Textos de Flores
Florescer em Silêncio
Passo o dia esculpindo pedras,
Como se as flores nascessem
Sem esperança.
Quanta ingenuidade!
De cabeça baixa, sigo,
Cercado pela desumanidade,
O céu, em silêncio, chora,
Mas o coração insiste.
As folhas secas se agarram,
Mesmo no inverno,
Quando as flores não nascem,
A primavera as faz renascer.
Entre lágrimas aprisionadas,
Ora livres, ora contidas,
Elas não se calam.
O jardineiro de mãos serenas
Observa, enquanto as flores,
Assim como ele,
Florescem a cada manhã.
Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.
Caminho entre as flores buscando uma direção. Buscando achar onde se cruzam os caminhos para o nosso encontro. Será que sonhos podem se realizar? Para onde vão aqueles que se perdem na vastidão do universo, sem nunca deixar de ferir? Como me redimir dos meus erros e viver o que mais quero? Como explicar a importância do que não se descreve?
- Marcela Lobato
Sentindo o sabor de um sonho desperto, vou caminhando por um caminho de belas flores, uma passagem de folhas bem verdes e numerosas, movimentadas gentilmente pelos ventos, algumas partes com sombra e outras iluminadas pelos raios de sol na profundidade de um simples momento, tão marcante e de muito valor
Que mexeu um pouco com o interior do meu imaginário e, agora, estás linda nos meus pensamentos, sorridente e fazendo eu ri de volta, enquanto faço estes versos e a minha inspiração vai ganhando vida com cores e formas, expressadas através das palavras e dos meus sentimentos, uma poesia provida de alma e de deslumbramento
E acompanhando o direcionamento indicado pela minha imaginação, chego a imaginar que aquele lugar florido fazia referência ao fulgor emocionante do teu coração, um lindo jardim que me serve de motivação a fazer por merecer para que o teu amor possa florescer por mim, mesmo diante da incerteza se isso vai ou não acontecer, esta poesia pôde florir.
Dizia-se amar as flores, mas esquecia de regá-las e cultivá-las.
Amar é mais do que o plantio de uma semente, é mais do que mostrar que tens um jardim e regá-las apenas na primavera.
Amar é proteger sem pose, é cultivar sem medo de perdê-las.
Amar é oferecer aos outros o jardim que gostaria de receber delas.
NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA
"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."
- O Velho Cultor
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Bebelle sempre sonhou com uma casa no campo, onde as flores lhe bordassem as janelas, o vento acariciasse as tardes e a vida, enfim, desacelerasse o passo para que ela pudesse existir sem a urgência de sobreviver. Imaginava a serenidade das coisas simples, a beleza silenciosa dos jardins e a liberdade de pertencer a um lugar sem se sentir prisioneira dele.
Mas o destino, indiferente à delicadeza dos sonhos, reservou-lhe os cortiços de Primavera. Onde deveria haver jardins, ergueram-se muros; onde deveria florescer a tranquilidade, enraizou-se a angústia. Entre escolhas mal planejadas, responsabilidades acumuladas e a ausência de prudência na administração da vida familiar e financeira, o futuro foi estreitando suas possibilidades até transformar a esperança em ruína.
Agora, nem mesmo o descanso lhe pertence. O tempo, que deveria ser seu, converteu-se em instrumento de sobrevivência. Cada dia exige mais do que o corpo pode oferecer, cada amanhecer renova a dívida com uma existência que parece cobrar juros sobre a própria miséria. Trabalha-se para continuar vivendo, vive-se para continuar trabalhando, e, nesse círculo implacável, a liberdade torna-se uma palavra bonita, porém distante.
E assim, sob as luzes de um presente que se orgulha de seu progresso, Bebelle parece recuar séculos na história. Retornam, sob novas vestes, as antigas estruturas de servidão: já não são necessariamente as correntes de ferro que aprisionam, mas a necessidade, a dependência, a exaustão e a impossibilidade de escolher outro destino. A escravidão muda de linguagem, moderniza seus mecanismos e aprende a conviver com a aparência da liberdade.
Talvez a tragédia mais profunda não seja apenas a de uma mulher que jamais alcançou o campo florido de seus sonhos, mas a de alguém que, sem perceber, herdou as sombras de um passado que julgava distante. Na história de seu povo, a liberdade foi tantas vezes prometida e tantas vezes adiada que até o direito de descansar parece um privilégio reservado a outros.
E as flores, aquelas que Bebelle imaginava cultivar, continuam existindo em algum lugar. Florescem indiferentes, sob o sol de uma primavera que não conhece fronteiras. Mas há primaveras que chegam apenas ao calendário, sem jamais alcançar a vida daqueles que passam os dias tentando sobreviver.
