Textos de Jardim

Cerca de 2329 textos de Jardim

Flambagem


⁠Há fronteiras nos jardins da razão
Há uma batalha vencida nas coisas
Que

Escolhemos não repetir

Eu quero idolatrar a dúvida
Quando eu pronuncio a palavra futuro
A primeira sílaba já pertence ao passado

Quando pronuncio a palavra silêncio
Destruo o silêncio

Quando pronuncio a palavra nada
Crio algo que nao cabe no que ainda nao existe

Ao contrário do que muita gente imagina
A gente não nasce pronto e vai se gastando
A gente nasce não pronto e vai se refazendo

Nada é mais perigoso do que a certeza de ter razão

Inserida por samuelfortes

Rua toda torta, de velhas casas e muros,
janelas quebradas, musgo nos jardins,
quantas memórias em suas fachadas,
muitas das quais, tatuadas em mim

Minh''alma vaga de porta em porta,
meio perdida na companhia do vento,
sem bagagem, olhos e ouvidos abertos,
percebendo murmúrios antigos do tempo

Devo ter sido dessa rua, reconheço,
cada passo, cada sonho e realidades,
esperanças, lutas, desassossegos,
onde plantei sementes que se chamam saudade


Em 15/ 03/ 2.009

Inserida por neusamarilda

⁠Hibisco-Colibri

Flor nativa das três Américas
mel dos tempos infantes
e dos jardins de muitas memórias,
é o Hibisco-Colibri das nossas Histórias.

Fada de pétalas que surpreende
seja na cor rosa ou vermelha,
que além do mel diverte o paladar,
quero ver por muito o seu desabrochar.

Se por acaso o destino me agraciar,
quero deste mel poético na sua
companhia não importa o dia desfrutar.

Algo me diz que o quê o seu amor
e o seu carinho você não vai negar,
e pelos jardins do mundo vamos namorar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Hortênsias foram
levadas a cruzar
o oceano e coroam
os jardins mineiros,
Este poema com tudo
o quê chegou até aqui
vem sendo escrito
continuamente
para manter a chama
do meu país vivo
nem que seja somente
dentro do meu peito,
Tudo aquilo que nos
põe de pé deve ser
tratado com respeito,
Porque com amor e carinho
tudo na vida sempre terá jeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Anos Que Tenho Cá Em Mim
.
Tenho os anos que me cabe ter.
São passos de uma vida que não se estanca.
Piso firme nas inquietas pedras do caminho
E quebro as regras. Todas. Rasgo os manuais.
Apago os vícios da satisfação ao próximo:
Somente eu mesma preciso de mim, saber.

Tenho cá no corpo os anos que se vão,
Expostos pelas marcas do aprender.
Na palma da mão trago uma rosa,
No olhar o voo das gaivotas,
Já no coração, arranco os espinhos,
Que não quero e que me faz doer.

Planto jardins nas minhas pernas,
Que dedilha esperança por onde ando.
Não faço da coragem simples utopia
Nem da vontade somente teoria.
No pensamento, os sonhos me sacodem,
E a realidade me acorda sem assustar.

Porém, todas às vezes que lá se vão os anos,
Transponho minha alma para o recomeço.
Porque sou rocha que se atira no mar,
Pássaro que sabe voar, árvore que germina.
São nessas horas vividas que me rejuvenesço.
É desse pouco de tudo que o mundo me abriga,
Onde a acolhida dos anos que tenho cá em mim,
Me faz vida, me faz viva, me faz sempre seguir.

Inserida por GilBuena

Diante de tantas atrocidades,
O mundo pede paz.
A humanidade pede paz.
A sociedade pede paz.
Nós pedimos paz.
Eu peço paz!

Parece que estamos vivendo no olho do furacão, onde a qualquer momento ele acorda e joga a sua fúria em todos, mesmo naqueles que pedem paz, que estão em paz. Esqueçamos as armas, troquemos as trincheiras por jardins, eliminemos as bombas por músicas, transformemos as brigas por versos poéticos e vivamos, finalmente, a liberdade dos nossos sonhos, em que podemos expressar e dar só amor, sempre..

Inserida por GilBuena

⁠Será que há pássaros? Será que há formigas? Será que há mamangavas para as passifloras? E as jataís? Será que têm girassóis formosos como os das floriculturas? Há um girassol enorme no céu, um jardim flutuante e um chuveiro frio.

