Textos de grandes Pensadores

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⁠VERDADE RUIM 27/09/18
Cuidado com a verdade
que te agrada ou a mentira
que te protege
e que você estima.
Verdades ruins são maldades
Mentiras boas são bondades
Bem está limitado ao bem
Este limite claro se desenha
em cada feito a ser caro.
As boas novas podem ser
para quem as guarda
não só o significado,
mas também o limite
entende acertas e corrige
até o que te agrada.
Não só reconhecidas,
mas sim estimuladas.
Isso é assim sem deixar
de ser verdade,
mas só enquanto
as verdades forem verdades.
Então sem se tornam menores
ou menos importantes
São as qualidades
que poucos enxergam.
A maioria só vê defeitos e o feio
e do ouro perdem o filão
sem conhecer o ouro, o veio.
Os que nos afastam
Procuram em nós
os defeitos com sua lupa
e para isso colocam seus pés
em nossas qualidades
e nos sufocam sem culpa.
Eu não afasto o teu direito
de tentar me ajudar
com suas críticas à cata de defeitos
só por favor tire o seu joelho
do meio do meu peito.
Dante Locatelli.
https://naquelesegundo.blogspot.com/2018/09/verdade-ruim-270918.html
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Inserida por DanteLocateli

⁠ASSIM FALOU UM BÊBADO NIILISTA

Um cigarro, um violão
Uma caninha sempre à mão
Contemplando o belo mar
Viajando ao luar

Eu tenho medo da morte
Eu tenho medo da vida
Eu tenho medo de tudo
Não acredito na sorte
Mas sinto que sou sortudo

A vida é bela, eu sei
Mas também é muito dura
Se fácil fosse não teria
Paixão, graça e ternura

Eu sei como Ele nasceu
Criei-o à minha imagem e semelhança
Preciso Dele pra ter fé
Sou frágil como criança

Viajo no mesmo ponto
Sobrevôo cidades e montes
Converso com Zaratustra
Vou muito além do horizonte

Ó grandioso universo
Que me torna insignificante
Humildemente lhe confesso
Me sinto como um gigante

Sou agora o super homem
Com um martelo na mão
Destruindo as fraquezas
Forjadas na ilusão

Não tenho mais medo da vida
Não tenho mais medo da morte
Não tenho mais medo de nada
Me sinto são, salvo e forte
Enfrento qualquer parada

Vivendo só por viver
Olhando para o abismo
Eu sei que quero saber
Muito mais do que preciso

Eu danço, canto e espanto
O que há de espantar
Espanto todos os santos
Pois santos sei que não há

Perdoem meus erros vãos
Vão ser por muitos condenados
Condenados também serão
Serão também perdoados

Só dEUs sabe quem eu sou
Eu sei tudo sobre dEUs
Sem o fim e o começo
O que resta Dele sou EU

Como Sísifo fui condenado
A uma vida absurda
Meu destino está traçado
Muda tudo e nada muda

A vida, o universo e tudo mais
Tudo mais maravilhoso
Maravilhoso como o nada
Nada é tudo de novo

É um eterno retorno?

Inserida por ederaldofeijo

⁠"Ao contrário da expansão do universo, que cria novo espaço vazio, o desenvolvimento pessoal é um processo ativo e intencional de expansão. A cada nova descoberta, a cada desafio superado, traçamos novas conexões neurais, ampliamos nossas perspectivas e construímos uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. É nesse constante movimento que reside a beleza e a complexidade da experiência humana."

Livro: Decodificando Pensamentos II - Sinfonia das Pérolas e Diamantes
Autores: Ótomo Rélcia & Azume Iá.

Inserida por rogeriopacheco

⁠Eterno Retorno

Vivo mil vidas num só instante,
sou chama que ri da cinza.
O tempo curva-se diante
da vontade que não finda.

Deuses caíram por minhas mãos,
ilusões, trapos do medo.
Quem encara o abismo em vão
nunca será o segredo.

Ergo-me além do bem, do mal,
sem bússola, céu ou chão.
O caos — meu berço original,
a dor — minha redenção.

Inserida por higor_capellari

⁠Ecos do Nada

Prometeram sentido — tarde demais.
O altar já estava em ruínas,
e a fé, como um fantasma que jaz,
sorria com suas mentiras finas.

Ergui minha alma como quem cospe sangue
em direção ao céu rachado.
Mas só ouvi o eco que nunca responde
e o silêncio, de novo, ensurdecido e alado.

