Textos de Flores
Sobre as flores
Quando morrer
Não se preocupe
Vão cuidar bem de você
Vão te vestir
Arrumar seus cabelos
Arrumar tempo
Cancelar compromissos
Mover-se para se despedirem
Irão chorar por você
Irão estar com você
Irão lembrar de você
Irão te elogiar
Mas por favor
Não espere isso enquanto estiver vivo
Ontem invadiram meus canteiros,
Espezinharam minhas flores,
Partiram todos os vasos
Do meu jardim
Rasgaram minhas vestes
Ultrajaram meu nome,
Alagaram de sangue
Os meus olhos.
Apedrejaram meu rosto
Ainda de menina
Onde resplandeciam quimeras
Numa rua com nome de poeta
Defronte a tanta gente…
E gritaram urros de vitória,
Zombaram,
Rebolando álcool, chapinhando
No sangue da imbecilidade,
Ocos estes crânios de gente.
Hoje bem tentam devastar
No absurdo da existência
As sementes que guardei
Daquele anoitecer
Parido de Primavera.
Mas eles não sonham,
Nunca o fizeram
Eles não podem pensar,
Foi-lhes vedada a lucidez.
Agora tenho tulipas, cravos,
Roseirais, girassóis
E até ervas do campo a crescer
Num coração que continua a bombear
O mesmo sangue outrora profanado
Numa rua com nome de poeta.
Célia Moura, in "Terra de Lavra"
POTE DE OURO
As flores do campo são tuas...
Põe o girassol na manhã
Virado para o leste
As rosas vermelhas, põe no teu quarto
São as paixões que desconheceste...
Põe um siamês na tua janela...
Os gatos são adornos
E mistérios indecifráveis...
Põe um cachorro na tua sala,
O cachorro é um amigo leal...
Arma a tua rede em firmes paredes,
provém tua moringa, teus potes...
Cultiva tuas plantações...
Alimenta tuas criações...
E no final da tarde, depois da neblina,
Quando o arco-íris cair sobre o vale,
Teu pote de ouro já estará guardado...
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.
...festa de flores!
É primavera amor...a cerejeira já desabrochou!
ouve o som de passarinhos cantores que anunciam
a chegada das flores...musica para nossos ouvidos...
lembra-te amor?
Não te esquecerei jamais em tempo algum..
Anseio com a coragem do meu amor
Recriar o brilho que me trará você
E tudo brotará mais esplêndido retornaremos ao mundo dos sonhos com a alegria dos amantes..
O arco íris nos trará todas as cores
Além da beleza das estrelas e todas as suas luzes
Te anseio como ao ar que respiro...pra mim és mais que amor
És tudo ou mais que tudo!!!
O meu caminho pode ser
De espinhos ou de flores
Tudo vai depender
De como eu encarar minhas dores
A escolha depende de você
Saber entender e compreender
Que o mal que você faz acontecer
Volta em dobro e faz você sofrer
Plante favor
Colha sinceridade
No caminho do amor
Deve se andar com verdade
O mundo ficará melhor
Quando agimos assim
Plantar coisas boas ao redor
E não ter um triste fim!
Se eu pudesse, arrancaria toda dor de ti
Se eu pudesse, traria só as belezas das flores para seus olhos
Se eu pudesse, traria mais sorrisos belos em seus lábios
Se eu pudesse, faria o sol brilhar mais
Se eu pudesse, roubaria a lua p ti contemplar
Se eu pudesse, traria suave musica para seus ouvidos
Se eu pudesse, faria as ondas do mar acariciar seus pés
Ser eu pudesse, andaria de mãos dada contigo, até mesmo na chuva
Se pudesse, dançaria descalça para ti
Se eu pudesse, te abraçaria agora e diria: vai ficar tudo bem.
—By Coelhinha
Flores de primavera
É uma noite fria e densa de inverno. Um gélido frio. Gélido no mais profundo da alma.
Os ponteiros do relógio se arrastam.
Dias nublados. O sol se escondeu e não brilhou.
Essa noite é a personificação do gélido inverno.
A noite parece uma música triste, sem coro. Sem dança.
