Textos de Mar
Um lugar todinho meu!
Quero uma vida assim de simples;
— Um lugar onde ao amanhecer eu poça acordar, ouvindo o barulho das ondas do mar.
— Ao olhar para o quintal, que eu possa ver o encanto dos barquinhos pesqueiros a balançar, como se estivessem a dançar.
— Numa casa linda, e bem ventilada, pela brisa do mar.
— Banhada pelo sol nascente, porque calor não pode faltar.
— Uma casa confortável, para na minha velhice me aconchegar.
— Um lugar prazenteiro, onde os amigos que vierem me visitar, sintam vontade de voltar.
— Onde as tardes na varanda seja pura tranquilidade, tranquilidade de um lar.
— Uma rede preguiçosa pra relaxar, não pode faltar.
— Com caminhadas à beira do mar, para que eu possa exercitar.
— Que tenha um mirante, onde eu possa me assentar, olhar pro horizonte, e ficar extasiada com a beleza do infinito, onde mesclam terra, céu e mar, e que eu possa agradecer a Deus.
Há, Senhor, me surpreendeste, que presente tão bonito.
— Meu recanto a beira mar!
Rosely Meirelles
(2023)
🌹
Sonhei o teu rosto gravado na lua
Sorriso de anjo e olhar divino
Eu vi tua boca para mim sorrindo
Mostrando a risada inocente a tua
Surgiram então cores e luzes na rua
Subi as falésias dançando no ar
O chão se movia para eu cantar
Um azul cor de anil no céu foi surgindo
Assim anuncio: meu filho está vindo
E eu canto galope na beira do mar
Saudades é uma maldade sem precedentes,
De ranger os dentes,
Devora voraz, sempre que é capaz,
As lágrimas rolam no rosto,
Sente-se o gosto,
Salgado,
Como o mar da distância que nos separa,
Sem saber que não me para,
Porque esse amor não se compara,
Avassala,
Veloz,
Como a voz do meu peito,
Conduzo com jeito,
Maleável, Amável,
Fiel...
À esse Amor que me leva ao Céu,
Tão azul como o Oceano que nos separa,
E que as nuvens trarão de volta,
Num sopro,
Agora falta pouco,
Um mês já se passou...
Sonhando acordada contigo eu vou,
Em cada passo, em cada compasso,
Meu sentimento verdadeiro,
Amor, é certeiro,
Te amo por completo,
E por inteiro.
Letícia Del Rio, com amor...
Sereia do Mar.
15/11/2023
Alexa, parar o tempo.
4/5 Outubro, 2023,
Saiba que te amo todos os dias,
Desde esse exato momento,
Tomo meu lamento,
Engulo,
Como fel desse gosto amargo da distância,
Abstinência,
A minha inocência em querer-te pra mim,
Em mim,
Somos estrelas,
Eu cadente,
Tu do mar,
Como Sol e Lua,
Eclipse,
Raro,
Mas, certeiro o reencontro,
Física quântica,
Lei da atração,
Universo,
Mais uma dose de você,
Enquanto as ondas do desejo nos devoram,
Até o amanhecer,
Você já mora em mim,
Porque tem que ser assim?
Que seja eu teu lugar,
Teu Porto,
Teu conforto pra que possar revigorar,
A vontade é te virar do avesso,
Entre suor e cordas, desassossego,
Depois de tanto encanto,
Do canto que canto para a Sereia,
O peito,
Com cafuné disposto,
Café da manhã na cama,
Meu coração enganoso,
Não se engana,
Lugares inóspitos,
Conchinha sincronizada,
Ainda tenho cartas na manga,
Segura na minha mão?
Vamos dominar o mundo,
Ainda que em um segundo,
Profundo,
Com um adendo,
Alexa, parar o tempo.
No turbilhão em meio a vida, nos desafios, nos sentimentos...
Que me leva a lugares desconhecidos, através dos pensamentos...