Porque nem toda primavera renova. Algumas apenas revelam, com dolorosa clareza, o quanto ainda permanece inverno dentro da história humana.
Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.
No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.
As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.
Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.
E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.
Os pensamentos são como as flores, delicados e preciosos. Aqueles que apanhamos de manhã, com a mente fresca e o coração aberto, podem se manter viçosos e inspiradores ao longo do dia.
Que possamos cultivar pensamentos positivos e belos, regando-os com gratidão e fé, para que eles floresçam e nos tragam alegria e paz! 🌻
Quem sou Eu ? #3
A ideia é flores, mas não me dei muito bem com essas coisas mundanas. No entanto, meu ego, sim.
Aprendi a amar quem me ama e a respeitar quem me odeia. Isso sempre fez parte do meu caos.
“E diretamente do fundo do caos, procuro meus cais no mundo de cães; humanos são maus.” E, na mente, as dores do sentimento mais dolorido: ou sinto tudo ou sinto nada. Eu até mostrei quem eu era de verdade, mas fiquei em dúvida se era um personagem ou um Renan real. Mas, afinal, quem sou eu?
Quando conhecer meu caos, talvez entenderá toda a verdade. Esse não é e nunca será um dos meus maiores demônios, porém será o reflexo de um quarto organizado e de uma vida bagunçada. Até criei classes indiscutíveis. Minha impaciência me permite gritar em silêncio, mas o choro do silêncio é o mais ensurdecedor.
Encontrei intimidade com meus demônios, mas não a encontrei com Jesus Cristo. Domingo após domingo, serviu como um exercício físico, e não como o sacrifício de um filho apaixonado por seu pai. Sim, essa crônica tem tudo a ver comigo...
Quem sou eu no meu caos?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟
A NOITE CHEGA
A noite chega e traz com ela o perfume das flores. Traz as lembranças de um passado, a calmaria, o momento em que o silêncio se aloja e as vozes da noite se reúnem para um aparte. Por trás da escuridão, a luz se intensifica trazida pela lua que dormia no colo do horizonte. Os pássaros que em revoada anunciavam o dia, agora descansam. Assim são as noites, intensas como nossos sonhos, bela como as águas serenas e perfumadas como as flores primaveris.
Por que não falar das flores
Pelos campos há fome em grandes plantações, e é exatamente onde o solo está mais seco de justiça que os passos dela se fazem sentir. Ela não marcha ao lado daqueles que ditam as regras opressoras, nem compactua com as leis que esmagam os esquecidos. A Senhora da Rosa Vermelha caminha pelas margens, recolhendo as lágrimas dos excluídos, acolhendo as vozes silenciadas e estendendo a mão para todos aqueles a quem o mundo, em sua hipocrisia, virou as costas.
Por que não falar das flores? Porque a flor que ela carrega não é um enfeite passivo ou frágil; é um manifesto vivo de sobrevivência. Suas pétalas vibrantes e aveludadas são o abraço incondicional que devolve o amor-próprio e a dignidade a quem foi ferido e humilhado pela sociedade. É o afago quente que conforta o injustiçado. Mas são nos seus espinhos, ocultos, rústicos e implacáveis, que reside a verdadeira lei das sombras. Com eles, ela corta as amarras da opressão, sangra a falsidade dos covardes e devolve a maldade exatamente para a mão de quem a cultivou.
Para esta guardiã, a dor de um protegido não é um destino, é o combustível para o resgate da própria força. Ela não tolera abusadores nem aceita que os seus permaneçam prostrados. Nos ventos que acompanham seu caminhar, ela desfaz as tramas da injustiça e sussurra no espírito de quem vacila o chamado urgente para a ação. Vem, vamos embora, que esperar não é saber.
Quando a escuridão do preconceito tenta dobrar os joelhos dos menos favorecidos, o perfume denso e inebriante do seu mistério anuncia que a balança invisível começou a se mover. Sob o manto da Senhora da Rosa Vermelha, o oprimido enxuga o rosto, ergue a cabeça e descobre que a libertação nasce de dentro, pois quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
FLORES DO JARDIM
Composição: Góis Del Valle
O amor não nasce em vão.
Paixão ou solidão dentro do peito,
palavras lá no chão são frases,
Como rosas no jardim.
Se eu não abro mão
das coisas que criei
aqui por dentro...
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
E quando a ilusão
enche o peito e dilacera o coração,
se eu não me amasse, o que seria dos
meus sentimentos?
