Textos de Lembranças
A lembrança
No peito uma dor sentida, profunda,
Uma angústia que me invade e afunda, como ondas de um mar em tempestade, trazendo à alma tristeza e saudade.
É uma dor que não se vê, mas se sente, como uma ferida aberta, latente, que pulsa, arde, sem pedir licença, e se faz presente na minha existência.
Tenta-se esconder, mas não se dissipa, é um fardo pesado que me comprime, uma sombra escura que me acompanha, e me lembra da fragilidade humana.
É uma dor que pode ser incompreendida, pois não há palavras para a descrever, apenas quem a sente em sua ferida, sabe o quanto difícil é conviver, o resto da eternidade amando você.
MARAVILHOSAS LEMBRANÇAS
Não é de hoje que estudiosos, artistas e, praticamente, todos os seres humanos tentam explicar o que é o amor. E aqui estou eu, não querendo explicar, porque é algo que foge à minha compreensão, mas como um doente que, mesmo sem saber do que é acometido, tenta descrever o que sente para que os que o rodeiam compreendam minimamente o que se sente.
Gostaria de abraçar, sentir, ouvir e, até mesmo, simplesmente, estar na presença da pessoa que eu amo...
Que sentimento corrosivo é esse que a ausência da pessoa amada causa? Saudade, para mim, é uma palavra muito simples para definir uma sensação muito complexa e dolorosa. Este sentimento, que não sei nomear, me faz refletir sobre o passado e planejar o futuro.
Com um otimismo enorme, tento eu enxergar da melhor forma o momento atual, para tirar dele o melhor proveito, na esperança de que, um dia, eu possa reviver os momentos maravilhosos que vivi e que, hoje, não passam de lembranças. Maravilhosas lembranças.
Após um choque, abri os olhos e me vi acorrentado.
Acorrentado ao passado, com belas lembranças, momentos únicos...dias lindos e agradáveis.
Olhei para o outro lado e vi o tempo passando, gritei para ele esperar, mas indiferente continuou seguindo
sem responder, de forma estranhamente elegante e devagar.
O ambiente ficava mais cinza a cada passo que o tempo dava... e eu ali, acorrentado, preso ao passado.
As correntes me ligavam em um foco de luz, mas era uma luz isolada, o contorno todo negro e o interior formado por imagens estáticas, não se moviam.
Olhei novamente para o tempo e ele com um sorriso no canto da boca disse: "Graças a mim, teve aqueles momentos,
mas foi graças a ti que eles se tornaram eternos."
Eu retruquei: "Porque você não pára? Eu QUERO viver aquilo mais uma vez!!"
Ele finalizando disse: "Eu sou constante, mas você não, não podes viver o passado e o presente ao mesmo tempo, quem dirá o presente e o futuro, venha comigo ou morrerá no passado."
Imediatamente as correntes sumiram, fraco me levantei, pernas trêmulas vi o tempo, já de costas, indo em frente e deixando um caminho para eu seguir...
Lembrança x Saudade
Lembrança tem prazo de validade
Saudade tem formato, cheiro e cor
Lembrança é o ontem transformado em dor
Saudade é recordação, sintoma de felicidade
Lembrança é fato, fruto da mente da verdade
Saudade é a filha caçula do coração
Lembrança é uma viajem no tempo com a razão
As duas machucam no dia a dia
Lembrança é caminhar em falso na melodia
Saudade é encontrar poesia em cada palavra da canção
Madrugada insone !
Pensamentos que vem , pensamentos que vão
Um cordão de lembranças . ...boas ...tristes ...alegres ..
Vou desfiando os nós
Em alguns a parada é maior
e então me detenho e me pergunto
"O que teria sido diferente
Se o caminho traçado na mente
tivesse dado em outra vertente?"
Madrugada silenciosa
Deus , eu
O silêncio, a escuridão
Meu travesseiro
E pensamentos
que invadem a mente .
É madrugada !Tudo dorme
até a lua ...
coberta por nuvens escuras
editelima/2018
O tempo passou e eu me prendi a você, as nossas lembranças. dizer que é preciso esquecer é muito fácil, mas na realidade o que eu mais queria era ter você aqui, dividindo meus momentos, tocando os teus dedos, ouvindo sua voz me contando algo bobo que tenha te acontecido no decorrer do dia. A vida nos colocou lado a lado, porém em caminhos diferentes, tenho a sensação que sempre será assim, iremos sempre nos cruzar, mas nunca mais seremos você e eu.
(do livro desencontro)
SER FALHO
Desperto,
Lembranças me atingem sem qualquer piedade
Imediatamente me sinto triste
Já não consigo mais seguir em frente
Apenas vivo o que vem em mente.
