Textos de Flores
Por um desses dissabores
Que plenamente assemelha-se
à ausência de flores
Que infesta este Universo
Invertendo, assim, valores
Medíocres ideologias
Que nunca fizeram nada mais
Que ensinar outros medíocres
A igualar os desiguais
Fizeram pior
Ao igualar mantiveram-se acima
Crendo-se assim serem mais
Tendo por intento algo
Para eles intangível
Incapazes de enxergar o invisível
Impossibilitados de entender
Nem mesmo a sabedoria
Que ensinam os animais
Jamais vão compreender
Que para atingir
A velocidade da Luz
É preciso reverter o fluxo do Tempo
Pobres são aqueles
Cujo pensamento somente conduz
Ao Ouro que enferruja
Ao domínio da carne suja
Ignorando que em seus arquivos
As traças corroeram
Todos os livros
Que eles confiscaram
...Mas não leram
Quando a noite chegar
Trazendo infinitas respostas
E as flores bonitas
das quais você gosta
E que não abrem-se ao Sol
Noturnas iguais você e eu
Misteriosas
Quais livros que a gente não leu
Relembre as promessas
que nós não cumprimos
incrustadas
No seu coração e no meu
hoje mais nada restou
Mas te peço que leves
Aonde quer que fores
A nossa lembrança guardada
E mais nada
Além do perfume das flores
A mesma terra que dá frutos
também dá flores e sarças
a mesma lua dos poemas
traz maremotos e problemas
as mesmas flores que as abelhas
beijam pra fazer o mel
produzem espinhos
enquanto recolhem
inocentemente
os raios de Sol que vem do Céu
na mesma noite em que
alguns descansam
outros, felizes, dançam
alheios àqueles
que em outros cantos
nada mais esperam
somente se desesperam
a mesma terra que alimenta
muitas mulheres e homens
muitas vezes traz a fome
e no final, invariavelmente
recobre tudo isto
alegrias e tristezas
embaixo da terra somem.
Onde estão as flores?
Que sonham com o ideal.
Buscam uma vida sem igual,
desejam viver sem idade
e valorizam sua raridade.
Que transformam este mundo em verdade,
sem se deixar levar pela maldade.
Onde estão as flores?
Que acreditam no bem,
que existe alguém para ir mais além.
Onde estão as flores que brilham os olhos,
com flores.
Que vivem no mundo real,
sem deixar que as pessoas
destruam sua realização pessoal.
A ORAÇÃO DA FLOR
.
Ó Senhor criador das flores
Agradeço-Lhe pelos favores
Com os quais tem me abençoado
Pelas abelhas que levam o meu pólen
Pelos homens que me colhem
Quando estão apaixonados.
.
Pelo Sol que me traz luz e calor
Pela chuva que com gotas de amor
Nutre as minhas raízes
Pelo vento que me massageia
E pela romântica Lua cheia
Que se reflete nos orvalhos felizes.
.
Que eu possa enfeitar os cabelos
E também afastar os pesadelos
Perfumando o ar dos que dormem
E que mesmo sabendo que no vaso
Minha vida terá curto prazo
Eu me alegre com o sorriso do homem.
.
Ó Senhor me use como enfeite
Para trazer beleza e deleite
Aos campos e jardins
Faça de mim um instrumento
Que desperte no homem o intento
De também despertar emoções sem fim.
flores - o símbolo do amor (próprio)
enquanto estivemos juntos
nenhuma única flor ganhei
mas quando acabamos
algumas flores eu mesma plantei
e decidi, por fim
que assim seria
a flor que eu desejasse
eu mesma plantaria
eu mesma colheria
e eu mesma me daria
um buquê com flores
eu mesma montaria
com as cores mais lindas
do jardim que eu aos poucos construía
hoje estou rodeada de flores
aquelas que floresceram
depois da tua partida
O Jardim que Desvaneceu
Era uma vez um jardim, outrora vibrante, onde flores de todas as cores dançavam ao ritmo suave do vento. Suas pétalas, cheias de vida, brilhavam sob o sol, e o ar estava sempre perfumado com a essência da felicidade. O jardineiro, encantado com sua criação, cuidava com carinho de cada flor, regando-as com esperança e nutrindo-as com sonhos.
Mas um dia, o medo das tempestades começou a assombrar o jardineiro. Ele temia que o céu se abrisse em fúria, que as gotas de chuva lavassem o solo, levando consigo as raízes de tudo o que havia plantado. E, assim, pouco a pouco, ele deixou de cuidar do jardim, acreditando que era melhor se proteger das nuvens escuras do que arriscar perder tudo.
