa perspectiva: somos seres sociais, moldados para empatia e cooperação. Como disse Jane Goodall, etóloga e bióloga:
“O cuidado, a observação e o respeito pelas relações sociais nos mostram o quanto a compaixão é essencial para a sobrevivência.”
A neurocientista May-Britt Moser, ganhadora do Nobel, lembra que nossos circuitos cerebrais estão profundamente conectados com o mundo ao nosso redor — um alicerce biológico da empatia que nos liga às outras pessoas e nos alerta sobre o impacto de nossos atos.
E a filósofa feminista Carol Gilligan nos desafia:
“A ética do cuidado amplia a compreensão humana, conectando responsabilidade e relação ao invés de dominação e divisão.”
O feminicídio não começa no ato final; ele nasce no cotidiano — na cultura que ensina homens a dominar, na indiferença que permite que pequenas agressões passem despercebidas, na normalização de atitudes que desrespeitam e diminuem mulheres. Cada escolha de respeito é um passo em direção à humanidade; cada escolha de silêncio é um passo para o crime.
A grandeza não está em dominar, mas em proteger.
Não está em justificar, mas em questionar.
Não está em controlar, mas em compreender.
O limite da humanidade não está na violência cometida, mas na complacência que permitimos.
O feminicídio não é um problema apenas das mulheres. É um problema de todos. Cada gesto de cuidado, cada ação consciente, cada palavra que ensina respeito é resistência. Cada indiferença é cumplicidade.
O ser humano se expande quando escolhe observar, escutar e respeitar.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando integra consciência, instinto e emoção.
Cada escolha que fazemos — silenciosa ou visível — constrói o mundo que teremos amanhã. Cada um de nós carrega a responsabilidade de agir antes que seja tarde. Respeito, cuidado e empatia não são apenas escolhas éticas; são expressão da nossa própria humanidade.
A vida de uma mulher é valiosa, e a responsabilidade de preservá-la é de todos nós. Não há justificativa, não há indiferença possível. O limite da humanidade é a empatia que deixamos de praticar.
E então percebemos — quando a rotina parece normal, quando o mundo finge não ouvir — que a verdadeira pergunta não é se agimos para proteger, mas quanto da nossa indiferença diária estamos dispostas a carregar sem perceber, e que talvez, um dia, o preço dessa inação seja inevitável.
O silêncio, que parecia tão confortável, se torna incômodo.
O olhar que desviamos, se torna pesado.
E a consciência, que evitamos confrontar, permanece ali, insistente e viva, lembrando que cada gesto ignorado tem consequências que não podemos mais apagar.
Verso final:
“Cada olhar que desviamos, cada silêncio que aceitamos, constrói um mundo que já carrega a dor que poderíamos ter impedido. A grandeza humana não está em dominar ou calar, mas em reconhecer, cuidar e agir — pois é nas escolhas diárias, pequenas e silenciosas, que se mede se seremos verdadeiramente humanos ou cúmplices da indiferença.”

Meu último amor
Você pra mim é a mulher mais linda.
Você e pra mim meu sonho.
Você é pra mim minha vida.
Você é pra mim meu último amanhecer.
Você é pra mim meu último respirar.
Você é pra mim a luz que me guia.
Você é a mulher que me apaixono todos os dias, e me ajoelho diante de ti e juro meu amor, sem vergonha, sem pudor, pois amar é se entregar ao sentimento que vem puro, desnudo do fundo da alma, que não merece castigo, não merece ser reprimido, é o cantar dos anjo no paraíso, amar outro ser é enaltecer a criação de Deus. Te amo, pois você é meu último amor.

Sonhei que num restaurante eu estava,
Com Claudia Elisa, uma mulher bela, tão clara,
Sua pele, lisa como uma parede, reluzia,
E disse isso a ela, numa conversa íntima.

Depois, ao sair, uma bromélia encontrei,
Nas pedras do caminho, ao chão quis cair,
O céu escuro dizia que ia chover,
Uma tempestade se aproximava, a correr.

Voltei um passo, em frente ao local,
A filha de Elisa apareceu no final,
Era uma menina, com jeito infantil,
No banheiro havia aprontado, sem perceber, sutil.