É como as batidas de um sino ecoando em algum lugar longínquo na escuridão.
Um contraste com dias de outono que antecederam o frio cortante do inverno.
Sob o sol, o mar sorria.
O vento soprava nas pradarias.
Os pássaros cantavam uma doce melodia.
Montanhas no fim de tarde. O sol se escondendo nos cumes além.
A densa noite gélida vai se findando.
Um raio de luz emerge da escuridão.
É a luz do sol. Um lindo dia de sol se pronuncia.
A noite eterna acabou.
O inverno gélido da alma se despede.
Flores desabrocham.
A primavera chega sem convite.
E o mundo se encanta.
O mundo se abre com um sorriso.
A primavera trouxe consigo flores.
Flores de primavera.
"Reflexão de Vida"
Na vida, nem tudo são flores. Quem espera só os dias bons se frustra; mas quem entende que os dias difíceis também fazem parte, não é pego de surpresa.
Até porque a vida nunca facilita; ainda assim, ela ensina a superar os obstáculos.
Afinal, a existência das dificuldades não anula a existência do que é bom,
A NOITE CHEGA
A noite chega e traz com ela o perfume das flores. Traz as lembranças de um passado, a calmaria, o momento em que o silêncio se aloja e as vozes da noite se reúnem para um aparte. Por trás da escuridão, a luz se intensifica trazida pela lua que dormia no colo do horizonte. Os pássaros que em revoada anunciavam o dia, agora descansam. Assim são as noites, intensas como nossos sonhos, bela como as águas serenas e perfumadas como as flores primaveris.
Caminho entre as flores buscando uma direção. Buscando achar onde se cruzam os caminhos para o nosso encontro. Será que sonhos podem se realizar? Para onde vão aqueles que se perdem na vastidão do universo, sem nunca deixar de ferir? Como me redimir dos meus erros e viver o que mais quero? Como explicar a importância do que não se descreve?
- Marcela Lobato
Eu vejo.
Com os mesmos olhos pequenos da minha infância.
A minha vida não foi só flores, mas também não foi só circo de horrores, eu passei várias vezes pelo mesmo ciclo até eu compreender que eu tinha a solução para não mais remediar e encerrar aquilo que me machucou, muitas vezes o perdão é o melhor remédio e não se tratando de prioridades o melhor remédio mesmo é a distância é seguir em frente sem ficar remoendo o que passou, ou você aprende, ou você ensina.
E vice-versa.
Hoje eu acordei com uma vontade de sair andando por aí sem destino e resolvi vir aqui no alto.
Nesse lugar lindo, eu consigo ver o mar intensamente, assim como todas as lembranças da minha mente!
Comprei apenas a passagem de ida, sem me preocupar com as voltas.
Dando as boas-vindas a toda a minha vida passada.
Passeando pela minha infância, eu vi minha mãe nos levando nas festinhas de crianças dos nossos (parentes), éramos sete.
Muitas vezes não ficamos nem para os parabéns porque as minhas tias faziam questão de tratar a minha mãe como uma intrusa e muitas vezes eu me questionei o porquê.
Hoje eu compreendo que era aleatório simplesmente pelo ter ou não!
Então eu cresci correndo na rua, brincando de pega com meus amiguinhos.
Minha mãe sempre foi muito séria e severa e meu (pai) era um viajante que aparecia bêbado com alguns doces e ovos quebrados para casa que ela, trabalhando de faxineira, sustentava!
Meus problemas estão tão miúdos agora.
Mesmo eu tendo sido castigada e me sentindo injustiçada, eu compreendo que não foi nada fácil sua estrada.
Hoje tenho minha própria história com filhos e netos e nas nossas festinhas somos todos iguais, também brigamos e temos as nossas diferenças, não materiais e sim temporais.
Estou tão chateada porque confiei novamente em alguém e fui magoada.
Como dizia minha falecida madrinha, é o fim da picada, quase não dói mais!
A gente era tão feliz e, ao mesmo tempo, triste.
Acho que a vida é um misto não quente e sim uma mistura de sentimentos para que a gente vá dosando seus valores.
Hoje, eu, apesar de chateada com algumas coisas fora do lugar.
