Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Minh'alma era frágil e delicada feito papel,
De modo cruel, foi dobrada, amassada, rasgada e entregue ao vento para se espalhar
Inexplicavelmente, suas mãos encontraram e recolheram cada pedaço
Seu olhar desdobrou o que estava dobrado e desamassou o que estava amassado
Sua boca é cola potente, pois com um só beijo selou cada espaço
Seu toque regenerou o papel desgastado e seu cheiro deu vida ao branco desbotado
Seu sorriso está agora desenhando traços
Seu jeito louco dá forma ao delineado
E sua paixão colore o que antes era apagado
Aos poucos, aquela alma perdida e devastada revive
Tudo se reconstrói pelo simples fato de amar-te
E aquele papel, antes vazio e sem cor
Dá lugar a uma bela obra de arte
-Regeneração
Mesmo nascendo no mesmo dia
Mesmo vivendo nas mesmas eras
As diferenças entre a Vida e a Morte as afastam cada vez que tentam se encontrar
Uma vastidão as separam
Um espaço tão imenso que nem o amor é capaz de alcançar
Apesar disso, a Vida envia incontáveis presentes para sua amada
E a Morte, por sua vez, os guarda para sempre
Nem Romeu e Julieta demonstraram paixão tão forte
Nem Antônio e Cleópatra precisaram de tamanha sorte
Pois nada nunca superará
O romance entre a Vida e a Morte.
- Um romance nada qualquer
O inferno é real
E está mais perto do que nós gostaríamos
O inferno existe
E está dentro de nossas cabeças
Junto com ele há demônios
Demônios que tentam nos dominar
Somos levados cativos por nossa própria mente
Nossos medos, inseguranças e anseios nos consomem
Somos reféns dentro do nosso próprio corpo
Que culpa nós temos
Se resolveram dar uma festa no inferno de nossas cabeças
E não nos convidaram?
Por que ter medo do escuro
Se a escuridão reside em nós mesmos?
Somos loucos
Com escuro em nossas mentes
Buscando a luz da sanidade
Mas o que é ser são num mundo corrompido?
- Luz da Sanidade Duvidosa
O que é a paz
Senão o amor a harmonia?
O que é a guerra
Senão o amor a pátria e a violência?
O que é a felicidade
Senão o amor a vida?
O que é o suicida
Senão alguém que ama a morte?
O que é o altruísmo
Senão o amor ao próximo?
O que é o orgulho
Senão o amor exagerado a si próprio?
O que é o ódio
Senão o amor a discórdia ao rancor e a raiva?
O que é o amor
Senão algo de infinitos significados?
Logo, o amor seria tudo...
- Indagações
Título: Importante é sonhar
Se tudo que quisermos
Conseguirmos alcançar
Perdemo-nos ao certo
A habilidade de sonhar
O sonho é irreal
Ilógico, irracional
Mesmo extraordinário
Sua ausência é natural
Nada que seja prioridade
Um acaso, num dia comum
Como se dormir sem sonhar
Não afetasse qualquer um
O sono limpo, e puro
Sem alucinações, ou desejos
Que não te acorda de madrugada
Que não apresenta seus medos
Classifico-o como inócuo
Irrelevante, nada especial
Dormir sem sonhar se tornou
De certa forma, normal
As pessoas não estão preparadas pra vivenciar outros seres descaídos, doentes, largados, desempregado.
Acostumamos a ver somente o belo, o arrumadinho e enfeitado.
Se nos apresentarmos maltrapilhos e mostrando-se moribundos, ainda que de fachada, só pra impressionar, todos sem exceção fazem cara de dó.
Alguns indicam e convidam pra irem a igreja de assídua pratica.
Outros farão até vaquinha, mas jamais ousarão oferecer sua convivência, pois reiteram que em um dado momento os que recebem ajuda em breve os trairá.
Ai vem em minha imaginação.
