Textos de Lembranças
Amanhece e anoitece e os meus pensamentos não saem de você
Nenhum sinal
O tempo passa devagar para quem espera
Se antes o sorriso era de fácil acesso, hoje ele se tornou cheio de barreiras, de curvas, um caminho extenso difícil de chegar. Sem sal, sem açúcar, sem graça.
Ficaram apenas os pensamentos e as lembranças
Ficou a vontade imensa de entender tudo o que aconteceu...
Entender como?
Antes não tivesse vivido...
Antes não tivesse experimentado...
Mas como saber? Como prever?
Nenhum sinal
O que me resta é esperar e ver o tempo passar
Minha amiga, Eu ah considero
Olha ! pode parecer repetitivo,
Mas não é não,
São escritas diferentes com outro argumento.
Este me lembra você dama de vermelho,
Se ! esta lendo sabe de que, estou falando,
Ah tempos atras lhe disse seu sorriso só observando.
A partir daquele instante meu coração ficou aprisionado,
encantado,
Falamos neste neste curo espaço de tempo,
Neste sentido jeito forma não haveria contra tempo,
Faltou dentre nós aquele beijo gostoso de cumprimento.
DE TODOS QUE PASSARAM
De todos que passaram, só queria que tu não passasse
De todos que passaram, só queria que tu ficasse
De todos que passaram, só queria que tu me amasse
Se tu não não sabes o que se sentes, escuta o teu coração
Se tu não não sabes o que me dizer, não me escondas se é paixão
Porque se tu quiser, a gente dança qualquer ritmo de dança
Pode até ser ciranda, mar menino
Pareço bobo, uma criança
Só por causa que tu passasse,
Mas não vá para se tornar lembrança
Vou criar uma rima se te ganhar ou se te perder
Vê só, ser inspiração de quem fica é mais bonito de ser ver
Dá gosto de ler
Quando a história é bonita, a menina chora
Escreve no caderno o poema no caderno da escola
Se eu escrevi um essa hora,
É sinal que o nome da minha insônia é "você".
E novamente me encontro aqui. Sentado neste sofá, relembrando dos momentos que tivemos, das brincadeiras e até mesmo das brigas pelo controle remoto.
Será que tudo isso foi um sonho bobo?
Será que foi apenas uma ilusão qualquer, que chega devagarzinho e toma conta de tudo?
Sei que de cada momento, cada abraço e cada beijo, só me restou a saudade. Talvez seja breve ou dure a vida toda, no fim, tudo se encaixa.
O QUE EU VI DA VIDA
Hoje pulo de um tempo para outro....
Medos, incertezas, desejos, sonhos....pulam comigo...
Olhando pelo "retrovisor do tempo", vejo os rastros da minha história até aqui.
De repente, é como se estivesse no vagão de um grande trem chamado "VIDA" ouvindo o maquinista do tempo anunciar:
"Senhora passageira, acomode-se e prepare seu coração para as cenas que vou te mostrar".
E assim, em cada "parada", vou revendo um pouco da minha existência....
Logo estou caminhando por um grande quintal. Plantas, vento, folhas rodopiando pelo chão, uma frondosa mangueira e à sua sombra, uma garotinha embalando sua boneca ao som do "boi da 'cala pleta'"....Ah! que saudades tenho dessa menininha...
Agora estou em um quarto muito simples. Sobre a cama um ursinho me chama a atenção: "Ted". Lembro-me que não conseguia dormir sem ele...
Em um canto, havia uma escrivaninha abarrotada de livros, cadernos e um diário aberto na página assinalada como 29 de agosto...
"Querido diário....
Hoje comemoro mais um aniversário. Estou feliz, mas ontem à noite tive um sonho ruim e amanheci com o enorme desejo de poder chegar ao futuro...."
Nesse momento, entra uma mocinha....15, 16 anos, talvez. Magrinha, cabelos longos presos em um laço de fita. Parecia chegar da escola. Me olha sorrindo e sinaliza com a mão para seguirmos pelos outros cômodos daquela casa....
