Textos de Lembranças
Devorada a tarde azul pelo laranjado solitário
Em um instante um reflexo-memoria; lembranças da pele clara é tão bela...
Caísse o sol no poente horizonte ouro,a tarde dolorida vermelho aquarela
Impiedosamente a noite engole o dia em um céu baunilha
Desperto sobre a luz da lua desaparecendo eu e o dia no horizonte traumático solitário a luz se dobra sobre o mar, opaca tão desigual
Em lamento minha alma suspira o coração inquietude nesta tarde tão tétrica
No estalo do sol sobre rocha um lamento fel
Você não retorna, a noite vem só...
Nas partículas turva sublinhadas meus olhos desamados em um estandarte mortal
Nas alamedas sinuosas produzo ventos em silencio segredos imparcial no escarnio do prazer laminados
By Charlanes Oliveira santos
Finados...
Hoje amanheço em oração pelos que partiram, mas que seguem vivos como lembranças bonitas no coração de quem ficou.
Hoje, meu sobrenome é saudade,
mas o que permanece forte no peito é o amor e o carinho que acalentam a tristeza da perda. Já não há mais tempo para abraços nem palavras guardadas. Mas há a gratidão pelos momentos vividos e por todo esforço em vida para nos fazer bem.
Hoje, para todos que perderam alguém, se a tristeza bater com a saudade, é normal, sinta o que precisar, mas depois transmute-a em prece e acredite, Deus cuida de cada um de seus filhos, os que se foram e os que ficaram. Confia, bendiz e agradece.
Hoje, que o amor enterneça todos os corações. Que a tristeza, se surgir, seja passageira. Que a fé ilumine fortemente cada pensamento e cada coração que crê. E que a presença de Deus seja sentida em cada lar e lhes acompanhem onde quer que vocês estejam.
Josy Maria
Bom dia!
21 de setembro - Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
Essa data é a lembrança de que a inclusão não é uma escolha, mas um direito. Para cada barreira que ainda existe, há uma força invisível que persiste, uma luta constante que não se abate diante do preconceito. As mãos que pedem acessibilidade não querem caridade, querem dignidade. São sonhos que merecem ser vividos, olhares que merecem ser vistos. Nesse dia, celebramos a coragem de quem enfrenta o capacitismo diariamente e nos lembramos que a verdadeira deficiência está na falta de empatia. Porque enquanto houver luta, haverá esperança de que todos possam caminhar lado a lado, independentemente de suas limitações. Que essa luta seja de todos, e que esta data saia da invisibilidade, hoje e sempre.
Assim seja!
Josy Maria
No Lamento Da Sua Partida... Recolho-me Nas Lembranças Que Agasalham A Minha Saudade
Meu amor... Por que você partiu assim tão inesperadamente? A tempo de fazer-se ausente por todo meu presente... Queria tanto te contar alguns segredos de nós dois, segredos de um tempo que ainda tínhamos para viver. Em tudo que eu vivo, ainda sinto teu cheiro a me perfumar, as tuas mãos em sincronia a me contemplar, as tuas formas em movimento com amor a me trajar, sentidos a me envolver em carinhos e afagos que sempre estarão guardados na plenitude da imaginação...
Independente de onde e quando com você eu puder estar, tão longe estarei de esquecer o mais perto o quanto um dia nós dois juntos podemos ficar, sempre juntos vivos em fotos não tiradas de momentos que no futuro emoldurei, em dizeres expressados que nunca um dia te falei, em beijos e abraços imaginados que eu nunca te dei, em lembranças a descolorissem-se no soluço que me traz o vazio no qual por vida mergulhei.
Meu amor, por que você partiu assim tão inesperadamente? Foi tudo assim tão de repente que tudo aconteceu, ficou tudo tão diferente depois que você se foi... Queria mais tempo com você do que foi um dia poder estar... Hoje, o que me resta é a companhia da tua falta por muito no tecer da vida me acompanhar...
Quando a Lembrança aperta
E, de repente, a ficha cai. Já não se pode ter aquele abraço apertado, cheio de carinho e afeto; já não se pode ver aquele sorriso que um dia te encantou; já não se ouve aquela voz que, por muito tempo, foi seu guia. Ficaram só lembranças. Hoje, lembro com saudades: olhos marejados, lágrimas escorrendo pelo meu rosto, o coração apertado, recordando um passado que não volta mais.
Leriano Perêirah
OUTUBRO
Outubro chegou trazendo lembranças de você
Nunca foi fácil tentar ou simplesmente
Te esquecer
As folhas de Outono
Me lembram seus olhos
A brisa do Vento
Me lembra sua voz
Nomearia o céu estrelado luar com
Seu nome
Quando fecho os olhos
É o teu abraço que eu procuro
Decoro cada traço do seu rosto
Pra te encontrar nos meus doces sonhos
Eu dançaria com o seu fantasma na chuva
Beijaria as gotas pensando na sua boca.
