Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Olá minha amiga, já faz um certo tempo
Eu não sei onde o tempo foi, mas eu realmente tenho
sentido falta do seu sorriso
Ele foi muito longo Eu tenho muito a dizer, que eu nao sei por onde
começar
Sempre quando tivemos nossos caminhos separados
Aqui estava um grande vazio em meu coração
enquanto eu lembro,que eu disce que te amo
agora eu me arrependo de ter dito isto,
Você gostava de outro enquando eu sofria.
Mais agora eu já não sei mais se te amo
Esse não é um postulado em defesa dos maridos e namorados, mas um olhar analítico sobre o compromisso assumido por muitos homens meninos.
No caminho para o paraíso não foram educados com afinco masculino. Não estou a defender aos "cafajestes de plantão", pois estes nos usam como pochete sem segurar a mão. Mas me refiro àqueles infelizes fieis com pompa de bom moço e educação de rei, mas na hora de a uma boa moça amar se encantaram com sua própria imagem e na cegueira dessa direção atropelaram a moça sem noção.
São homens que foram cobrados por homens de profissão, faltosos na educação, até mesmo de um homem cristão.
Falam palavras sem noção, a grosseria não esta na entonação, mas na escolha das palavra aparentemente sem intenção.
Revisitem a história desses homens sem noção e então entenderam que foram cobrados para serem homens sem emoção.
Fim do Ano, apesar de ser o fim, é a melhor parte.
Ficamos perto de quem não víamos há tempos, ou até nos aproximamos mais de quem estava ao nosso lado o tempo todo.
Ganhamos abraços, beijos. Trocamos palavras e carinhos. Brincamos e elogiamos.
Relembramos os bons momentos e também os que não foram tão bons assim, mas, acima de tudo, lembramos que fomos e somos capazes de vencer tantas coisas.
Criamos novos anticorpos para o Ano que está por chegar.
Criamos novos vínculos e novos horizontes.
Corremos atrás de outros objetivos.
E assim, conforme a vida passa, passamos também.
Gosto de dias ensolarados, mas, prefiro a chuva.
Gosto de doce, mas, prefiro salgado.
Gosto de olhar, mas, prefiro o sorriso.
Gosto de ser pontual, mas, me atraso.
Gosto do dia, mas, prefiro a noite.
Gosto do sol, mas, prefiro o brilho da lua.
Gosto das gotas d'água que caem e ficam nas pequenas folhas.
Gosto de pessoas que são o que são, sem máscaras, nem mentiras.
Gosto daqueles livros, que, quando estou lendo, pareço ser a personagem principal.
Gosto de ver as crianças sorrindo.
Hoje, chovendo.
Acho tão confortante a chuva, e ainda há pessoas que discordam disso.
Acredito que um banho dela, refaz todo o lado fluidico da alma, do espírito. Acredito que realmente venha para renovar, para fazer-nos pensar mais no quão importante é.
Sinto pena dos poucos que a odeiam, primeiro porque odiar é muito forte e, segundo, porque somente os leigos não valorizam a grande e saudosa água.
Talvez as perguntas me movam; talvez as respostas.
Gosto de explicações que condizem com minhas expectativas.
Gosto de questionamentos que não encontro as respostas.
Gosto de saber e, às vezes, gosto de não saber.
Por vezes, as respostas não me preenchem, então, finjo não tê-las ouvido.
Por vezes, as perguntas são tão amplas e relativas que nem busco respostas.
Por mais que seja inevitável sentir saudade,
Só que a alimenta, deixa permanecer.
Por mais que os problemas cheguem,
Só quem não os administra, deixa engrandecer.
Por mais que se apaixonar seja repentino,
Só quem abre a guarda deixa acontecer.
Por mais que não queira contar,
Só quem não faz, deixa esconder.
A gota d'água que se espalha ao tocar uma superfície.
O balanço que causa a batida do prego no martelo.
O fiapo de madeira que sai quando a chave de philips gira o parafuso na mesa.
A borracha do chinelo que se contrai e volta ao seu estado normal após receber peso.
O impacto e o estrondo que causa a porta ao bater.
A espera da caneta que gira para soltar tinta.
O tum-tum do coração.
O tic-tac do relógio.
O abre e fecha dos olhos ao longo do dia, da vida.
Os músculos, nervos e vasos sanguíneos que fazem a máquina corporal funcionar.
Estou Vivo
E eu sobrevivi...
