Textos de Lua
Falar de ti é similar ao calor da chuva
Deitar e me conectar a lua
Caminhar de noite na rua
E mesmo assim não me sentir maluca.
Sentir tua presença é como estar completa
Me sentir tão delicada quanto uma pétala.
Ser educada por ti é igual voltar a infância
Como se todos os problemas existissem
Mas fossem de baixa relevância
Porque afinal de contas
Lidar com o teu ser me faz renunciar
Tudo que sou e aprender a ter o que tu és
Que me posiciono a transmitir
A tua imagem e semelhança
Ensinar e praticar amor
Com a mais brava onça.
E mesmo que tudo isso retorne ao pó
Que tudo se ressignifique
Voltaremos ao extremo nada
Com toda certeza
Que vivemos tudo.
SILENCIOSAMENTE '
Amo-te no silêncio do meu coração,
Sob a luz da Lua, te amo no forte clarão,
Como abelha colhe o néctar da flor,
Não sei o que é isso, se isso não for amor.
Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente
No exato presente, ontem e agora .
Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .
Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te assim , não sentirei sua rejeição,
Silenciosamente serás Eterno em meu coração
Maria Francisca Leite
Para a tripulação da lua cheia, um toque de fantasia nunca faz mal! Imagine que cada fase lunar é uma estação de trem mágica: a lua nova é a partida silenciosa, o quarto crescente é a locomotiva ganhando velocidade, e a lua cheia… ah, essa é a parada festiva, onde todos descem para dançar sob a luz prateada.
Se você quiser um ritual simples e divertido para hoje: escreva num papel algo que deseja deixar para trás, dobre-o três vezes e sopre sobre ele como se fosse pó de estrelas. Depois, guarde-o numa caixinha ou queime com cuidado — o importante é sentir que a lua está ajudando a transformar.
Eclipse
Ela é tudo e um pouco mais;
Ela sol, mas também é lua.
Essa garota é demais;
Ela é dia ensolarado, mas também dia de chuva.
Ela é todas as estações;
Todas as flores.
Gosta um pouco de tudo;
Esse é o seu mundo.
Falando em mundo, ela ama estar em seu mundinho;
Juntos com os livro e doces.
Mas também com a matemática e física juntinho;
Esses são os seus amores.
Todos os gêneros musicais;
Nada fica de fora.
Sempre cabe um pouco mais;
O seu coração é enorme.
(Homem Perfeito)
Joelma
Quem se atreve
a sequestrar minha tristeza
Trazer-me a lua, mil estrelas
E meus beijos despertar?
Ai quem se atreve
a despertar os meus desejos
A sufocar-me com teus beijos...
Me pegar com braços fortes
E levar-me pra dançar?
Pedaço de esperança, não
me canso de esperar, ah!
Esse Homem Perfeito um dia chega
E me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois um verdadeiro amor sempre volta
E eu ainda te espero
Quem pretende ganhar todo o meu carinho
Andar pra sempre em meu caminho
E se perder de tanto amar?
Ai quem me entenda
E me encha de alegria
Que se entregue noite e dia
E não me deixes solitária,
Sem teus beijos, sem me amar
Por esse homem não me canso de esperar
Esse homem perfeito um dia chega e me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois o verdadeiro amor sempre volta
By-Marcélio
O Eclipse Vermelho
A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.
Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.
Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.
Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.
E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.
A lua em minuto,
tão breve quanto um suspiro,
mudou o curso da noite.
No céu, nada parecia diferente,
mas dentro das pessoas
havia um estado alterado de convivência.
Palavras ficaram mais pesadas,
silêncios mais longos,
olhares mais distantes.
Talvez a lua não mova apenas marés.
Talvez ela toque
as correntes invisíveis da alma.
E por um minuto apenas,
o mundo inteiro esqueceu
como era conviver consigo mesmo.
“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”
Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.
Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.
“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.
“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.