Se tem jardins que flutuam, há os que habitam, há os que voam. Tem jardins que dançam e uns que florescem; portanto, floresçam onde D-us te levar.

Inserida por srtacas

⁠Às vezes a planta
é em terra infértil
e nada floresce
somente há a poeira
que o vento levanta.
Deuses, desertos
desilusões
lenha ardendo
em estalos deprimidos
esses meses são
tão compridos
as cinzas rondam
os olhos ardidos
avermelhados
perdidos em tempos
em que as árvores
avançavam sobre a cerca
― abundantes de frutos.
Se foram os pomares
se foram os jardins
se foram as sombras
dorme a natureza
assim como durmo
saudades em mim.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Dois Corações, Uma História

Dois corações se encontram como estrelas perdidas no céu, um instante de magia, um destino que se revela.

Nos silêncios e palavras, nos gestos e olhares, o amor brota sem pressa, cresce, se refaz, se espalha.

Como raízes que se entrelaçam, forjam um jardim de sonhos, onde cada promessa floresce no tempo.

E quando a noite pesa e o caminho parece incerto, o abraço se torna abrigo e a esperança renasce.

Porque amar é mais que sentir, é caminhar lado a lado, é criar uma história única que nem o tempo pode apagar.

E assim seguem juntos, como rios que correm ao mar, na eterna dança do amor que nunca deixará de pulsar.

Inserida por SabinoTavares

Hoje o sol brilha para você.
Os pássaros cruzam o céu em sua homenagem.
As flores abrem nos jardins para dar mais beleza à sua vida.
Flautas celestiais entoam canções felizes para fazer essa data especial, porque é o seu aniversário, também especial para Deus que te presenteia com mais esse dia

Inserida por Jaderamadi

#Despe #do #corpo #a #alma...
No frio concreto molhado...
O fato está feito, silenciosamente...
Diante do tempo que não pára...

Sonhos talvez tivesse...
Louvores sairiam em trinados...
Asas seriam estendidas aos céus...
Mas está tudo acabado...

A vida continua...
Mas não para o anjo caído...
Saiu de seu abrigo...
Tudo está perdido...

Aos céus já não mais irá alçar...
Em jardins não brincará...

Em silêncio a morte diz...
O que na vida não queremos ver...
Se você não sabe o que é a vida...
Nunca irá entender a morte...

A vida sempre é um encontro...
Um desejo...
Um alento...

Todo dia é uma festa...
Sempre é hora de florescer...
Sonhe sempre...
Seja feliz e faça acontecer...

POETANDO
O poeta é um amante eternamente insatisfeito. Entre a paz do doce lar e as incertezas das noitadas, prefere se esgotar nos braços das madrugadas, beijando estrelas, acariciando a lua, deitando e rolando nas praias, perseguindo estradas, pulando cercas, usurpando alcovas de cetim, invadindo cabarés, escolhendo trilhas, adentrando Casas da Luz Vermelha, galgando montanhas, repetindo mergulhos abissais em busca das sereias, adentrando bosques ansiando fadas, esgotando bares...
(Juares de Marcos Jardim)

Outono da minha vida

Adentrando ao outono da minha vida,
Um paradoxal inverno quente me anima.
E a primavera, florida, faceira e sorridente
Reflete a esperança de um dezembro caloroso,
Com o verão pulsando caloroso em minhas veias.

Com certeza um natal muito feliz
Entre familiares e amigos.
Um “adeus ano velho” ruidoso
Com prazerosos brindes, fortes abraços,
Estalados beijos e furtivas lágrimas.

Mais um Ano Novo repleto de promessas.
Que aventuras viverei em janeiro?
Viagens, estradas, novas paragens.
Fevereiro de olhares, sorrisos e afagos.
Conquistas merecidas, achados fortuitos,
Quiçá novos amores, explosivas paixões,
Prazeres incontáveis, noitadas inesquecíveis.

Assim a vida se renova, até a hora da partida.
Março trará corações dilacerados,
Almas partidas, bilhetes rasgados,
Pulseiras, anéis e colares jogados.
Roupas rotas, tênis gastos,
Revistas dobradas, livros esquecidos.
Enfim, páginas viradas, vidas passando.

