Textos de Filosofia
Imensa piedade
Força celestial
Que celebra o caos definido
A união desincerta que rege os homens
Eles por eles
Em sua tragedória de pudor
Infinita piedade
Senhor das escrituras
Pela insensibilidade do pobre
Da ganância daquele
Que já teve de tudo
Menos a compaixão
Louvado seja
Quem repudia o bem comum
O errado que não deiixa de ser errado
Por possuir mais credibilidade
De costume em costume bárbaro
Se lapida o troféu de ignorância
Que de tão honroso
Nunca sai do sangue das mãos
De quem profetiza a paixão
Logo a de negar a vida..
Piedade daqueles que ainda são carentes de maldade
Que não sabem odiar
Pelas boas vontades o falso-profeta age
Das brechas do coração aberto
Se adentra a força do ímpio.
Mais ainda
Piedade pelo sentimento materno
Que acolhe a perdição
E a negligência para seu ventre de amor
Mesmo que não pareça
Mesmo que não mereça.
Eis a resignação
Conceder a outrem
Logo outra vida
Majestoso seria
Se pudesse haver perspicácia
Pobres mulheres
Que não conhecem a natureza
E os desatinos;
Belas paisagens aguardam
Longe da guerra
Que de tão envolvente
Satisfaz
Sem parecer
Que de tão normal
Age na normalidade
No limite
Do orgulho.
14/03/22
21:52
Uma pétala sozinha não seria nada. Entende o conjunto e chegarás aonde precisas chegar com o secreto benefício de desfrutar do tempo que te borda as bordas e te colore de verde. Compreende. Ser folha é o mesmo que ser rosa e gotas e sol e lua e universo e cosmo e galáxia – logos. Dorme agora.
Que o amanhã é ignorar-se dele. Sem deixar de esperá-lo.
Olhar além de si
Apaixone-se por você;
Decida conhecer-se;
Aceite-se!
Olhe-se no espelho d'Alma;
Somos muito maiores do que este pequeno corpo;
Ou suponho, que talvez existam
alguns menores.
Na verdade,
somos do tamanho que imaginamos!
Seja um louco voraz!
A loucura é feliz!
A loucura é sensata!
Acredite!
O borrão,
é apenas o início da obra;
As cores e possibilidades são infinitas!
A beleza, está nos olhos de quem a vê.
Não siga padrões!
Tenha o horizonte, como limite;
Entretanto, a distância só serve para
percebemos que sempre podemos ir além!
Não exija perfeição!
Quer paraíso na terra?
Plante flores em seu próprio precipício.
Aceite-se!
A humanidade usa como referência padrões
sem sentidos, frívolos, preconceituosos.
Crie seus próprios padrões próprios, mesmo
que diferente de todo resto da humanidade.
Seja o primeiro lugar de sua vida;
Respeite-se!
A vida não é um produto;
A vida não é apenas o palpável.
Sempre terá alguém que não te aprovará;
Aprove-se você!
Permita-se sorrir, mesmo tendo guerras no mundo!
Crie seu mundo!
Não falo em irresponsabilidade ou egoísmo, muito menos, em frieza.
Mas, não deixe que o mundo cale teu sorriso;
Isso chama-se depressão coletiva!
Se você não paga propina,
se você é honesto,
não coloque a corrupção do mundo
em suas costas,
muito menos, não a generalize.
Permita-se ser uma flor no espinhal!
E o mundo, mesmo com todos os espinhos, será mais belo!
Olhe-se no espelho d'Alma!
Ode aos deuses ocultos
Linha tênue entre ser e o existir
Pensar e meditar
A realidade e o fabuloso
O agir e se conformar
O autor e o coadjuvante
Da obra-prima
Artista e tela
Dos arcanos o mais antigo
Tua lança confronta o enigmático
Teu cetro descerra passagens
O veneno e o antídoto
Gnose e transcendência
Sob o poder da vontade és o unificador entre os mundos.
Do Templo em Delfos é o pilar
Da sabedoria contida no axioma és o sujeito: " Conhece-te a ti mesmo...".
Eu estive ali
Mergulhado em loucuras escrevendo
As 2 da manhã no imenso silêncio
Procurando por uma estrela brilhante
Talvez o acaso
A lucidez por um instante
Sem ninguém a recorrer
A madrugada a me benzer
E dentre tantos pensamentos
Algumas conclusões
Tão raras.