Será que só nos reconhecemos uns nos outros se aparentarmos bem, felizes e livre de todo mau, se estivermos feito ou igual a uma foto; ali estática bela e bonita, mas ainda sim uma foto, mesmo que já em óbito,
(In)Comodismo Imutável
Importe-se com a ausência
De uma nova experiência
Duvide da ciência
Questione sua inteligência
Desencane da decência
Regida por obediência
(Lute pela sobrevivência
Num mundo que provoca carência)
Exclua a complacência
Por completo, de sua vivência
E com muita, ou pouca, consciência
Busque sempre refinar sua
Essência
Sozinho pela madrugada!
Meus olhos brilham(vibram), por mais uma jogada.
Jogada está que eu não sei direito, se vai ser gol, ou se vai ser escanteio.
Por amor eu me jogo e eu me lasco, no outro dia, só estou um bagaço.
Por isso tudo eu sempre digo, "não quero que a vida, seja como um gol perdido."
Com experiência eu sai do treino, do treino da vida de viver no tormento,
Com fé em Deus entres os bons eu me encaixo, se faço um gol que seja um golaço.
Paz, alegria e boas Vibrações, sem bater nos travessões, que nossa jogada seja: programada, orientada, calculada, estudada, articulada, que tenha pedalada e termine em gooolllll.
Olhar pra trás e lembrar das tropeçadas, das jogadas erradas, das mal anuladas, da sua vida xingada e manter essa jornada, passo a passo na caminhada.
No meu time Parceiro não é pra qualquer um, seleciono do 11 ao 1.
A vida é um jogo, e viver descentemente e ser feliz, é um gol de placa.
O dia que a bela virou a fera
Estou cansada de você
Cansei de sofrer
Tempo por tempo
Já eram
Meu castelinho de areia
Não a onda que destrua
Construí um muro de rochas
Há! Não sou mais boba
Não, não mesmo
Olhe em meus olhos
Não tente me enganar
Não, não fale mais
Sou bonita e perigosa
Sou como uma fera
Deixe que me critiquem
Usar e abusar
São palavras de lei
Juras são juras
Nem em outra versão
Você terá a perfeição
E também agora
Chegou o dia
Que a bela virou a fera
Só lamento
Me arrancaram sonhos!
Fizeram eu acreditar que não era moça recatada, que passou de meia noite na rua não era Cinderela.
Que já teve mais de dois namorados é rodada.
Não casou antes dos 25 não deve prestar.
Essa vou conquistar depois largar por uma melhor... Só serve de distração. Nem pai tem
Doente, desempregada e pega no pé.
Mulher melosa,romântica e apaixonada.
Chata e Maluca!
Não adianta, não quero mais anel, véu, grinalda,me arrancaram sonhos e esse foi um deles.
A doença tirou outras de ser independente, sair com meus amigos e poder pagar e sair sem remédios.
E o tempo continua me arrancando sonhos,sempre me sinto segunda opção ou terceira ou até a última.
Eu não quero mais sonhar!
Quem cria expectativas acaba quebrando o pé a mão e o coração.
Só quero mesmo amanhã acordar sem dor!
Mataram meus sonhos e não quero mais sonhar, só dormir que é quando não dói mais.
A GOSTO DE DEUS
Agosto?
Ah, gosto!
Gosto de Setembro também...
Gosto de Janeiro...
Gosto de meses pares...
E também de mês ímpar...
Gosto dos meses quentes...
Dos frios...
E dos amenos também...
Mais ou menos dos mais difíceis e complicados...
Mas, gosto também...
Gosto dos meses longos...
E dos curtinhos também...
Todos os meses revelam uma parte do futuro...
Escondem um pouco de magia na manga...
E trazem alguns dias felizes...
Gosto de todos eles...
Não tenho preferência...
Deixo "a gosto" de Deus...
Eu sempre estou por aí...
Em alguma estação do ano...
Esperando os meses passar...
Só não abro mão da janelinha...
A expansão dos mercados, a mesma que exige a subjugação cultural, depende da redução dos espaços críticos. A globalização passa como
algo dotado de poder adormecedor, porque acontece muito menos pelo resultado de conflitos desse processo de endoculturação (ou seja, acontece muito menos pelo tratamento organizado, justo e transparente dos conflitos entre diversos interesses e muito mais pela adesão: mais ou menos como adesão conseguida pelas línguas dominantes da TV). Enfim caminha para conseguir a unanimidade.
