Textos de Flores
A natureza é um presente sem igual,
Com árvores que enfeitam cada lugar.
As flores espalham perfume no ar,
E os pássaros cantam ao amanhecer.
Os rios seguem seu caminho a correr,
O vento traz paz e faz as folhas dançar.
Devemos cuidar de tudo com carinho,
Pois a natureza nos dá vida e esperança.
Preservá-la hoje é garantir um amanhã melhor.
Maria das Flores
Maria das flores, amiga que o céu me deu,
e que jamais me traiu.
Cúmplices em tantos momentos fomos,
até nas pequenas loucuras que só nós duas compreendíamos.
Talvez não fôssemos perfeitas,
mas nossos corações sempre souberam caminhar na mesma direção.
Ela possui uma sensibilidade rara.
Conversa com suas meninas, as plantas.
Cada uma tem um nome, uma história,
e parece florescer conforme o coração de quem se aproxima.
Maria guarda, no mais íntimo da alma,
algo que somente Deus é capaz de compreender.
Oh, Maria das flores,
as plantas também parecem ler o teu coração
e respondem em pétalas, cores e perfume.
Amiga rara, presente precioso de Deus,
flor que a vida escolheu plantar perto de mim.
Que o tempo jamais apague
a beleza da amizade sincera.
Há laços que não se explicam,
apenas florescem,
como um jardim cultivado com amor.
Autora: Márcia Reis Nazar
© Todos os direitos autorais reservados.
"Flores brancas "
Emergiu para mim
Aquele que outrora improvável
Gracioso como as nuvens
Anunciando a minha partida
Um adeus ,um ciclo findando
Como quem diz:
Fique em paz
As lágrimas que antes presas
Se soltam com alegria
O fim de um ciclo é como
Uma raiz profunda
Quando encerado
Se abrirá para um novo começo
Me disperso de te
Ype branco que que brevemente
Floriu para mim .
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.
Esqueça as flores com laços de fita e toda essa bobagem romântica que vendem nas vitrines.
O amor de verdade não amarra nada, ele chuta a porta.
É como abrir a última garrafa de uísque barato às três da manhã, quando você achava que a noite já tinha acabado e o fígado implorava por trégua.
Ele chega sem pedir licença. Não quer saber do seu passado caprichado ou dos seus sapatos limpos.
O amor que liberta te joga no chão da cozinha, arranca a sua camisa velha e rasgada, e te faz rir da própria desgraça.
É um gole forte.
Daqueles que queimam a garganta, limpam as feridas e te deixam cru, sem as máscaras que você usa para caminhar entre os idiotas na rua.
Ele não te prende em uma gaiola de promessas falsas; ele escancara a janela e diz: "O mundo lá fora é um hospício, mas aqui dentro a gente pode ser louco em paz".
Você acorda com dor de cabeça, o cinzeiro cheio e o gosto de fumaça na boca.
Mas olha para o lado e vê que as amarras sumiram.
Você está livre. Livre para falhar, livre para beber mais um copo, livre para ser o poço de defeitos que sempre foi, mas agora sem carregar o peso do mundo nas costas.
O amor não é um nó de marinheiro na garganta.
O amor é o saca-rolhas.
Perfume das flores
As flores murcharam, o perfume se esvaiu,
A vida, outrora colorida, agora em tons de cinza e frio...
Olhares que se buscavam, hoje trazem tristeza e dor,
e os sonhos compartilhados se desfizeram em incertezas e desamor.
Mas na dor que persiste, há um brilho a resplandecer...
um lembrete sutil de que é preciso dia a dia... passo a passo... renascer e nunca se deixar vencer.
Seguir, mesmo com feridas abertas, abraçar a solidão,
Pois cada desamor ensina a força da renovação.
Ofertar flores será sempre um meio eficaz de quebrar geleiras e superar muralhas, até as da China. Metáforas à parte, o mimo tem por objetivo de sensibilizar e adentrar em corações.