Sinto um delicioso cheiro de comida caseira no ar. Estou na cozinha. À mesa, vejo alguns dos meus 8 irmãos, minha mãe os servindo e à cabeceira, meu pai....
Não sei descrever ao certo o que sinto nesse momento, mas uma vontade louca de abraçá-lo toma conta de mim....há tanto tempo não o vejo...que saudades de você papai!!
Sigo por um corredor e logo estou na sala de estar. Lá, um vinil gira em uma velha vitrola. Me detenho por alguns momentos ouvindo aquela melodia....
A emoção me invade....não posso mais continuar ali...
Estou agora em uma rua. No centro uma jovem com um enorme laço de jornal na cabeça tenta a todo custo se desvencilhar de muitos ovos querendo acertá-la. Ela está muito feliz cantando a plenos pulmões o "Alô, alô papai, alô mamãe...". Me viu, e serelepe que só ela, sujou meu nariz com aquela meleca de ovo, trigo e colorau....rsrsrsrs
Há uma passagem de tempo, estou agora à porta de uma igreja adornada com muitas flores e um longo tapete vermelho. Pessoas se levantam ao toque de uma marcha nupcial. Vejo uma jovem vestida de noiva sendo conduzida pelo pai ao altar. Ela para diante de mim, sorri e me entrega uma rosa vermelha tirada do seu bouquet. Nela a inscrição: "dia do SIM".
O tempo muda novamente...
Vejo um cortejo de pessoas chorando. Meu coração aperta de dor....
Meus seis irmãos homens, em um angustiante silêncio, ladeiam e seguram as alças de um caixão....nele está meu pai. Aquela jovem, agora com os olhos inchados de tanto chorar me oferece um lenço....
Não, não quero rever isso....saio correndo dali....
Agora vejo, em dois momentos diferentes, a mesma mulher "preparando outra pessoa". Ela afaga sua barriga e sorri enquanto arruma uma mala com roupinhas rosas e azuis...
Recolho minhas lembranças e volto ao trem. O maquinista anuncia a última parada: "PRESENTE".
Desço e avisto três pessoas me esperando. Antes de seguir com eles, olho para trás e aceno para o meu passado que agora faz o caminho de volta....
E o que eu vi da vida?
"Eu vi muita gente chegando. Muita gente partindo...
Eu vi uma menina correndo. Eu vi o tempo passando...
Eu vi a mulher preparando outra pessoa..."
"Eu vi que a vida tem sons que pra gente ouvir
precisa aprender a começar de novo..."
"Eu vi que quem espera que a vida
seja feita de ilusão
pode até ficar maluco ou morrer na solidão"
"Eu vi que é preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
Eu vi e aprendi que é preciso saber viver...."
E assim eu vou escrevendo as minhas cenas....ensinando para os meus e levando comigo o que vi da vida....
Lene Torres
Belém - Pará - Brasil
29/08/2015
Antigamente lá na roça...
Era a fartura guardada na lata,
Tudo na arca, na tulha entulhava,
O quartinho de guardar a tralha onde tudo dependurava,
Na casa guardava história,
O Santo que guardava a casa,
A espingarda na parede enferrujava,
O fogão a lenha na cozinha reinava,
Os cabides que guardava os costumes,
O vidro que guardava o perfume,
As molduras com retratos amarelados,
A mala que guardava a história de uma família abençoada...
Os olhares que guardavam lembranças,
Os amigos que guardavam carinho,
A sanfona que embalava as cantigas,
As modas que ouvia no rádio entoava,
Era o tempo que lentamente passava...
Hoje o choro que escorre quentinho levando a saudade guardada.
"Hoje relembrei coisas que aconteceram e parecem tão distantes. Já sua partida, parece que foi ontem. E não tem mais aquela bagunça na sala, nem a disputa pelo controle. Não tem mais os sofás totalmente ocupados e nem os gritos pela casa. Meu quarto não está dominado e agora posso me esparramar. O controle fica sob meu comando, o silêncio quase sempre predomina. Sobra lembranças e saudades. Sobrou um buraco triste entre o portão e a porta, quem sabe a espera de quem não volta.