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
Se eu pudesse, arrancaria toda dor de ti
Se eu pudesse, traria só as belezas das flores para seus olhos
Se eu pudesse, traria mais sorrisos belos em seus lábios
Se eu pudesse, faria o sol brilhar mais
Se eu pudesse, roubaria a lua p ti contemplar
Se eu pudesse, traria suave musica para seus ouvidos
Se eu pudesse, faria as ondas do mar acariciar seus pés
Ser eu pudesse, andaria de mãos dada contigo, até mesmo na chuva
Se pudesse, dançaria descalça para ti
Se eu pudesse, te abraçaria agora e diria: vai ficar tudo bem.
—By Coelhinha
Sou uma mulher que adora flores,
e uma menina que corre atrás das borboletas.
Sou uma mulher que peca, e uma menina que todas as noites reza e pede a benção
do Papai do céu e da Mamãe do céu.
Sou uma mulher que sabe que tudo tem; Começo, Meio e Fim, e uma menina inimiga
dos fins.
Sou uma mulher que procura entender tudo, e uma menina que teima em não compreender nada!
Haredita Angel
08.08.25
A Dinâmica das Coisas
Ira aditivada à raiva, vira ódio;
Doce regado com flores, transforma-se em mel;
Rima adicionada ao mote, faz nascer poesia;
Dia adentrando a noite, é a própria vida;
Paz vinculada à alegria, fortalece a esperança;
Mania incitada pela rotina, cria clichês;
Natureza aliada à preservação, é sustentabilidade;
Sistemática minuciosa, faz a ordem;
Métrica delineada com precisão, rega a simetria;
Fala eminentemente retórica, faz surgir a eloquência;
Vida inteira dedicada ao Pai Celestial: Fé.
(Prof.: Elmo Alves Tôrres)
Flores, Espinhos e a Luz de Tutancâmon
A saúde mental floresce como lótus no Nilo antigo, mas carrega espinhos que ferem a alma. Tutancâmon, menino-faraó de ouro e maldições, viveu frágil e real ossos tortos, intrigas palacianas, provando que viver é melhor que sonhar; Sonhos são vapores, de névoa; a vida, com espinhos, corta fundo, mas liberta.
Liberdade não é palácio vazio, ecoando ausências. É escolher espinhos para colher flores: enfrentar ansiedade, restaurar a mente com coragem cotidiana. Neste Natal, sob luzes como estrelas do deserto, celebramos a vida palpável, dor e graça, onde esperança brota entre provações. Viver é erguer-se, livre e inteiro.
Cuide da mente como uma coroa, colha flores sem temer espinhos.
Existe uma velha parábola sobre um jardim lindo por fora, cheio de flores coloridas na entrada, mas com as raízes completamente podres por baixo da terra. De longe, impressiona. De perto, desmorona ao primeiro vento forte. O Brasil, muitas vezes, parece exatamente esse jardim.
Na superfície, discursos bonitos, propaganda colorida, promessas de campanha. Mas embaixo da terra, a realidade é outra: violência gratuita tirando vidas todos os dias, como se sangue nas ruas já fosse paisagem normal. Guerras urbanas travadas entre facções enquanto o poder público assiste de longe, fingindo não perceber.
A educação, que deveria ser raiz forte, está sucateada, professores mal pagos tentando florescer em solo seco. A saúde vive eternamente em sala vermelha, emergência constante, sem estrutura para cuidar de quem mais precisa. O judiciário, que deveria julgar com justiça, muitas vezes emperra, decide tarde, protege quem tem poder e esquece quem tem fome.
E ainda assim, mesmo diante desse caos visível e doloroso, uma parte do povo insiste em acreditar que o Brasil tem jeito. Talvez essa teimosia seja exatamente o que sustenta o país de pé: não é o governo que salva, é o povo mesmo que resiste, planta de novo, mesmo sabendo que a colheita ainda está distante.
Amor de instruções equivocadas,
na temperança das mudanças climáticas.
Flores que vibram suas cores,
na sensibilidade de imensos amores.
Mistura de um organismo sustentável,
onde os solos foram pressionados.
Firmeza na posição atual,
onde um beijo se torna desigual.
Vidas que se modificam,
com memórias não consolidadas.
Hipnose quântica de um tempo,
cuja as imagens se misturam no período mal revelado.
Esperanças no horizonte,
mas as flores são de outro tempo.
Encantam-se pelas rosas,
mas os girassois não refletem as calmas.
Primavera que se expressa,
no caminhar de uma época.
Acreditam nas transformações,
onde se apreciam as razões.
Emoções de uma escrita,
no qual o tempo se precipita.
Mudanças no relógio,
onde as horas não fazem parte.
Alegrias de uma vida,
nas esperanças vividas.
Estações reluzentes,
na relevância intelectual.
Quão bela se torna as mudanças,
na germinação das esperanças?
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