Textos de Lembranças
Quem Sou
Sou alguém sem lembranças de onde veio,
Como a outrem com saudades para onde ir.
Sou alguém que sonha o próprio meio,
Como a outrem com dificuldades em dormir.
Como o sol se pondo e nascendo a um novo dia,
Morro a cada instante em todo entardecer!
Como o espetáculo de uma nova magia,
Renasço a todo tempo num novo alvorecer!
Mesmo outrem como a mim, que trilha,
Superando tristezas, e que alegremente diz:
"Sou também assim, simplesmente feliz!"
Sou a outra estrela distante, que brilha!
Sou a mais bela poesia, sem querer...
Sou um outrem... Alguém, como você!
A casa da vovó e do vovô
Um sonho, uma lembrança e uma saudade
A casa da vovó e do vovô é lugar de brincar, sujar, rolar na grama, cantar, encantar, saborear e amar...
A casa da vovó e do vovô é um lugar gostoso e harmonioso, cheio de conforto, carinho e muito amor;
As portas do coração se abrem para receber seus netos;
Na casa da vovó e do vovó existe um lar que é construído com a cal do afeto, com os tijolos da harmonia e com o cimento da paz;
Na casa da vovó e do vovô as portas estarão sempre abertas;
Na casa da vovó e do vovô tem muito carinho, muitos beijinhos de afeto, alegrias de montão, um mar de liberdades e um oceano de respeito...
Lá, sentirás pureza D'alma, receberás o abraço com um laço de ternura, terás brincadeiras livres, sem culpa e terás a comida a seu gosto;
Poderás saborear as frutas, apanhando-as;
Poderás subir na árvore e colher a fruta mais gostosa;
Poderás comer bolo de chocolate, roscas, biscoitos e pão de queijo;
Poderás comer batata frita, pamonha, mingau e milho assado...
À tardinha, sentirás o cheirinho de pipoca pulando na panela, pé de moleque e doce de leite à vontade;
Poderás beber leite da vaquinha Mimosa, comer ovo da galinha pintadinha e ouvir o cantar de seriemas e saracuras...
Poderás, ainda, pescar e nadar no riacho doce, cavalgar no cavalinho Chuvisco, no pônei arisco e na mulinha ternura;
Poderás dar comida aos pombos, perus, angolas e galinhas...
Sentirás livre ao correr no gramado do quintal da liberdade;
Lá, acordarás com a sinfonia do cantar do galo e dos passarinhos...
Na casa da vovó e do vovô terás amor, conforto e a presença de Deus...
Sejas bem-vindo! ...
Élcio José Martins
Título: Assim me dizia.
No baú das lembranças, um dia encontrei
A menina que um dia me amou, eu sei.
Me chamava de algo, doce e engraçado,
Mas o nome exato? Ah, tá complicado!
Rebusquei memórias, fui longe buscar,
Naquele tempo bom de escola e olhar.
Não era "querido", nem "meu bem amado",
Era algo estranho, mas tão bem falado!
"Ah, Estrupício!", assim me dizia,
Com riso no rosto, cheia de alegria.
E eu, desastrado, mas cheio de afeto,
Fiquei com o nome... e com o amor quieto.
POSTAL
.
.
Carrego comigo um postal...
Lembrança da minha terra:
minha paisagem natal!
.
Debruçado sobre a Baía,
ou de braços estendidos
(não sei bem assim ao certo),
um Cristo de Pedra abençoa
o resto do mundo em pessoa.
.
Anoiteceu no retrato...
Casas e ruas cintilam:
só há luz, não há maltrato.
.
As misérias se apagaram;
pobrezas não há mais
(sutilezas fotográficas).
.
O morro tem um colar
de barracos que são pérolas,
a avenida tem formigas
coloridas que são gente,
e a sombra deita em praias
assoalhos diferentes.
.
Carrego comigo um postal...
Anoiteceu na gravura
que a perícia de um fotógrafo
fez de um momento imortal.
.
No retrato em que nasci,
não há seres infelizes;
só há luzes de mim sorrindo,
e ondas no mar suspensas.
.
Toda coisa ruim sumiu:
a câmara filtrou tudo
na beleza de um postal!
.
Aonde vou
carrego comigo o postal...
.
Mal se forma uma conversa
sobre pátrias e valores,
exibo aos estrangeiros
a beleza de um postal.
.
– um pouco envergonhado –
... não faz mal.
.
.
[José D'Assunção Barros.
Publicado na revista Nós, vol.10, nº2, 2025]
Apegado em lembranças
Eu estava apegado em lembranças,
E isso me acorrentava a solidão,
Chorando e sem forças como criança,
Procurando por uma solução.
Era tudo que eu queria saber,
O porquê de tanto sofrimento,
Não aguento ao menos descrever,
Nem um pouquinho do meu pensamento.
