Textos de Jardim
59-Flores do Meu Jardim Florido!
Comecei a enxergar como são bonitas as flores de minha
casa.
Como estas que foram colhidas por mim do meu jardim e são belas.
São bonitas como as estrelas pelo seu brilho, as
flores pela cor.
As plantas precisam de água para
crescer,
os seres precisam de flores para os frutos
aparecer.
Como este antúrio vermelho uma
linda flor.
Como estas minem
flores de
“Anador”.
O vermelho me lembra
paixão, o
branco me lembra a paz,
é com muita alegria que o amor nos
trás.
Ofereço para todos os amores e com
dedicação,
nunca deixem murchar a flor em seus
corações.
Não existe a flor perfeita porque cada uma tem sua
perfeição.
Gosto de flores por fazerem parte da natureza.
Gosto das flores pelo seu perfume e beleza.
Sou admiradora das flores, porque elas me encantam.
Quando colocamos flores em uma mesa os
males
espantam.
Flores enfeitam e as abelhas adoram o seu pólen.
Os pássaros se divertem porque sabem que através das
flores virão os frutos.
Os frutos nos alimentam, e cada dia colherá mais o
alimento.
Quando plantamos esperamos os melhores frutos e
nunca os piores.
È como a vida, sempre esperamos os melhores valores ,
dos amores e não desistir
jamais.
O momento de nossa vida nos
traz a paz.
**CHUVA DE ESTRELAS**
Meu reduto, é céu estrelado
Do universo chovendo flores,
Meu jardim, reino encantado.
Flui vida em múltiplas cores.
Melodioso trina o sino em meu batel
Entoando suavemente linda melodia,
Em forma de coração, chuva de papel
Irradiando em Minh’ alma pura poesia.
No céu estrelado, luzes cintilam
Do teu coração provém alegria,
Meus sonhos por ele almejam
Querendo nele fazer moradia.
Meus olhos te fitam sorrindo
Num sonho encantado e feliz,
Do céu estrelas vem caindo
Encantando um poeta aprendiz.
Do céu chovem suntuosas estrelas
No jardim brota a mais linda flor,
No coração são abertas janelas
Para acolher meu grande amor.
Mova-se da cadeira, tente, abrace o mundo, cuide de você. Voltando à frase do “cuidando do jardim...” cuide do seu. Faça as borboletas pousarem em você, e quando acontecer, vá com tranquilidade, não as espante, e tenha em mente: Borboletas têm asas, borboletas voam, voltam, pousam em outros lugares, já pousaram, irão pousar. Você é o presente. Você é o agora. É o que está acontecendo naquele momento. Então intensifique, mas tenha em mente que borboletas vivem somente Setenta e duas horas.
Ou é pelo menos o que dizem por aí...
No meu coração existe um jardim aonde cultivo flores de rara beleza...Flores que contém a essência do mais puro amor e que todos os dias eu rego com gotas de carinho... Flores que prometi colher, somente quando alguém tocasse minh'alma de maneira única...especial...
...Hoje eu colhi as mais belas pra você. . .
Diante do campo olho obcecadamente o jardim.
Ainda tenho barro entre as unhas e duas farpas que não consegui tirar.
Meus olhos estão satisfeitos com o suor do meu trabalho, até que os repousassem nos sacos pretos mais ao canto, cheios e lacrados.
O trabalho do qual me orgulho agora é também desconforto.
Não sou jardineiro. Aprendi com as mãos na terra que lá moram as larvas, queimei-me.
Puxei um mato bravo com as mãos descobertas, tornei-me a queimar. Essa mais que a outra, interrompeu um dia de trabalho.
Reguei mais do que devia. Deixei de aguar o necessário. Quanta dor há até que se ache o equilíbrio!
Reconheço em você meus dias no jardim.
Amor Platônico
Oh! Onde estará meu amor?
Será que entre as rosas do jardim?
Entre os lírios e jasmim?
Ou entre os ramos de espinhos?
Oh! Por onde anda o meu amor?