Nesse turbilhão descubro a complexidade da minha alma,
sigo navegando mesmo nos momentos mais densos,
buscando paz e harmonia, numa jornada que acalma.
Em meio ao vendaval de emoções intensas, emoções profundas...
Que me desafiam a encontrar o equilíbrio no momento,
nele que descubro minha força, ganhando aprendizado e crescimento.
Como ondas agitadas em um mar revolto, me arrastando em um redemoinho de sensações...
Alegria e tristeza se misturam
dançando em sintonia, nesse labirinto de emoções.
As vezes ondas agitadas, as vezes a calmaria de ondas tranquilas...
Emoções que se chocam e se entrelaçam, como o eclipse,
sol e lua que se abraçam.
Quando foi a última vez?
Quando foi a última vez que escutou o silêncio,
Ou o barulho de tudo, em seu violento desalinho?
As gotas da chuva, em cadência, no chão em relento,
E você, na pressa, perdeu-se do caminho.
Quando foi a última vez que encarou o mar,
Sem pensar, apenas vendo a imensidão engolir o céu?
Onda após onda, o mundo a sussurrar,
E você, vazio, preso ao próprio réu.
Quando foi a última vez que olhou as estrelas no manto,
Sentiu o frio cortante da verdade infinita?
A Lua, em seu brilho, despiu seu encanto,
E você, esquecido, sob a noite maldita.
E a última vez que de uma árvore colheu,
Saboreando o fruto, sentindo sua seiva correr?
Ou passou sem notar, sem saber o que perdeu,
Correndo da vida, deixando-a escorrer?
Quando foi a última vez que realmente viveu,
Sentiu o pulsar, o ardor em cada veia?
Ou será que, sem perceber, já morreu,
Na correria insana, sem lutar por uma ideia?
Feche os olhos, deixe o desconforto invadir,
Permita que o silêncio, com fúria, te abrace.
Quando foi a última vez que parou de fugir?
Ou será que nunca... Vai deixar que a vida o ultrapasse?
Vale a pena,
Respirar suavemente,
Sem ofegantes pensamentos,
Sem antecipar os ventos,
Ao velejar no tempo.
Vale a pena,
Se traduzir pela brisa,
Ser parte da vida,
Sem espelho, sem desespero,
Apenas sorrisos, se deixar brilhar.
Ah, vale a pena!
De Deus ser amigo,
Ser chamado filho,
E pela fé surgindo
Pegadas no mar.
Sim, vale a pena!
Mais levado, mais menino,
Mar leve, vela sacudindo,
Se desprender e sonhar.
Soneto De Infância
Infância é uma flor que ainda não desabrochou
Criança é um amor que ainda não amou
Sua ingenuidade é aprender sem saber
Feliz é quem cresce sem nunca crescer.
Brincar, sem nunca cansar.
Começar, para nunca cessar.
Descobrir, mas nunca omitir.
Viver a vida leve e a sorrir.
Então o mar da vida se apresenta, furioso
Esperando encontrar um marinheiro corajoso
Disposto a enfrentar as tempestades da vida.
Corajoso, porque vive a infância eternamente,
Sem medo de errar e ser julgado pela gente
Porque vive uma vida colorida, infantil e divertida.
No silêncio oculto, me devoro,
Ardente paixão, segredo que morro.
Torno-me frágil, disperso-me no torpor,
Em ti, mistério, meu destino eu exploro.
Teus lábios, não de Iracema, mas do mel,
Sabor que embriaga minha mente ao léu.
Tua indiferença, cruel como fel,
Dilacera o coração, tempestade, réu.
Aguardando ansiosa, fervilhando em fogo,
A chama da paixão que não se desdobra.
Como a maresia, corroídos pelo jogo,
No desejo de um encontro que se acobra.
Oh, praia distante, refúgio desejado,
Onde os tormentos se percam no passado.
Cada segundo, sentimento desgastado,
Sem tua voz, tua presença, sou naufragado.
Tu, que não sabes, és meu oceano vasto,
Naufrágio lento, em águas profundas me arrasto.