As flores, sem o cuidado necessário, começaram a murchar. O que antes era um espetáculo de cores, agora se tornava um cenário desolado. As folhas caíram, o perfume se dissipou, e o jardim, antes cheio de vida, se tornou um deserto de tristeza.
O jardineiro, ao perceber o que havia feito, sentiu o peso do arrependimento. Ele olhava para o jardim, agora estranho e distante, e lamentava as escolhas que o levaram a abandoná-lo. O silêncio que antes trazia paz agora ecoava a solidão de quem sabe que foi o responsável por sua própria ruína.
Ele desejava, mais do que tudo, uma segunda chance. Queria poder voltar no tempo, enfrentar as tempestades que tanto temia e lutar pelo jardim que ele mesmo deixou morrer. Sabia que, se tivesse a oportunidade, enfrentaria as consequências das suas escolhas com coragem, tentando restaurar o que restou do que um dia foi belo.
Mas, enquanto ele se perdia em pensamentos, o jardim o evitava. As flores, ainda que murchas, sussurravam entre si, falando de sua negligência, e o sol parecia se esconder, como se recusasse a brilhar para ele.
O jardineiro estava só, cercado pelas consequências de seus atos. E, embora desejasse ser perdoado, sabia que, antes de tudo, precisava perdoar a si mesmo.
A mulher quer se sentir única para o homem,
quando o homem lhe traz flores,
quando no meio da noite cobre seu corpo com um lençol.
Ela quer um homem que compreenda suas dores.
Que mesmo ele estando ausente, ela nunca se sinta só.
Ela não quer um machista, ela quer um motorista
para levá-la para tudo que é lugar.
E que no dia da TPM, faça o possível pra lhe dar carinho.
A mulher quer um homem que perceba o que ela está sentido,
pelo seu olhar.
E que possa ajudar a prosseguir seu caminho.
Ela não quer uma pedra de tropeço,
ela quer um homem que tire o espinho da rosa.
O que ela procura no homem é um ombro pra chorar
é um homem que seja conselheiro.
Que esteja apto para ouvir quando ela falar
mesmo que ela fale o dia inteiro.
A mulher não quer um homem que só a procure para levá-la
pra cama,
mas um que a surpreenda com coisas diferentes
que lhe ajude a fazer as atividades de casa para lhe dar descanso
e que a leve para lugares fascinantes.
Eles
Ele: Olá, vc gosta de flores?
Ela: Sim, gosto muito, amo flores!
Ele: Então deixa eu ser sua primavera!
E assim começaram a sua história, tinha tudo para ser um "Eduardo & Mônica" se preocupavam um com outro, sorriam, brigavam, tinha tudo para ser um relacionamento duradouro.
Mas de repente, as cartas mudaram
Ele mudou
Ela continuava apaixonada
Ele deixava ela sozinha
Ela só queria ele de companhia
Ele falava com outras
Ela falava dele para outras
Ele esqueceu dos beijos
Ela queria viver novamente os beijos
Ele disse adeus
Ela chorou
Ele continuou a ir atrás de romances
Ela, bem, ela continuava a chorar
A pergunta fica, o que houve com o sentimento do início?
Ele falou da boca pra fora.
Ela ouviu do coração pra dentro
Mas de repente, como uma rosa que tem espinhos para se proteger, algo nela foi edificado
Ela tinha uma fé bonita de que a vida lhe traria tudo o que sonhou. Tinha pressa... Mas repetia na frente do espelho: 'tudo, tudo, tudo em seu tempo!' "
Por isso hoje em dia ela navega nas profundezas do amor próprio, e nunca mais vai naufragar em sentimentos razos.
Ela, ela é feliz!
Ele.............
Acima das palavras e dos olhos
Observo ...
Distante
E em silêncio observo
Não tem flores
Nem barulho
Só luz ...
Uma luz cansada e silenciosa
Trêmula...
Que sente o vento ...
Estou distante
Pensando nos seus olhos azuis
Que não refletem mas meu rosto
Era lagos ...
Onde morria todos os dias e ressuscitava nos seus braços
Olho o mundo sozinho
Sem você...
Um mundo sem alma
Sem amor
Sem cheiro ou tempo
É uma prisão
Eu só existo...
Nada mais
Você era meu mundo
E só
Bebo mais um gole do meu whisky
E só
Para sempre sigo só ...
A ESTRADA.