Será que sobre a linda noite de luar?
Ou sobre as obscuridades da escuridão?
Oh! O que pensa o meu amor?
Será que pensas em mim?
Será que se lembras de mim?
Oh! O que sente o meu amor?
Será que sente algo por mim?
Será que me ama e me almeja?
Ou não sentes nada e fim.
Ando perdida sem meu amor!
Por onde andas? Como vives? O que sentes? O que pensas?
Oh! Meu senhor será que existe uma reciproca verdadeira?
Amor sem barreira?
Ou isso é só mais um amor platônico?
Não falo, não ligo, deixo ficar assim, subtendido…
Passei a noite toda
Sonhando com uma flor
Que desabrochava no jardim
E tinha o nome de amor
Me apaixonei logo por ela,
Mas ela por mim não se apaixonou
Chorei diante dela
E vi perdê-la o encanto,
Secando com o sol nascente
Vi chorando em planto
Salvei-a do sol ardente
E ela me agradeceu em canto.
Uma musica apaixonante
Que me deixou enlouquecido
Passei a querê-la bem mais
E fiquei bem mais perdido,
E ela sem dó me deixou
Pelo aquele cravo esquisito.
Acordei chorando tanto
Com uma rosa sobre mim
Era a rosa mais linda
De todo aquele jardim,
E ela olhou em meus olhos
E me jurou amor sem fim.
Fui até meu jardim secreto; me armei de pá, ancinho, adubos e sementes.
Fui plantar cataventos. Por quê? O nome já diz; para que ventos os levem.
Meu jardim estava um pouco triste, a chuva da insegurança abatera-se sobre ele. Então sentei-me ali naquela pedra e esperei que a chuva passasse.
Enquanto esperava, imaginava meus cataventos, e eles giravam, giravam, e o vento divertia-se com seus rodopios que eram tantos, que dissipou a chuva. E as nuvens se abriram; um sorridente Sol se mostrou entre elas. E numa parceria inesperada, vento e sol secaram meu jardim.
Peguei minha pazinha, meu ancinho e trabalhei minha terra, esperançosa pelos cataventos. Lançara minhas sementes de verdes cataventos.
E esperei por eles, dias e dias, regados pela chuva da paciência e aquecidos pelo Sol da esperança. Finalmente nasceram, bonitos, perfeitos, rodopiantes bailarinos. Sorri de satisfação. Eram cataventos de montão.
Enfim cresceram. Para quê tanto catavento? Oras, porque só um não basta pro meu intento.
Então, escrevi uma mensagem em cada um deles. Eu pedi a sua volta. Fiz um mapa também, para o caso de você se perder, para não perderes o rumo.
Sou homem da terra, cultivo jardim secreto. Não sei nada sobre plantar garrafas no mar. Depois me explique o projeto.
Tudo pronto para o grande desfecho. Aguardo que o grande vento conciliador se aproxime e Zás! Liberto meus catadores de respostas. Um a um eles se vão em sua busca. Olhe para cima, eles estão à sua procura. Encontre-os. Encontre-nos!
Sentarei aqui, nessa pedra de meu jardim secreto e
esperarei.
Até que retorne o último catavento, trazido pela sua mão.
Volte. Dê meia-volta.
Que eu não tenha plantado em vão.
A lua e a Estrela!
Quão doce e belo é o céu!
É o jardim da minha alma!
A Lua é você; com suas fases diversas e,
Inigualável beleza, força e orgulho!
Eu sou a Estrela pequena,
Porém, com brilho próprio...
Linda, brilhante diante de você!
Só em silêncio a ti olhar!
A Lua do alto da sua majestade e
Imponente amor...
Sem te tocar...
A Estrela a brilhar...
Te amando a cada infinito;
Sempre a esperar...
O amigo Sol se deitar!
Para só então te namorar!
Infinitamente sem se separar...
Estaremos sempre lá!
A Lua e Eu!
