Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
META ÚNICA
No mais puro e desmedido impulso,
Escancaro meu desejo de fêmea, já
Que sinto que te quero grudado pelo
Instinto para preencher o lado animal,
Hormonal, imoral, puramente irracional.
Afinal, fácil o meu corpo quer o teu e
Indecente de inocente, sem farsa não
Disfarça, geme e quase descompassa,
Pois não aprendeu a lidar com teu afeto,
Ainda tão sem nexo, fé, pé, cabeça e teto.
Ah, se tu chegasses agora bem perto, por
Certo, terias liberta esta minha poeta que
Torce para que seja igual a tua meta, a de
Ver fêmea, serena e plena esta completa
Mulher que se guarda, te aguarda e quer!
Guria da Poesia Gaúcha
DEUS MEU
Que esta tua santidade perdoe a minha insanidade,
Que a tua essência desculpe a minha inconsistência,
Que tua humildade tenha piedade da minha vaidade,
Pois estou ainda me descobrindo e construindo e te
Prometo que tão logo eu me conheça, desenvolva e
Cresça, vou deixar de me preocupar se o corpo está
Senil e a mente é juvenil, se apareço mais viva ou se
Pareço menos morta, pois vou me ocupar com o que
Realmente importa que é tentar merecer que queiras
Entrar pra ficar se no meu coração tu bateres à porta!
Guria da Poesia Gaúcha
CAMINHANDO....
Caminhando pela praia vi um lindo nascer do sol! Ao meu lado pessoas iam e viam caminhando na areia fina e ao fitar os seus rostos pensei: é DEUS assumindo esta forma. Olhei o oceano de um mar transparente e azul onde os peixes pequenos e coloridos brincavam de um lado a outro. Na frente havia montanhas verdes e pássaros a voar. Crianças sentadas construindo castelos de areia. Era um dia cintilante, ara DEUS pintando a minha tela!
FELICIDADE....
Criar a FELICIDADE é responsabilidade nossa, não há atalhos e caminhos a serem seguidos, receitas prescritas, instruções no verso, manual de orientação, temos que explorar o EU interior. Ninguém é responsável por criar este estado de bem estar. A felicidade está em fazer o bem comum, em trocar sorrisos, em contribuir estendendo a mão, escutando o outro, dialogar em forma de melodia... FELICIDADE é troca, doação, inspiração, criação... é plantar a VIDA que queremos colher!
AMIZADE...
Quando falar com o outro, fale de alegria, do amor, de esperança de melhores dias, nunca se esqueça de falar de DEUS. Perceba que suas palavras ajudarão o outro a ver a VIDA de outra forma. Busque sempre MUDAR o PENSAMENTO direcionado a coisas positivas e dê-lhe conforto e aponte objetivos de vida! Ser AMIGO é conquistar vitórias e superar obstáculos juntos!!!
FLORES
Gosto delas.
Não me perguntes o porquê.
Talvez seja pelo milagre da semente virar flor, a
Flor virar fruto, o fruto o alimento pra o sustento e
Talvez ainda pela grandeza do seu vicejar frágil e
Fugaz, mas capaz de ser intensamente florescente.
Sabe, a flor se prepara muito tempo pra viver pouco,
Já que nasce dum botão, mas nem por isto abre mão
De apresentar todo o seu colorido, independente que
Mais cedo ou mais tarde seja esmaecido e esquecido,
E acho que é pela lição de ficar pouco, mas de se doar
Inteira é que nutro a paixão inclusive da sua missão na
Natureza, natureza de genuína nobreza, afinal já chega
Cheia de beleza, magia e energia e se permite morrer só
Porque o outro botão já vai nascer e se merece florescer,
E sem que ela clame e reclame, simplesmente entende e
Lindamente se rende, tão bela neste seu recolher quanto
No seu nascer, declinada pela validade da cor na vaidade,
É verdade, mas jamais em amor, pois morre digna, de pé,
Com fé, até não resistir mais, cair, virar semente e nascer
Novamente, ter novo ciclo, sempre sofisticamente simples,
Fortemente frágil e naturalmente tão finito quanto bonito!
Guria da Poesia Gaúcha
QUEM É?
