Textos de Jardim
Encontrei o amor, (meu amor). E não foi numa esquina qualquer, nem no meio da feira de um domingo ensolarado e muito menos num ônibus lotado, foi numa curva. Da curva chamada esperança. Ela fica entre a esquina da solidão e a esquina da paixão. Porque essa curva sempre leva pra outros caminhos, porque tem labirintos. Mas sempre há um escape, pra voltar de onde veio e passar entre as flores do jardim que na curva tem. Esse jardim da esperança, abraçou meu amor, eu abracei a esperança. E a curva nos juntou.
Como um passe de mágica fui transportado para um terreno vazio, destroçado pelas buraqueiras que alguém tratou de escavar. Um cenário solitário, mas com vestígio de que a semente nunca planta precisa do único jardineiro capaz de transformar aquele ambiente caótico no lugar perfeito para descansar.
No Brasil o processo de jardinagem é feito ao contrário do que se espera do paisagismo. Eles deixam o gramado secar, cortam todas as flores e retiram todos os nutrientes da terra. Depois eles irrigam as ervas daninhas e tratam dos espinhos para que fiquem como os dentes famintos de um crocodilo. É exatamente isso, não existe beleza alguma nesse jardim.
Se hoje eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para personalizar a minha mãe, eu diria “rosas”. A minha mãe plantava rosas. Ela tinha um jardim só de rosas. Uma vez ela ganhou um jardim inteiro de rosas, era um presente romântico. Houve um tempo em que ela nos levava todos os dias àquele jardim. Depois de um tempo as rosas murcharam, e o jardim morreu. E minha mãe nunca mais teve outro jardim. Mas, aonde quer que eu vá e encontre rosas, lá está ela.
Belo vestido com belas flores desenhadas, envolvendo uma arte incrível, calorosa, ricamente, abençoada, traços precisos, charme no semblante, amor na profundeza da sua alma, íntimo romântico, atrevido, essência de um jardim memoravel, florido de fortes sentimentos, o desabrochar de uma mulher admirável, protagonista de lindos momentos, onde a sua vida é verdadeiramente valorizada, um justo tratamento para uma distinta beldade que não merece sentir o lamento por ser amada pela metade.
Mereces flores em vida, um justo e mínimo reconhecimento pela que diferença que fazes, sendo o destaque de momentos maravilhosos e marcantes, enaltecidos pela essência da tua jovialidade sob uma simplicidade elegante, o amor de Deus em todos detalhes entre o teu agir, o teu ser e o teu sentir, dessarte, notória é a tua importância, uma flor amável de um lindo jardim.
Tratas com muita estima o teu tempo, defendes os teus interesses, principalmente, aqueles que instigam os batimentos do teu coração a seguirem um ritmo de avivamento por um trajeto de liberdade, o fluxo determinado de um rio impetuoso, cuja fogosidade é transbordante, que faz arrepiar a tua pele, que atiça a tua vontade avassaladora, considerando que a tua paixão é farta, o calor da tua alma não esmorece, conquistar a tua confiança é um grande passo, mas a falta de atitude atrai o teu desinteresse, um jardim não cultivado, onde o teu querer não floresce.
Cativante é a sua espontaneidade, riso bobo, desinibido, daqueles que retemetem a essencialidade da infância, que adoçam a realidade, que às vezes, chega a ser até um fôlego de perseverança em forma de simplicidade, no cotidiano ou em determinados momentos dos que a valorizam de fato, reconhecendo o amor sincero que transborda do seu coração que é repleto de vida, solidário, uma notória sensibilidade, amizade que certamente não tem preço, tom Carmo, jardim fértil, onde a felicidade floresce com o Zelo de Deus em cada detalhe, um Diferencial verdadeiro, fragmento da sua Grandiosidade.
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