HOSPÍCIO
vivo num concreto espaço
e fujo da besta draconiana
tão besta quanto insana
ela degrada pelo cansaço
a fraca mente humana
aqui, neste louco hospício
neste pouco espaço
isolo-me do homem demente e mal-encarado
imundo, mas bem-humorado
vejo-me são num mundo deturpado
para além daquela porta
reina a insanidade, a vida de ilusão
mas aquém da vida torta
apenas eu, e meu mundo são
neste cubículo
tão concreto como abstrato
eu vejo o meu retrato
e nele percebo
o quanto sou ingrato
já vivi lá fora
e um dia fui um louco
agora, eu tenho um grande amigo
o médico do inimigo
hoje me chamou, sorriu e escancarou:
- lamento, meu amigo, mas a inês é morta.
lamento pela Inês.
Com as novas tecnologias de comunicação, os padrões culturais
de cada país são ingredientes adicionais para uma única receita mundial, e assim se reproduz também em sua linguagem, como um pano de seda originário da China e que hoje é feito com pedaços de retalhos dos países mais desenvolvidos, tentando produzir uma única peça de seda autêntica, da mesma cor, da mesma textura e do mesmo corte.
Com a revolução digital, é possível, para populações de inúmeras nações, integrarem-se sem sair do lugar físico onde estão situadas; é uma espécie de “alma digital”, que se desloca do corpo físico através da conexão entre objeto-máquina com o ser humano, em formato cibernético, pois o ser humano deixou de ser somente um corpo físico representado em uma figura com pele e osso e passou a ser um elemento imaginário dentro de uma rede eletrônica chamada de “information superhighway”, interligando
todas as pessoas, empresas e órgãos políticos e diversos segmentos sociais
por meio da Internet, da televisão a cabo, do computador, dos satélites de
comunicação e da telefonia celular.
Com o advento das novas tecnologias de comunicação, no campo
de domínio territorial, o que se vê é que hoje o mais importante não é delimitar
os espaços de ocupação territorial (como antes era por espaço físico ocupado) ou por partes de determinado solo de uma nação sobre a outra. Hoje, a ocupação de idéias nos espaços mutantes das nações é o mais importante. Espaço mutante, porque é o espaço ocupado de forma globalizada, ou seja, um pedaço de cada nação em que não há nação nenhuma.
As idéias flutuantes em espaços transnacionais geram comportamentos coletivos, e são muito mais perigosas do que as forças armadas de uma nação, porque as forças armadas usam força e violência para ocupar determinado solo, enquanto os meios de comunicação usam a sedução, a linguagem ideológica disfarçada de entretenimento e informação,
e sem espaço aéreo delimitado. Porque as parabólicas e os satélites são os
melhores soldados contemporâneos.
Hoje, o mais alarmante para a humanidade não são as armas
químicas, como na Guerra Fria e nas Guerras da Terra. A Era da Informática
e da Informação é marcada pelas bombas de dominação psicológica, pelas bombas das desigualdades sociais produzidas pela globalização, mais nocivas do que bombas químicas porque derrubam e atacam nações e
governos sem demonstrar de forma transparente a arma que foi usada; formam opiniões e “estrangeirizam” nações inteiras sem mobilizar nenhum
representante do exterior. Tudo é feito por meio de imagens e mensagens de
forma estrategicamente elaborada e oficializada, como se nenhuma palha
tivesse sido movida do palheiro.
O sonho do homem de estar em vários lugares ao mesmo tempo começa a se realizar por meio das novas tecnologias de comunicação. A maior influência, assim, é satisfazer sua vontade de ter infinidade na vida e no espírito, deixando seus rastros, marcas e registros históricos marcados para o
futuro.
Cabe discutir em que grau de persuasão ocorre a interferência
do poder das mídias na sociedade, quais são suas influências, pequenas ou grandes, na esfera política. Independentemente se de forma civilizatória ou colonizadora, não há como negar um papel político aos meios de comunicação e que seus poderes foram ampliados com a chegada das novas tecnologias de comunicação, prolongando, aumentando e até modificando
aquilo que o rádio e a televisão já fizeram.
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