Mas o que importa não são as ofertas, e sim as entregas imateriais: as que nascem de um coração e alcançam outro, na dimensão e na estatura da palavra, sentir.
POTE DE OURO
As flores do campo são tuas...
Põe o girassol na manhã
Virado para o leste
As rosas vermelhas, põe no teu quarto
São as paixões que desconheceste...
Põe um siamês na tua janela...
Os gatos são adornos
E mistérios indecifráveis...
Põe um cachorro na tua sala,
O cachorro é um amigo leal...
Arma a tua rede em firmes paredes,
provém tua moringa, teus potes...
Cultiva tuas plantações...
Alimenta tuas criações...
E no final da tarde, depois da neblina,
Quando o arco-íris cair sobre o vale,
Teu pote de ouro já estará guardado...
Ao cair da noite desabrocham-se as flores abastecidas de sol... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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A matéria é triste, mas o espírito é alegre na forma e na cor. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Os teus ossos precisam de tua carne, mas o que te anima não precisa de carne para viver. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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A Luz vaja do cosmos às grandes superfícies semeando infinitas essências. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Ah! Morte! Morte! Morte! Essa companheira inseparável da matéria! (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Forma-se no cálice humana, o mais lindo arco-íris do infinito Oceano. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Deus! - Única essência que se transforma e não se deforma. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Não haverá espelho para reflexos quando as sombras da Terra brilharem nas trevas do homem. (Hélio Soares Pereira. In; Eclipse das Mentes)
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Quando o homem olhar para dentro de si, na razão que move o universo, verá suas mãos mutilando gerações. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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São as asas que iluminam as mentes para o voo infinito...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Ontem, o botão se fez rosa. Hoje, a rosa desfez-se em pétalas... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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No abismo dos céus, escalei montanhas ocultas... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Não estarás sozinho no barco do silêncio, pois entre a noite e o dia te observa a Natureza. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Joga tua âncora no mais simples cais. Não importa a distância nem a profundeza do rio. - O Horizonte estará te esperando... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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O sol mergulhará no infinito quando o homem decidir cobrir-se com o lodo de suas ações. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Talvez, um dia, os vermes andarão sobre a Terra ao lado do ser humano e haverá quem diga -são parecidos! (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Ah! Míseras ações de ínfimas estruturas. Nunca se tornarão puras, se a luz as perturba tanto! (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Paz! -Como sobre viverás, se o homem é míssil-atômico do seu próprio egoísmo? (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Um dia, a gigantesca rosa dourada brotará como um sol; e, sobre as pedras, cairá o pó -ânsia do viver... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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A rosa de Hiroshima talvez ainda esteja nos pesadelos dos corpos sem almas... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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A luz que anima tua alma jamais se consome...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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A carne que te veste foi apenas um empréstimo que fizeste da matéria que o tempo desgasta e te fará ausente. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Dize adeus às asas mutiladas de cada dia, és parte da espiga debulhada sobre a Terra...(Hélio Soares Pereira. Eclipse das Mentes)
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Houve um tempo em que sobrevoávamos nossos sonhos... Há um tempo em que voamos com nossos sonhos... Haverá um tempo em que nossos sonhos nos sobrevoarão, segurando-nos com linhas transparentes...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Um dia, o sol abrir-se-á, de vez, queimando as linhas que nos prendem ao voo...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Mãe! -Laços de primavera te envolviam o ser num suave arco-íris de flores e perfume...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Mãe! Iluminaste o jarro no pouco espaço de minha janela. Ah! Como sofri entender! Ser - a flor e o jarro - tão simples e tão belos quanto a mão que te veio colher um dia... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Fugir para dentro das ruas é tornar-me desfigurado entre os figurantes... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Fugir para dentro de mim é libertar-me em gestos crescentes de amor e memória. (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Tudo sai de perto das vidraças e dos concretos. Fica só o tempo incerto e o homem sem canto...(Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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O pássaro é a esperança do ninho que traz mais pássaros... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Entre vidros e concretos, o canto não é canto, é um eco... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Fiquei, em mim, ausente, por tua ausência... (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)
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Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.
