Raquel Gusmao Bertuccio

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O mundo é um caos disfarçado de normalidade.
Todo dia fica mais difícil acreditar em algo bom ou minimamente verdadeiro. É política, guerra, inflação, violência, gente adoecendo principalmente por dentro. Emoções em colapso, empatia em extinção.
E isso deixa claro: estamos vivendo um padrão onde a compaixão virou exceção e sentir virou fraqueza. As pessoas estão mais frias, mais inconstantes, mais vazias.
Mas é exatamente aí que entra a escolha.
Não se entregar. Não se validar. Não se moldar.
Ser diferente hoje é um ato de resistência.
Ser inteiro, presente e consciente já é fazer barulho.
Que sejamos a parte que não endurece, que não se perde, que não vira mais um.
Talvez a mudança seja só 0,01%.
Mas é assim que o mundo começa a mudar.

Muita gente está na defensiva o tempo todo. Carregada, frustrada, esgotada. Qualquer gesto neutro vira ataque. Gentileza vira desconfiança. Boa conversa vira ameaça. Isso diz muito mais sobre o estado emocional em que
O mundo está barulhento, acelerado e ferido. Falta escuta, presença e gente inteira. Então quem chega com educação, clareza e verdade acaba destoando e o diferente incomoda.
Não deixe a reatividade dos outros te endurecer. Gentileza não é fraqueza. É filtro. Ela separa quem merece acesso de quem ainda não sabe conviver.
Não é sobre agradar. É sobre continuar sendo quem você é sem pedir desculpa por isso.
Quem reage mal à sua educação não está pronto para conexões reais. E tudo bem. Não é seu trabalho consertar ninguém.
Preserve sua energia. Seja seletivo Menos acesso, mais critério.
O caos é coletivo, mas a sua postura é escolha. E isso já é força.

Há uma elegância rara em compreender sem questionar,
em permitir que cada um floresça no seu próprio tempo.
A quem percebe além, cabe a delicadeza de não invadir —
de apenas respeitar.
Nem tudo é sobre o outro.
Às vezes, é sobre batalhas internas
que não se explicam… apenas se sentem.
E, em meio aos ruídos de um mundo caótico,
que sejamos leveza na calmaria —
presença que acolhe, energia boa que, em silêncio,
ainda escolhe o bem.”** ✨

Tentei entender mil vezes o porquê de certas situações. Cheguei até a pensar que o problema era eu, que a culpa era minha. Me entristeci, me questionei e quase me conformei com aquilo que não merecia.

Fui transparente, verdadeira, mas me mostraram coisas que nunca foram reais. Hoje eu entendo o quanto falta diálogo, verdade, reciprocidade e jogo limpo nas relações.

Foram tempos difíceis, e isso me fez perceber que o problema nunca foi ser intensa, verdadeira ou ter um coração bom.

Mesmo não sendo perfeita, eu me orgulho da mulher que me tornei. Tudo o que vivi me fortaleceu.

Agora deixo para trás tudo aquilo que me fez mal. Estou começando uma nova fase, e nela minha prioridade será minha paz, minha felicidade e minha realização.

Quem foi verdadeiro comigo, levo no coração. Aos demais, desejo sorte.