Textos de Flores
Te celebrei até a exaustão.
Até meu peito sangrar de tanto te oferecer altares.
Flores, palavras, promessas—
eu te ergui em cada canto onde minha alma respirava.
Te fiz retrato, verso, brinde.
Te fiz prioridade.
E você me fez intervalo.
Te celebrei tanto
que virei carnaval vazio.
Confete molhado no chão
de uma festa que só eu dancei.
As alianças?
Viraram pó, metal morto, memória suja.
Jogadas, perdidas, esquecidas
como eu no fundo das tuas gavetas de brigas.
Te busquei até doer os ossos.
Na lágrima, na fúria, no grito engolido.
Quis ser início—
virei fim.
Fim seco.
Fim sem anúncio.
Fim empurrado porta afora
ao som dos teus gritos que me despiram de mim.
Fiquei cego das palavras que te escrevi,
e surdo das certezas que sussurrei pra te manter.
Desmoronei no abismo das tuas dúvidas,
todas elas cavadas em mim.
Mas amar também é quebrar.
E eu quebrei.
Com paixão, com força,
com tudo aquilo que você nunca pediu
e nunca soube receber.
Então vá.
Vai com tua paz que nunca coube em nós.
Porque eu não te busco mais—
não sei mais o caminho,
não lembro mais a porta,
nem o toque da maçaneta que um dia foi casa.
Quero desmemorizar teu rosto.
Quero esquecer a curva do teu sorriso
e rasgar o som daquela música
que já não pertence a lugar nenhum.
A dor é necessária.
E eu aceito a dor.
Mas não aceito mais você.
“Não me dê flores quando eu não estiver mais aqui.”
Não espere o silêncio pra reconhecer minha presença.
Não espere a ausência pra dizer que eu fui importante.
Homenagem bonita é abraço em vida,
é palavra dita no tempo certo,
é carinho que alcança quem ainda pode sentir.
Flores no fim não consolam quem partiu,
só aliviam a consciência de quem ficou.
Se for pra me homenagear, que seja agora.
Enquanto eu respiro.
Enquanto eu escuto.
Enquanto ainda dá tempo.
Talvez se eu tivesse cuidado
mais das flores...
Não colheria tanto teus espinhos.
Talvez se eu tivesse regado mais
as nossas noites de amor ...
Não teria colhido tantos desalinhos.
Talvez se eu tivesse construído nossos
sonhos em manhãs duradouras...
Não veria nossos castelos em areias
desmoronarem assim tão frios.
Talvez ...
Ou talvez as flores eram mesmo os teus espinhos
As noites de luar eram mesmo as tuas indiferenças
O teu amor era mesmo um castelo de areia ...
Talvez...
O que sei é que tudo Acabou!
Fim !
Deixa que teus sonhos aflorem por si
Deixa que a paz viaje em teu existir
Deixa que as flores falem por si
Deixa que Deus aja por ti ...
Saia dessa prisão que tanto te entristece
E vai...
Ancora tua vida no que te liberta
das dores desse mundo
e não esquece jamais ...
De regar sua alma
com a leveza Daquele que
a cada segundo
nos aquieta .
Te procurei nas lembranças que guardei
No silêncio das noites eu chorei
O perfume das flores se perdeu
E o som dos meus versos se calou
Mas sigo firme na minha doutrina
Que é amar mesmo quando a vida desafina
Pois quando o coração não é ouvido
O sonho se torna ferido
E no vazio da ausência compreendi
Que o amor não se força, ele nasce ou se deixa partir
O que restou foi a lição da dor
De quem entregou a alma em nome do amor.
Te mandei flores e versos no cartão,
palavras escritas com a força da minha paixão.
Naquele momento, você virou o rosto, ignorou.
O tempo caminhou… e num canto esquecido,
encontrei no lixo as flores que te enviei,
e o cartão — aquele que falava do meu amor —
você rasgou.
Rasgou sem dó, sem pena, sem olhar pra trás.
E ali, entre pedaços de papel e sentimento,
percebi que a minha doutrina do amor
carrega três códigos: sentimento, razão e dor.
Porque quando um homem entrega o coração
e não é correspondido,
ele aprende na pele que até um homem de bem
pode parecer um bandido
aos olhos de quem nunca quis compreender.
A resposta que você nunca mandou…
eu entendi.
O silêncio falou por você
e meu coração aprendeu a escutar
o que suas mãos fizeram questão de rasgar.
MUITO ALÉM DE UM JARDIM.
Todos os dias um jardineiro passava por uma estrada cheia de flores, parecendo um jardim. No entanto o jardineiro não se importava muito com aquelas flores à beira da estrada.
Muitas delas murcharam e morreram.
Mas quando ele chegava ao trabalho pelo qual era pago para fazer, ele as tratava com muito amor e carinho.
Acontece que certo dia o dono do jardim foi buscá-lo em sua casa, no caminho ele olhou para aquelas flores ressecadas e murchas.
Curioso perguntou ao jardineiro. Porque você deixaste morrer as flores que fazem parte do seu caminho?. O jardineiro ficou assustado sem saber o que responder ao patrão.