Assim tento me refazer, mas falho.
O vermelho escuro dando contraste a sua pele pálida
Seu sorriso já não vejo mais
Meu ser então se desfaz
Sem cuidado vou em direção ao piso
Ali permaneço banhado em lágrimas.
Assim eu me desmancho, sou falho.
Já não suporto mais tanta dor
Meu coração já falha
Te peço, volte meu amor
Tantas vezes eu tentei fazer tudo acabar
Mas vejo que no fim acabo de chegar.
Assim eu permaneço a chorar, sou fraco.
Tento miseravelmente me erguer
Minha instabilidade é exposta
Já não aguento mais me lamentar
Até onde irei chegar se nem ao menos consigo caminhar
E logo findo a jornada
Ao lado de minha finada amada.
Assim sendo falho, eu me calo.
Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.
A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.
Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.
Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.
Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.
Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.
A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.
Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.
A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.
E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.
A Casa Nua
O presente sempre
Faz a chamada
Para o retorno à casa.
As lembranças impulsionam
Para a corrida do esconde-esconde,
Onde o passado tenta se apropriar,
Mas o seu espaço inexistente
Sedimenta o agora:
A verdade flutuante
Vestida dos afetos construídos.
A casa despida,
Vazia,
Ocupa o destino das horas;
Horas que fluem
Com a pretensão
De atingir a leveza
Do voo,
Nas asas luminosas
Da invisibilidade instantânea.
(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
Eu aqui na janela
do tempo,
afastei as cortinas
das lembranças,
e avistei ela,
sim a ex-cinderela
revidando um blefe teu,
tamanho chapéu
na cabeça da "bela"
*
Mas a tua tramóia
hoje terá troco
e nem invente Tróia,
aqui tem o gambito e meu lance,
mesmo que sacrifico uma peça,
e ninguém me impeça...
Te darei um "xeque mate"
***
Dois anos se passaram... Como um abraço que aquece, a sua lembrança continua viva e presente, em nossas vidas, em todas as partes da casa, e nunca irá desaparecer. Deus o tem em Seus braços, mas nós o teremos para sempre em nossos corações. Eterno "Tigrão/Marcilio Dias" Esteja na luz e descanse em paz!🙌🏼💔
28/05/23
A Vó, o quanto sou privilegiada
Pra nós fica a lembrança
Do tanto que fomos felizes
E amados, na nossa infancia.
Daquela casinha lotada,
dos bons abraços, da mesa farta
Dos amigos secretos,do inimigo da hora, ah como fui privilegiada
Privilegiada de dizer bença vó e receber um Deus te abençoe minha filha,
De beijar em sua testa e de mexer em suas peinhas.
de comer doce a pulso só pra beber água, de ouvir histórias antigas, piadas e poesias contadas.
Saudade dos cochilos da tarde
Dos biscoitos com água de escutar os seus passos na madrugada.
Ah vó o quanto fui privilegiada.
privilegiada de ver de pertinho um exemplo de mulher, q me ensinou o q é família, a ser alegre e a ñ perder a fé.
Saudade, daquela que lia antes de mim todos os livros que eu ganhava, gênia da matemática muitos se admirava, eu ainda lembro de quando as atividades da escola me ensinava, A vó eu não canso de disser o quanto fui privilegiada.
Privilegiada a ser ensinada a brincar de berlinda, a comer pirão,
A colocar pão no café
E comer banana no feijão
Ah vó como eu fui privilegiada
De ter ouvido o grito cala boca
Enquanto havia zoada
De ter presenciado de perto
A hora do atacar
do sorvete depois do almoço e da famosa colher babada
Ah vó Graças a senhora eu tenho tanta história tenho pra contar.
Daquela que fazia caretas na hora das fotos
Que estava feliz a todo instante e em quanto pode esteve sempre ali pra ajudar.
sou privilegiada, por sempre está a recordar
Daquela que perguntava já almoçou
Ou quer alguma coisinha pra comer¿
Ela sempre estava disposta a nos cuidar.
Serva, mãe, avó, bisavó, tataravó, amiga, verdadeira matriarca,
e eu não estou triste mesmo com olhos cheios de lágrimas,
pois sei vó o quanto sou privilegiada.
E depois de tanto tempo tentando escrever,
Está aqui a minha primeira poesia
Inteira feita pela minha autoria
Que mostra o privilégio que eu tive entre parágrafos e linhas
De ser uma das muitas de suas netinhas.
Dedicatória para: Judith Aquino muito mais que uma vó
Porque tão ligeiro amigo tempo?