Com sono, então, decidi seguir o caminho,
Andando só, sob o céu, matutino,
Encontrei duas mulheres de tom escuro,
Uma tinha uma borboleta no cabelo puro.

Ela assustou-se e saiu a correr,
Outra comandou pássaros vingar,
Grandes e assustados, voaram a deter,
E um, gato, na minha frente a tombar.

Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.

Ser mulher é continuar florescendo, mesmo depois de tudo o que já tentou nos arrancar pela raiz. Nós merecemos mais e mais bênçãos.
Nós pedimos proteção.
Nós queremos viver!
Desejamos que o mundo nos respeite e que possamos transbordar amor por todos os cantos.
Somos a profundeza do oceano, as cores da natureza e o perfume das flores. Somos o molho baiano, o cheiro de chuva, o banho de mar e nascer do sol.
Somos colo e cafuné.
Somos a voz calada que resolveu ocupar nosso lugar, parar de sobreviver para finalmente viver e transbordar!
#priescreve

HOMENAGEM AO DIA DA MULHER.
Rosa Mulher
.
Por que reduzir,
diminuir a um simples dia,
o que é eterno.

Tu és a razão das cores,
da vida e de todos
os amores que há.

Onde os dias e as noites sem vós,
não haveria um amanhã,
nem teria formas,
esperanças e vida.

O Dia não começaria,
a noite não teria fim.
Nem a mais escura delas,
a luz apareceria.

És geradora de universos,
de todos os sentimentos e
sentidos da própria existência.

Onde muitos te oferecem pouco,
do que a ti, deveria pertencer.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Do Livro Vencendo o Tempo pg44
DR08032017

Durante milênios, a palavra ‘mulher’ foi usada para descrever uma realidade biológica: o sexo feminino da espécie humana. Mas nas últimas décadas, surgiu uma nova forma de entender essa palavra, não apenas como biologia, mas como identidade.


E é aqui que nasce uma das discussões mais complexas do nosso tempo. De um lado, pessoas afirmam que ser mulher é, antes de tudo, uma experiência interior, uma identidade vivida.


De outro, há quem diga que a palavra ‘mulher’ não pode ser separada do corpo, da biologia, da história material de quem nasce do sexo feminino.


O conflito não é apenas político.
É filosófico.
Estamos discutindo uma pergunta antiga da filosofia: o que define aquilo que algo é?
É a natureza?
É a experiência?
É a linguagem que escolhemos usar?


Quando uma sociedade redefine palavras fundamentais, como homem, mulher, sexo ou gênero, ela não está apenas mudando um vocabulário. Ela está reorganizando categorias inteiras da realidade social. E toda mudança desse tipo inevitavelmente gera tensão, dúvidas e debates.


Quando uma época perde a coragem de encarar a realidade, começa a reinventar as palavras para não ter que enfrentá-la.

Parabéns, Mulher

Demétrio Sena - Magé

Minha vida sempre foi e continua sendo rodeada por mulheres fortes. Fortes como o próprio mundo exige que a mulher seja, em razão do machismo e da misoginia de uma sociedade profundamente patriarcal. Minha mãe, cuja força moldou a resistência de suas nove crias, como parecia improvável para todos a mera sobrevivência. Minha avó materna, minhas tias, irmãs, e as inúmeras amigas que tive ao longo dos meus anos me ajudaram muito em minha formação como pessoa.

Tempos depois me casaria com uma das mulheres mais fortes e generosas que já conheci, e com quem tive a sorte de me casar. E tenho, ainda, duas filhas que também forjam minha índole e com as quais aprendo bem mais do que sempre julguei ensinar. As preocupações que tenho com elas, por saber em que mundo vivemos, é compensada pela admiração que tenho por ver o quanto elas enfrentam as próprias adversidades e não desistem.

A luta pelos direitos sociais e políticos, a busca de um mundo que as incluísse com respeito e dignidade, iniciada no índio do Seculo XX, pela ativista alemã Clara Zetkin, ainda tem muito o que vencer. A sociedade, vocábulo feminino, mas que abriga um patriarcado perverso, preconceituoso e feminicida, tem muito a ser erradicado, conscientizado e vencido nesta questão, para se tornar uma sociedade justa. Humana. Coerente. Parabéns, mulher, por não se deixar sucumbir!
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Voz de Mulher


Somos muitas.
E mesmo quando tentam nos calar,
nossa voz aprende a nascer de novo. Somos as que caíram e também as que levantam outras mulheres do chão.
Somos cicatriz, mas também cura.
Num mundo que ainda insiste em nos ferir com o machismo, com o racismo, com o silêncio que tenta nos apagar, nós respondemos com existência.
Porque cada mulher viva é um ato de resistência.
Somos corpo, memória e luta.