Eu sempre gostei de girassol.
É amarelo, traz alegria, esperança e lembrança de quem eu fui, sou e quero ser.
Sonhei com eles num buquê, com ele em vários buquês, em vários momentos.
Numa plantação correndo no vento, com alguém me olhando por dentro, deixando contento, lançando no vento cada espinho arrancando da minha alma.
Sonhei com girassóis no cabelo, acompanhados de beijos, de algum cortejo, como um soneto que o final é feliz, seguidos de um sim, com certeza da fuga do fim, pois afinal o amor é assim, imperfeito, intenso, um querer bem do seu bem, sempre pensando no além, vivendo o hoje por medo da incerteza da vida amanhã.
Um aconchego ao deitar, o medo de desapontar, a busca por amparar, cuidar e simplesmente amar... Juntos sonhar um sonho único a dois... Eu sonhei, sempre sonhei.
O Tempo!
O Tempo Marca Estações, Datas e Comemorações. O Tempo Eterniza Lembranças a Serem Comemoradas ou Serem Eternizadas Como Uma Lição de Algo a Não Ser Repetido!
A Gente Lembra Que Escreveu Nomes na Areia Que Jamais Deveriam Ser Escritos, Ausências Que Jamais Deveriam Soar Como Saudades, Porque o Tempo, O Tempo Já Dizia Que Já Havia Tempo Demais Para Ser Um Simples Talvez, Quem Sabe Ou Se…
O Tempo Te Dá Dicas a Cada Segundo Que Passa, Que Ele Está Passando, Que Não Volta e Que Apaga Algumas Marcas Como os Nomes na Areia.
O Tempo Grita Que Está Passando, Levando Sua Vida, Juventude e Anos, e Você Está Se Cegando Com Ilusões e Não Está Olhando.
Mas o tempo é Generoso, Ele Te Dá Mais Uma Marca, Quando Você Decide Virar a Página e Começar Uma Nova História Consigo Mesmo!
Há Oito Anos Eu Não Sendo Eu, Sigo Sendo, Não Sendo Mais Eu Neste Novo Tempo!
'COGITO, ERGO SUM'
Levanto os olhos ao alto
e só me vem lembranças.
o que vejo não está lá fora!
O que vejo é 'puro
antagônico'.
Das pedras, das brumas,
esperanças.
Está aqui! Vivo na mente,
solto no ar!
||||||||||||| Frases escritas por Daniel da Silva, Carlos Paiva e Risomar Silva. Publicado no Clube Asas da Leitura no dia 05/09/2015. |||||||||||||
'QUE HORAS!'
'O dia a dia varanda'.
Que horas lagartas!
Vozes de rios,
ilusórios.
Lembrança insistente.
Prenúncios torpentes.
Anúncios nas chuvas.
Montanha enseada...
Pedras corredeiras.
Que horas crivadas!
Invisíveis tragando nuvens.
Folhas no rosto,
cheiro de frio,
jornada acrobata.
Alucinógenos devorando o tempo.
Que horas traçadas!
Bordas/granizos.
Quadros irretorquíveis.
Suspiros sólidos.
Linhas pontuadas...
Retinas figurando horizontes.
Que horas ardentes!
O mundo nos olhos.
Trilha de matas.
Renascimento recente.
Reluzentes no hoje que brilha.
Sentimentos passados.
Grito potente,
urgente na vida pacata.
O que vale são sementes.
Jorradas em qualquer estação.
Milagres nas mãos.
Que horas,
que nada!
'LEMBRANÇAS...'
Todas as vezes que íamos ao aeroporto pegar os malote de jornais, seu Artur Martins me perguntara: - Quem descobriu o Brasil?. Eu sempre respondia com afinco: - Pedro Álvares Cabral!. Ele arrebatava: - Mentira! Foram os índios! Eu sempre sorrira da sua resposta. Pergunta e resposta tornaram-se um 'rito'. Rito que ainda sobrevive e perdura até hoje na memória.
Muitas imagens boas marcam nossa infância, mas tem imagens que permanecem inesquecíveis. Éramos dezenas de Vendedores de Jornais. Moleques. Ávidos na luta diária no final dos anos 90. Era comum crianças trabalharem naquela época para ajudar com as despesas da casa. Comecei a vender jornais com nove anos.
Quando me perguntam se eu tive infância, digo que tive mais que isso. Tive uma aventura memorável. Sempre tínhamos uma sopa quentinha com pão francês quando íamos entregar os jornais ao fim do expediente. Dona Célia Martins sempre atendera a todos com sorriso e brilho no olhar. Seus filhos Pedrinho, André e Artuzinho eram amigos de todos.