Sempre achei lindo ter uma casa com flores nas janelas, um jardim com caixa postal de madeira e um labrador latindo ao amanhecer quando passa o Jornaleiro...
No forno, uma colorida forma de cupcakes e ao acender o abajur um beijo de bom dia...
Aos que pensam que isso não é vida real, muito prazer, eu também guardo um chá mate gelado, logo alí em jarra de vidro dentro da geladeira com pingüim ...
Carpe Diem
O AUTOR DA MINHA VIDA
Quando Deus me gerou, junto com a minha vida ele me deu um jardim: o jardim da minha vida. Esse mesmo jardim me foi concedido com várias flores de beleza inigualável. Dentre essas flores, duas em especial destacavam-se com maior intensidade.
Sendo assim, à medida que eu crescia, algumas flores morriam, outras nasciam e cresciam, e o mais importante, elas não estavam desprovidas de cuidados, havia um jardineiro que zelava por elas.
Quando eu olhava para esse jardim, percebi que o jardineiro cuidava de cada uma das flores com um carinho diferente; cada uma exigia uma maneira especial de ser cuidada, e o jardineiro sabia como cuidar de todas elas. Ele as regava todas elas, podava as murchas e defeituosas, outras ele simplesmente arrancava juntamente com a raiz.
Em uma de minhas observações ao meu jardim, percebi que todas as manhãs, ao nascer do sol, o jardineiro recolhia água de uma nascente que havia ao lado direito do jardim e regava primeiramente aquelas duas flores que se destacavam; algumas outras ele as regava somente ao meio-dia e ao entardecer.
Com o passar do tempo, dentre as flores que possuíam maior destaque, uma delas morreu. O jardineiro cuidadosamente retirou-a do jardim, para que o mesmo permanecesse sempre belo. Todavia, eram duas as flores mais belas e, na ausência de uma flor, a outra murchou e perdeu a sua beleza. O jardineiro ao ver o esmorecer daquela flor apanhou uma tesoura, cortando-a de modo a permanecer somente a raiz no solo. Saiu do jardim e caminhou até o meu coração. Quando enfim chegou ao seu destino, bateu na porta do meu coração e, quando eu ouvi as batidas, abri a porta e permiti que ele entrasse. Lá ele permaneceu...
Certo dia, sem ter o que fazer, visitei o meu jardim em busca da beleza daquelas flores... foi quando me lembrei que elas não estavam mais lá; uma havia morrido e outra levada para dentro do meu coração, onde permaneceu juntamente com o jardineiro. Contudo, apesar da ausência do jardineiro, meu jardim permanecia perfeito e com um grande aroma campestre.
Apesar de tais fatos, resolvi visitar o jardineiro e com ele conversar. Foi quando abri meu coração, e a sua presença me pus. Ao avistá-lo, não consegui ver seu rosto, suas mãos e nem os seus pés, mas percebi que ele tinha consigo plantada em um vaso, aquela flor que ele havia retirado murcha do meu jardim. Ele havia entrado nas dependências do meu coração com ela nas mãos sem que eu a percebesse, e mais, agora ela estava bela novamente!
Foi quando questionei a respeito de sua ausência:
– Senhor, esqueceste de mim?
– Eu nunca me esquecerei de ti!
– Mas... e o meu jardim? Embora permaneça intacto, não o vejo mais por lá.
– Depois que me recebeu em seu coração, aqui me instalei permanentemente. E quanto ao seu jardim, meu pai é quem tomou a responsabilidade de zelar por ele.
– Mas senhor, quem é o seu pai? Eu não o vejo, não o conheço.
– Acalme-se! Meu pai é aquele que me ensinou a sofrer.
– Sofrer?! E como terei certeza que meu jardim não sofrerá em suas mãos?
– Em meu pai você pode confiar! Tudo está em suas mãos. Ele é o que repousa assentado sobre o globo terrestre. Tudo depende dele.
– Mas senhor, como assim? Eu não entendo...