Com a voz trêmula disse patrão elas não fazem parte do meu trabalho, não tenho obrigação cuidar delas
O patrão respondeu: "Como você pode dizer isso? Essas flores não fazem parte do seu trabalho, mas fazem parte do seu caminho.
Todos os dias você passa por essa estrada então por que não cuidou delas?", Disse o patrão ao jardineiro. "
Você está demitido, você só faz aquilo que te pagam para fazer, é quem só faz aquilo está sendo pago para fazer, não está preparado para cuidar das coisas que que está ao seu redor, principalmente das minhas flores.
"Você cuida do meu jardim, sabe que as flores merecem muito cuidado, é você deixou essas flores morrerem só porque não encontrou alguém que te pagar para cuidar delas." O jardineiro ficou calado baixou a cabeça, não teve palavras para responder o questionamento do patrão.
Moral da história.
Será que estamos preparado para cuidar das flores que surgem todos os dias em nosso caminho?
Será que estamos cuidando delas sem esperar ganhar nada em troca? Cuidar do nosso trabalho é muito importante, mas também é muito importante cuidar do caminho que nos leva até ele.
Muitas vezes fazemos como jardineiro, não se importamos com quem não se importa conosco, é acabamos deixando morrer as flores que todos os dias cruzamos em nosso caminho.
Devemos seguir o exemplo do patrão. Visitar sempre a morada dos outros, é observar o caminho que ele faz todos os dias para chegar aos seus objetivos.
Muitas flores murcharam pelas estradas que passei por que não reguei como deveria reguar.
É importante fazer a diferença por onde passamos ate por que nunca saberemos quando o patrão virá até a nossa morada, e se um dia ele vier não corremos risco de ser pego de surpresa.
Regue as flores que estão a beira do seu caminho, não importa de quem seja o jardim.
Eraldo silva.
"Era um cheiro de causar inveja, às flores, quaisquer.
Perfume de mulher.
O negro dos cabelos, que cobria minha solidão, em uma noite qualquer.
Cabelo de mulher.
Seus gestos, seus beijos, que me transformaram de um pagão, a um homem de fé.
Jeito de mulher.
Suas palavras, falácias, que me faziam feliz, da cabeça aos pés.
Mentiras de mulher.
Quando em meu peito, ouvia o acelerar, daquele que todo homem quer.
Coração de mulher.
Me perdi na escuridão deles, tentando livrar-me das tristezas, mas eram o meu malmequer.
Olhos de mulher.
Por causa dela, hoje em perdição, no mundo, perdi minhas esperanças, minha fé.
Só encontrei mágoas e dor na sua, paixão de mulher..."
Entre flores e tempestades — Touro
Teimoso como raiz que não se solta da terra,
Firme como o tronco que encara o vento.
No teu peito mora a calma do campo,
Mas também a força bruta da enxurrada.
Tens o dom da paciência — regas os sonhos devagar,
Colhes frutos doces porque soubes-te esperar.
És leal, és chão, és porto seguro,
Abraço que aquece e não solta fácil.
Mas… oh, Touro, quando decides não ceder,
O mundo pode gritar — e tu, seguirás mudo.
A mesma força que constrói, pode prender;
A mesma vontade de proteger, sufoca.
Amas o belo — aromas, sabores, toques,
Vives a vida como banquete eterno.
Mas às vezes te perdes no excesso,
Guardando o que já não cabe nas mãos.
És terra fértil, mas não és pedra imóvel:
Dentro de ti, um jardim floresce e luta.
Virtude e defeito, tão juntos, tão teus,
E é nesse contraste que Touro é… Touro.
Epifania das Flores
Nas flores, mora a essência do sublime, um cântico calado em mil matizes, perfumes que, em silêncio, se redimem dos ásperos tormentos e deslizes.
São púrpuras que dançam na alvorada, em pétalas de lume e de ternura, vestindo o chão da vida enfeitada com véus tecidos pela mão da Altura.
Não há amor que nelas não repouse,
nem sonho que, tocando-as, não se inflame; seu ser traduz o Verbo que compõe o hálito do Eterno em forma e nome.
Assim, ao ofertá-las, gesto mudo, diz-se a amada o que não cabe em fala: que o amor, quando é puro, é quase tudo, e em flor, o coração se declara.
No jardim, coloridas flores nasciam
Éramos jovens e o futuro bem distante
O sol tocava levemente nossas faces
A felicidade, naqueles dias, uma constante.
Tua pele, pura seda, sempre perfumada
Teus beijos tinham gosto de hortelã
Passeávamos pelo jardim de mãos dadas
Vivíamos alegres num hoje sem amanhã.
És mãe,
A mais bela das flores
A mais linda poesia
A mais preciosa clara luz
A expressão do amor mais verdadeiro
Anjo de tantos nomes
Gratidão por tua dedicação e zelo.
Bendito seja o teu ventre.
Bendito seja o teu coração e abençoada seja a tua alma, lar vivo do mais puro e doce amor.
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
Hoje a cidade amanheceu sorrindo...
Os passaros cantam...
As flores perfumam...