Madrugada de pensamentos constantes
Lembranças vagas de sinceras gargalhadas
e momentos contagiantes.
Reflexividade talvez Ou só decepção
O que me leva a constantes pensamentos sob tal comparação,
Como estou vendo o hoje?, será que foi em vão?
Para mim um alerta de que o tempo não espera
Inimigo de mim eu diria
Que a cada minuto um momento de mim ele leva.
Passando por mim ligeiramente
Sem sequer comprimentar
O que me causa conflitos na mente
Como devo me habituar?
Às vezes ansiosa, aí que demora
Às vezes confusa comigo
Por que tão rápido se passou
Será que é amigo ou inimigo
Não compreendo o porquê da pressa
Levando de mim singelos momentos
Não quero ser de ti inimigo
Devolve a mim lembranças levadas ao vento
Não me faz perder tudo q tenho
O que eu vivi faz parte de mim
Não faz isso comigo oh tempo
Faria para mim um favor
De passar por mim mais lento?
Eu te digo Adeus!
Com os olhos marejados na despedida...
Com a alma carregada de lembranças...
Mas levarei na memória.. Momentos em que eu te amei!
O tempo parou porque eu te amava...te queria para minha vida
Mas sempre soube que partirias...
Escuta-me amor...
Eu te amei, mas você nunca foi meu!
Hoje tu és apenas uma imagem sem cor... Neste silêncio
que ficou depois de tua partida...dividindo o sofrimento e a dor
com este amor que morre lentamente!
PERDOE-ME...
Por ter te amado tanto
Invadido a tua vida...
Nada sou mais que uma lembrança
Nos teus sonhos mais remotos
E as lágrimas de meus olhos se transformam no oceano
Que afogam a minha alma...
Tu eras meu. E fui feliz!
Aquela ilusão me induz a te amar... Novamente...
Amor...
A vida é tão breve
Perdoe-me por insistir tanto...pelos meus versos
E pela paixão que não passa...!
O retorno de uma lembrança
Nos lagos bailam estrelas que brilham do céu...
Uma garoa de leve molha as folhas das acácias
No espelho da água ecoa os caminhares leves das garças
Por ti... Retornei de outros eternos anseios...
Brotei sonhos... E neles todas as minhas emoções...
Então deixei cair nas águas sementes do meu olhar...
E lembro-me de ti todos os dias... Do teu sorriso...
A tua voz... O teu acarinhar...
E meus olhos se perdem no horizonte
No palato celeste o retorno de uma lembrança...
Onde habitam todos os anjos... Envoltos em névoas e véus...
O teu sorriso os anjos guardaram... Lá onde os sonhos não morrem!
Os dias terminam enfim
São Lembranças do passado
Chegando lentamente ao fim
Acordando-me desse vil pecado
Desta triste lamúria
Uma onda a beira mar
Levando consigo a injúria
E o desejo de amar
Sobre todas essas coisas amar a Deus
Tratar sempre ao seu próximo como uma só pessoa
Quem não sabe cuidar dos seus
Não pratica o mandamento que ressoa
Acorde firme,levante-se para o caminho
Sacudir a poeira e é tempo de acordar
Tratar tudo com amor e carinho
Todos precisamos trabalhar!
São lembranças do passado
O sono já chegou
O tempo encerrado
De um sonho que já terminou
A obra já acabou
Foram anos vivendo assim
No coração sem ter amor
Agonia sem fim
Aconteceu em um dia qualquer
Sou a trombeta de repente
Foi embora mesmo sem fé
Na alma momento ausente
É preciso sempre se preparar
Ninguém sabe o que vai acontecer
Aprenda ao Divino respeitar
E ao seu semelhante compreender.
Santas Lembranças
Tantas recordações
Muitas crianças
Em tantas evoluções
Santas Palavras de Jesus
Do Céu Eternamente a Brilhar
No meu coração clareia e reluz
Ao pensamento sempre Consagrar
Consagrar o Eterno Sacrossanto Ensino
Que vem do Mestre do Saber
O Mestre Divino ensina
Mas o povo não quer compreender
Os avisos e as Santas orientações
Para sempre quero aprender
Norteiam nossas atitudes e ações
No caminho para me desenvolver
Quem sou eu
Uma folha levada ao vento
Lembrança que alguém esqueceu
Réquiem do momento
Quem eu sou
Uma fagulha ao extremo
Resumo que o vento levou
Um barco sem o remo
Navego agora
Nos mares do futuro
Recebi minha luz de outrora
Nela sinto-me seguro
O amor de quem quer bem
A saúde e o bem estar
Receba essa proteção também
Para ela nunca lhe faltar
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