Nas trilhas ou estradas da vida, existem pessoas que recolhem flores e encontram felicidade no aroma perfumado delas.
Há também pessoas que recolhem pedras e se alegram com a presença delas ao redor construindo casas e se abrigando nelas.
No entanto, logo atrás das pessoas que recolhem pedras, há outras que recolhem areia e a vendem para aqueles que estão construindo suas casas com pedras, para que possam colocá-las.
E logo atrás das pessoas que recolhem areia há aquelas que recolhem espinhos e ficam felizes em saber que, quando as pessoas que vieram antes delas retornarem elas não correrão o risco de serem espetadas pelos espinhos.
Assim é a vida, enquanto uns tentam te destruir, outros retiram os espinhos que surgem em seu caminho.
Eraldo silva.
A DONA DO CAIS.
Tú és lírios dos vales flores do campo,sol de verão,a vela da escuridão perfeita são as curvas do teu corpo,lindo e o céu da sua boca,suave são os toque das suas mãos doçura é o gosto dos teus beijos.
Tú és dona da perfeição a dona dos meus sentimentos,um minuto ao seu lado seria uma eternidade,tú és o gosto do pecado,um cálice feito pelas mãos divina.
Teu olhar fascinante teu corpo seduz tuas unhas fere feito navalhas navegantes em meu mar tú és singela,a minha atração,a dona do meu cais.
Tú é a mulher que despia suas vestes e satisfaz a minha vontade,tú é simplesmente a dona do cais,onde estaciono meu barco
METAMORFOSE.
Em uma manhã de domingo, o avô levou o neto ao jardim para ver as flores e também as borboletas. Ao ver as borboletas voando pelo ar e cheirando o néctar das flores a criança disse ao avô que quando crescer queria voar como as borboletas.
No caminho de volta para casa, o avô encontrou um ninho com ovos de borboleta. Três dias depois depois o avô chamou o neto e voltaram ao ninho, onde os ovos já haviam se transformado em larvas.
Voltaram para casa e o avô não disse nada ao neto, no quinto dia, o avô levou novamente o menino para ver o ninho, e as larvas haviam se transformado em pequenas lagartas.
Curioso perguntou ao avô por que ele os havia trazido várias vezes apenas para mostrar o que estava dentro do ninho e depois ir embora.
O avô respondeu calmamente ao neto: "Sabe aquele dia em que fomos ao jardim e você disse que queria voar como aquelas borboletas?"
"Sim", respondeu o neto ao avô. Então o avô disse: "Não é tão fácil voar, você terá que enfrentar várias transformações. Aquelas borboletas não nasceram voando, elas foram obrigadas a enfrentar várias metamorfoses para se tornarem borboletas".
Assim é a vida, às vezes queremos que as coisas aconteçam de uma hora para outra, mas o essencial é viver o processo de cada momento. A vida é única e cada momento será único em sua vida.
Tome a beleza da rosa vermelha e junte a seguir: o perfume de todas as flores, o gosto do mel, a cor do sapoti, a ternura de um afago, a pureza do amor fraterno, a envolvência da neblina, o frescor da brisa, a fidelidade do cão, a inocência da criança, a aderência do visgo, a humildade da violeta, e adicione depois:
O calor do sol, o veneno da cascavel, a violência de um coice, a astúcia de uma raposa, a traição de Judas, a instabilidade do tempo, a indolência da preguiça, a intranquilidade de um peixe, a atração de um ímã e o choro da carpideira.
Misture bem, acrescente futilidade a seu gosto pulverizando amor e carinho e deixe a massa em repouso durante vinte anos. Passado o tempo, use em pequenas doses, com muita, muita cautela: é a ex-mulher.
Eu quero ganhar flores.
Não, eu quero que alguém se importe comigo ao ponto de querer me dar flores.
Sem eu ter que implorar, sofrer ou chorar por isso.
Eu quero flores, não por elas em si, mas pela atitude de quem as der.
Por lembrar que amar também é doar.
E por lembrar de mim.
Por se importar.
Eu espero um dia ganhar flores.
PARQUE DAS FLORES, DOS FRUTOS E DAS GENTILEZAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ontem cheguei à minha rua em Parque das Flores, e me deparei com o 'seu' Roberto, vizinho de frente, aguardando com duas pinhas maduras na mão. Explicou que já me chamara duas vezes, lá no portão de minha casa, mas não havia ninguém. Agradeci com carinho, peguei as frutas e fui comê-las mesmo instante. Estavam duplamente deliciosas, pelo sabor natural das mesmas e pelo sabor, também natural, do afeto de meu vizinho, que logo depois ganharia livros.
