Textos de Mar

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Tem coisa mais gostosa do que silenciar o mundo e ficar só nós dois, olhando para o mar no escuro? A gente fez uma fogueira na areia e foi a melhor companhia que podíamos ter. O barulho das ondas, o brilho do fogo... Não precisava de muita conversa, a presença dela ali, ao meu lado, já dizia tudo. Foi uma noite inesquecível e postei as fotos lá no blog para vocês sentirem um pouquinho dessa magia.

Espero que aquele seu sorriso ainda esteja de pé, firme e encantador como sempre foi. Que nada amargue o toque de amor que sai dos seus olhos, a firmeza da sua voz que mistura doçura e delicadeza, ainda que às vezes recheada de algumas bravezas. Que os seus dias sem cor sejam pintados pelas águas do mar, pela imensidão do céu, pelas estações do tempo. E que apesar da estrada de chão duro e seco, as flores da primavera perfumem o seu coração de esperança e de certezas por dias mais suaves, mesmo quando o inverno crie tempestades que insistem em permanecer. E por mais que a fragilidade te encontre, que você seja mais forte do que a dor.

Nem sempre, porém, a ignorância imobiliza. Quando comandada pela intuição, pelo ideal e pela decisão de vencer, de conquistar, torna-se uma força a caminho da verdade ou da vitória. Se Vasco da Gama soubesse mais e sonhasse menos, teria recuado diante do cabo das Tormentas. Se Colombo fosse bom cosmógrafo não descobriria a América. E vale ainda lembrar de Saussure, o segundo homem a subir no Monte Branco, foi um sábio. O primeiro foi um pastor: Balmat. O que não invalida, é claro a ciência, nem desvaloriza o sábio.

Victor Hugo
Os Trabalhadores do Mar

Sou mais rede do que sofá, pé no chão e salto 15 na mão. Sou cabelo grande como nos contos de fada, também sou coque de princesa. Sou minha majestade e gosto de me realizar. Sou mais noite de lua cheia e manhã de sol nos horizontes do mar, rio ou cachoeira. No mais, sou "sombra e água fresca". Sou mais um roseiral do que jardim de flores no campo. Sou um borboletário ao ar livre em metamorfose sentimental. Sou o pote de fé no arco-íris. Sou aquarela. Sou coração que transborda amor à procura da razão. Sou mais doce que salgado, mais coca cola do que suco. Sou fruta tirada do pé. Sou mais água de coco, água, água com limão. Sou transparente e intensa. Muitas vezes dura. Sou esmalte forte, cor vibrante e quente, vermelho. Sou arrepio à flor da pele, suspiro, sinto com o espírito o desejo de minha alma. Sou coragem a pulsar valente, impulso e decisão. Não sou de ficar em muro, prefiro derrubar barreiras. Sou àquela que não passou na fila da paciência, e que engole mais de mil budas na tolerância. Sou mistério e magia. Teimosia. Sou inteira, não nasci para ser metade. Bem-me-quer ou não te quero. Sou dias de chuva com pipoca, chocolate branco e netflix. Sou maresia, cheiro de mar e conchinha. Barulho de ondas e vista pro oceano. Sou horizonte sem pressa, amiga do tempo. Sou filha dos ventos não nasci para âncorar.

Mergulhador ingênuo da vida que sou, eu vivo da certeza de encontrar numa concha a pérola almejada. Às vezes, a sondar os mares da tristeza, atinjo as profundezas abissais do nada. Outras, a devassar os rasos da beleza, vem-me às mãos, de repente, a peroleira ousada. Mas nunca a que procuro, à luz do mar acesa, diviso entre as que vejo, para ser pescada. Pescador que não fisga e pesca o que procura, não se encontra jamais. E ronda-lhe o perigo, pois sua frustração tem timbres de loucura. Por isso, num mergulho, a vida inteira eu ponho, e nele morrerei se não trouxer comigo o nácar encantado, a pérola do sonho.