– Não é necessário entender, mas sim confiar. As flores do seu jardim representam suas conquistas, seus sonhos, seus desejos e suas vontades mais íntimas. Quando uma flor morria, eu a recolhia e semeava outra em seu lugar. A água que eu usava para regá-las eu apanhava naquela nascente de águas vivas, à destra de meu pai e as regava todos os duas, em especial duas, que falando de mim representa uma família: pai e filho. Quando aquela bela flor morreu, eu a recolhi e a levei para os braços do meu pai; para você ela sempre esteve morta, mas meu pai a abençoou com a salvação. Em seguida, a outra flor murchou. Meu pai mandou que eu a cortasse com uma tesoura de ouro de modo a deixar somente a raiz permanecer plantada no solo daquele jardim. Dessa forma, mandou-me que a plantasse em um vaso com terra de Canaã e batesse na porta do seu coração. Você me recebeu e saiu. Enquanto isso, meu trouxe a flor morta para que dentro do seu coração eu a guardasse e juntamente com a flor morta, trouxe-me uma porção de águas vivas para que regasse diariamente aquela flor plantada no vaso.
Com o passar dos anos, retornei ao jardim. Encontrei-o em perfeito estado e muito bem cuidado. Ao olhar para o local onde se avistava aquelas belas flores, vi que no lugar daquela flor que havia murchado, brotava uma pequena bela flor.
Foi quando resolvi novamente conversar com o jardineiro. Ao chegar à sua presença, perguntei:
– Senhor, quem tu és? Quem és o teu pai? O que são aquelas flores e aquele broto e o que eles representam na minha vida, que é o jardim?
– Duas pessoas em especial que compõem sua vida estavam representadas na figura daquelas duas flores especiais: seu pai e sua esposa. Quando o seu pai morreu, com meu pai ele foi morar e por saudade sua esposa chorou. Foi quando recolhi as suas lágrimas, tirei-a de lá e a trouxa para dentro do seu coração; meu pai mandou que eu a protegesse para que nada nem ninguém fossem capazes de tirá-la daqui. Aqui também estão preservadas as memórias de seu pai. Aqui estão os dois, pois eu e meu pai somos quem os sustenta contigo. Esse vaso com terra representa as vossas dificuldades; o povo de Israel muito sofreu por chegar a Canaã, a terra que meu pai os havia prometido e, quando lá chegaram, muito também foram felizes.
– Senhor, tudo realmente se encaixa, tudo faz sentido em minha vida. Mas quem tu és? Apresente-se a mim, por favor. Eu preciso...
– Eu sou Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo!
JARDIM CONTAMINADO
Enquanto nos quatro cantos de nosso país faltam profissionais como, professores,médicos, engenheiros e etc...
Políticos e líderes religiosos mau intencionados proliferam-se como ervas daninhas, roubando nossas riquezas, nossa auto estima e acima de tudo........nossas esperanças!!!
Em meu jardim construí uma casa onde eu pudesse descansar. Construí ali uma vida, dentro do meu mundo, dentro de mim pude notar a diferença que a cada dia crescia mais e mais, pois, acreditava no que era o novo, inesperado, acreditava no belo.
Dentro de minha casa eu podia ver os dias amanhecerem, e podia me deliciar no deslumbrante crepúsculo que se formava em meu céu nas tardes de outono.
As folhas que caiam das árvores, eu nunca as recolhia, pois, a mistura de tantas cores naturais me trazia conforto e paz. E a cada dia que amanhecia em meu jardim, era com uma bela pintura, pois o vento como um todo se incorporava àquelas folhas fazendo-as voarem a cada dia em um lugar.
Durante a noite eu me deitava junto a minha lareira e olhava para o alto, e bem no alto eu podia ver as estrelas brilharem onde que em meus pensamentos eu podia tocá-las e assim, por um momento eu podia sentir o divino dom da vida eterna.