Aquela carne eviscerada sem ossos,
Que mais lembra alma em destroço,
De quem correu perigo e foi vencido
Pelo inimigo nada tem a ver comigo,
Há erro nisto, esteja certo meu amigo.
Não posso ser o que o espelho reflete
E que até no ego a imagem repete, me
Nego e o espelho quebro, todo do início
Ao fim e vejo estraçalhar a tua imagem,
Reflexo análogo do que fizeste de mim!
Guria da Poesia Gaúcha
Dizem que a gente é aquilo que a gente come. Comi muita desigualdade social, fila em postos de saúde, escolas públicas com péssimos professores e péssimas condições. Escutei muito "veja, aquele venceu, nasceu pobre e burro". Ninguém venceu, todos perderam. Um é muito pouco; dois muito, três é muito. Descaso de prefeitos ladrões e vereadores fajutos. Acho que tá na hora de vomitar.
Independência ou Morte
PARE O TREM PRA EU DESCER
Isto mesmo, quero descer agora
Deste mundão que anda lá fora,
Onde a privacidade ficou pública,
Onde a palavra escândalo virou
Normal diariamente no telejornal,
Onde ser honesto virou direito e
Onde ter estudado virou sinônimo
De muito qualificado pro mercado
Manipulado que contrata indicado,
Então, por favor, quero sair daqui e
Descobrir algum local onde tudo que
Aprendi e ensinei pra os meus guris
Ainda tenha validade, total eu preciso
Urgente ouvir antes que fique doente,
Então, please, me diz onde fica este
País onde tem gente com orgulho de
Ser decente, onde educação sempre
É prioridade e ainda, onde o respeito,
Dignidade e honestidade em qualquer
Ramo de atividade sejam os requisitos
Mínimos da humanidade em sociedade!
Guria da Poesia Gaúcha
Se o meu amigo é leal comigo,
Se é meu abrigo contra inimigo,
Se sabe o meu segredo e medo,
Se com ele estou pleno e sereno,
Se olhinhos piscam como luzinhas,
Se mais que legal, se faz essencial,
Se o cheiro é de criança na infância,
Se o jeito é de trejeito na lembrança,
Se ele me compreende e surpreende,
Se espero sempre como um presente,
Se vira o sinônimo de tudo o que há de
Melhor, maior, sagrado e de abençoado,
Se é o anjo disfarçado de dia e à noite a
Estrela guia que me ilumina tão legal com
Sua luz especial, então concluo que todo o
Dia meu amigo é bem igual à festa de Natal!
Guria da Poesia Gaúcha
DEZ-CASADA
Dez-leal?
Dez-igual?
Dez-afiada?
Dez-temida?
Dez-colada?
Dez-almada?
Dez-iludida?
Dez-atinada?
Dez-quitada?
Dez-gastada?
Dez-medida?
Dez-mentida?
Dez-culpada?
Dez-ocupada?
Dez-apegada?
Dez-ajustada?
Dez-miolada?
Dez-norteada?
Dez-abrigada?
Dez-esperada?
Dez-agregada?
Dez-apontada?
Dez-aprovada?
Dez-afeiçoada?
Dez-envolvida?
Dez-entendida?
Dez-amparada?
Dez-impedida?
Dez-encanada?
Dez-vinculada?
Dez-aparecida?
Dez-encantada?
Dez-integrada?
Dez-respeitada?
Dez-encarnada?
Dez-equilibrada?
Dez-encaminhada e
Dez-comprometida!
Guria da Poesia Gaúcha
Sabes como escrevo, me descrevo, altero, me revelo e relevo?
É assim oh, jogo ideias como alento de vento no catavento dos
Sentimentos ao relento no pensamento, e vejo que viram ofício
Sem sacrifício, que me levam serenamente ao hospício ou será
Que sou eu que revelo, nivelo e elevo a minha pretensa, inteira
E intensa filosofia de propensa poesia sem me dar conta disto?
Não sei, só sinto que é a minha verdade mais verdadeiramente
Verdadeira e a expressão mais perfeitamente perfeita da minha
Impressão, intenção e extensão do meu tão imperfeito coração!
Guria da Poesia Gaúcha
COMEÇA PRA MIM, AMIGA?