Os passos antes largos, agora lentos,
Os olhos lassos, as nuvens altas,
Prolongados suspiros, ais, sussurros.
O tempo escoando entre dedos e frestas,
As ondas do mar lavando lamentos,
Na areia desenhando imagens funestas...
(J.M. Jardim, setembro/2013)

Outono - Noite fria - Madrugada sombria
Brilha a Lua de Outono, noite quase fria, madrugada sombria, assombros da planetária pandemia, que nos atingiu ao romper do dia, quando o povo ainda amanhecia. Implacável, cruel, tornou-se fiel companhia àqueles que com alguma doença incurável convivia, ao infortunado que com baixa imunidade sobrevivia, na esperança que de alguma forma a cura viria. Insone, eu prometia que resistiria, que escreveria e aos quatro ventos postaria, que amplamente compartilharia meus temores, presa fácil da sutil armadilha, da oceânica quinquilharia, da orbital pancadaria. Uma morte inglória assim, é tudo o que eu não pretenderia... Jamais sonhei que assim quedaria, inerte, sem a esperança de um novo e abençoado dia.
(Juares Sasso Jardim / Sacy Pererê do Grande ABC - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

SAUDADES... MUITAS SAUDADES...
Certa vez meu pai falou: “Meu filho, não diga nem faça nada que um dia possam usar contra você. Respeite o próximo, as leis, as regras de convívio social. Cuide da sua vida e de seus familiares e amigos próximos. Tua saúde é o bem mais precioso: Assim poderá sobreviver e ajudar aos mais necessitados. E lembre-se sempre: 1) Quem bate em pequeno é covarde, quem apanha de grande é bobo. 2) “Lute para ter o que é seu de direito, jamais cobice ou tome nada dos outros.” Não assim, literalmente, eu acrescentei outros conselhos dele. Procurei pautar minha vida seguindo os conselhos do meu pai. Depois do décimo tombo sério e ralada geral, deixei de brincar / competir com o Carrinho de rolimãs. Depois de quebrar os óculos de um coleguinha, nunca mais usei o estilingue e a sacolinha com mamonas. Depois de ser atropelado por um caminhão aos 10 anos, nunca mais atravessei as ruas desafiando o trânsito. Fascinado por armas de fogo, após os primeiros tiros decidi manter distância dos gatilhos. E assim fui levando. Sempre preferindo prevenir, para depois não ter que remediar. Mas acidentes acontecem, independente dos seus cuidados. Nem todos os acidentes são provocados por humanos. Os fenômenos naturais provocam cataclismas, tragédias universais. Quem pode evitar os efeitos devastadores das erupções vulcânicas, dos terremotos e tsunamis? Quem poderia prever a mortandade diante da Gripe Espanhola? Agora me recordo dos versos da canção “Quem inventou o amor”, de Dorival Caymmi (Quem inventou o amor / Não fui eu / Não fui eu, não fui eu / Não fui eu, nem ninguém / O amor acontece na vida...). Pois então, quem criou esse terrível Coronavírus / Covidi-19 não fui eu, não sei quem foi, mas essa pandemia está me impedindo de seguir a rotina: Pagar taxas e impostos, comprar alimentos, pagar as contas mensais, abastecer o carro, curtir o samba raiz com amigas e amigos toda semana, paparicar os netos, procurar não dar trabalho para os filhos. Confinado voluntariamente desde o dia 14 deste mês, antecipei as medidas indispensáveis à preservação de todas as pessoas com as quais convivo, muitas das quais nem mesmo sei o nome. Recomendei ao síndico do meu prédio a imediata adoção de medidas, como disponibilização de álcool gel nos acessos (portaria, elevadores), a restrição para entrada de terceiros no prédio, as orientações básicas aos funcionários, a interrupção de quaisquer atividades nas áreas comuns. Repassei minhas preocupações aos familiares e amigos. Continuo seguindo à risca as recomendações das autoridades da área da saúde. Mas a saudade de tudo o que deixei de fazer é o que mais me martiriza, ao lado do pesar pelos adoecidos e pessoas menos afortunadas. Sinto muita saudade dos bailes, dos espetáculos teatrais e musicais que deixei de frequentar, dos cinemas que nunca mais entrei, das peladas domingueiras, das caminhadas diárias nos parques da cidade e até mesmo das missas.
Pois é. Não adianta “chorar o leite derramado”. Agora só nos resta orar e ter esperanças de dias melhores. Nesse meio tempo, é bom ir anotando na agenda tudo aquilo que nós gostaríamos de fazer. Até lá.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

Hoje vivemos em um conto de fadas mais real...
Onde os monstros são mais reais do que na
Imaginação de quando eu era criança,
Estão no menino que nunca tivera inocência,
Roubada ainda no ventre da sua mãe,
No jovem que barganha a própria vida por um
frívolo prazer,
Na mãe que chora por não saciar a fome do
filho que chora,
Dos filhos, abandonados pelos pais, abandonados
Pelo mundo, que já não sabem mais chorar...