A moral — um teatro de bonecos partidos,
pendurados em cordas de culpa e dor.
Choram por virtudes que nunca existiram,
rezam por um bem que fede a horror.

O tempo é uma piada repetida
contada por cadáveres em festa.
E a verdade? Uma prostituta envelhecida,
sábia demais para ainda ser honesta.

Nada é profundo. Tudo é abismo raso.
E quem ousa olhar… afunda.
Pois pensar é morder o próprio atraso,
e viver, uma doença sem cura, vagabunda.

Inserida por higor_capellari

⁠Macacos ocultos

Qual paixão se tem
Quando se sabe
O quão injusto é
Os homens que fizeram tanto mal
Serem agora só pó de ossos
(Se cavar ali encontrara os nossos)
A dor do mundo
Por que quando se contempla
Quando se entende
dentro de nossa essência
Com todo mal
É tão bonita ?
Eu entendo realmente
Mas quero não entender
Quero mentir para mim mesmo
Que não sei o porquê
Alguém será que já conseguiu
Se enganar assim?
Então eu choro e quero ser tudo
E me ver por completo
Sem me separar de mim
Como isso seria possível?

Quanto tempo eu estive penssando
No ódio de quem ama
Nos amores secretos
E dentro deles as verdadeiras
Paixões ocultas
Tão negras quanto verdadeiras
Tão erradas quanto verdadeiras
Tão erradas não por natureza
Mas por seleção
Os erros selecionados por milênios
Em nome das leis
Que defendem tantos outros erros
Ate que enfim
Nos fadamos e aceitamos
Mesmo naquelas noites
Em que tudo vem
Todo o entendimento
E a sensação de injustiça nos apossa
Diante da impotência
Diante desse mundo fraudado
Que não nos liberta
Pelo nosso próprio medo.

Inserida por glauber_manganeli

⁠⁠Ato: Mundo XXI

Monetiza-se os sentimentos
Cala-se a quem tenta transpor-se
Transpor-se vícios e virtudes
Engajamento predominante ao capital
21 salvas aos impérios

Aonde localiza-se seu ideal hoje?
quem formula, constrói e destrói
a síntese filosófica; cliché
Tolstoi, Alan Poe, Nietzsche, K. Nishitani...

Venha ao 21
Desarme-se do capital
Cuidado para não ser enquandrado
*Enquadrar; viés argumentativa para falar/odiar-a sobre o pouco que sabe, o desprezo por seus iguais/diferentes.
Um abraço, Venha Cortella e difunda o seu (será?

Neves Oliveira, Willian.
Musica em sua mente ao decorrer: Until It's Gone - Linkin Park.
Terça, Outubro 19 às 23:47pm, Pradópolis-SP, Brasil.

Inserida por Will7even

A Arte

"A arte é uma redenção — Ela livra da vontade e portanto da dor — Torna as imagens da vida cheias de encanto — A sua missão é reproduzir-lhe todas as cambiantes, todos os aspectos — Poesia lírica — Tragédia, comédia — Pintura — Música; a ação do gênio é aí mais sensível do que noutra arte. "

Inserida por FabioSilvaDN

Se, quando o povo suficientemente informado delibera, os cidadãos não tivessem nenhuma comunicação entre si, do grande número de pequenas diferenças resultaria sempre a vontade geral, e a deliberação seria sempre boa. Mas, quando se formam facções, associações parciais à custa de toda a sociedade, a vontade de cada uma dessas associações se torna geral em relação a seus membros e particular em relação ao Estado; pode-se então dizer que não há tantos eleitores quanto homens, mas apenas tantos eleitores quanto associações. As diferenças se tornam menos numerosas e produzem um resultado menos geral. Finalmente, quando uma dessas associações torna-se tão grande que prevalece sobre todas as outras , não se tem mais por resultado uma soma de pequenas diferenças, mas uma diferença única; então, não há mais vontade geral, e a opinião que prevalece não é mais que uma opinião particular.
É importante, portanto, para exprimir corretamente a vontade geral, que não haja facções no Estado, e que cada cidadão apenas expresse a própria opinião.

Inserida por meka

Certa vez ouvi de um filósofo que: " Tudo que está sendo dito hoje, já foi dito por todos os filosofos no decorrer da história. Fui até minha casa e pensei: Puxa será que até sobre coisas não existentes como no caso da INTERNET?. Eu já estava convicto que o filosofo estava equivocado. Foi quando abri e li a República de Platão e lá pelas tantas vi o mito do anel de GIGES, poxa percebi que o anel atribuía poderes mágicos da invisibilidade, tal qual acontece com o usuário de internet hoje na atualidade. Platão que nunca teve Facebook, explica no mito do anel de GIGES o que muitos fazem hoje em dia.