Por favor, minha querida, seria muito eu te
Pedir para me ajudar a recomeçar a minha
Vida, sabe, não estou conseguindo sequer
Enxergar por onde iniciar, do tipo quando se
Tem uma laranja fechadinha e se pede até
Para tia do bar para rasgar aquela primeira
Casquinha, então, será que podes arrancar
Agora a primeira tampinha do fruto da vida,
Já que desmotivada e para lá de ferida este
Suco com sumo e rumo não sei mais tomar?
Guria da Poesia Gaúcha
VIVA A VIDA VIVA!
Será que somos tão apegados ao passado,
Por que dá muito mais trabalho construir o
Presente do que culpar o que está ausente?
Ou será por que a nostalgia é mais madura,
Feliz, segura do que o dia que amanhece em
Cima do muro do futuro que não se conhece?
Ou ainda por que não temos noção e dimensão
Do que realmente acontece, de que o presente
É um presente que chora quando vai embora a
Vitalidade e validade das suas poucas 24 horas?
Seja o que for, é hora de vivê-lo com amor, então
Pega tua entrega, te entrega, não nega e joga fora
O presente tão único e último que a vida te dá agora!
Guria da Poesia Gaúcha
Ela respirou bem profundamente e olhou para cima, tentando evitar que todas aquelas lágrimas que estavam em seus olhos caíssem. A garota prendeu o cabelo e continuou seguindo em frente pela rua ensolarada, quando viu um velho olha-la.
— Oque foi? — Perguntou a menina um pouco confusa.
— Oque foi perguntou eu minha jovem. — Falou o velho em um tom de voz baixa.
— Como assim ? — A garota piscou duas vezes, e deixou escapar algumas lágrimas.
— Notei que você não está muito bem não é? — O velho a observava apreensivo.
— Notou ? Achei que ninguém notasse…. como um estranho como você pode ver que eu não estou bem, sendo que passei a tarde com amigos, e eles nem me perguntaram oque ouve? — A garota agora soluçava.
— E ainda os chama de amigos? — Perguntou o velho senhor.
Silêncio.
Os passarinhos já cantavam lá fora, e eu ainda não estava conseguindo dormir. Meus olhos permaneciam úmidos por causa das lagrimas que insistiam em descer por eles. Suspirei, e me apoiei sobre meu braço, acendi a luz, e vi que eram 04:04 da manhã, abri um pequeno sorriso. Não sabia muito bem porque não conseguia dormir, e porque estava chorando, mas me sentei na cama e me cobri, eu estava com muito frio naquela noite. Quando então, ouvi alguns batidos na janela, de inicio fiquei com medo, mas lembrei-me de que ele costumava fazer isso, jogar aquelas pedrinhas em minha janela era costume dele, então apressada me levantei, e fui até a janela, quando consegui abrir a janela, consegui também ver a imagem dele, parado de pé, com um pequeno buque de rosas e margaridas, para mim! Pensei.
— Olá minha pequena, estava com saudades, vim vê-la. — Sua voz soava tão perfeita, que eu não me continha, continuava sorrindo, como uma boba.
— Estava mesmo com saudade? — Perguntei, enquanto o observava se aproximar da janela.
— Sim, estava morrendo de saudades suas minha pequena. — Falou ele novamente, e quando chegou perto da janela, logo tocou meus dedos, e os envolveu lentamente nos dele, o vento da janela batia contra meu rosto com força, eu estava com frio, mas não importava ele estava ali.
— Eu … — Eu não consegui terminar a minha frase. Queria muito poder dizer para ele, o quando era bom vê-lo, como era bom tê-lo ali, junto a mim novamente, mas o despertador soava tão alto quando pulei da cama com meus olhos repleto de lágrimas. Percebi que aquele só havia sido mais um de meus sonhos com ele, isso me fez chorar mais ainda, pois eu o queria ali.