Pensamento de sombras do passado,
Impregnadas na espinha do meu ser,
Já ando cansado e desanimado,
Mas não posso desistir e perder.
Sou guerreiro e um incansável lutador,
Vou até o último minuto acreditar,
Logo logo, me livro dessa dor,
E apartir daí, começar a sonhar.
A dor pode até incomodar,
Mas eu não desistirei e seguirei em frente,
Certamente voltarei à amar,
Tenho isso fixo em minha mente.
Dar certo ou errado, faz parte do processo,
Então porque eu iria desistir,
Para o sofrimento escrevo um verso,
E é nesse pilar que devo partir.
Partir rumo a sonhada felicidade,
Onde o amor será o governador,
De uma estrada cheia de verdade,
De alegrias,tristezas e dor.
Lourival Alves
" BRINQUEDO "
Eis que a lembrança, ainda, te visita
no teu jardim da alma, em certo instante,
e a emoção que é, disto, resultante
ficar por tempo mais, em ti, cogita!
Te inquietas do momento, relutante,
consciente que o amor real te habita
e, embora exista manchas nesta escrita,
saudades tens de quem te foi amante.
És responsável por quem tu cativas
e é este amor que faz com que revivas
o essencial oculto neste enredo…
Sim! Te visita, ainda, uma lembrança
que, todo o sentimento teu alcança
fazendo, da saudade, o teu brinquedo!
" ANDARÁ "
Hão de ficar lembranças na memória,
imagens, fotos e a recordação
dos tempos juntos, presa ao coração,
marcando o que se fez por nossa história!
Por mais que haja mudanças e a intenção
de se deixar pra lá, fraca, ilusória,
tentando um rumo novo à trajetória
terás, ainda assim, saudade, então.
Que os fatos não te impeçam de ir adiante
mantendo o passo firme, são, constante,
em busca de um futuro aventurado…
Mas, saiba que presente e verdadeiro,
qual se sentisses dele, ainda, o cheiro,
o amor sempre andará, junto, ao teu lado!
RELÓGIO DE BOLSO
O tempo é uma dádiva.
Ninguém o vê quando passa.
O passado é uma lembrança,
O presente é o que somos.
E o futuro, ah, o futuro...
O futuro é tudo.
O futuro e o passado se unem
Pela corrente de um presente de aniversário.
Porque eles não existem agora, só no dia—
São promessas descabidas, são mentiras,
Pois ninguém sabe a hora de ir embora.
O presente é uma bênção líquida,
Que o tempo nos entrega de presente.
Somos todos gratos,
Por isso paramos por instantes...
Depende de mim mudar quem fui,
Depende de mim pensar quem sou.
Mas qual é a graça em mudar? Em pensar?
Os astros são legítimos, mas estão longe.
A lua reflete a luz, mas não se vê de dia.
À noite, o mar não aparece—
Então por que parecia?
O tempo... só o sentimos
Quando não temos mais.
SÓ LEMBRANÇA
Oh! Cerrado! O tempo passa e insiste
tuas várzeas feridas, no ataque, tanto
e o teu sofrimento se mistura o pranto
de irreflexão. Quanto sentimento triste
A sedução no teu seduzir ainda existe
que teima na vida em morte, vil manto
deste desencanto, num sofrente canto
que murmura, que agoniza, e assiste
Agora, cerrado, é tablado de matança
de quem te lança, feri e além avança
em busca de mudança, árduo rosário
O teu fascínio és calvário, és cenário
de extermínio, tantos... tantos, vário
deixando para atração, só lembrança.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG
poesia 1 ] A casa
Daqui alguns dias nessa casa
nao havera nada
nem lembrança
nem risada
nem choro e nem magoa
apenas ruidos
e becos
que nao dão em nada
onde passei minha infancia
correndo de um lado para o outro
cantando canções de alegria igual criança
ela estara vazia
a casa
onde guardo carinhos e memorias
de meus amigos
que jaja se esqueceram de mim
nas ruas em que eu andava
eo tempo se passava
mas por fim a casa
nao tera mais nada
ea escola
sera lembrada
na despedida havera choros e risadas, que eu jamais verei novamente
hey casa, vou sentir saudades
e quem morar aqui
sentira a alegria, de uma interior criança que nela habtava
Ah...as lembranças!! De um tempo que passou, de um tempo que é, de um tempo que não foi, nem será. Lembranças das palavras ditas, quase ditas, não ditas, sussurradas no ouvido. Lembranças das promessas, das confissões, lembranças, memórias, recordações, do que quase tornou-se realidade mas, ficou no "se, um dia". E se ficou não importa aonde, é porque marcou, e se marcou, é porque vai ficar, aqui, agora, hoje.
