Textos de Loucura
Certezas
Queria ter certeza, de que você pensa em mim
Pois o pensamento no amor é uma loucura, é um fim
Coitado do homem que pensa da mulher amada
Com medo de alguém roubar a sua princesa coroada
Queria ter certeza, que você me ama
Pois vivemos numa sociedade que só vive o amor da cama
Você olha para mim e eu percebo o deu olhar frio
Como eu vou me comportar se você me deixa no vazio?
Queria ter certeza que nos dias mais amargos você estaria aqui me dando a mão
Mas como sempre a solitude é como um óxido
Corrói a alma e o coração
Tornando o amor como um todo tóxico
Queria ter certeza se vou encontrar alguém nesse mundo
Pois o meu vazio é escuro e profundo
É um mar em o amor se afoga e o homem morre afogado
Por ser uma pessoa diferente que nunca teve voz ou espaço
_ACASO DE UM AMOR_
Te plantei em mim, em loucura e lucidez
Dia a após dia
No anoitecer me cobrir em lágrimas, porém, amanhecer me fez sorrir
Te acariciava com o meu pensamento
Onde você sempre esteve presente
Mesmo no oculto da tua existência
Pois lhe preocurava sem ter noção do que seria
Mais a medida em que vida foi se movendo
O destino nos uniu
A mesma rota que te trouxe, afugentou me Esse amor se
transformou em desespero
A solidão tomou conta da aquilo que a felicidade deveria
tocar
Com o tempo me reconciliei com o equilíbrio
O amor voltou a ser simples, moldou em gratidão
Pulde vê com clareza, todo aquele sentimento foi medo de estar só
E hoje sei viver com ou sem você
porém não sem mim
Bom dia!
A vida nos desafia a todo instante, e acreditar pode parecer loucura… Mas a verdade é que não acreditar é tão louco quanto acreditar. Se tudo pode dar errado, também pode dar certo!
Nos momentos mais difíceis, quando tudo parece incerto, descobrimos que nunca estamos sós. Deus sempre está presente, guiando nossos passos, fortalecendo nossa fé e nos cercando de verdadeiros amigos. A amizade e o respeito são dádivas que nos sustentam, porque aqueles que caminham ao nosso lado são a prova viva do cuidado divino.
Que hoje seja um dia de fé, esperança e coragem para acreditar no impossível!
💡 Acreditar ou não acreditar: Qual é a verdadeira loucura?
Na vida, muitas vezes somos chamados de loucos por acreditar… Mas será que não acreditar não é tão louco quanto acreditar?
Nos momentos mais difíceis, quando tudo parece incerto, descobrimos que nunca estamos sós. Deus está sempre presente, guiando nossos passos e nos fortalecendo. Além disso, a amizade e o respeito são pilares que nos sustentam, nos lembrando que pessoas certas ao nosso lado fazem toda a diferença.
Se tudo pode dar errado, também pode dar certo! Então, que hoje seja um dia de fé, coragem e determinação para acreditar no impossível.
#Fé #Superação #DeusNoComando #Amizade #Respeito #Gratidão
O preço de entender tudo e saber de tudo é a loucura, pois, mesmo quem sabe e entende, não sobrevive e não aguenta a imensa pressão social de milênios de história. E por quê? Porque você é humano, e ainda lhe resta humanidade.
Não importa o quanto tente, o quanto resista, a bolha sempre o puxa para dentro, de novo e de novo—um ciclo infinito e inquebrável.
Mas será que isso tambem não seria uma bolha? e uma falsa sensação de uma impossivel "liberdade"?
Fiel
Minha fiel loucura
Minha intensa tensão
Minha maravilhosa paixão
Que surpresa ao te rever
Segundos por minutos ficado
Cada passo seu, eu petrificado.
Momentos que o tempo tava quebrado
Coração de emoções ficou tomado
Você tão bela, tão hermosa
me deixou à quilômetros do chão
e por um tempo pensei
em minha antiga declamação
Seu olhar, seu sorriso,
suas pernas, seus passos
e meu peito de novo
ficou sem você!
Se a voz insiste em nos chamar,
será loucura ou um aviso a se escutar?
No silêncio da noite, ela vem sussurrar,
entre o medo e o mistério a nos rodear.
Se não sou eu e nem é você,
quem nos chama sem a gente querer?
No portão ou no quarto escuro,
o som ecoa como um presságio puro.
Ignorar ou tentar entender?
Se afastar ou deixar acontecer?
Entre o real e o desconhecido,
a voz segue, num chamado infinito.