O que ficou deste ano
O ano voou, me levou de trem-bala pelos dias afora. Dezembro chegou me trazendo aquela tão inquietante nostalgia sobre tudo. Quero que esses dias passem e ao mesmo tempo sinto que são fundamentais para a saúde do restante do ano. Sim, a saúde mental principalmente! Porque todas as minhas angustiantes reflecções destes dias me lapidam para que eu seja uma pessoa melhor no próximo ano. Então em 2013, após ter acendido meus pinheirinhos de ilusões, ter comprado presentes sem saber se agradei, ter marchado com uma multidão enlouquecida por corredores de supermercados entre perus congelados, cidras e cerejas e ter murchado com uma dor psicológica tão forte e inexplicável, eu chego ao ápice de 2012 : o momento em que estou tão humana e indefesa que posso entender o que não foi possível no restante do ano. Tão frágil e pronta para que tudo me toque a alma.
Hoje me sinto tomada por um sentimento de finitude, de brevidade por saber que estou de passagem por aqui e faço tantas asneiras. Que desperdiço tantas horas com coisas insignificantes e que deixo de apreciar a vida me apegando milhões de vezes a sentimentos não muito nobres.
Quero ser melhor, amar mais, pedir menos, ser capaz de melhorar a minha vida e a de tantas quantas pessoas eu possa. Quero me sentir assim tocada pelo resto do ano para que veja todos os dias como é fantástico viver e como pode ser simples estar feliz. Um dia de sol me deixará feliz, um carinho me deixará feliz, observar os meus filhos brincando, uma sobremesa…quero apreciar tudo e poder compartilhar com mais pessoas esta felicidade.
Desejo a todos um Feliz Natal e Ano Novo. Que possamos sempre melhorar!!!!
Lia Bárbara
Após uma vários dias de “vou, não vou. Eu podia ir... Mas se eu ficar...” decido viajar. Eu não costumo planejar coisas, se planejo, desisto. Sabe por quê? Eu sou aquele tipo de gente irritante que pensa em todas as possibilidades e, de tanto pensar eu me satisfaço. Eu imagino tanto a situação, que acabo enjoando dela sem nem chegar perto. Comigo é sempre no calor do momento. Se eu chamar, tem que
ser agora. Não me venha com ‘amanhã’, nem ‘mais tarde’. Então, pela primeira vez na vida, parei para arrumar a minha mala.Tem gente que tem todo um ritual: param por horas, fazem um planejamento mental. Praticamente meditam. Normalmente o que eu faço é atirar as roupas mais novas, aleatoriamente, sem nenhuma combinação, com um pensamento consolador na cabeça “qualquer coisa eu uso as roupas da minha irmã”. Como tudo tem uma primeira vez na vida, mesmo com pouco tempo, eu disse pra mim mesma: “-Aline, você tem muita roupa que nem usa, tome vergonha e faça uma mala digna”. Separei todos os ‘looks’: moda praia, shopping opção 1 e 2, umas 3 roupas pra balada ( até tentei me iludir, achando que ia sair tanto assim), até combinações para ficar em casa sem parecer uma mendiga. Maquiagem. Pus uma camisolinha, coisa que eu nunca lembro. Meu namorado quando arruma a mala dele coloca sempre uma camisa dele extra, para eu dormir. E, como toda mulher que se preze: um calcado para cada estilo de roupa, minuciosamente escolhido analisando as variantes: cor, conforto, estilo. Pronto. Bagagem perfeita. Arrumada, em cima da hora, com toda a dignidade de uma preparada com uma semana de antecedência. Claro que tanta coisa não caberia numa única mala. Com um enorme pesar, tive que separá-las em três. Para que elas não se sentissem solitárias, arrumei-as uma ao lado da outra, no canto da parede, e as olhei com um orgulho tamanho, como um criador olha a criatura, quase caiu uma lágrima do meu olho esquerdo. Eis que chega o namorado (e motorista!) apressado, carregando tudo para o porta-malas do carro, perguntando onde estavam as minhas coisas. Inocentemente, comentei que a minha bagagem estava no quarto e ele podia pegar. Não me passou pela cabeça conferi-las, ora, porque alguém haveria de separar a minha, praticamente, obra de arte, fruto de longos minutos de inspiração e minúcia? Ele, arruma tudo no carro e dispara a seguinte frase “tem certeza que não está esquecendo nada?Dá uma olhada.”