Hoje eu acordei com um vazio que parece ser tão profundo que sou capaz de sentir ele deliberadamente dentro da minha alma, você se enraizou da forma mais linda dentro de mim e do jardim desse nosso amor fez crescer uma árvore linda e resistente, a cada briga e decepção contínua está árvore morria aos poucos, até que ela não suportou a estação do inverno que parecia não acabar e morreu, mas as raízes permaneceram lá e quando você se foi, o tronco daquela árvore caiu naquele jardim que já não existia mais cor e vida, deixando essa imensa cratera dentro do meu peito.

Inserida por SenhoritaDoMar

Me deixei levar pelas águas misteriosas do amor, e em uma grande e linda viagem fui pra longe do meu cais para atracar em um desconhecido, hoje este cais não existe mais depois que ele foi destruído eu perdi o norte da minha vida e o nordeste do meu cais, navego sem saber pra onde vou, a deriva da minha vida, as tempestades das decepções só me fazem morrer aos poucos o dia todo, todos os dias.

Inserida por SenhoritaDoMar

⁠Eu penso em não pensar e de repente me pego pensando em você, penso que não sou boa o suficiente pra te ter em meus braços, acho que penso suposições demais na minha cabeça e às vezes acho que você está olhando pra mim, tenho tanta vontade de você que nem sei explicar mas quando tento me expressar me faltam palavras, acho que sua loucura combinou com a minha porém tenho medo de ser apenas coisas só minhas.

Inserida por SenhoritaDoMar

⁠O peso de uma lágrima equivale à mais de uma tonelada, o tempo passa rápido e eu me sinto totalmente escanteada, longe de tudo vivendo no meu escuro mundo, sigo meu caminho levando comigo meu coração vagabundo, sem um destino ou rotas à traçar o meu grande medo é me afogar no meu próprio mar.

Inserida por SenhoritaDoMar

⁠Eu sei que já faz tanto tempo, tudo que a gente viveu, a nossa história linda que não teve um final feliz, por culpa minha, por culpa nossa... já se passaram quase 2 anos, mas quando eu vejo casais apaixonados eu ainda penso em você, quando assisto um filme romântico na Tv lembro da nossa história, quando à noite vem e eu perco meu sono eu fico me autoflagelando imaginando como seríamos se tudo fosse diferente sabe?! Se não houvesse tantas brigas, tantas decepções, se eu não tivesse errado tanto com você meu primeiro amor, como estaríamos agora? Eu não sei se ainda te amo mas também não sei porque ainda penso tanto em você!

Inserida por SenhoritaDoMar

⁠Entrei com meu barquinho no mar do teu mundo, misterioso e tão profundo, navego sem saber para onde vou, sorte que a lua iluminou, olhei para o cruzeiro do sul e o caminho ele me mostrou, e se meu barquinho não suportar e nas ondas do teu mar ele naufragar, chegarei no teu cás nem que eu tenha que nadar...

Inserida por SenhoritaDoMar

O medo de tentar mudar é uma grande âncora que impede o ser de navegar pelo mar da vida e até a reencarnação, que deveria ser mais estudada, acaba sendo usada como desculpa para não se agir. Ao estudá-la, compreendemos justamente a necessidade da ação já, pois somos hoje o reflexo das atitudes do passado, e o amanhã será criado com as ondas provocadas pelas atitudes de hoje...

Jovens e nus frente ao mar, estão presentes em cada célula do seu corpo. Mas a vida que têm é demais para eles e não sabem que fazer dela. Emergem da água rutilantes e riem. Depois deitam-se na areia, gastam o dia e a noite a amar-se, a embebedar-se, a estoirar todo o prazer e forças que têm. E ficam ainda com vida por gastar. É desses sobejos já com bolor que terão de viver depois na velhice.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Ando a ver. O caracol sai ao arrebol. A cobra se concebe curva. O mar barulha de ira e de noite. Temo igualmente angústias e delícias. Nunca entendi o bocejo e o pôr-do-sol. Por absurdo que pareça, a gente nasce, vive, morre. Tudo se finge, primeiro; germina autêntico é depois. Um escrito, será que basta? Meu duvidar é uma petição de mais certeza.