Eram frézias, gérberas, peônias, flores do campo, orquídeas, inúmeras orquídeas, e nas árvores – Sim nas belas árvores – lindas bromélias. Mas eu poderia ficar por aqui descrevendo muitas das espécies de flores e plantas que em meu jardim existiam, mas o tempo que me resta é pouco. Pouco, por que meu jardim se desfez. A casa que construí em meu jardim era transparente, e eu vivia como se fosse numa redoma de vidro. As pessoas que por ali passavam se admiravam com meu jardim e minha casa, mas eu não fazia questão de notá-las, pois para mim, o que apenas existia era meu jardim.
O tempo passava e aquilo tudo foi envelhecendo assim como eu. Descobri em mim uma solidão imensurável, que me causava infortúnios. Eu queria alguém para poder compartilhar comigo toda aquela graça que existia em meu mundo, eu queria poder compartilhar com alguém todos os ensinamentos que os livros puderam me dar. Mas as pessoas não me notavam, não me olhavam, e não me queriam, talvez pelo fato de eu não querer com que elas me vissem, e de fato assim, eu não existia para elas.
Todo aquele sentimento, aquela dor estava ficando cada dia maior, e eu queria poder mudar, poder existir, mas como? Eu mesmo não sabia como! Não poderia deixar ninguém entrar em meu jardim, pois, eles poderiam destrui-lo. Eu não só via, mas eu podia sentir a maldade nas pessoas que por ali passavam. Elas não podiam me notar, mas eu as notava, e via coisas.
Solidão, medo. Um profundo suspiro na escuridão de um pesadelo. Olho para o céu e percebi que dormia minha respiração acelerada, meu coração naquele instante poderia saltar de mim. Dúvidas, dúvidas, muitas dúvidas. Por que as pessoas escolhem isso, por que elas fazem o que fazem...
Eu queria respostas, e queria naquele exato momento, queria poder sentir o gosto de cair e poder levantar, pois para isso eu teria amigos para me estenderem a mão. Queria sentir o vento de uma tempestade que se aproxima, e na mesma poder encharcar minha roupa, eu queria buscar minha felicidade. Queria entender as pessoas, o motivo pelo qual elas têm tanto o que sofrer e chorar, mas a única maneira de tudo isso acontecer era saindo do meu jardim.
Saindo do meu jardim eu sabia que não poderia mais voltar, não poderia mais vê-lo. Essa era uma decisão que por muito me causou infortúnios. Mas eu precisava entender as pessoas e descobrir o gosto e as sensações de algumas coisas que me pareciam tão simples, mas que significavam muito mais que uma vida. Mesmo assim, minha curiosidade falou mais alto e fui em frente com meu pensamento.
Hoje eu sei que em meu jardim eu seria feliz eternamente, até o último suspiro de vida que em mim existisse. Meu jardim não resistiu a minha perda, mas eu já pude superar à sua, pois aprendi ser como as pessoas que eu observava, aprendi amar. Engraçado nos livros a palavra amar significa: Ter amor, afeição, estima. Querer bem. Mas aqui fora as pessoas não têm amor como nos livros, como nos contos que eu tanto li. E assim que pude, amei, amei. Estranho amor. E amando descobri que as pessoas não acreditam nas coisas belas que podem acontecer em suas vidas, pois um dia uma pessoa me disse: “Amor. Isso não existe. Que quer que mantenha famílias, casais juntos não é amor. É imbecilidade egoísmo ou medo. Amor não existe. Existe interesse pessoal, ligação baseada em proveito pessoal. Existe prazer, mas não amor. O amor deve ser reinventado".
Reinventado de que maneira, de que jeito? De que modo as pessoas precisam aprender a amar?
Mas hoje eu mesmo posso responder. O amor na vida real é irreal, ilusão daqueles que procuram a felicidade em outra pessoa, pois somos felizes da maneira que somos.
Ao cair da noite eu olho para o céu e não consigo ver as mesmas estrelas, que antes em meus pensamentos eu as tocava. Lembro do meu jardim - como eu queria ainda estar lá -, mas esta é uma escolha que não podemos simplesmente dizer não. Todos nós vamos abandonar nossos jardins. Aos meus olhos eu não era visto, notado pelas pessoas, hoje eu entendo, eu não era invisível, eu apenas não era compreendido pelos incoerentes adultos que por ali passavam e não me notavam.