Flávia Abib
Vão-se-me
Dos versos para ti, dantes, nada existe
A lembrança é algo de um pouco valor
A poesia, vazia, está sem aquele amor
Que um dia foi certo, da poética saíste
Porque assim como chegaste, partiste
Cessando o peito que batia com ardor
Sangrando n’alma, criando tom de dor
Na prosa, chorosa, suspirante e triste
O tempo anda, a emoção sai do cais
E a sofrência apenas lesão no sentir
E o coração atrelado em outras elos
De quanto foi outrora, nada tem, mais
Nada, daquela sensação, só o resistir
Vão-se-me uns após uns, dos flagelos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 abril, 2024, 12’04” – Araguari, MG
Na desordem existe um amor! Que lembranças me vem quando os sorrisos me constrange, em vezes sem avisar, de minhas memórias fazem parte, alegria que respiro transforma um momento um eterno cortejo da vida.
Dela que tanto faço parte, incrivelmente sempre encontro as memórias tuas, tenho plena revelação que faço parte de te, juntamente me sinto repleto de abraços, sorrisos que ainda tem validade.
É como um encontro que nunca se separa e parece se manter vivo e pleno, essa luz mágica é algo que penso que veio para ficar sem ter tempo de ir para longe, as lembranças ela são minhas, junto a todo nosso carinho talvez até seja exclusivo pois eles dois nunca me deixam...
Passado algum período, mas de forma recorrente, me vem à lembrança aquele momento de quando eu ainda era criança e assistia tv com minha avó.
Gostava de deitar no tapete da sala, encostada naquela grande almofada e confortavelmente apoiava o pé no sofá, onde minha avó estava.
Essa cena era rotineira e ela sempre pegava no meu pé, acalentando-o e dizia "que pé frio, minha filha" e sorria.
Hoje entendo o sentimento e quantas palavras existam nessa frase e naquele olhar afetuoso.
Ela tem um caminho enorme pela frente e não será fácil, desejo bênçãos e sorte na vida dela, e desde então, carrego essa sorte em meu coração.
Que sorte a minha!
CRUZEIRO GIGANTE
Palestra Itália de eternas lembranças
Escola de arte e alegria
Desejos imensuráveis
Razão de nossa esperança
Orgulhosos e esperançosos
Sabedoria e grandeza
Ápice nos pódios de grandes glórias
Luta diária, tão combatido, jamais vencido
Vitórias nas páginas heroicas de glórias
Amor que não desiste de sua nobreza
Dedicação e lhaneza nas cores azuis celestes
Ordem e progresso
Respeito a nação cruzeirense
Desiderato e realização de grandes sonhos
Afirmação de grandes conquistas
Progresso e obstinação
Aprovação da torcida cruzeirense
Tempos de resgaste das glórias imortais
Referência em boa gestão
Investimento com visão de futuro
Amanhã será outro dia
Orgulho de ser cruzeirense
Resiliência e compromisso com a história
Galhardia e amor as suas cores
Umbrais de liberdade
Luta bela e incandescente
Homens de fibra e visão empresarial
Orçamento de gestor
Cruzeiro de páginas heroicas imortais
Riqueza de vitórias
Urbanidade e respeito
Zelo e paixão pelo clube
Exuberância nos gramados do Brasil
Imortalidade histórica
Resistência e força para vencer
Estilo e garra na arte de jogar
Não desiste jamais do seu desiderato
Sapiência e amor a massa celeste
Esbanjamento de artes nos gramados
Perder, partir são palavras que mostram a distância de uma pessoa.
Memória, lembranças e amor são as pontes que nos conectam com os entes queridos que partiram.
Mesmo indo, algo fica: fica o amor que, ao fecharmos os olhos, nos faz lembrar da voz, do cheiro, do abraço e do sorriso.
Quando agimos no mundo, lembramos dos ensinamentos do pai,
Da presença que ele deixou em nós, da personalidade aos traços físicos.
Em nossos descendentes, também é possível notar a presença do nosso pai, do avô.
É certo que a partida nos faz carregar o peso da saudade e a sorte da boa memória.
Celebramos a sorte do bom cuidado, do elo forte construído com amor no tempo que a vida oportunizou, no bom encontro que nos gerou a vida como uma linha que se move no tempo, não apenas como nascimento.
A morte do corpo é inevitável,
Mas o espírito se manifesta na energia que nos deu vida, na conexão amorosa que é forte e delicada ao mesmo tempo.
A partida é inevitável, mas a força que gerou nossa vida, os ensinamentos e o amor devem nos fortalecer e conectar, para que a saudade possa ser acalmada em nosso coração.
A memória dos bons momentos é uma máquina que nos faz viajar no tempo da existência física presente.
Aproveitemos a vida enquanto ela pulsa.
Aproveitemos a memória como essa máquina que nos transporta e conecta com a existência que fisicamente sumiu.