Somos grito contra o feminicídio, contra a violência, contra todo medo que quiser nos prender.
Mas somos também poesia, ternura, inteligência, ancestralidade e futuro.
Quando uma mulher levanta a voz, outras mil encontram coragem.
Esse assunto é longo e com camadas, só queria expressar um pouco meus pensamentos soltos.
E assim seguimos de mãos dadas, de pé e vivas.
Porque ser mulher não é apenas existir.
É resistir, florescer e transformar o mundo.

MULHER MARAVILHA
HOMENAGEM AO DIA DA MULHER


ele canta olhando para ela)
Verso 1
Ela acorda antes do dia
Antes do sol se mostrar
Fica em frente ao espelho
Como quem tem que provar
Arruma rosto e cabelo
Esconde o cansaço antigo
Pra ser amada nesse mundo
Ela precisa estar pronta
Mesmo cansada consigo
Verso 2
Faz a unha, faz a pele
Perfume, creme e batom
Equilibra o seu corpo
Num salto que fere o chão
Três ou quatro horas por dia
Só pra parecer bonita
Enquanto o corpo reclama
Mas a alma vai calada
Aprendendo a ser bendita
Refrão
Ela faz tudo, ela aguenta
Sofre sem ninguém ver
Sacrifício do corpo e da mente
Pra poder ser desejada e viver
Querem ela sempre linda
Mas não veem a sua dor
Por trás do sorriso perfeito
Tem cansaço, medo e amor
Verso 3
Ela é mãe, ela alimenta
Dá do corpo pra nutrir
Amamenta de madrugada
Sem jamais desistir
Educa, cuida e ensina
Dá colo, limite e chão
Enquanto o mundo exige
Que ela seja perfeita
Sem falhar, sem perder a razão
Verso 4
Trabalha fora, tem luta
Tem história e profissão
Estuda pra se manter
Leva o mundo na mão
E todo mês o corpo cobra
Com dor que insiste em ficar
Mas ela veste o sorriso
E vai pra luta outra vez
Porque não pode parar
Refrão Final
Ela faz tudo… e ainda assim
Quase nunca é reconhecida
Chamam isso de dever
Mas é isso que sustenta a vida
Sem capa, sem aplauso
Carregando o mundo na mão
Essa mulher maravilha
Só queria descanso
E mais compreensão
Final
Se o amor fosse verdadeiro
Não faria ela sofrer
Pra ser desejada
Bastava existir
E simplesmente ser.

Quando a Paz é Prioridade”

A mulher elegante não disputa:
ela se retira.
Porque sabe quem é
e tem dignidade;
não precisa provar nada com palavras,
pois suas ações falam mais que discursos.

A mulher elegante não disputa
porque não desce ao nível.
Ela não disputa
porque entende que tudo tem limite.
Sabe conquistar o seu espaço
e, se o espaço não lhe pertence,
ela o deixa ir.

Não se complica,
não se prende a conflitos:
prefere o silêncio,
a resposta interior,
a força e o respeito próprio.

A mulher elegante não discute
com quem precisa da mentira
para sustentar a própria identidade.
Ela escolhe a paz.
Ela escolhe a si.

Homem safado é igual a pneu careca: todo mundo vê que já rodou o mapa inteiro, a mulher sabe que não tem aderência nenhuma, que em qualquer curva mais fechada vai deslizar… mas insiste em dizer que “ainda aguenta mais um pouco”.
Ela sabe que não passa segurança, que não dá estabilidade, que vive prometendo que agora vai calibrar direito. Sabe que não dá pra confiar porque uma hora ou outra ele fura, e sempre no pior momento. Mas lá vai ela, rodando com o risco piscando no painel da consciência.
E o curioso? Só decide trocar quando ele começa a murchar de vez. Enquanto ainda dá pra encher e fingir que está firme, ela tenta. Enche de novo, ajeita aqui, empurra dali… até ficar na mão mais algumas vezes.
Aí percebe que segurança não combina com borracha gasta.
Mas sejamos honestos: tem quem goste de pneu meia-vida. Diz que já está “amaciado”, que conhece o caminho, que é experiente… Esquece só de mencionar que experiência demais, às vezes, é só excesso de estrada, e nenhuma intenção de trocar de rumo.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher, uma data que deveria ser lembrada todos os dias.