Loucura
A loucura e a genialidade vem do mesmo berço.
A incapacidade de compreender algo que todos fingem ser capaz de lidar.
O interesse é a Mãe da Sabedoria, O senso crítico, o Pai.
Uma única cor pintada na tela, sem contexto me lembrava dela, mas a luz do caminhão que passa na janela, me fazia pensar em qual cor combinava com ela.
Necessidade de ser mais complexo.
Na simplicidade , cativa perplexo.
Quanto mais eu naquele quadro fugia
Mais me surgia
O pensamento que me parecia, a vontade de saber de verdade o motivo pelo qual aquilo acontecia.
Então agora, eu sei
Genialidade sempre quis ser loucura, loucura qual sempre quis ser Genialidade.
Minha eterna companhia
É loucura, eu não sei onde a minha princesa nasce e onde ela morre.
Esse sentimento não me pertence, ele foi deixado para me ferir.
Mas quem o deixou... talvez tenhamos sido nós dois.
Minha alma clama, mas não é por ela. Bom, talvez seja.
Essa é a bagunça, a discordância do não saber.
A razão, a todo momento, brigando com o meu coração, e ela sabe bater.
Se está tudo claro, por que continua doendo tanto?
Bom, não é sobre saber, e sim sobre lidar com a realidade.
Talvez eu ande um tempo com uma velha amiga.
Ela não é a que me fere, mas é ela quem me mostra o que deu errado.
Uma amiga necessária, eu diria, e todos podem estar com ela.
Mas para estar com ela, você não pode estar com mais ninguém.
Será que são caprichos meus, e eu estou pedindo demais?
É claro que não. Não posso viver de migalhas, isso não faz parte de mim.
Migalhas se dão às pombas, e que eu saiba, eu não tenho asas.
Ao digitar, me vejo a sorrir. Que contraditório a esse poema a fluir.
Amar-te é o instante que dura,
uma chama que não se apaga,
é a paz que encontro na loucura
e o mundo inteiro dentro de ti, em cada fala.
É ter o céu e o chão ao mesmo tempo,
ser tudo e nada, ser só você.
Amar-te é perder-se e se encontrar
em cada detalhe, em cada prazer.
minha doce ana..
SUFRÁGIO, FARSAS E SOFRIMENTO - ATO FINAL
...Pelas raias dessa loucura,
...vagueio sem me mover...
Das imagens que posso ver,
Uma brilha em noite escura.
Formas e faces destorcidas,
Vultos disformes a me seguir,
Entre horrendas vozes a ganir,
Palavras lúgubres proferidas.
Uivo sinistro de toque sórdido,
De punhal a perfurar o peito,
Imóvel estirado neste leito,
O final em cenário mórbido.
Em triste cânticos os acordes,
Tocados em hedionda sinfonia,
Pelo barqueiro que ri da agonia,
Levando almas ao negro hades.
No aproximar do nefasto cais.
O cheiro pútrido dos pecados.
Dos ímpios sendo queimados.
Nas eternas chamas bestiais.
És ardiloso em sua armadilha,
Mercador de falsas promessas,
Encarcerando almas possessas,
Cria funesta horda em matilha.
Mas o epitáfio de ato infernal,
Apresenta-nos o inesperado,
Imagem de brilho sagrado,
Desce dos céus anjo celestial.
- Neste não tocarás corruptor!
Com este não fizeste o pacto.
Pois a ti ele não deste o voto.
E nunca foste seu este eleitor.
Sendo assim não te pertence,
Decretou em tom canoro,
Angelical em seu decoro,
E pela fé que sempre vence.
Alçado em paz por alvas asas,
Sou retirado do vil tormento,
Deixando pra trás em lamento,
O biltre cão em meio as brasas.
Saio do cenário em catástase,
Entre cortinas de tons matizes,
Enquanto apagam-se as luzes,
Ouço o público em puro êxtase.
Ao palco volto do anfiteatro,
Para agradecer a feliz plateia,
Que grita em uivos de alcateia,
...confundindo vida e teatro.
Andando entre os camarins.
Penso na real pantomina.
Do político e da colombina.
Que nos fazem de arlequins.