Em cada instante, no sentimento contrasto,
És meu mar, és meu eterno enigma, meu lastro.
SENTIMENTOS I
A saudade é um sentimento forte que não consigo explicar, pois quando estou contigo meus olhos voltam a brilhar.
Teus abraços e teus sorrisos me fazem delirar nesse mesmo sentimento quando entro mar.
Hoje estou aqui, mesmo distante mas vou voltar pois só você me fez redescobrir o significado de amar.
MEU LUGAR
Letra e Música: Markos Costa
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer
Até onde a vista levar
Um novo recanto à espera
Nosso dia é infinito lá
Convite pra renascer
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
E o vento tudo toca, espalha o som
É vida que nasce a dois
E quando o sol dormir,
O frio levar
Meu abraço para te aquecer
Teu sussurro irá me dizer:
“Como é bom estar com você”
Combina o verde com o azul do mar
Combina o sol com estrelas, luar
Combina a paz com um violão
Olhares com o toque das mãos
E quando aquela canção tocar
Que encanta e canta
esse nosso perfeito lugar
Eu vou colar em você
Bem juntos, bem
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
Todo amor, meu amor
Tudo pra você
E quando o sol dormir, o frio levar
Meu abraço para te aquecer
Meu amor, todo amor
Vai acontecer
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer.
Composição de Markos Costa (pastor, cantor, compositor, psicanalista, teólogo, poeta).
Como são delicadas
as chuvas de outono
e embora se faça
um grande mormaço
o sol já não está
mais tão ofuscante...
no vai e vem das ondas
o aroma de jasmim azuis
fazem meu pensamento viajar
para outras paragens
outras, planícies...
o mar sereno e calmo
molhando a solidão
desta minha tarde de domingo.
Um
distante
silêncio
me
persegue...
estou cansada de fugir.
PEIXE NO AQUÁRIO
.
.
Um peixe no aquário
é um peixe-encerrado,
é um peixe-impedido,
é um peixe-cercado
por todos os lados.
.
Um peixe levado
para um aquário maior,
ainda assim é um peixe
neste aquário maior.
E se lhe dermos uma represa
com proporções oceânicas,
teremos agora um peixe
no aquário da Terra.
.
Ah... cruel infelicidade aquática!
Um peixe, onde for que esteja,
depara-se com seus limites,
defronta-se com a sua parede,
debate-se... contra o seu vidro.
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Poetizar, vol.1, nª5, 2024]
As mulheres são navios:
elas sempre estão pensando
em ir embora
mesmo que tenham de enfrentar
Netuno, o rei dos mares.
As mulheres tem ancoras
que as prendem na areia:
filhos, casa, família
mas seus olhos estão sempre
sonhando com um mundo sem horizontes.
Quando as mulheres cortam as ancoras
não pensem que voltam atrás:
vão para longe
bem longe
navegando no alto mar!
As coisas devem ser bem grandes
Pra formiga pequenininha
A rosa, um lindo palácio
E o espinho, uma espada fina.
A gota d'água, um manso lago
O pingo de chuva, um mar
Onde um pauzinho boiando
É navio a navegar.
O bico de pão, o Corcovado
O grilo, um rinoceronte
Uns grãos de sal derramados,
Ovelhinhas pelo monte.
“Entre as complexidades do mundo, está a insaciável vontade de descobrir a resposta de como ser feliz, uma corrida vertiginosa na qual apenas os lúcidos, após um tempo, percebem sua futilidade. Essa busca incessante nos mantém distantes de nossa essência, ocupados e exaustos, enquanto o vazio persiste. No entanto, a verdadeira questão pode ser mais simples do que imaginamos. Tudo o que realmente precisamos fazer é parar, respirar e apreciar cada momento presente em toda a sua plenitude por existir e, aí então, nos perguntar, por quê?”