Sábado e domingo era dia de almoço caprichado. Na sua residência, particularmente no quintal, havia um campinho de areia onde 'jogávamos aquela bolinha'. A recreação era o ponto forte. É onde meus flash se concentram. Lembro-me de irmos por vezes em alguns clubes para as socializações. Banhos em cachoeiras. Jogos em campos de verdade.
Depois de alguns anos sem vê-lo, soube que seu filho Pedrinho havia falecido e que ele entrara numa depressão profunda. Faleceu dia 16 de Novembro de 1995, vítima de um derrame cerebral. Seu Artur Martins foi um brilhante ser humano. Além de jornalista, era árbitro de futebol.
Todos as vezes quando vejo 'bondade', lembro-me da pessoa excelente que fora. Da forma como conquistava tudo e a todos. Lembranças boas não são esquecidas assim do dia para a noite. Elas permanecem vivas porque são imortais.
'SONHOS II...'
Abstratos como o infinito, os sonhos tornam-se insípidos, contornando lembranças de uma criança pintando o vazio de uma jornada. Despovoados, sorrisos praticam ideias irônicas, sem pinceladas num quadro já exausto. Nas telas, inversões de um humano dubitável...
Já não temos mais sonhos daqueles de quando éramos filosofias. Já não vemos mais voos. Chutamos pedras, dores no estômago, esperanças, alegrias. Músicas vitais vomitam contusões infindas. No escuro, sentimos lembranças do velho tempo na superfície, homicida nexo...
Os sonhos estão impregnados na palma da mão. Jogados aos ventos. Subindo montanha, descendo despenhadeiros, perdidos nos túmulos daqueles esperançosos. Sonhos são flagelos de uma essência ácida, mórbida. Alegrando os dias sobrenaturais...
No seio da noite fios de luz se debruçam na lembrança de sentimentos frios, outrora quentes e afiados quando achei que tinha perdido o gosto na jornada, quando pensei que havia levado meu coração. Pensei que não havia mais mar alto a navegar, nada a explorar, nem mar, nem amar.
Mas meu coração está aqui, palpita ainda o dia que te conheci, atrelado a âncora, costeiro sonhando com mar alto. Você na verdade só conhece de orla, só se move pelas beiras, avistando a olho nú o litoral. Coragem pra desbravar novos mares nunca tiveste, quantas veses se viu encalhado? Nunca soube o que é perder a praia de vista, nem sentir o vento veloz no rosto, fica escondido na câmara.
Seus povoados íngremes desabam à falta de caráter, seus rios poluídos decompõe até as guéuras dos peixes, seu mapa de vida empobrecido e deserto, nada de amor, também não possui bússola, nem rota.
Mas você me deixou um legado, sim. Porque das duas colunas, uma é a amizade. Me disse que havia no caminho uma flor plantada, me falaste tanto dela. Então eu a procurei entre risadas e lágrimas nos damos conta que nada se perde quando se ganha e na amizade verdadeira eu posso de perto senti a fragrância.
A amizade é atemporal. Leonice Santos.
Perco-me em todas as lembranças, sujo-me no teu mais impuro amor, atento-me com tua imagem, creio eu ou não, isso não importa mais, o que basta agora é sentir a lembrança perpetuar meu corpo, aquecer minha alma e suavizar minha dor.
Cala-te a voz da realidade, abrindo os seus olhos para o presente, fazendo q vc use a astúcia e sinta q só acontece oq tem q acontecer.
ALÉM DOS PALCOS DO MEDIANEIRA
No tropel da memória,
muitas são as lembranças,
Nessas minhas andanças,
Foi pra frente que andei
Revisitando a consciência,
Sou levado à essência
O que hoje é sustento,
Na base engenhei
Alicerce seguro,
O ensino me deu
Em teus corredores e salas,
Um jovem cresceu
Entre letras, brincadeiras e risos,
Até artista virou
Dum palco belo e gigante
Ao protagonismo da vida
Com gestos de amor e carinho,
Exemplos seguidos: missão aprendida
Saudades de ti,
É certeza que tenho,
Pois de onde eu venho
É um orgulho de “Ser’
Um pouquinho de ti,
Em uma história que é una
Reconheço e divulgo,
Esssa foi minha origem
Sagrado ofício
Bênção divina,
Prossigas na lida,
Da busca do bem
Prum mundo mais justo,
Com menos porteiras
É a ti Medianeira,
Que agradeço teu germe
Plantado no cerne
Do meu coração
Faz a realidade: ao que já foi ilusão!
Então chega o entardecer e mais uma vez estou a esperar.
Incansavelmente.
Traz consigo lembranças, traz sua voz linda feito o brilho da primeira estrela que apareceu aqui no céu.