Claudio Broliani
Ode à Loucura
Oh loucura, tu que danças no limite do absurdo,
Desvendando mistérios que a razão não alcança
Tu que desafia as convenções, libertando o ser
Erguendo o véu do desconhecido, revelando a essência
Loucura que inebria o espírito, guia dos incompreendidos
Arrepia a pele, pirueta na mente, dança na alma
Desperta a rebeldia, sussurra segredos ocultos
Desafia o status quo, rompe as amarras da normalidade
Insanas as fronteiras, dilacerando as correntes impostas
Desperta a paixão selvagem, queimando como fogo intenso
Distorce a realidade, desenha novos horizontes
Oh, loucura, musa dos poetas e artistas, tua genialidade é incomparável
Loucura, que semeia risos no terreno do absurdo
Ergue os cacos dos sonhos partidos, recria utopias
Guardiã dos desencaixados, pintando em cores vivas
Um universo paralelo, onde a lucidez se despe de máscaras
Em teus braços, encontramos a liberdade de ser quem somos
Explorar as profundezas do ser, desvendar as sombras
Oh, loucura, enigma misterioso e encantador
Brinde-nos com tua poesia caótica, tua arte desvairada, insana e maravilhosa.
A fúria do tempo
É o tempo passou e ela não fez
aquela viagem.
Não viveu nenhuma loucura.
Não perdeu o sono por um livro.
Não se elogiou no espelho.
É o tempo passou e ela não
usou aquele vestido longo.
Não ousou pintando seus cabelos.
Não deu chance ao desconhecido.
Não gastou com aquele perfume caríssimo.
É o tempo passou e ela não
desnudou sua alma.
Não desacelerou para
aproveitar o caminho.
Não saiu sem destino.
Não teve um encontro
com ela mesma.
É o tempo passou e ela não
se recolheu do varal.
Deixou-se tanto para depois.
Que perdeu as forças...
Perdeu prazeres;
Viveu pra todos.
Menos pra ela!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
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Todos os direitos autorais reservados 23/01/2024 às 14:00 hrs
Não Fosse a Arte
Não fosse a arte...
Talvez eu não soubesse
a delícia da loucura
de respirar no topo de um abismo
Talvez, jamais entendesse
que quanto mais sei,
mais mergulho no nada,
mais me descubro no vazio,
mais me sinto inteiro.
Quanto maior a lente,
mais vejo o que escapa.
Menos quero ver —
mas mais quero saber.
Não fosse a arte,
eu talvez nem estivesse aqui:
Seria uma pedra
ou a carteira assinada,
com as noites dormidas
e as certezas guardadas numa gaveta.
Mas não fosse a arte...
Talvez eu não soubesse
quão gostosa, inquieta,
incerta e imprevisível
é a vida.
"A Eternidade dos Loucos"
Vivo a loucura que o mundo condena,
onde o tempo é ilusão e não tem amarras.
Navego os mares da febre serena,
onde o amor desafia as próprias barras.
No proibido, traço meu caminho,
onde a razão se dissolve em desejo.
Beijo o abismo, danço sozinho,
sem medo algum de cair no ensejo.
As horas se perdem, sou vento errante,
sou fogo que arde sem se apagar.
Na pele que toco, sou chama vibrante,
incendiando a noite sem hesitar.
O tempo é tirano, mas nele não vivo,
sou infinito onde o mundo é vão.
Faço da vida um sopro impulsivo,
que explode em versos, febril, sem razão.
No teu olhar, um mistério sem nome,
um eco de mundos jamais desvendados.
E eu, insano, bebo e me some
nas trilhas de sonhos há tempos sonhados.
Se amar é loucura, então enlouqueço,
sem freios, sem medo de me perder.
Pois cada instante que em ti adormeço
é tempo que escapa, sem mais se render.
Não há finitude no que nos consome,
no beijo que arde, no peito que clama.
Somos delírio—sem leis, sem um nome—
somos um tempo que nunca se apaga.
E se um dia o mundo disser que é tarde,
que amar assim é um erro, é vão...
Seguirei rindo, pois quem arde
não teme a noite, não teme o não.
Na vastidão dos pensamentos, um labirinto sem fim
A loucura dança, como um sussurro no jardim
Cores vivas e sombras profundas se entrelaçam
Na dança da loucura, as fronteiras se deslaçam.
Palavras que rimam em versos desconexos
A mente se perde em labirintos complexos
Sinfonia caótica, um turbilhão de emoções
Na loucura, encontramos estranhas revelações.
Como as estrelas que dançam no céu noturno
A loucura cintila, um fogo queimando soturno
Misto de sonhos e pesadelos, vórtice a girar
As certezas se desfazem, é difícil aterrissar.