Entretanto, há homens — e até mesmo mulheres — que, por falta de conhecimento histórico, acreditam que o movimento feminista é apenas um movimento de mulheres que não sabem o que querem ou que buscam apenas libertinagem. Mas não é isso.

O movimento feminista começou a ganhar força no século XIX, especialmente nas décadas de 1860 e 1870, quando muitas mulheres perceberam que viver sob a tutela legal e social dos homens lhes retirava direitos e voz. Naquela época, em muitos países, mulheres não podiam votar, tinham pouca autonomia jurídica e, muitas vezes, não podiam administrar seus próprios bens.

Essas mulheres, visionárias para o seu tempo, começaram a se organizar e a lutar por direitos básicos, como educação, participação política e igualdade perante a lei. Um marco importante desse processo foi a Convenção de Seneca Falls, realizada em 1848, nos Estados Unidos, considerada um dos primeiros grandes encontros organizados pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Ao longo do tempo, essas lutas foram conquistando avanços graduais. No início do século XX, o movimento também ganhou força entre mulheres trabalhadoras que enfrentavam jornadas exaustivas, baixos salários e condições precárias nas fábricas.

Um episódio marcante foi o incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em 1911, em Nova York, no qual mais de uma centena de trabalhadores — em sua maioria mulheres — morreram, em grande parte porque as portas estavam trancadas e não havia condições adequadas de segurança. Tragédias como essa chamaram a atenção do mundo para a situação das mulheres no trabalho e fortaleceram as mobilizações por direitos.

O Dia Internacional da Mulher foi posteriormente institucionalizado após propostas apresentadas por movimentos socialistas e trabalhistas, como as defendidas pela ativista alemã Clara Zetkin, que sugeriu a criação de um dia internacional dedicado à luta das mulheres por direitos e igualdade.

Graças a décadas de mobilização social e política, as mulheres conquistaram direitos fundamentais, como o voto, maior participação no mercado de trabalho e presença crescente nos espaços de decisão.

Ainda hoje, porém, existem pessoas que deturpam o significado do feminismo, confundindo-o com machismo. O feminismo não busca a superioridade das mulheres, mas sim a igualdade de direitos, oportunidades e dignidade.

Que as mulheres continuem conscientes de sua força coletiva e ocupem cada vez mais espaços na sociedade, inclusive na política, para ampliar conquistas e construir uma sociedade mais justa para todos.

No princípio do tempo humano,
quando a vida ainda aprendia a existir,
foi na mulher que o mundo encontrou
sua primeira filosofia:
a de gerar, cuidar e resistir.
Ela é a síntese silenciosa
entre força e sensibilidade,
o ponto onde a fragilidade aparente
se transforma em potência.
Enquanto a história escrevia guerras,
muitas vezes foi ela
quem escreveu a continuidade da vida.
Ser mulher é carregar um paradoxo:
ser abrigo e batalha,
ser origem e caminho,
ser pergunta e resposta do próprio tempo.
Talvez por isso o universo
tenha confiado a ela o mistério mais profundo:
o de transformar dor em criação
e esperança em futuro.
Porque onde uma mulher permanece de pé,
a humanidade inteira ainda tem
motivos para continuar.

Talvez a mulher mais bonita, de alma doce e olhar que acalma, esteja agora envolta em uma manta, sentindo o calor de uma xícara entre as mãos enquanto o frio da tarde se derrama pela janela.
Talvez pense em alguém, em um sonho, ou apenas no silêncio que embala o coração nas horas lentas do dia.
Quem sabe o tempo a abrace suavemente, convidando-a a descansar, a sentir, a se permitir…
Porque tardes frias como esta foram feitas para partilhar o calor de um abraço, de um sorriso, ou de um simples estar junto.

