Ariane28
"Queda "
Não compreendo porque
Meus olhos jorram
Palavras de sangue
Como desvio da água calma
Formentada da intrepidez
Da minha jaula
Pois sou como o vento
Que não tem forma
Mas é indescritível e destruidor
Sob a flácida arrogância
Movimentando ecos inexpremiveis
Como o som da água que se choca
Com as pedras
Despendacei-me abolida de mim.
"Que se vá "
Em tons cinzas da agonia
Bate à borta uma indesejada
E refinada inquilina
Sob o abismo de palavras vans
Em cacos pontiagudos
Impus meus pés
No silêncio tenebroso
Vômito ecos resquícios seus
Com olhos fitados
Um juiz que não descansa
Sem pudor , nem êxito
Sucumbe a minha alma
De nada resta
Se não essa pequena fresta
Não há espaços para ambos ...
Sendo assim .
"Me devore "
"Casulo "
Tão severo
Quanto o ar que respiro
Incontáveis vezes me desfiz
Assombrada pela inércia
Cacos que gritam me impuseram
Como destilar pelo fio invisível
a minha alma ?
Como mastigar os fantasma que me aplaudem?
Em tais falácias eu pairo
Como a brisa
Que é densa dimais para ignorar
E leve dimais para toca-la .
Me queime ...