Guimarães Rosa
Tutameia. In: João Guimarães Rosa: ficção completa, volume 2. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.

Nota: Guimarães Rosa, in Tutaméia

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De hoje em diante

No cheiro da noite
chorei minhas tristezas
no brilho da lua
deixei um amor
no caminho do meu destino...
eternizei minha história
no aroma das flores
inspirei a paz
na canção que ouvi
dancei com a vida
nos braços imaginados
descansei meu corpo
no sol da manhã
vi a esperança chegar
na água corrente
lancei minhas amarguras
para que de hoje em diante
só minhas alegrias ficar....

Inserida por Rita1602

Grito de Liberdade

Quantas vezes...
busquei no silencio da noite
uma saída...
murmurei para as estrelas
questionei com meu Deus
chorei com a lua
andei até meus pés doerem
pensei até minha cabeça latejar
quantas e quantas vezes...
gritei silenciosamente
só para mim mesma ouvir
esperando algo acontecer
com o rosto escondido
entre as mãos
rezei...a todos os santos
me joelhei e implorei...
muitas e muitas vezes
e não me achei
e nem saída encontrei...

Inserida por Rita1602

Sem rumo

Caminhei pelas ruas desse mundo
Busquei nos caminhos do destino
Dancei nos sonhos de minha loucura
Sustentei-me no ar das asas da imaginação
Desloquei-me de minha órbita
Perdi a bússola do tempo
Tive pretensões descabidas
Ouvi a multidão enlouquecida
Senti o silêncio ensurdecedor
Não notei os carros passando
Gente me espionando
Busco... Vasculho
Não acho
Mudo o rumo
Nada encontro
Será que existe
O que realmente procuro?

Inserida por Rita1602

Autorretrato...

Fosse mata, sopraria igual ao vento
Fosse água, beijaria teus pés
Fosse céu, azul seria sempre
Fosse noite, iluminaria e encantaria

Sou lua
Sou tua
Sou encanto
Sou pranto

Sou alegria
Sou vida
Sou medo
Sou magia

Sou fada
Sou ingrata
Sou luta
Sou garra

Sou da vida, a história
Da mata Isolada, o uivo
Da cachoeira encantada, a água
Da onça Selvagem, a felina
Da águia planando, Liberdade

Inserida por Rita1602

⁠Ò mar da minha vida.
Revolto do meu coração.
Traz e leva saudades.
De alguém que deixou a paixão.
Nas suas ondas empoladas.
Quisera eu mergulhar.
Encontrar minha sereia encantada.
E com ela pra sempre estar.

O mar da minha vida.
Revolto do meu coração.
Espero a cada manhã.
Tuas ondas entregue em minhas mãos.
O coração que outrora foi embora.
Dizendo não mais voltar.
Mas a minha alma te implora.
Traz minha amada de volta , pois a ela eu quero amar.


O mar da minha vida.
Revolto do meu coração.
Sou apenas um naufrago perdido.
Esperando alguém me encontrar.
Não consigo conter minhas lágrimas, e nem ouvir a razão.
È como um fardo pesado, querendo minhas forças tirar.
Ah se algum vento me levasse, ao porto que quero chegar.
Para encontrar minha amada, no cais desse imenso azul do mar.

Inserida por Sidneidavis

Somos seres que desejam mesmo sabendo que esse desejo pode nos matar. Resistir é diminuir, com alguma desculpa sem muito sentido, as implicações aparentemente incontroláveis desse desejo. Desejar, portanto, será sempre arriscar-se. Negar-se ao risco ou a entregar-se em algum momento, é tentar controlar o incontrolável.

Inserida por Luizmarjr