Eu estive ali
Sim estive
Naquele quarto
Hoje não sei como está
Para aquela casanunca voltei
Somente os momentos herdei
Tão supérfluos
Tanto tempo perdido
Minha sorte é a segurança
De que aquele já se foi
Mas de minhas certezas eu não garanto
Ao lembrar ainda me espanto
De aquele já fui eu
Se foi o tempo
Se foram seus motivos
Mas mesmo assim
Mesmo você sendo esquecido
Uma imagem apagada
Tenho receio
O que já fui posso definir
Mas de minha ascenção
Tão abstrata
Mal sei de autonomia
Um dia já tive
Hoje vertem as raízes
Os malditos resquícios
Da máscara
Esculpida de minha própria carne
O retrocesso é um caminho de espinhos
E por ele preciso andar ocasionalmente
Mesmo que eu saiba as respostas
Me entrego a essa releitura
Eu aprendo do mundo
Me esforço demais
Acho melhor cerrilhar os olhos
E não olhar para trás
Pois tudo isso ainda é vivo
E se me pego pensando
Acabo voltando para lá.
As vezes olhamos para o nosso "futuro ideal" e analisamos como seria bom que as coisas acontecessem como imaginamos... Portanto perceba que o nosso futuro é a decorrência do nosso presente.
Assim fica minha lição, não espere o futuro porque ele já está acontecendo !
A utopia do futuro perfeito chama-se " O Agora".
Não é a primeira vez
Queria eu
Que fosse a última
Este é um dos meus notáveis erros invisíveis
Oculto pelo caráter
E pelo fato
De eu ser um depósito de questões mal-compreendidas
Ainda não encontrei a causa nobre
Ainda não achei o tal rumo a se seguir
Por vezes acabo nestes diálagos gritantes
Me censurando
Contradizendo meus valores
Tu eras a chama da resistência, lembra?
Seria um vício
Um tremendo erro
O que uma mente sozinha tem a oferecer?
Minhas doutrinas sempre estabeleceram uma tolerância
Devo levar em consideração
Estou em ascenção
Estou em ascenção
Estou em ascenção...
A verdade já foi dita
Os profetas, os sábios, os santos já diziam
A grotesca insatez humananos faz esquecer do óbivo
Passamos metade de uma vida querendo o futuro
E passamos a outra metade nos queixando do passado
O despertar da consciência
Acontece para quem está preparado
Até lá ficamos moldando nossas estátuas da ignorância
Defendendo nossas faces malignas
Estimando o conhecimento a tão pouco
Alegando que este é o máximo da evolução
Evolução
Ah!
Que palavra bela
Por que o presente é esquecido?
Mal me lembro do ano passado
A ansia de viver nos corrompe
E o comodismo assassina nossas oportunidades
Não há porque querer tempo
É querer peneirar areia
O aproveitamento dos momentos é reduzido
De tal modo que não herdamos nada
E este é o artifício genuíno
A única ''graça'' que nos vem sem pedir
Chega ser cômico
Não há porque querer tempo
Não há
A fácil manipulação da realidade
Para se tornar algo agradável
É vicioso
E esta é a tortuosa presença
Do falso anunciador da benção
O bem-aventurado futuro
Sempre com uma proposta diferente
Pega pela mão e leva consigo
E acabamos ali
Tentando segurar a porta para não entrar no necrotério
Agora fartos da esperança
Era tão ruim assim o presente?
Não era óbvio que uma armadilha no seu caminho de sempre
Poderia por ventura lhe prender?
Incerteza
Falência do pensar
O modo futuro-próspero estava ligado
E não pude notar que me rasgava entre as rosas
As mesmas que colheriam para o meu leito.
As coisas não eram tão bizarras assim
Eu tinha um controle sob as circunsntâncias
Não deixava que a a angústia me fizesse visita
O meu medo para falar a verdade
Sempre foi viver uma vida sem questionar nada
Mas de tal forma
Mesmo que feliz e santificada
Por algum motivo desaba
A conformidade
Vai além de aceitar as verdades
Mas também de se aceitar as mentiras
Que sabemos que são mentiras
Mas fazem parte de nossa peça teatral
A perdição
O porre de lágrimas que tomei
Foi por causa da comparação
Maldita comparação
Me oferecendo assim
No instante e de prontidão
Uma taça de egoísmo
Brindamos naquela magia
E naquele telão
Mostrava o quanto eu perdi
O quanto uma ação pesara
O quão grande é o peso de uma autonomia
Evento com algum propósito
Talvez um sacode da vida
De que a injustiça é rara
E para elevar-me á aquele pódio de importância
Seria necessário um pouco de fábula
Pois aquela colocação minha fraqueza impede
Já saciado pela inveja e arrependimento
Pude ver o quão mesquinho é o crítico
O apontador de defeitos
O preguiçoso analítico
As oportunidades foram as mesmas
Que trunfe o esforçado
E o blasfemador sem cor
Que se contenha com sua própria presença.