E agora eu escrevo, porque escrever é enfiar um dedo na garganta. Escrevo palavras não faladas, não contadas. Relato da saudade que me acompanha em apenas um ano. Um ano e um minuto de silêncio para as coisas que eu deveria ter falado e não falei."
Aquele olhar
Passam os dias, e nós vivemos outros momentos,
e nunca pelo nosso pensamento passam fases
diferentes , de repente a mente voltas dá,
e traz à nossa frente aquela lembrança aquele
olhar.
Olhar que um dia vimos e que é dificil não
lembrar.
Pelos dias novas emoções são vividas,caminhos
outros são trilhados, e a paz dentro de nós
agora mora.
Pelas manhãs , depois de um descanso olhos abertos,
sorrisos, aquele olhar a nós, do nada volta.
O olhar do amor que nunca morre, amor que em nossa
retina fica e dali nunca sairá.
A esse olhar vontade da, de não o deixar de ver.
Olhar de amor.
Pensando bem, é bom com ele conviver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Tinha domingo que era dia de receber visita. E elas chegavam logo cedo. Parece que a mãe da gente tinha algum pressentimento nesse dia. Levanta que vai chegar gente! Ela falava enquanto preparava a massa para os beijus de tapioca. Acordava todo mundo logo cedo, dava café da manhã, ariava as vasilhas na pia, colocava naqueles suporte de ferro de pendurar panela e dava rapidinho aquele trato caprichado na casa. A mãe mandava o pai na feira comprar umas coisinhas, enquanto a gente arrumava as camas e dava uma "barrida" no terreiro. Era tiro e queda, não sei como ela acertava. Não tínhamos telefone, nem o fixo nem nada, e mesmo assim, ela parecia que tinha recebido um e-mail ou zap zap informando que fulano ia lá.
Umas 10h e pouco a gente ouvia o bater de palmas lá no portão. Chegavam entrando, assim, sem protocolo nem nada. Ô de casa! Eram o tio dela, ou primo do meu pai, ou irmão de alguém ou ex-vizinho... era alguém conhecido que chegava com a família pra passar o dia. À pés mesmo, nada de chegar de carro, desciam do ônibus em alguma parada próxima e iam cruzando a poeira solta, preocupados em chegar limpos. Chegavam cedo que era pra dar tempo de ajeitar um melhorado pro almoço. Põe água no feijão! Alguém já gritava lá do portão afora. A gente, menino do mato, ficava observando aqueles abraços e recomendações lá da janela, de butuca, igual bicho, morrendo de vergonha de depois ter que ir na sala pedir a benção. Era regra: Menino, pede bênção pra fulano. A gente estendia a mão ganhava a benção e uma bagunçada caprichada no cabelo, ia de brinde. Quando vinham outras crianças que a gente não tinha intimidade, era pior ainda. Mais bicho do mato a gente ficava. As mulheres se apressavam e já iam na cozinha ajeitar um cafezinho e uma água gelada pro povo e os homens ficavam na área da frente falando dos parentes distantes e ouvindo meu pai falar das futuras reformas que queria fazer na casa. Quase sempre, quem visitava levava uma "lembrancinha" que trouxera de algum lugar. Uma lata de farofa, uma rapadura, um queijo, um docinho de leite, uma linguiça caipira, um pedaço de carne de caça ou até mesmo uma carta de um parente distante...Essas coisas que a gente que é da roça dá valor.