No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.
Um dia, de noite, a lua trocou de lugar com o sol.
Curiosidade, talvez. Aventura, com certeza. Ou apenas o desejo antigo de descobrir como era a vida do outro lado do céu.
A lua estava cansada de iluminar segredos. Queria, ao menos por algumas horas, enxergar aquilo que os homens faziam quando acreditavam estar sendo vistos.
O sol, por sua vez, andava exausto de tanta claridade. Iluminar tudo é uma responsabilidade enorme. Quem mostra demais acaba sendo acusado até daquilo que não revelou.
Combinaram a troca sem avisar ninguém.
A lua apareceu pela manhã, branca e redonda, no centro de um céu azul. Os galos cantaram com alguma desconfiança. Um deles chegou a olhar o relógio, mas galos não entendem de ponteiros e continuou cantando por orgulho profissional.
As pessoas saíram de casa e estranharam aquela luz delicada. Era possível olhar para o céu sem fechar os olhos. Pela primeira vez, a manhã não gritava. Sussurrava.
Foi então que a lua compreendeu uma coisa importante.
O dia não mostra tudo.
O dia apenas ilumina.
Há uma grande diferença.
A claridade revela o rosto, mas não necessariamente o pensamento. Mostra a casa, mas não conta o que acontece dentro dela. Exibe o sorriso, mas não explica o esforço que alguém fez para colocá lo no rosto.
O que o dia esconde mostrando, a lua guarda escondendo.
Enquanto isso, o sol apareceu no meio da noite.
Foi um escândalo.
As estrelas se afastaram, incomodadas com aquele vizinho excessivamente luminoso. Os morcegos voltaram para casa. Os apaixonados perderam o clima. E um ladrão, sentindo se observado, decidiu devolver uma bicicleta que nem havia roubado ainda.
Mas o sol também aprendeu.
Descobriu que a escuridão não é ausência de luz. É presença de coisas que a luz não alcança.
Na noite moram os pensamentos que não tiveram coragem de sair durante o dia. Moram as saudades, os arrependimentos, as conversas imaginárias e as respostas perfeitas que sempre chegam horas depois da pergunta.
A noite esconde os corpos para revelar as almas.
O sol percebeu que sua luz, tão poderosa, não conseguia iluminar aquilo que uma lembrança acendia dentro de alguém.
E ficou com ciúme.
Talvez tenha sido naquela troca que o universo entendeu a diferença entre vida e morte.
A vida sempre foi associada ao sol, porque nasce, aquece, movimenta e faz crescer. A morte ficou com a lua, porque chega silenciosa, cobre as coisas de sombra e parece levar tudo para longe.
Mas talvez seja o contrário.
A lua nunca desaparece. Apenas muda de rosto.
O sol também não morre quando anoitece. Continua brilhando em outro lugar, para olhos que não são os nossos.
Talvez morrer seja apenas sair do nosso campo de visão.
Talvez viver seja continuar iluminando algum lugar, mesmo quando alguém aqui jura que a luz se apagou.
Vida e morte podem não ser inimigas. Talvez sejam duas janelas da mesma casa. De uma, vemos quem chega. Da outra, quem continua o caminho.
Isso parece loucura.
Mas existe uma loucura às avessas, aquela em que o absurdo explica melhor a vida do que a razão.
Loucura talvez seja acreditar que cada coisa deve permanecer eternamente no lugar em que a encontramos. Que o sol deve ser sempre forte. Que a lua deve ser sempre misteriosa. Que homens não choram. Que mulheres precisam sorrir. Que velhos não sonham. Que jovens não sentem medo. Que quem parte desaparece e quem fica continua inteiro.
A verdadeira loucura talvez seja chamar de normal tudo aquilo que nunca tivemos coragem de questionar.
No fim daquela noite, que também era dia, a lua e o sol voltaram aos seus lugares.
Ninguém percebeu.