A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.
A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.
Levei-te flores.
Não por esperança,
mas porque o amor,
às vezes,
não aprende a partir.
Cada pétala
carregava um "eu te amo"
que nunca encontrei coragem
de deixar morrer.
Mas, ao pensar em ti,
senti pena delas.
Flores não nasceram
para conhecer o ódio.
Não merecem murchar
diante de alguém
que já não consegue
olhar para mim
sem desprezo.
Talvez eu devesse
tê-las deixado no jardim.
Lá, ao menos,
morreriam pelo tempo...
e não por um amor
que só sobrevive
em mim.
Tristeza é a época mais difícil do ano.
Na primavera, não permite sentir o perfume das flores.
No verão, faz estremecer o coração.
No outono, deixa um gosto de desgosto na boca.
No, inverno, me deixa tão cansada,
é tanta neve na estrada,
mal consigo esperar a próxima estação
pra tirar dos pés as meias,
pra neve sumir e descongelar meu coração,
que, descongelado, consegue estremecer
e fazer o sangue correr pelas veias.
De estação em estação vou tentando
um pouquinho de tristeza abandonando...
Um dia eu pego o trem certo
e você nunca mais vai sair de perto.
Caminho
.
Colho flores no caminho
Que me é o teu carinho
E não me deixa andar sozinho,
O teu perfume
É a flagrância desse amor
Que me entrega a ti
Pra ir contigo por onde for...
.
Que seja longo esse caminho
Onde eu não ande mais sozinho
E não me perca desse amo...
O teu perfume enlaçou o meu destino
Pra nos dar um só caminho
E caminhar pra um só lugar, o amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Em teus braços
Desejei dividir meus dias com você,
Caminharmos juntos em meio às flores
Para que eu pudesse adorná-la de rosas.
Sonhei andarmos juntos descalços
E deixar nossos passos na areia molhada,
E se eu pudesse, pararia o tempo na magia deste momento.
Eu quis cunhar a madeira rígida e fria,
Nela, desenhar nossos corações entrelaçados,
E na intercessão desse encontro, entalhar seu nome junto ao meu.
Desejei me prender em teus braços,
E num abraço apertado
Nunca mais sair do teu lado.
As flores tem vida
Na primavera abençoada,
Letras de amor foram ditas,
As rosas se emocionaram com a voz soltando sinfonias,
O sol deu sua luz, mas a importância está em como se recebe tal energia,
As margaridas dançam de acordo com o sabor dos ventos,
As violetas choram ao perceber a euforia do destino,
Um caminhão de flores é derrubado na estrada e formam um belo tapete colorido apenas para ela passar,
A tua pele se mistura e exala o cheiro das rosas,
Os teus sorrisos e o teu charme ao caminhar na minha direção mudam completamente o meu jeito de respirar, de enxergar o mundo a minha volta, eu sinto que já nasci com o DNA de te amar.
No tom certo
O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.
Sentidos
As flores e as folhas estão balançando la fora suavemente ao frescor do vento da manhã, o Sol liberou mais uma vez sua energia sobre elas alimentando a magia da fotossíntese; o campo está vibrante, as borboletas com suas diversas tonalidades de cores e os pássaros com sua beleza e seus variados cantos dão vida a esse cenário lúdico; o barulho do rio é ouvido a distancia, são percebidos também pegadas de mamíferos grandes, calma! São de quatros belos cachorros que vivem se divertindo no paraíso. O tempo fechou, uma chuva bem vinda está chegando para lavar a alma da natureza. Passados pouco mais de uma hora de queda livre de aguá divina, o Sol reaparece com o seu poder de renovar, de da um brilho novo a cada movimento de sua breve passagem em direção ao oeste.
A vida, ganha vida em cada verso escrito com base no que é visto, sentido, ouvido, tocado e ao mesmo tempo aproveitado pela natureza.
"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"
E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.
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