Logo a noite cai, traz consigo o medo de mais uma vez não adormecer.
Traz vontade incontrolável de abraçar e tocar você.
Logo você vem. E se depara com várias notificações que te causei.
Traz consigo um sorriso, lindo como o brilho do luar pra me matar de amor, me fazer delirar.
Vem meio sem jeito, sem saber se realmente merece tanto amor, sem saber como retribuir e logo nos dedica atenção, e deposita aqui todo seu amor em forma de palavras.
Meu coração acelerado pula forte de alegria, em mim tudo se agita.
Pronto! Não consigo mais dormir.
E o pior é que viciei nessa sensação e gosto disso.
Meu Causador De Insônia.
A noite é tão grande.
Cada segundo que vai passando é um segundo sem te ver.
"E faz o que se não descansa?"
Faço planos, meu bem.
Mil maneiras de te ver amanhã.
Mil desculpas para puxar uma conversa.
Mil loucuras pra conquistar você.
Imagino, invento, componho letras, histórias, sonhos, poesias para você e por você.
Já pode me imaginar cantando...
"Como você faz pra invadir assim meu pensamento?
Como você faz, para dominar meu sentimento?
Como você é capaz?
Mesmo tão distante consegue me tocar.
Eu já tinha me deitado pra dormir e você veio ms acordar.
O que eu vou fazer se essa noite eu não conseguir dormir?
O que eu vou fazer? Parece que eu estou tão dependente de você."
Boa noite, meu CAUSADOR DE INSÔNIA.
TE DESEJO UMA NOITE CARREGADA DE LEMBRANÇAS MINHA.
O VELHO BANCO.
Aqui esta guardado as lembranças de um alguém, de alguma coisa. Um dia alguém sentou nesse banco e te contou uma linda história, esse história ficou na sua memória para sempre.
O tempo passou, a vida continuou a cidade cresceu, a vida tomou novos rumos, outros objetivos, mais o velho banco continuou na praça fazendo amizades.
Todos os dia chegava alguém e contava uma uma nova história de vida.
Até que um dia chegou alguém e lhe contou uma história triste, uma pessoa chegou e falou que hoje são raros os bancos nas praças.
Hoje ninguém ver mais o velho sentado no banco, já não há ninguém para contar história por isso seus dias estão contados.
A insegurança fizeram com que as pessoas deixassem de visitar, aquele velho banco, onde no passado todos adorava esse lugar.
Além de não ter mais o velhinho no banco, também tá difícil encontrar alguém que tenha uma história interessantes para contar.
Depois de tanta vida, comecei a viver. Veio à mente a lembrança do que perdi em vivências consistentes, por acreditar nas disputas mercadológicas; nas corridas para o sucesso notório. Tudo sempre mais público do que pessoal.
Faz tempo, deixei de viver em razão dos outros. Aprendi a saber que estou em mim. Sei me doar sem doer por excesso de autocobrança. Faz-me bem olhar o mundo com serenidade, sem temer a sombra; o anonimato; a classificação nesse concurso instituído por uma sociedade viciada em superar o próximo.
Demorada maturidade. Não tardia, exatamente. Apenas demorada. Em tempo de me recompor, adaptar as sucatas do meu ser e renovar conceitos. Vencer preconceitos. Preencher vazios e me realizar como repessoa.
LEMBRANÇA CONTRITA
Demétrio Sena - Magé
Ninguém teve de mim algo tão delicado;
tão intenso e profundo, mas também tão leve;
despojado, sem preço e sem mais que o sensato
pro que a vida podia reservar pra nós...
Você teve uma prece contínua de amor
de quem nunca faz prece ao sobrenatural;
contrição e louvor, todo culto afetivo
que minh'alma só teve para lhe ofertar...
Fui a sua oferenda; o doce sacrifício;
dediquei o meu corpo aos seus olhos, às mãos,
sem nenhum desperdício de chance qualquer...
Nada foi tão contrito e talvez sacrossanto
quanto as fugas de mim pra desaguar em nós;
os ebós que deixei na sua encruzilhada...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
BERLINDA
Demétrio Sena - Magé
A saudade que sinto se une ao rancor;
as lembranças bonitas acolhem as más;
meu olhar é deserto, sem brilho nem cor;
quando rio, não posso desaguar na paz...
Sem você, meu destino virou tanto faz;
os prazeres que tenho só provocam dor,
pois a vida não segue, se não sou capaz
de calar tantos gritos internos de amor...
Talvez fosse possível retornar ainda,
mas agora, sou preso na minha berlinda
e não sei se consigo resgatar seu colo...
Esta mágoa cresceu em silêncio ferido;
hoje o meu sentimento procura sentido;
se você teve culpa, sei que tenho dolo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
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