Eu só preciso desabafar!
Olhar para esse mar e gritar para mim mesma.
Vai passar!!!
Então eu solto o meu grito, liberando todo esse peso dos meus ombros e decido voltar.
Calmamente vou descendo degrau a degrau.
Porque a vida não é só subida.
E se eu cheguei até aqui, é porque eu estive lá.
Resolvo compreender minha mãe ao invés de julgar e dar a ela todo o amor que lhe foi negado.
Ela é, sim, minha guerreira!
Tipo a She-Ra que, quando eu era criança e sentia medo, levantava o braço sem espada e gritava: pelos poderes, do amor!
Que as coisas boas prevaleçam e as ruins se esqueçam!!!
É
Acho que de certa forma deu certo
Porque acontece o que for ele fala mais alto do que os gritos da tristeza..
Te amo mãe, te perdoo te compreendo e principalmente te quero sempre aqui perto de nós e feliz....
A melhor recordação são os sorrisos em família e se não tivermos, faremos ter, sejamos a nossa grande diferença nesse mundo de iguais...
Esse texto é uma crônica filosófica de Starisy em homenagem a sua mãe Marlene..
"Seria cómico se não fossem apenas crônicas poéticas "
A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.
Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que:
1. A Estética do Lodo
Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do autoinpacto e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.
2. O Artista como Colecionador de "Gravetos"
O título de um dos livros, Coleção de Gravetos, dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio coração. A poesia aqui é um trabalho de catador de entulhos emocionais.
3. Anatomia e Pulsação
A trilogia reforça a linguagem biológica do autor. Se no poema ele fala em "miocárdio", em seus livros ele explora a "anatomia do impulso". O artista de Michel F.M. é um ser visceral: ele não observa a vida de longe; ele a sente nas vísceras e a devolve como arte, pagando o preço com a própria exaustão vital.
4. A Condenação e a Salvação
O termo "maldito" no poema ecoa a tradição dos poetas baudelairianos (frequentemente referenciados indiretamente em obras que usam a metáfora das "Flores"). A trilogia apresenta o pântano (a dor, o isolamento, a incompreensão) não como um lugar de onde se foge, mas como o único solo fértil para a verdadeira poesia.
O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)
Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.
Lu Lena / 2026
AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)
Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.
Lu Lena / 2026
Que os bons ventos de agosto nos tornem sensíveis o bastante, para merecermos as flores, com toda sorte de cores de setembro!
Amém!
Lá se vai Agosto…
Se despedindo com seus ventos discretos, carregando ensinamentos que, por vezes, passam despercebidos.
São esses ventos que nos convidam à introspecção, que nos lembram de cuidar da nossa sensibilidade e atenção ao mundo.
É nesse preparo silencioso que encontramos a capacidade de receber o novo, de perceber os detalhes que realmente importam.
Setembro, com suas flores e cores, não é apenas um mês; é um convite à recompensa daqueles que souberam Escutar, Reaprender e se transformar.
Merecer suas cores e fragrâncias não dependem de pressa ou força, mas de estarmos abertos, atentos e delicados o suficiente para reconhecer a beleza que nos cerca.
Que os ventos de agosto nos moldem com suavidade, que nos tornem atentos aos pequenos gestos e às sutilezas da vida, para que, quando setembro chegar, possamos acolher suas flores, ornados de gratidão e plenitude.
Amém!
Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.
A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.
A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.
Integro-me com as flores
do Jacarandá-mimoso
para o refúgio encontrar
daquilo que não posso mudar
não ter o êxito de me alcançar.
Em nome da poesia como
fragmento da alma que é,
vir com as flores entreter-me
para não me perder da fé
e seguir sem intenção de ré.
Ser o Jacarandá-mimoso
do jeito que ele me é,
amoroso, gentil e poético
e deixar o quê tem de ser
vir por si só a acontecer.
O quê tem que passar
irá passar mesmo que
diferente tentem mostrar,
contra à força o tempo
ninguém pode subjugar.
Não é sobre relógio
que estou falando é sobre
o quê se tem ou não,
é o quê mostra a direção
diante da real amplidão.
Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.