O tempo é como um rio em movimento. Tudo que existe, pertence ao rio. Tudo na superfície do rio se move com a mesma velocidade. Conforme um objeto A aumenta a sua densidade, ele afunda, mas ainda se move com o rio.
Se tivermos dois objetos, podemos criar um referencial.
Conforme o objeto A afunda, a sua velocidade diminui. Em referência ao objeto B da superfície, percebemos que a distância entre eles aumenta, conforme o objeto A afunda.
o mundo vai além das minhas dúvidas.
há em mim ramagens estranhas.
diria, tenho nas entranhas,
todas as árvores do mundo.
admiro a possibilidade que sinto múltipla por ser simples
e, sorrio à que percebo complexa por ser única.
deram-me o amor para existir
e, no que amo, a existência suprema e lenta,
instala seu lume.
e só de plumas é o anjo que me pensa e sente
a jura de alegria com o soluço da mente na boca.
toda minh’alma é um lenço convulso por entre as folhas.
as coisas com que falo
têm a voz dos princípios e desertos,
têm todas as vozes dos perdidos,
e me seguem, ouvindo.
me aquieto no escuro
como quem foge ou se esconde
e, neste esconder, cubro-me
de um ser tão ínfimo para o mundo,
quanto é branda a calmaria das horas
a quem tem a eternidade para si.
quando a ausência de tudo está em mim,
sinto-me, em tudo, mais presente.
durmo, e não sei a tranqüilidade santa
de quem, verdadeiramente, dorme.
cada dia é um oráculo que circunda
e realça o sentimento, e na leveza que me enleva,
vislumbro a sombra que me inunda
e a luz que me sucumbe.
a felicidade é um esquecer-se,
um estreitar-se num segundo,
antes que passe.
o assédio sábio da lua
me investiga as emoções.
falta-me a exatidão de quando deixei de sorrir;
consigo supor
que o perdi na lentidão sucessiva dos dias e das noites.
também não atino quanto se passou de vida,
entre o sorriso perdido e a dor que aprendi a sorrir agora.
sou a liberdade que tem de si o gemido silente,
o gosto de cada passo no descompasso de tudo que vive.
de fato, sinto que existe
a nesga bailarina plena de vida
e, guardo-a num horto qual hóstia fosse
e, rezo-a, no sigilo da alma,
nos meus olhos de menina.
é tão indelével o que se tem da existência
que em tudo cabem inúmeros propósitos.
não fujo de falar comigo:
se é minha vontade entender-me, inicio por estudar-me.
A noite ser
As flores do meu corpo não dormem
Entre o peso do orvalho e as lágrimas dos anjos nasce uma
chama para esfriar-me o rosto
Haverá como alçar voo desse jardim de ossos?
Desse sol sem urgência que ao caminhar destrói o meu
punhado de assombros?
Tenho todo tempo do mundo para olhar o tempo perdido;
a vida que não tenho.
A que flecha pertence o arco que atinge as minhas consciências?
No fundo de mim o que há de mim?
De que âncora nasce-me a vida?
De que plenitude me vejo externa ao meu corpo?
Alago-me nos livros que se compõem na minha incompletude
de páginas – betumes e luzes que gotejam em fragas
de espuma e espera.
Na infância somos moldados...
Na adolescência e juventude pesquisamos
Para tentarmos descobrir...
Como sermos felizes na vida adulta.
A maioria das nossas pesquisas...
Não dão em nada:
Algumas interrompem precocemente a vida;
Outras, as mais cautelosas e idealistas,
Tornam-nos chatos e desesperançosos...
E aquele momento eu percebi
Naquele instante eu notei que mereci viver
A vida tinha me dado uma segunda chance
Depois de um dia terrível, de repressão, de angústia
Eu chegava a pé, andando desde o terminal rodiviário até a escola
Vi o ônibus da escola, já estava quase partindo para a viagem
Eu mostrei a identidade e depois entrei ali
De rápida corrida de olhos, muita gente, muitos lugares ocupados
Muita conversa, um ambiente carregado de entusiasmo
E eu ali, possesso de ódio, de vingança, corrompido totalmente por um desejo de autopiedade, já ia caminhando para o meio do ônibus, sem muito festejo
Então ouvi uma voz baixa
''Ei, você pode sentar aqui se quiser''
Hoje posso ver
Hoje analiso, como tudo estava planejado
Como todas as condições necessárias para mim estavam ali
Me sentei ao seu lado
Você estava com fones de ouvido, e com uma energia tão boa, que chegava me comover, mesmo antes de falar qualquer coisa
Me perguntou como eu estava
Ah!