Sei que posso continuar cultivando flores e plantas. Mas hoje, preciso arranjar tempo e lugar. Aquele meu lindo jardim desertificou-se, desvaneceu-se, agora eu vou fazer um novo em uma outra pessoa, pois meu objetivo será reinventar o amor em mim, quero provar que sempre o bem vence e sempre podemos sermos felizes, pois todos nascemos para amar sermos amados.
FALSA FLOR
Sinto-me um beija-flor num jardim de plástico
Beijando a falsa flor carente sem me contentar,
Meu pensamento sob efeito elástico,
Vaga sonso,
E volta tolo, pro mesmo lugar!
Na ilusão de encontrar o néctar da flor real,
Disparo-me em voos rasantes e suicidas sem temer a dor
Pois, conviver com a dor carnal;
É melhor que a dor de amor!
Paciência é um fruto raro,
só colheremos se deixarmos
Deus cuidar do nosso jardim.
Se aguardarmos as primeiras
e as últimas chuvas.
Se regarmos com
lágrimas...
Se não
murmurarmos.
Se soubermos
suportar os sofrimentos.
E lembre-se:
Deus não está demorando,
Ele está caprichando.
Vou cultivando alegrias pra deixar florir meus sorrisos.
Meu jardim tem margaridas risonhas esperando para brincar de bem-me-quer.
Violetas que deixam meu céu azul mesmo em dias nublados.
Rosas que afagam com a maciez de suas pétalas.
Girassóis que se debruçam sob minha janela.
Lírios, orquídeas, crisantemos, cerejeiras e um ipe amarelo.
Vez em quando surgem algumas ervas-daninhas, mas estas, eu vou podando todos os dias.
Nao há mal que floresça sem raiz.
Pessoas choram, por motivos, Motivos as vezes significantes,
E sonham em correr em um grande jardim repleto de flores, com um dia ensolarado de Céu tão Azul quanto a água do mar.
Esquecem que isso já foi realidade nossa, hoje oque nos sobra e só a cor escura do céu a noite, pois de dia o Céu e cinza e a água de nossos mares preta, porque em vez de sonhar não vivem a realidade? Abra os olhos borrados e abrace essa trevas que hoje vivemos.
Um homem apaixonado entrou em um jardim
Procurou pela mais linda das flores
Encontrou-a sobre a mão da mais linda das mulheres
A mais encantadora e mais misteriosa
E marcados pelas horas da noite
A promessa de nos encontrarmos
Para todo o sempre.
Todo verão enxugarei seu suor,
Todo inverno protegê-la-ei do frio,
Todo outono colherei as folhas que cobrirão o jardim ao seu lado
E toda primavera observarei o jardim florido envolvido em seus braços...
FLOR MENINA
Flor!
Que da vida ao meu jardim.
Regas com teu amor,
perfume,
beleza e ardor.
E te rendes... a mim.
Com teu jeito incomparável
Me cativa,
me anima...
Tudo em ti,
é amável.
Minha linda flor, MENINA!
Sou teu, jardim "encantado".
De amor sem fim...
Cravo sou! Enamorado...
Pois, a tenho para mim.
A QUARTA PRIMAVERA.
A quarta primavera na ausência da flor.
Especie única do meu jardim.
Extinta, órfão meu quintal ficou.
Morando no meu imaginário.
Do polén a lembrança fecundou....
O nectar do quintal não é mais tão doce assim.
O espinho que nunca me feriu,
da flor que exalava o jardim.
O beijo e o carinho regavam a flor.
Mato a saudade ao ver colibris.
A flor que na minha vida passou.
Celeste, Deus, a flor, querubins.
"maternus sempre lembrae"
Científico nome da flor
Do meu sentimento que não jaz.
Brotam as palavras que em poesia lhe dou.
Autor: Carlos Henrique R. de Oliveira.