Que o amor e os ensinamentos sigam nos ligando nesta existência que nos resta, nesses encontros que nos afetam, moldando quem somos.
Lembrança?
Depois.
Pouco.
Coletivo.
Um suspiro.
Mas estarei lá.
Pouco importa.
Memória passageira.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.
Para futuro todos.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.
Para sempre todos.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.
O que temos pra jantar?
Canta alegremente o seu cântico de amor.
Alegra com as lembranças da tua mocidade ela te formou.
Os teus passos seguros de agora em outrora eram medo e talvez de dor.
Se alegra Mulher entre as linhas do teu rosto, elas refletem a história dos sonhos teus.
Canta alegremente o seu cântico de amor.
Adriana Paulino
Desde eu tenho lembrança eu sou um ser de alma leve, bicho solto, aventureiro. Sempre vi beleza na vida, nessa época quando morei nessa casa eu andava uns 4km para ir e vir da escola por uma estrada de chão, aí alguém pensa na poeira, nas pedras, no barro, no calor ou no frio eu passava por essa estrada olhando o céu, azul ou não era lindo igual, eu criava letras de música que agradeciam Deus e retratava o caminho que eu percorria, ou seja eu sempre fui um ser feliz, genuinamente encantado pela vida.
A gente cresce e o mundo como ele é nos obriga a deixar de “ser criança” e agora ser adulto… Sou um adulto, tenho responsabilidade em tudo que faço, sou comprometido, tenho palavra e honro meu nome, mas nunca acreditei que para isso tivesse que deixar de ser aquele menino que morava nessa casa com Mãe, Padrasto e 2 irmãos mais velhos (que custaram me acolher como irmão, mas isso é outra história).
Por isso eu me sinto muitas vezes vivendo numa outra época, gosto do simples, tenho sorriso fácil, brilho no olhar, senso de justiça e sonhos que não passam por uma mansão e carrão, mas por várias estradas, caminhos e lugares, viver viajando é um sonho…
Continuo tentando viver a vida leve e simples, um dia de cada vez e sigo sendo com o peso da responsabilidade de um adulto o mesmo menino simples, sorridente e feliz que andava pelas estradas do interior sendo verdadeiramente grato pela vida!
Se você sabe ver beleza numa nuvem, tomar um café quentinho te faça sentir vivo (a), se um abraço te faz sentir renovado (a), correr na grama e brincar com o cachorro te faz sentir bem, se durante uma viagem você para e aprecia a paisagem, se você mais agradece do que reclama, é verdadeiro (a) c seus sentimentos, não permite que ninguém brinque com seus sonhos, enfrenta seus medos, pede desculpas mas também faz justiça e leva a vida leve, ah então você entende esse texto, então você me entende.
Minha missão é viver! É ser exemplo e deixar legado e pra isso não preciso de um palácio, a riqueza é o meu coração.
Obrigado Deus! Seguimos…
“ lembranças iniciada a partir dos dois anos de idade, contada através de palavras, Inspirada por sentimentos obtido por atitudes covardes.
Lembranças que vem e que vão, será pesadelos ou realidade que aconteceu no passado? Não se sabe ao certo, só se sabe que sempre vem,
tentando furar uma parede criada por críticas destrutiva, que foram usadas para construir essa grande parede blindada.
Quando se aproxima, transmiti uma certa inocência, brinca bastante de dia, na noite a tristeza abraça ela.
Sentimentos esquecidos no dia seguinte, ocasionado por uma mente fraca, por conta da
pouco idade, porém guardados no inconsciente, esperando momento certo, para atacar
novamente.
Passa dias e mais uma vez a falsa inocência se aproxima, marcando mais um episódio
Histórico na vida da simples bonequinha.
Pobre boneca, como se defender da tão cruel inocência? Bonecas
Não falam, não ouvem e nem andam, mais essa possuía sentimentos, “possuía” .
Será realmente que a inocência é mesmo inocente? Isso ninguém saberá, bonecas não
podem falar, no entanto essa boneca sentia.
Passa o tempo e o inconsciente começa a conscientizar se, por conta dos flashes
que de repente desprendem do inconsciente.
Agora se torna mais nítido, ela está ganhando vida, por conta da cruel covardia,
assumida pela falsa inocência, marcando essa bonequinha.
-Corre boneca, a cruel inocência tá vindo!
Traz em seu paladar covardia misturada na saliva, bonecas não andam, ela não pode correr.
Deve ser só mais essa vez que você servirá de distração.
É dia. De dia a falsa inocência só brinca,
porém quando chegar a noite a tristeza vem te abraçar, ativa seu inconsciente feche os
Olhos para no outro dia não lembrar.
Mas como ela esquece se os flashes lutam contra o esquecimento?
Passa dias, semanas e meses, e por fim passa anos também” [...]
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