A rua na qual moro alguns dias da semana é assim. Uma interminável troca de gentilezas. Acordo sempre ao som da voz amiga - e estridente - de seu Gerson a cumprimentar a vizinhança. Em outras ocasiões, com o rosto voltado para minha casa, esperando para perguntar se estou bem e se preciso que encha minha caixa d´água, pois sabe que a bomba de meu poço às vezes deixa a desejar. Não raras vezes, trocamos limão por jambo e tangerina por mamão.
No quintal de fundos para o meu, seu Hélio varre folhas, assessorado por sua esposa, e nunca deixa de cumprir o ritual de observar para ver se tudo está bem no meu pedaço. Quando saio às ruas, é um tal de bom dia; boa tarde; boa noite, a depender da hora. Muitos senhores ainda tiram o chapéu para cumprimentar quem para eles merece tal reverência, pelo simples fato de ser um professor. Coisa das antigas.
Tem ainda as velhinhas da rádio esquina, que assim batizei porque as mesmas estão sempre lá, pondo assuntos em dia, vendo se não falta ninguém na vizinhança e analisando os poucos acontecimentos do lugar. Elas têm sempre um sorriso, uma observação e um cumprimento alegre, despretensioso e cheio de calor humano.
Não sei descrever o encanto que é morar em Parque das Flores. O texto seria longo, e mesmo assim, precário para descrever esse meu recanto. Conheço muitos e muitos lugares onde os vizinhos recebem uns aos outros com pedras na mão, enquanto em Parque das Flores, especialmente na minha rua, recebemos uns aos outros com corações desarmados... e frutas na mão.
PARQUE DAS FLORES
Demétrio Sena - Magé
Vejo Parque das Flores perder seus recantos
pro cimento; pro piche que produz asfalto;
densos mantos de cinza vão cobrindo as matas
que ressecam nos montes; nas várzeas daqui...
E perder seus idosos mais simples e sábios;
os terreiros de umbanda que ainda resistem;
alfarrábios do tempo que as crenças tiranas
hoje tiram da estante pra matar matrizes...
Quando Parque das Flores não tiver mais flores,
os odores do mato e dos poros do chão
nem os olhos sinceros do povo nativo...
... perderei todo encanto, que desde criança
preservei como herança de afeto agregado;
um passado que sempre seria presente...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Sol, chuvas e rimas.
Paixão, amor e sinas.
Desejo, flores e solidão.
Fogo, dor e coração.
É disso que são feitos os dias confusos
Com Lagrimas, choro e soluços.
Sede, clamor e alma.
Reza, pedido e calma.
Paz, controle e chama.
Luz que ascende e anda.
É disso que são feito os dias de fé
Com orações e forças que nos Poe de pé
Para alguns a vida não é bela, como um jardim que não é cuidado sem flores para embelezar, plante coisas boas em sua vida, trate ela como um jardim, procure sempre plantar coisas boa e belas, pode demorar como demora algumas raras orquídeas, demoram para florescer mais valerá apena olhar para traz e ver que todo o cuidado resultou em uma linda flor.
Feliz 2017 para todos.
Ela caminhava pelo campo de flores silvestres, onde o vento dançava suavemente entre as pétalas, cada uma aceitando o movimento com graça. Seus pés descalços tocavam a terra macia, absorvendo a energia da natureza. No horizonte, o sol se deitava preguiçosamente, pintando o céu de cores quentes e vibrantes.
Em seu coração, havia uma serenidade rara, uma compreensão profunda de que a verdadeira felicidade não se encontrava em buscar incessantemente o que não tinha, mas em abraçar o que já estava presente. A cada passo, sentia-se mais leve, mais conectada ao momento. Não havia preocupações sobre o que não veio, apenas gratidão pelo que estava ali, ao alcance de suas mãos e de seu coração.
Ela parou um instante e olhou para o céu, sentindo a brisa fresca em seu rosto. Sorriu, compreendendo que viver uma vida bela e feliz era como aquele campo de flores: aceitar o que vier com o coração aberto, e deixar ir o que não vier, sem mágoa. A beleza da vida estava justamente nessa aceitação, nessa dança harmoniosa com o universo.
E assim, enquanto o dia se transformava em noite, ela se sentia completa. Sabia que a chave para uma existência plena estava em viver cada instante com presença e amor, aceitando com leveza tudo o que o destino trouxesse.