Domingo era dia de visita. A casa ficava alegre com tanta gente. A gente ficava de ouvido ligado nas conversas e fofocas dos adultos se atualizando das novidades familiares. A gente podia até "assuntar" os assuntos, mas ai de nós se intrometesse na conversa, já ganhava aquele olhar de reprovação do pai. A mãe com a visita na cozinha já providenciava a tal "água no feijão". Era dia de almoço gostoso, com toda certeza. Os adultos falavam do dia-a-dia na lida da vida, ouviam umas modas no radinho, falavam de sonhos futuros, falavam mal do governo e iam emendando prosa atrás de prosa. A meninada ficava por ali na área da frente, jogando uma bola ou inventando alguma brincadeira em que todos pudessem participar. Apesar da "bichodomatice" a gente se introsava e fazia amizade bem rápido. Quando o cheiro de comida boa começava o tomar de conta, o pai ou, geralmente, a visita tirava uns trocados da carteira e mandava a gente ir comprar umas barés ali na padaria da esquina. Aí sim eu via vantagem. Almoço servido, conversa animada, panelas cheias. A gente era muito feliz com bem pouco. Não era raro o dia de duas visitas no mesmo dia, a casa enchia mais ainda. Onde comem dois, comem três e põe mais água no feijão. Nos dias de sorte, o senhor que vendia quebra-queixo ou o do algodão-doce passava gritando em frente às casas, meninada eufórica, adultos felizes, sobremesa garantida. Era baratinho, umas moedinhas e aquele doce que faz criança sorrir estava em nossas mãos. Acho que visitas só iam na casa dos outros em dias de pagamento, pois eram bem generosos.
Meio de tarde, tinha café coado, biscoito de polvilho frito, conversas, dominó, lembranças, uma foto na máquina "love" (que a gente só veria um mês depois) e por fim as despedidas. Desejavam boa semana uns aos outros. Agradeciam a Deus pela recepção. Agradeciam a Deus pela visita. Agradeciam a partilha do pouco que tinham, que se tornara fartura à mesa. Agradeciam pelos momentos de alegria. Com meu pai e minha mãe, aprendi a agradecer por tudo, pois era assim que eles faziam. Final de visita, pede benção pra se despedir, cabelo bagunçado de novo, alma abençoada novamente. Família feliz. Era o domingo da gente. Amém. Dia de domingo era dia de visita. Pães multiplicados, laços familiares ressuscitados. Tudo era bênção. Acho até que Deus nos visitava também.
Põe mais água no feijão minha gente!
" Uma Dor "
- Quantas vezes na vida sentimos dores ?
Dores essas talvez por motivos relacionados ao amor, a perda de um ente querido ou por alguma ferida física...
Confesso que, de todas as dores a que mais senti foram as perdas de entes queridos, dores que se acalmam com o tempo mas nos deixam as marcas de tempos vividos em nossas lembranças...
Uma dor também que me sufoca bastante é a dor da solidão, sim, solidão, por mais que estejamos cercados de pessoas todos os dias não aceitamos a falta de um abraço, de um amor, de um alguém do nosso lado para podermos dividir nossos momentos do dia a dia... Em fim, ela pode ser inevitável, mas devemos estar preparados quando ela chegar...
Seja forte, aprenda a suportar e encarar de frente, por que é tão ruim quando se tem: Uma Dor.
Amor, o que é o amor?
E dar presentes caros ao seu companheiro
Ou expressar seus verdadeiros sentimentos?
Você realmente ama? Ou só finge que ama?
O amor não pode ser expressado por palavras
Mas, sim por ações
Se você realmente ama
O seu companheiro notara
Se você finge, sua vida assim será infeliz
O amor não pode ser expressado por palavras
Mas, sim por ações
Como o amor de uma mãe, para o seu amado filho
As pessoas realmente amam? Ou só fingem amar?
Talvez só agora você pensou a diferença que seu mundo tomou
Nada é mais o mesmo, mas mesmo assim tenta se manter no eixo
Ficar pensando em voltar no tempo não vai ajudar
Tivemos uma chance e não fomos capaz de melhora
Agora que se foi, vem a consciência querendo pesar
Outra fase do jogo, agora só resta continuar
Vamos seguindo em frente, as cicatrizes e as memorias ardentes
Cada lembrança traz uma saudade, um aperto que não some apesar da idade
Dizem que com o tempo vai melhorar, mas comigo foi ao contrario
E não já não sei como suportar
Penso nas estrelas tão brilhante, e mesmo assim tão distante
A vida não tem direção, a cada hora algo novo pode surgir
E vou continuando sem saber pra onde ir
A memoria brinca comigo, mas eu prefiro ela assim
A dor me lembra dos vacilos que eu cometi
Espero que nunca vá se repetir.