Inserida por RicardoMoura

Todas as coisas que duram muito tempo de tal modo se impregnam aos poucos da razão que a origem que tiram da desrazão se torna inverossímil. A história exata de uma origem não é quase sempre sentida como paradoxal e sacrílega? O bom historiador não está, no fundo, incessantemente em contradição com o seu meio?

O amor é estúpido e possui uma abundância cornucópia; dela retira os dons que distribui a cada pessoa, ainda que ela não os mereça, nem sequer os agradeça. Ele é imparcial como a chuva, que segundo a Bíblia e a experiência, molha até os ossos não apenas o injusto, mas ocasionalmente também o justo.

Friedrich Nietzsche
100 aforismos sobre o amor e a morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

O intelecto das mulheres se manifesta como perfeito domínio, presença de espírito, aproveitamento de toda vantagem. Elas o transmitem aos filhos, como sua característica fundamental, e a isso o pai acrescenta o fundo mais obscuro da vontade. A influência dele determina, por assim dizer, o ritmo e a harmonia com que a nova vida deve ser tocada; mas a melodia vem da mulher.

O socialismo é o fantasioso irmão mais jovem do quase decrépito despotismo, do qual quer herdar; suas aspirações são, portanto, no sentido mais profundo, reacionárias. Pois ele deseja uma plenitude de poder estatal como só a teve alguma vez o despotismo, e até mesmo supera todo o passado por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual lhe aparece como um injustificado luxo da natureza e deve ser transformado e melhorado por ele em um órgão da comunidade adequado a seus fins".

⁠A compaixão contradiz a lei da evolução, que é a lei da seleção. Conserva o que está maduro para o declínio, luta em prol dos deserdados e dos condenados pela vida; e, pela abundância dos fracassados de toda a espécie, que mantém vivos, confere à própria vida um aspecto sinistro e duvidoso.

Friedrich Nietzsche
O anticristo (1895).

⁠O que é a verdade para uma mulher? Desde o início, nada foi mais alheio, repugnante e hostil à mulher do que a verdade – sua grande arte é a mentira, sua preocupação máxima é a mera aparência e beleza. Confessemos nós, homens: reverenciamos e amamos precisamente esta arte e este instinto na mulher.

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal (1886).

Depois de Buda ter morrido, foi mostrada ainda durante séculos sua sombra numa caverna – uma sombra enorme e aterradora. Deus morreu: mas assim são feitos os homens que haverá talvez ainda durante milhares de anos cavernas nas quais se mostrará sua sombra- e nós devemos ainda vencer sua sombra.

Friedrich Nietzsche
A gaia ciência. São Paulo: Escala, 2009.

O que hoje sou, o lugar em que me encontro — a uma altura em que já não falo com palavras, mas com raios — oh! Como então estava ainda longe disso! — Mas eu percebia a Terra prometida — em nenhum instante me enganei sobre o caminho, o mar, os riscos — e o sucesso! A grande tranquilidade no prometer, a feliz visão em direção a um futuro que não há de ficar em simples promessa! — Aqui cada palavra é vivida, profunda, íntima; nem faltam coisas dolorosíssimas, havendo palavras que propriamente sangram. Mas um vento de grande liberdade sopra sobre tudo; a própria ferida não age como objeção.

Inserida por PensamentosRS

O homem moderno crê experimentalmente ora neste, ora ⁠naquele valor, para depois abandoná-lo; o círculo de valores superados e abandonados está sempre se ampliando; cada vez mais é possível perceber o vazio e a pobreza de valores; o movimento é irrefreável. (...) A história que estou relatando é a dos dois próximos séculos.

Friedrich Nietzsche
Fragmentos Póstumos apud REALE, G. O saber dos antigos. Terapia para os tempos atuais. São Paulo: Loyola, 1999, p.7.
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Inserida por malhoudo

O orgulhoso conhecimento do privilégio extraordinário da responsabilidade, a consciência dessa rara liberdade, desse poder sobre si mesmo e o destino, desceu nele até sua mais íntima profundeza e tornou-se instinto, instinto dominante – como chamará ele a esse instinto dominante, supondo que necessite de uma palavra para ele? Mas não há dúvida: este homem soberano o chama de sua consciência...

Friedrich Nietzsche
Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
Inserida por Eltom