Os raios iluminam...
e Deus te deu de presente
um novo dia, novinho em folha..
Então? O que esta esperando para
dsembrulhar a jornada que te espera?
A cada manha ganhamos um novo dia, o
ontem nao pode ser igual a hoje, porque
cada dia é unico e impar!
Feliz Terça-feira!
Hoje eu acordei com o sol entrando pelas frestas da minha alma: desabrochando as flores que dormiam em meu sorriso, florescendo a vida em mim.
Hoje eu acordei com a esperança brilhando nos meus olhos, dando cor a toda beleza que silenciosamente a vida guarda.
Hoje, simplesmente acordei assim: feliz!
Flores, Espinhos e a Luz de Tutancâmon
A saúde mental floresce como lótus no Nilo antigo, mas carrega espinhos que ferem a alma. Tutancâmon, menino-faraó de ouro e maldições, viveu frágil e real ossos tortos, intrigas palacianas, provando que viver é melhor que sonhar; Sonhos são vapores, de névoa; a vida, com espinhos, corta fundo, mas liberta.
Liberdade não é palácio vazio, ecoando ausências. É escolher espinhos para colher flores: enfrentar ansiedade, restaurar a mente com coragem cotidiana. Neste Natal, sob luzes como estrelas do deserto, celebramos a vida palpável, dor e graça, onde esperança brota entre provações. Viver é erguer-se, livre e inteiro.
Cuide da mente como uma coroa, colha flores sem temer espinhos.
A Bela Brigeta no Caminho Florido
Era uma vez
Uma menina chamada Brigeta.
Ela amava flores.
Flores pequenas, grandes, coloridas.
Flores que dançavam com o vento
E sorriam para o sol.
Um dia, Brigeta ouviu falar
De uma trilha encantada,
Onde as flores nasciam
Como num sonho!
Curiosa, pegou seu chapéu,
Um sorriso e saiu a caminhar.
Logo na entrada,
Viu um lírio branco —
Tão puro quanto a neve!
Mais à frente,
Um narciso amarelo
Brilhava como o sol da manhã.
E, um pouquinho depois,
Uma hortênsia azul,
Azul como o céu lá no alto!
Brigeta abriu os braços e riu:
— Bem que diziam!
Neste caminho só mora a beleza!
Mas, assim que fechou a boca,
Seu olhar se encheu de encanto:
Diante dela, uma rosa vermelha,
Vermelha como o coração!
E então Brigeta pensou, suspirando:
“Como é linda a estrada da vida,
Com tantas flores
Colorindo o caminho.”
' NO SILÊNCIO DE MINH'ALMA '
Possante entrelaçado em meu destino
Fostes flores a enfeitar meu caminho,
Bem antes das nuvens no lindo céu,
Antes que o vento viesse em redemoinho,
E destruísse completamente nosso ninho.*
Desde então estou aqui de coração partido,
Que chora no silêncio de minh'alma,
Em som abafado, solta seu grito .*
Tu fostes a estrela que brilhou em minha vida,
Também foste o raio o qual a destruiu
Sinto muito informar-lhe: você não conseguiu !
Você só não sabia que dentro do meu ser,
Existia alguém forte, mui viril,
Que não desiste fácil da vida,
Pois a vida é rima, prosa, é força é poesia !
A vida é chama que arde a quem ama.
Sem desistir dos meus sonhos
Que brota além do Horizonte,
Na linha dos versos que componho.
Fostes o eco que morava ao relento
E um dia morou por tempos
Em meu pensamento
Sinto dizer-te: Não és mais meu desatino,
Um outro amor; pelo meu nome chama,
Este sim, é meu destino !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei -9.610/98
' COMO FLORES EM SETEMBRO '
Nos cantos e desencantos,
Nos desencontros da vida,
Alegre eu levo meu canto,
Meu recomeço de cada dia.
Canto e danço nessa vida,
Tranquila em passos lentos,
amanhã é chama que guia,
a caminhada com alento,
A vida hoje é o que importa,
E Deus proverá o amanhã,
Num aroma suave de rosa ,
cheirando como maçã .
Longe deixei a vida passada,
Tanto, que nem me lembro,
Broto nas manhãs sossegada,
Como flores em setembro !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.610/98
Registro: 122958067065
Mulheres são flores...cuida dela como quem rega uma flor rara — com delicadeza, atenção e orgulho de tê-la em seu jardim.
Proteja seu sorriso, honre sua confiança, e ela será o seu porto e sua força.
Lembre-a, todos os dias, que ela é o seu 'sim' em meio a um mundo de 'nãos'.
E quando as tempestades vierem (porque virão),
que suas brigas sejam pontes, não muros.
Façam as pazes sob o mesmo teto,
pois a vida é um sopro — e o amor, eterno quando cultivado.
E quanto aos outros?
Que o murmúrio alheio seja apenas vento...
Afinal, inveja é o amor que não ousou dizer seu nome.
𝔄𝔩𝔢𝔵𝔞𝔫𝔡𝔯𝔢 𝔖𝔢𝔣𝔞𝔯𝔡𝔦