Pra poucos ser feliz, muitos devem se sacrificar
E assim aprendi que independente da nossa vontade
Alguém sorrir, e outra vai chorar
E nesse mundo um equilíbrio que nada pode mudar
No lugar que eu só consigo lamentar
O lugar que a mente se torna mais fraca e não consigo parar de chorar
As lembranças vem tão forte, e a dor começa queimar
Digamos que se fosse possível eu voltar no tempo, eu não ia aceitar
O que passou passou, não adiantar querer mudar
Talvez ainda termine fazendo algo pior
Nem todas jogadas saem como queremos
E quando achamos que estamos confiante, é o momento que perdemos
Não sei qual foi a razão dessas coisas acontecer, mas espero que isso nunca volte acontecer.
Verdade à minha Pequena.
Ou verdade pra quem foi enquanto precisava ficar, ou pra quem ficou enquanto precisava partir.
Espio pela janela do meu quarto as nuvens se formando, a chuva se aproxima. Os ventos já sopram desde cedo, a temperatura desceu e todo esse clima que sinto só me dá desejo de escrever algo belo. De alcançar alguém, acalmar um coração, esmiuçar a saudade em palavras que virem poesias. Na última vez que choveu te encaixei numa música, falava sobre querer te conhecer e a certeza de que as coisas jamais seriam as mesmas sem você. Eu não pretendia nada disso, tu sabes, se dependesse de mim te colocaria no meu colo e te levaria por onde fosse, assim faria; eu não pretendia um dia sem você, nem uma semana ou um mês, nem uma vida sem você, porém agora me responde: quantos dias, quantas semanas, quanto tempo, vivendo uma vida que me assustava só em pensar? Entretanto, de alguma forma, me encontro aqui: vivendo. A distância pode ser chata, o tempo pode ser realmente um divisor de águas e o que fica de tudo isso é o que a gente permite levar consigo. Levo comigo uma imagem bonita de você, uma lembrança dos nossos encontros, a gente fugindo da chuva, a gente fugindo até mesmo de seus parentes que podiam nos pegar juntos, levo comigo você sorrindo das minhas leseiras e eu me perdendo sobre como seu sorriso era o que mais importava pra mim. Levo você comigo, Pequena. Fiz da saudade um elo pra não te esquecer e transformei em esperança, pois não se sabe qual a próxima carta escondida que a vida vai tirar da manga. Torço pra que essa carta seja você, não agora, mas quando estiveres andando descuidada da vida e por um truque de mágica nos encontrarmos em algum lugar. Até lá, ninguém sabe o que a vida vai trazer, e isso me assusta, mas me deixa feliz também. Estamos vivendo tempos de pequenas surpresas, conhecendo pessoas que jamais sonhávamos em conhecer, revendo pessoas que há muito não víamos. Esse deve ser o papel da vida, juntar e afastar de acordo com a necessidade, de acordo com o tempo. Quem sabe a próxima carta a ser puxada da sua mágica seja eu? Só me cabe esperar, torcer pra que você ainda tenha a carta com meu nome, que haja saudade e que você tenha me permitido levar consigo. Amanhã ou daqui alguns anos, a gente se bate. Reinventados. Redescobertos. No fim das contas, tudo acaba acontecendo.
👏👏👏👏
A vida é imprevisível, quando pensamos que não vamos mas passar pela msm prova, pelo fato de já ter vivenciado, lá vem ela de novo e trazendo brinde de recordação.
Deus, ele nos permite passar por provações, não pq é ruim, mas para nos deixar aptos para o mundo, não podemos esperar coisas boas vindas de lá.
Nunca saberemos em quem realmente devemos confiar, então mais uma vez, o passado vem a tona para nos ensinar a escolhermos, escolhermos com quem devemos nos relacionar, tanto amorosamente quanto amigavelmente.
Os mandamentos e as escrituras da Bíblia Sagrada, não estão ali só para lermos, mas sim para serem colocados em prática.