. Não me esqueci de nada, certeza. Tudo está nas minhas malas, recusei-me até a conferir. Partimos. A viagem foi tranquila. Chegamos já na hora de dormir, e o meu motorista, era também, o encarregado de esvaziar o carro. Após uma noite maravilhosa, acordei me sentindo uma diva. Com uma vontade enorme de tomar banho, começar a minha “superprodução”, eis que levanto e reconheço apenas uma mala. Dei uma volta no apartamento torcendo para ser apenas um problema organizacional, e nada encontro. Aparentemente, tudo no lugar, continuo me iludindo “estão no carro, certeza”, pergunto em voz alta “amor, ficou alguma coisa no carro?”, ele, com a inocência de quem desconhece a iminência do fim do mundo, terceira grande guerra, ou qualquer outra catástrofe à altura, que está para acontecer, responde “-Não amor. O carro ficou vazio.”. Minha cabeça começou a rodar na mesma proporção da vontade crescente de matar alguém. Alguém tinha que levar a culpa. Cabeças iam rolar. Sempre quem paga o pato nessas horas é o namorado, a culpa é sempre dele. Eis que ele incita a frase por hora mencionada, e dispara “eu disse pra você conferir se não tinha esquecido nada”. Acho que nem ele acreditou que essa ia colar. Dei as costas, entrei no banho fumaçando. Se eu fosse um desenho animado, provavelmente estaria com a cara de um dragão vermelho expelindo fogo pelas ventas. Então mudei o foco por um segundo, parei de pensar na mala um minuto e, pensei no meu amor, que já fazia uns três dias que eu não via. Na saudade que eu estava dele, e lembrei que tudo aquilo, no final das contas era pra ele. Saí do banheiro, de toalha, vi a cara dele de pânico, se esquivando de me olhar. Com um telefone no ouvindo falando para alguém do lado de lá “-Oi, que horas você vem pra Salvador? Pode trazer umas malas que eu esqueci?”. Eu o abracei, dei um beijo no rosto dele e disse: ”esquece essas malas, vamos sair?”. Aprendi duas lições: monitorar as tarefas delegadas a um homem e a outra em time que está ganhando não se mexe (não arrumo mais mala!).
Fecho os olhos para te esquecer... Mas quanto mais fecho os olhos mais te vejo!
Quer pudéssemos trocar beijos, abraços e carícias... Algo talvez impossível.
Oque faz um amor verdadeiro?... é amar sem esperanças!
Você... O meu desejo! Desejo físico de minha alma, mas você não me pertence, teu coração não é meu!
Em loucas ilusões você me aparece, tento fugir, me esconder.
Mas você tem qualidades que eu quero... o carinho que eu preciso!
Um momento.. eu posso te dar tudo! Mas você não pode me retribuir.
Oque há com você? Porque se fecha nesse silencio, a tua frieza me fere mortalmente!
Você foge ao meu alcance, toda vez que eu me aproximo... é em vão o meu tentar!!!
Seu olhar perdido num deserto de tristezas, você vive distante, você foge de mim.. insiste em viver em um mundo sem amor...
Eu finjo que não te quero, eu finjo que não me importo! Não sei, acho que tento me convencer que não te amo!
Mas não olhe em meus olhos... meu olhar é sincero, vai entregar meu coração, vai contar que eu ainda te amo!!!!
A cada dia que passa eu ando sempre mais confusa. Minha cabeça gira, meu coração dói, meu orgulho some.
Eu não tô me reconhecendo. Tô sempre mudando tão rápido, que não consigo me conter de jeito nenhum. Choro, choro muito. Todos os dias, ultimamente, tem sido bastante tenso, e inútil.
Quero tanto, desejo tanto, que acabo me ferrando sozinha. Guardo coisas que doem por estarem guardadas, mas que vão doer mais ainda se forem expostas, se forem ditas. Me sinto tão mal por guardá-las, só que, as duas opções que me restam são as mesmas que o meu coração não aguenta mais. Ele anda sempre cansado de mim, e eu sempre cansado dele. Só que a culpa não é minha e nem mesmo dele. Nós, simplesmente, estamos cansados de levar tanta lapada e não aprender.
Eu só quero aprender. Só preciso aprender... mais nada!
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