" TAL COMO "
Pra ser, se era, romance, uma aventura,
instantes de loucura e de paixão
ou se era mesmo a voz do coração
a me indicar caminhos de ventura,
não saberei dizer na exatidão
nem dar real valor ao que era jura,
se promoveu-me o mal ou deu-me a cura,
se foi real história ou ilusão!...
Só me entreguei por força do momento
sem questionar qual era o sentimento
pro trás do instinto puro e verdadeiro…
O olhar quebrou-me, assim, de tal maneira
que promoveu, ali, real cegueira
tal como foi no meu amor primeiro!
Grande espírito tem aqueles que se permitem a loucura...
Pois, na sanidade, até o próprio desespero parece bobagem, desnecessário....
Como gente que não se permite sentir, gente que não se permite chorar...
Desesperar.
Eu li há alguns dias em um livro que o amor e a loucura são inseparáveis....
E há mesmo de ser, afinal, não imagino explicação que justifique a devoção que se tem por quem se ama....
Apesar das imperfeições....
Apesar das divergências.
Eu digo, do amor, que não o compreendo, mas o sinto com cada célula do meu corpo...
E me desespero apenas com o pensamento de uma vaga chance de não tê-lo mais.
Ouça o chamado
permitir-se à loucura é o dar asas onde a razão nos condiciona à um arrastar-se pesado em um chão aparentemente seguro, mas que logo tal peso no arrastar de cada passo fará com que os pés sangrem
neste chão "seguro", o choro evitado, a dor que não chega, a tristeza que se mantém ao longe, são apenas abreviadas
não há viver e sentir no Amor que tenha chego ao nosso conhecimento que não tenha nascido através da loucura de desprendendo-se de toda a razão dar asas a si mesmo quando tudo que se vê é a impossibilidade de voar
e mesmo neste céu imenso contemplando nuvens que não deveriam ali estar, nuvens de chumbo que não caberiam em nosso céu, que se nos chocarmos com elas inevitavelmente cairemos abatidos, no entanto, na loucura a que nos permitimos se nos faz acreditar que o bater de nossas asas a seu tempo afastará para longe tais nuvens de chumbo não permitindo que nos toquem, e por acreditar tão fidedignamente, assim acontece
sentimos, ouvimos nossas asas batendo...
tememos, imaginamos um choque nas nuvens de chumbo...
há um chamado ào céu da liberdade através da loucura do sentir
há um chamado à permanência do chão da segurança através da racionalidade do medo..
Ao Clamor (21/04/2022).
Ó dia! Enobrece minha existência,
Como sabor doce da loucura,
És sublime e bela desventura,
Clamo pela chama da inocência,
Sinto o doce orvalho da paciência.
Observo o descalabro vento frio,
Sussurrando a penitência do caminho,
Intrépido e confuso no úmido sereno,
Vorazes feras surgem como pensamento,
Rogo o equilíbrio para vencer o momento.
Ávido em nebulosa celebrar,
A esperança ressoa ardente no deserto,
Entoa vagado na imensidão do oceano,
Retumba manso no branco-azul do ar,
Aflito e penoso não há mais de ficar.
Iluminada abstenção da voluntária dor,
Ebriedade na cruz eleva-se em vapor,
Suplício orquestrado, flagelo adorado,
Paladino da redenção, serei seguidor,
Primavera cardeal com doce odor.
Nobre lembrança meio ao turbilhão,
Sublime recordação do brotar da vida,
Da infância salutar por tempo perdida,
Ah! Furiosa se torna a recordação,
Nasce a esperança no confuso coração.
Gigante rebuliço diverge em julgamento,
Amargas melodias recitando alucinação,
Sinto a pândega em decadente direção,
Frenesi sem real alinhamento,
Perigoso atrito, cabuloso sentimento.
Tenaz desamparo da certeza,
Obstinada imprudência, abstrata ilusão,
Reminiscência de enferma confusão,
Fidúcia como heroísmo da realeza,
Tateia-se harmonia no equilíbrio da natureza.
Mundo singelo e desconhecido,
Mistérios eternos na alegria e dor,
Transitória desgraça ao infortúnio pudor,
Desassombro heroico, breve bramido,
Estimada sanidade de fogo adormecido,
Tesouro puro, vívido de ardor,
Consagração ao mais puro ser,
Clamo profundo confronto viver,
Sabedoria equitativa, pouco rigor,
Habita no espírito o desatino amor.
Alma voraz, caminha sedenta,
Direcionada com calor do amor,
Desfila pálida pelo mundo de cor,
Busca modéstia de sobriedade alada,
Clama mansidão diante da mulher amada.