Os homens estavam ocupados demais tentando provar que aquilo seria impossível.
O impossível, muito educado, aconteceu sem interromper ninguém.
Desde então, o sol carrega um pouco da noite dentro de si. É por isso que, às vezes, sua luz entristece no final da tarde.
E a lua guardou um pouco do sol. Talvez por isso consiga iluminar, mesmo cercada de escuridão.
Quanto à vida e à morte, continuam trocando olhares no céu.
Uma mostra escondendo.
A outra esconde mostrando.
E nós, cá embaixo, chamamos de loucura tudo aquilo que ainda não aprendemos a enxergar.
Talvez a sanidade seja apenas isso: olhar para o céu de cabeça para baixo e perceber que não foi o mundo que virou.
Fomos nós que, por um instante, deixamos de estar ao contrário.
(André Saut)
Suor da Lua
O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.
Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.
O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.
O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.
No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.
Cruzadas da Vida
"A vida caminha no sol do dia
e na chuva da noite, a lua.
Os amantes se enrolam em
suas cobertas duplas ou triplas;
Não desejam acasalar,
mas aconchego recíproco.
Lá fora o galo canta,
os grilos também em coro,
e os pássaros que se escondem,
se enamoram nas frestas
do telhado frio de metal.
E caminha a vida...
No chão ainda molhado,
sombras frias noutra fresta,
desta vez a da lua que
timidamente se mostra
entre o cinza triste da noite.
A chuva e a noite passam,
assim como a lua que
descansa num céu distante.
O rei sol domina o dia,
como quem diz que será
um novo,
um bom,
um magnífico dia, para na noite,
ela voltar a reinar com suas damas
de honra, as estrelas,
Amantes em seus templos."
Jorge B Silva
Neste poema, as 'cruzadas' não são de
guerra, mas de encontros. O cruzamento
entre o dia e a noite, o frio e o calor, o céu
e a terra. Uma reflexão sensível sobre como
a vida caminha e se renova através das
pequenas pausas e rituais diários das muitas
espécies que ocupam seus tronos.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
O crepúsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
está de estrelas
iluminando o Rio.
Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixão que não
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.
O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lábios
a sede de me amar.
No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.
Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...
Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;
Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;
Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.
Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.
Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.
Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.
O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.
Sem temer
a noite escura,
Com o olhar
preso na Lua,
Sou a sereia
que mergulha,
Na correnteza
em busca de
levar de volta
para a terra firme:
Um General
e uma tropa
que estão presos
num obscuro oceano
profundo de injustiças,
e sem certeza nenhuma
de quando esta e outras
tragédias irão terminar.
Lua dos Poetas
O Médio Vale do Itajaí
sob a Lua dos poetas,
aguardando sereníssimo
as estrelas que ainda
estão porvir no caravansário
do Hemisfério Sul,
inspiração infinita que faz
com que eu também aguarde
por ti na minha bela Rodeio
com amor e silêncio
guardados no meu peito
que me levam pela mão
a devotar o amor inteiro
para você que comigo nasceu
para ser o meu encaixe perfeito.
A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.
Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.
Bunga Pecah Kaca
alva como a Lua Cheia
encanta o olhar
que a lê como um poema.
...
Bunga Tiga Bulan
crescendo selvagem nas encostas,
Faz parte das minhas memórias
e das minhas poesias amorosas.
...
O florescer da Bunga Bangkai
sob as estrelas do céu da Pátria,
O revelar dos mais magníficos
poemas e deste nó que não é nó,
e de tudo o quê não nos ata,
descobri que nunca fui só.
...
Begonia Merak florescida
enfeitando o meu olhar
e concedendo a vida
ficar bem mais colorida.
...
Begonia rajah florescida
no jardim do amor,
Tem tudo de poesia
e de doce candor.
...
Algo que penetra
como Kunyit na terra
e o paladar tempera,
É a busca do poeta
que não se encerra.
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