Sobrevivi à espera de uma ligação sua,
Sobrevivi ao banco de mármore frio,
Sobrevivi a um final de semana sem programar nada,
Sobrevivi a ausência que me fazia companhia e ao desinteresse de um encontro bom.
Eu sobrevivi ao meu sacrifício singular, a uma viagem que nunca saiu do papel,
As palavras de amor nunca tidas e os receios de seu entendimento sem compreensão.
Eu sobrevivi aos sonhos inalcançáveis de realizar,
Sobrevivi à dor da razão de uma distância ao lado, o medo de ir contigo e o temor de um fim chegar.
Eu sobrevivi às lágrimas da lembrança continua,
Sobrevivi à saudade da história sem benefício algum,
Sobrevivi a uma ideia de intuição egoísta,
Sobrevivi às muralhas de seu pessimismo, as palavras em forma de punhal e as pedras de uma estrada ruim.
Eu sobrevivi ao seu dito sem sentimento algum,
Sobrevivi a uma real fantasia de caminharmos juntos,
E eu sobrevivi...
Por um sinal de amor que nunca chegou a mim, não sinto saudades sua, sinto falta de mim quando amei alguém.
CORRO DO TROCA-TROCA
Velhos tempos de menino,
ouço na rua o carro e um buzino.
É o carro do troca-troca,
o moço tudo troca garotada.
Panela velha, garrafa velha,
tudo velho e tudo o moço troca.
Temos pintinhos e picolés,
venha garotada, pois tudo o moço troca.
Se o moço tudo troca,
coisas velhas por novinhas.
Será que o moço troca,
a tristeza por alegria?
Se o moço tudo troca,
coisas velhas por novinhas.
Será o moço troca,
a morte por vidinha?
Que mentira seu moço,
não troca tudo nada.
Se trocasse tudo trocaria
dia quente pela fria madrugada.
Se o amor dói?
Sim, dói
Se foi feito pra fazer
te coração enlouquecer
qualquer verso,
um acesso, um distúrbio
um dilúvio, um desassossego
tanto apego
Se o amor dói?
Sim, corrói
Se te enlua, te eleva, te leva
pros braços, pro laço
do amado
que longe, se esconde
Se chama, não ouve
ferida sofrida
que não cicatriza
enraíza...
te chama
te queima,
te inflama
Se o amor dói?
Não, não dói
Não foi feito de pra doer
foi feito pra sentir, pra viver, pra sorrir
Se o amor dói?
Não, não dói
Se te enlua, eleva, se é chama
se encanta, te lança
pra longe
pros braços
do amado
E ainda que se esconda
Se é chama, se é ferida
cicatriza
enraiza, te salva
te chama
Notívagos!
Aqueles que preferem viver a noite...
Sim, noturnos criadores irreverentes;
Qual vampiros, sedutores inerentes
Nas madrugadas ouvindo sonhos.
Transfigurando desejos obscuros
Em seus sambas e cordéis;
Versos e prosas em papéis
Que por vezes ficam na mesa
De um boteco, abandonados.
O que mais vale é o pensado!
Ter vivido ou inspirado
Isso sim que é viver,
Boêmia, direito de ser
Daqueles que vagam a noite.
Ganhando mais espinhos e açoite
Do que lírios, a colher.
RUMA
Sidney Santos
Já pra que é abarbar
Poesias não vou fazer
Hoje só vou escutar
O que você tem pra dizer
Versos matuto
Tempo de reflexão
Hoje só escuto
Estou de prontidão
Fala o que tem vontade
Não importa exatidão
O que vale é a lealdade
Expressa no coração
Do coração, é palavra
Fruto de santa lida
Faina de boa lavra
É o sangue da vida
Em homenagens aos poetas repentistas deste País.
E mesmo que o tempo faça você se afastar, quem sabe até me tire dos seus pensamentos, da sua vida... Eu sei que mais cedo ou mais tarde a gente vai se reencontrar, se reamar, se reiventar, como a gente sempre faz!
POrque é sempre assim quando eu quase esqueço você aparece, e vira meu mundo de pernas pro ar! Mais a conclusão é essa: A gente se pertence antes mesmo de nascer, mais ainda falta maturidade pra gente perceber isso!
CIGANA
Sidney Santos
Dança minha gitana
No sonho do baila comigo
Mostra beleza e gana
Deixa-me dançar contigo
Mulher sensualidade
Batidas dos pés e palma
Entoa o amor de verdade
Trazendo o reflexo d’alma
Baila ao som da guitarra
Solta teu lindo sorriso
Canta que é a vida é uma farra
É isso só que preciso
Eu costumava pensar que nos ficariamos felizes para sempre,mas algo sempre nos distancia.