Marcello de Souza
"Na jornada rumo à autenticidade, lembre-se: a verdadeira liberdade não reside na simples aceitação plena de sua própria essência, mas no reconhecimento de que ela pertence a você, e somente a você. Só assim você pode ser o arquiteto de sua própria narrativa, escrever sua história e conseguir lidar com tudo aquilo que não pertence a você."
Marcello de Souza
(@marcellodesouza_oficial)
Eu Preciso de Sol
Eu preciso de sol. Preciso da luz que abraça a pele, da energia que aquece o coração e da alegria que se transforma em sorriso sem esforço. Há algo no verão que renova a alma, que espalha positividade como o calor que sobe do chão em um dia quente.
Sou praiana. Sempre fui. Gosto do pé na areia, daquele contato direto com a terra que parece nos conectar com algo maior. Gosto do sal do mar que pinica a pele, como se o oceano deixasse um lembrete: “Você esteve aqui, você é parte disso.” Gosto da leveza dos dias ensolarados, do barulho das ondas que parecem sussurrar segredos antigos.
Meu signo é Câncer, o caranguejo. Talvez por isso eu tenha essa ligação tão forte com o mar, essa necessidade de estar perto dele, de senti-lo e de escutá-lo. O mar é refúgio, consolo e celebração ao mesmo tempo. Ele me entende, mesmo quando eu não consigo me entender.
Desde a infância, o mar foi palco das minhas memórias mais felizes. Nas férias de verão, minha família sempre ia para Florianópolis. Lá, minha conexão com o oceano foi forjada. Brincadeiras na beira da praia, castelos de areia que nunca resistiam à maré, e tardes infinitas sob um céu azul — o tipo de lembrança que não apenas fica, mas se transforma em parte de quem somos.
O verão é minha estação de renascimento. É quando me sinto mais viva, mais alinhada com aquilo que realmente importa. A luz do sol não ilumina só o dia, ela ilumina a alma. E o mar… ah, o mar me lembra que a vida tem ondas, altos e baixos, mas que, no fim, tudo encontra um ritmo.
Preciso de sol porque ele me lembra que a vida é para ser vivida, celebrada e sentida, como uma onda quebrando suavemente na areia.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Eu quero amar
Eu quero amar, eu quero amor.
Pode ser colorido, preto, branco
Vai ter a mesma emoção.
O que importa é fazer feliz o coração!
Amor apimentado, salgado, doce
Temperado ou no sabor original.
Amor é maravilhoso, modificado, ou
Ou na essência natural...
Eu quero amar, eu quero amor!
Pode ter gosto de agua ardente
Ou do mais saboroso licor.
Pode ser forte como roxa
Ou ter a delicadeza de uma flor!
Pode ser quente, frio, ter a
Imensidão do mar, ou tamanho
De um pequeno rio.
Amor é majestoso, devo reverenciar!
Amor é generoso, com que sabe amar!
EM MARINA..... ANOS 60
Jovem, eu a vivi com paixão
com aquele ingênuo senso de emoção e ainda reconheço os seus perfumes, os seus tantos sabores, as suas cores.
O azul do seu mar, as oliveiras verdes,
o escuro das rochas e os seus pores do sol, que como fogo queimavam no céu.
Era Bela, era Jovem, Selvagem
Eu vivia cada canto seu, cada praia sua, cada gruta sua, cada segredo seu,
te sinto ainda no meu coração inquieto.
Adulto de longe com o pensamento
no passado, te procuro, te revejo,
vejo aqueles dias, de Juventude Infinita, de liberdade, de sonhos e de amizade, de música, de amor, de aventura,
de madrugadas, o nosso mar, a natureza.
Eu habitante, “ turista”, “pescador”,
Um pouco Amante e um pouco Sonhador.
Tenho no meu coração ainda o seu calor. Tenho no meu sangue gotas do seu mar
Você nos Criou no seu maravilhoso Mundo... Simples e Verdadeiro, profundamente Humano
Mundo que ainda levamos dentro..... Você,........ Pequeno Vilarejo Cilentano...