Deeeus nunca desampara um filho seu, ele nunca tira sem o intuito de trazer algo melhor. O ser humano é falho, dificilmente aceita a vontade de Deus, pedem em oração, fazem campanha e tudo, mas quando recebem a resposta, não aceitam, não aceitam que aquilo não é o que Deus quer para nós.
Com isso, colocam na cabeça, que sim, que é o certo, não entendem que tudo aquilo é passageiro, o q não é firmado em Deus, não é duradouro. Deus por ser generoso, nos deu o livre arbítrio, para escolhermos e vivermos como bem queremos, então acabam deixando a vontade de Deus de lado para se entregarem aquilo que momentaneamente os satisfaz. Com o tempo acabam entendendo que Deus era a melhor opção, e que tudo o que imaginava e planejava, era uma ilusão passageira.
Devemos confiar sempre em Deus, ele não vai dar para vc aquilo que para ele é precioso, assim tão facilmente, tem que fazer por merecer, temos que saber exatamente o valor daquilo que estamos sujeitos a lutarmos.
VOU ME MUDAR DAQUI
Os amigos em comum
sempre me falam de você
juro, tento não lembrar
más não está facil te esquecer
Quando penso que estou bem
e que posso me entregar
basta conhecer alguém
pra lembrança torturar
Eu vou me mudar daqui
pra tentar ser mais feliz
pois quem sabe desse jeito
eu consiga me soltar
Carnaval?
Vou ver uma vez mais desfilar a minha fantasia preferida.
Guardada na gaveta menos acessível da memória,porta bandeira das minhas lembranças mais presentes,dançará frenética, para ser mais uma vez esquecida na quarta-feira de cinzas.
São assim as lembranças, as boas, as más e as que a gente talvez nem tenha de fato vivido.
Eterna
Disseste à mim eu te amo.
Não sei , se vale dizer que eu
nunca, nunca deixei de te querer.
Dentro de mim vives.
Nas lembranças, encontro o motivo
para tudo.
Os dias às vezes passo mudo,
procuro de cada minuto,lembrar do
bem que a mim fazias.
Matar saudades, da forma, que me
querias.
Impossível é, eu sei, aos olhos do
mundo,o nosso amor.
Porém na liberdade que dentro de nós
existe, a cada segundo,és minha.
Tenho-te a todo momento, o nosso amor
vive, existe.
Da minha vida,és dona.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Saudades!
saudades, tenho sim,
de uns belos anos atrás,
saudades de quando,
eu saia para brincar
sem me preocupar
com nada mais.
saudades de quando,
não precisava trabalhar,
de quando,
tudo era motivo para gargalhar.
saudades de sentar na esquina
com meus amigos, para conversar,
saudades de quando
meu único motivo para chorar,
era o fato de não me comportar.
saudades das grandes noites dormidas,
de todas minhas experiências vividas,
de tudo que no passado ficou,
e saudades
foi tudo que me restou.
mas eu sei que fui feliz,
que tive uma infância
muito bem aproveitada,
e dessas memórias em minha mente,
não desperdiçarei nada.
são lembranças de um tempo,
que não voltará mais.
são lembranças de um tempo,
que não me esquecerei jamais!
Domingo
Perguntas para um campeão
rostos que lembram outros
olhos cheios de ternura
nove à mesa
busco equilíbrio
Os últimos cajus caem do pé
como pontos, virgulas
antes de saltarem às risadas
Vinho verde
Portas e janelas abertas
mergulhos em caixas de fotografias
Tesouros
deitados em retalhos no jardim
a profundidade insuspeitável do olhar
do ponto de vista das formigas
ser movida pela felicidade que brilha
Antes... criações fantásticas
Construir uma, e outra vez...
Ó tão formosa luz azul, vem me guiar,
Explorar essa montanha de sentimentos que muitos tentam escalar.
Já tentei de muitas formas te alcançar;
Mas a cada brilho teu, um novo raio consegue me afastar.
Não se trata apenas de te querer e não te ter,
E sim de ver, sentir e não poder te esquecer.
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