Ontem,mais uma vez me fez chorar,e mais uma vez me fez sorrir.
Por quanto tempo vamos continuar assim?
Sabendo que tudo vai ter um fim,
Mas eu nao quero que acabe,mesmo que eu sofra,nao quero que acabe esse amor por quem tanto me fez sofrer e tanto me feliz.
Hoje a música começou a tocar no compasso de barulho de fogo queimando; É dela, e diga-se de passagem com muita graça, que veio a delicadeza de pés que insistem em não parar a onde está, e vai, pouco a pouco enchendo de beleza os olhos de quem vê a menina desenhando com sua forma incomum pequenos pedaços de sonhos a cada novo passo.
Hoje o embalo veio de quem resolveu acordar com o pé direito esquerdo e sem preguiça de ser quem se é; Ir correndo alcançar o que se deseja, e trazer consigo a vontade de não parar, mesmo que o ritmo se acabe e a coreografia tenha que se repetir.
Amanha talvez ela já não saiba mais se quer seguir o caminho da dança de todos os dias ou se quer começar a ensaiar novos rumos; Oscila como quem aprendeu a dançar por intuição de quem viu na melodia a oportunidade de construir não uma história qualquer, mas notas musicais que nenhum outro artista poderá compor. E tal qual é a vida: Se não quisermos ensaiar o nosso próprio espetáculo, não há quem queira ficar para aplaudi-lo.
Hoje eu escolhi ser a mocinha do filme, a queridinha do público, literalmente uma bonequinha de luxo.
Quero dizer, se eu puder ser alguma das categorias... no final das contas, eu me dou esse direito. Vou encenar o meu espetáculo agora, sem me importar com os críticos que me vigiam o tempo todo.
Vou me render as viagens de mim mesma: quero começar tomando meu chá, e assistindo aquele filme antigo que me faz sentir uma esperança, de ser igual a protagonista, incluso com todos os seus luxos. Ser criança, entrar nos livros e tentar encenar a menininha espivitada que se desperta com um beijo de amor. Vou me atrever a seguir contagiante como alguém capaz de percorrer todas as ruas da cidade luz, e pronunciar Je t'aime para vida!
Passei o canal. Assisto, ainda com meu chá, um musical. Sou voz e violão, corpo e dança. Começo a dançar a cada toque suave ao qual meu parceiro me submete, canto, me expresso e se necessário rasgo a roupa para ganhar aplausos do meu público. Broadway, Hollywood, começo a percorrer a calçada da fama. Sou estrela do meu teatro.
Arquitetei o meu figurino: Ora sou princesa, ora sou vilã; Vesti vestidos antigos, roupas de freiras e fantasias de heroínas. Quero me maquiar com todas as cores da minha maleta de maquiagens, mostrar que sou capaz de interpretar vários papeis, se eu quiser.
O cenário tão bonito: Escolhi o mundo para atuar. Quis passar por Europa, ter overdose de todos os mimos, guloseimas roupas e afins que me encantavam por lá. Me rendi aos continentes, vivi em alto mar! Conheci todos os lugares, fui todos os personagens.
Me entreguei ao ato de encenar, a amar, desfrutar, ou qualquer outra palavra que por um instante me transportasse ao meu mundo de sonhos um tanto quanto fúteis para quem não sabe o valor deles; Fui criança, cresci, morri, e compreendi através da minha televisão o quanto pude alcançar todo o repertório que mora dentro de mim. Todas as imagens, todos os roteiros, ainda quero dirigir; Quando desligo a tv, não ignoro meus novos papéis. Vou viver a vida lá fora que está chamando uma realidade distante, mas que não me faz desistir de encenar em um novo dia as infinitas pessoas que posso me tornar, baseadas em fantasias tão puras ardentes e quem sabe imprudentes; mas acima de tudo, totalmente minhas.
"Tô bem, sabe? Tô seguindo a vida, sem medo de errar, sem culpa, sem ter um passado para atormentar.
Ando tão bem comigo mesma, que sou capaz de sair só para me acompanhar.. sei que é confuso, mas é assim que decifro essas coisas que vem de mim.
Tô tranquila. Posso até passar na corda bamba, cair e voltar a subir mil vezes se for preciso.
Tô caminhando. Não importa se está chovendo ou um sol de rachar a cabeça. Não tô nem ligando.
Meus sentimentos são confusos, mas vou seguindo. Creio que com a vivência aprendo a me virar!"