Inserida por Jardimpoesia

Apetite
Meu paladar é poliglota
Meu apetite voraz.
Minha digestão é agiota
Minha disposição fugaz...

Quando a fome me agita
A comida satisfaz...
- É hora da sobremesa! Alguém grita,
Eu arrepio, a satisfação é fugaz.

Depois um suco de limão
Sem nada de açúcar
Pra facilitar a digestão.
E um suspiro pra arrematar.

É hora do café coar
Lentamente saborear.
Breve caminhada, é saudável
Antes de relaxar.

Por fim no sofá deitar
Suspirar, suave respirar
Ao sono se entregar
Que gostoso, agora é só roncar.
(Juares de Marcos Jardim)

Inserida por Superjujar

Meu filho, para que sejas digno e íntegro, jamais digas ou faças algo que no futuro possa ser usado contra ti.
Não sigas tuas paixões, refreies teus desejos.
Se permites satisfazer tuas paixões, serás motivo de zombarias. Não te empobreças banqueteando com dinheiro emprestado quando sabes não ter nada no bolso.

Inserida por Superjujar

Amor meu erro foi depositar toda a minha confiança e expectativa em uma pessoa que não era a pessoa certa, este foi meu erro, não por achar que não devia, mas por motivos que eu não compreendia. E aprendi que ao depositar toda minha confiança ou expectativas nesta pessoa não sabia que os risco de me decepcionar seria grande.

E a duras penas aprendi hoje que as pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque amamos, porque queremos é nos sentimos bem, nunca por precisar ou depender de alguém.

Sabe eu amadureci e entendi que as pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias, tempo, momentos, dividir a alma, a vida.

Sabe vida eu aprendi a me amar e me aceitar da maneira como sou e aprender com o tempo a não ter vergonha em dizer que não sei de tudo e que erro, aprendi a cuidar de mim, e principalmente a amar com a mesma intensidade a quem verdadeiramente me ama intensamente

E ontem vendo tantas flores lindas e as borboletas vindo até elas, aprendi mais uma coisa, que o segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar da flor para que ela venham até você.

No final das contas, eu não achei quem eu estava procurando, mas sim quem me procurava me achou e quem me encontrou foi você.
Eu estava como uma flor murcha em um jardim seco, eu precisava de você, você me encontro e eu me encontrei em você, perdido entre as flores do jardim.

Eu me encontrei quando você me encontrou.
Agora eu serei sua flor, onde você vai pousar e descansar suas asas minha borboleta linda....
Te amo, estou te amando e sempre te amarei...até minhas pétalas caírem no chão do jardim e suas asas murcharem sobre mim...
OIET....

Inserida por Doroteu

"Aos meus amigos"

As lágrimas caíam
Não conseguia ver a mim mesmo
Eu vivia de lembranças
As luzes ascendiam e apagavam
Tudo me lembrava daqueles momentos.
Foram os piores 20 minutos para meus olhos, que já estavam inundados por um oceano de tristeza
Mas foram os melhores 20 minutos para minha alma
que se lembrava do quanto fui feliz e me superei em tantas decisões difíceis
2014, Oh como foi grande pra mim
E sempre serás
Em um ano que minha vida não fazia sentido
e a morte já foi uma decisão fácil
Risos, dores, sofrimento
A cura veio e me envolveu com sua carisma
e sua necessidade de trazer-me de volta o amor que necessitava para ser feliz.
Eu amo e sempre os amarei,
Amigos,
Deus.
À vocês somente o meu amor eterno
e minhas tristes lágrimas, de agradecimento.
Aqui já não vejo mais nada,
mas minhas lembranças vêem tudo.
Eu os amo.

Inserida por Ypra