Era aquilo que eu queria
Nunca quis tanto
Aquelas palavras
Como uma chave
Abriram aos poucos o meu coração penoso
E ali eu contei
Ali eu me senti como se estivesse descarregando um caminhão de emoções
As palavras carregadas de amargura, ligadas diretamente a um propósito pesosal, rolavam como pedras em uma ladeira
E aquela nuvem negra, que chovia somente pra mim os desprazeres da vida, ia se afastando
Agora havia espaço então para o sol no horizonte
A injustiça que meu olhos juravam
Não era tão justa
E aquela autopiedade ia perdendo força
E fui vendo que eu não era o centro do universo
Suas palavras doces me acompanharam durante a viagem
Você até deitou no meu colo em determiando momento
E por mais que naquele ônibus não tivesse silêncio
Por mais que as músicas do ambiente eram extramente ruins
Tudo estava belo
Me senti amado como nunca
E por mais que não fosse sua intenção
Sua presença naquele momento, me mostrou outra perspectiva da vida
Ponto de vista este que minha visão voltada a mim mesmo e limitada ao derrotismo não via
O silêncio no meu peito agora era uma realidade
Já não havia tanta obsessão
As paisagens passavam pela janela
Como filme
Eu afagava seus cabelos
E aquela harmonia, agora fazia parte de mim
Conforto e felicidade são sentimentos razos ainda para aquela situação
Só posso dizer
Que aquela viagem, mesmo sem ter tido nada de interessante no destino
Me lavou a alma
O maior aconchego que tive daqueles tempos terríveis
De tal forma, que hoje posso reconhecer que a compaixão humana salva vidas
Sou muito grato pela sua passagem em minha vida Bruna, e que em breve possamos novamente nos encontrar.
Aquele que é...
Sou um mero Inquieto & Questionador,
Dentre trilhas de ordálias
- um aprendiz -
Estudante do Oculto, Operador do Sobrenatural.
Das cartas do Tarot
- o louco -
empreendendo jornadas distantes e solitárias;
Caminhante entre os pilares,
das emboscadas sobrevivente.
Trazendo em mim o lampejo da consciência.
Investigador da primeira ciência;
A certeza de que o cotidiano é uma dança da experiência.
Da árvore da vida
- o fruto que nasce -
Quiçá algum dia, Mestre de si mesmo!
* INSIGNIFICANTES OU IMPORTANTES? *
Vivemos em um universo tão grande
Será que somos insignificantes?
Ou somos tão importantes?
A ponto de somente nós existirmos
Na vida nada é sólido
Não a nada certo
Não a nada concreto
Até mesmo coisas que temos certeza
Podem mudar
Existem teorias que já não valem mais
Ficaram desatualizadas
Porque a tecnologia evoluiu
Se descobriu um outro ponto de vista
Estamos viajando na velocidade
Da luz pelo tempo
Nesse momento
Cada segundo, que passou
Não, não.... não volta mais
Não dá pra mudar
Já parou pra pensar que todos estão existindo ao mesmo tempo?
Mais de 8 bilhões de pessoas nesse momento
Cada um com suas memórias
Cada um com suas histórias
Meu Deus, como assim?
8 bilhões de pessoas andando pela terra
E tantas que já existiram
E tantas que por aqui já passaram, já viveram, já se esqueceram
Daqui cem anos ou duzentos
Nada disso vai importa
As pessoas nem vão se lembrar
Que você existiu
E será que se ainda vai existir?
Será que você ainda vai tá por aí?
Além do que Carl Sagan fala.
"A escolha é uma ilusão entre os que tem poder e os que não tem poder"
Na verdade não, isso é do filme Matrix, mas até o atual momento eu tinha certeza de ter lido essa frase no livro "O mundo assombrado por demônios", quando isso nunca existiu. Apenas um lapso de memória criado pelo meu próprio cérebro que me fez acreditar fielmente nisso.
"Tudo só existe dentro da nossa compreensão"
Isso não me fez menos informado ou mais burro, parte do processo humano é o erro. Reconhecer, aprender e evoluir são os alicerces.