De Pessoas e Posses

Demétrio Sena - Magé

Ninguém é minha mulher. Não comprei uma pessoa. Ela não me pertence. Tenho esposa, porque me casei; me tornei esposo. Não o homem de alguém; também não me vendi. Prometemos o que ainda pode ser "desprometido". Nossa jura de amor para todo o sempre não é cláusula pétrea de uma lei cujo descumprimento é passível de punição. O amor pode ser perecível.
Somos cônjuges, por contrato matrimonial reversível, quando e se um dos dois assim desejar. Livres, muito embora comprometidos mutuamente. Cada um é o dono de si mesmo e se doa voluntariamente ao outro, numa vida em comum. Não somos a mesma carne nem o mesmo espírito. Ainda seremos inteiros, no dia em que porventura resolvermos já não ser um casal.
As pessoas têm síndrome de pertencimento. São ávidas por serem donas de outras pessoas. E há pessoas que se aceitam como posses de outras. Como coisas compradas, doadas ou colhidas. Tolhidas de qualquer vontade; quaisquer arbítrio e direito a dizer não; de querer por conta e risco; não querer. Inclusive o direito a não saber se quer, não quer ou quando há de querer.
Que todo machão entenda isso. Que toda mulher submissa tome o próprio destino em suas mãos e decida sem medo qual será o seu destino. Não vale a pena viver sob nenhum jugo de moralismo, comando e rédea impostos por alguém ou pela própria sociedade. O que não é criminoso nem antiético é de nossa livre responsabilidade. Sem dignidade não há cidadania.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

É fácil ser mulher quando convém


Pra viajar, eu te escolhi.
Mas vi você combinando de ir… sem mim.
Pra te presentear, eu te escolhi.
Mas até uma cueca você negou — como se te fizesse menos mulher dar algo em troca.
Pra te ajudar, te apoiar, te levantar… sempre foi você.
Em cada escolha, em cada gesto, em cada plano — era você.


Mas seu apego por redes sociais, por validação, por essa vida perfeita que você tenta vender…
Me fez enxergar que você ainda não sabe quem é.
Sem identidade, sem raiz.


Ei, lá fora ninguém se importa quando a gente tá com problema.
Mas aqui dentro, eu vi tudo. Eu senti tudo.


Quando o dinheiro chegou, você mudou.
A consideração que eu tive por você, você não teve por mim.
O homem que esteve ao seu lado virou peso. Virou passado.
Você não pensou duas vezes antes de abandonar a tal da “situação”.


Você fala de amor, mas age com arrogância.
Fala de respeito, mas não pratica.
Fala de parceria, mas só quando te convém.


Mas tá tudo certo.
Deus é justiça.
E Ele viu tudo.

A pior solidão é aquela que a gente sente ao lado de quem deveria ser abrigo.
Tem mulher que não entende o peso de deixar um homem na insegurança,
é quando ela diz que ama, mas não demonstra,
promete ficar, mas vive com um pé fora da porta,
pede confiança, mas não entrega verdade.


O homem não precisa de muitosó de clareza, respeito e presença.
Quando a dúvida vira rotina, o coração vira campo de guerra.


No fim, não é sobre ciúme ou cobrança.
É sobre paz.
E paz nenhuma sobrevive onde a intenção é incerta

O CORPO DE UMA MULHER!


O corpo de uma mulher
É uma verdadeira poesia
Sua pele é uma rima
E suas curvas, melodias
É uma grande inspiração
Verso a verso se completa
Ter um corpo de violão
Na imaginação de um poeta...
Qualquer mulher pode declamar
Um poema formoso
Palavras de se encantar
O estilo do seu corpo...
O corpo de uma mulher.

Confiável, segura e interessante!
Uma mulher em quem não se possa confiar não é apenas aquela que trair o seu parceiro, mas também aquela que é golpista, mentirosa ou que fala demais.
A segurança depende muito de quem está do seu lado. Há homens que são homens, e moleques que querem ser respeitados como homens. Se sentir insegura ou não, depende da maturidade de cada mulher e das atitudes de cada homem.
Mulheres interessantes são inteligentes. Mulheres interessantes não dependem dos homens, são determinadas e têm atitude, se viram sozinhas. Mulheres interessantes têm vida pessoal, profissional e familiar.