Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

' ESTRELA PRATEADA '


Quando o brilho dos olhos teus
Encontrou o brilho dos olhos meus,
Como uma estrela na noite a brilhar,
como faísca que arde meu coração ,
Farol que iluminou-me na escuridão ,


É Fogo ardente protetor do querer ,
É paixão que me domina sem ver.
Quando nossos olhos se encontraram ,
Foi um poema inspirando paz,
Como a estrela, no céu que brilha ,
E nada, nada ,nada se desfaz .


Você é uma estrela prateada ,
É amor que a vida embriaga ,
Que me mata de saudade
E meu coração invade ,
Com vontade de te ver ,
Por isso Eu busco...
Busco teus olhos brilhantes,
Que Brilham mais que diamantes
Para luzir nos meus !


Eu espero....
Quando a lua se for
Até quando o sol nascer,
Quando nossos olhos
Novamente se encontrarem
Numa paixão ardente
Num amor suavemente
No brilho de teus olhos
No calor de teus lábios quentes
Te amarei eternamente .


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservado Sob a Lei 9.610/98

' FLOR DE MARACUJÁ'


Esqueça o passado que tanto lhe fez chorar,
Acredite no amanhã, nele Deus proverá !
Dias melhores virão, o qual o Senhor te dará:
Paz para teu sorriso e para você amar .


Que no silêncio do anoitecer
O amor venha te abraçar
Como as ondas do mar que se vão
Sem se cansar de tornar.
Lembrando que o amor é contigo
Que os braços do Senhor é seu único abrigo


Com o tempo, a dor passa , você esquece
Pois o tempo te ensina de novo a sorrir
O dourado do sol você merece
e o amor volta novamente a florir


Você é flor especial, única...
Linda como uma flor de maracujá !
Sua vida não será regada com lágrimas,
mas sim com água de chuva ,
água de alegria, pois água é vida
Que cai do céu e rega terra, as flores....
Rosas Marias e Margaridas !


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

ÁGUIA


Se algum dia não mais lembrares de mim
Tenho certeza que isso é impossível,
Pelas rosas que cultivamos ,
O belo jardim que plantamos e que um dia morreu;
E tristemente os espinhos desse jardim
São direitos seus...
Eu carrego as flores coloridas
Que de certa forma enfeitam minha vida.
Afinal quem traiu não fui Eu.
Tu pra mim se tornartes invisível
Aventureiro, ignóbel, imprevisível.
Hoje sou livre como pássaros a voar
Sou um rio cristalino que deságua e se mistura com as lindas águas verdes do mar !
Ornar -mei como o brilho do luar,
Pintar-me como se fosse uma águia, indo além das nuvem e novamente na terra em algum lugar me abrigar;
Em frente seguirei rumo a luz que me transporta
Na alegria vou seguindo, pois não sou urtiga,
Tão pouco urtiga morta !


Maria Francisca Leite

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

O PRIMEIRO BEIJO

Me lembro com encanto
Meus lábios beijando os seus
Tinha sabor de morango com gotas suaves de mel

Seu beijo me transportou,
Dançando a valsa do amor
Num ritmo de alucinar
ao mesmo tempo na terra
Pelo brilho sereno da lua
Nas grandes ondas do mar

Te teus abraços e beijos
Sempre vou me lembrar
Como melaço de cana caiana
Meus lábios impregnar

Com todo amor e carinho
No rolar de nossos corpos
No amor serei fiel
Pois quem ama neste mundo
Merece de ouro maciço
Divino e lindo troféu

Impossível esquecer o sabor dos beijos teus
Naquela noite em festa
O primeiro beijo
Que você me Deu

' PAGINA MÁGICA '
Como vento adocicado que toca a alma,
Escrevo o amor numa página mágica
Meu coração numa balança calma
Num momento meio nostálgica


Sigo essa vida com muita satisfação
Escrevo meus versos com amor e paixão
São versos que vem de dentro
Seja lá qual for o momento
Bate forte esse coração
Num laço de inspiração
Que enfeita a alma
Como cheiro das flores de palma
Parece até alucinação.


Assim vou escrevendo, minhas mágicas páginas
Como fogo ardente que aquece as noites frias
No sussurro do vento, seja noite ou seja dia,
A ternura é meu desejo, em infinitos instantes
É tudo que mais quero dentro de seu abraço sincero
Nos raios do sol ou em noite enluarada
Em meu quarto florido, por Deus iluminada




Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.610/98

SILENCIOSAMENTE '


Amo-te no silêncio do meu coração,
Sob a luz da Lua, te amo no forte clarão,
Como abelha colhe o néctar da flor,
Não sei o que é isso, se isso não for amor.


Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente
No exato presente, ontem e agora .


Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .


Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te assim , não sentirei sua rejeição,
Silenciosamente serás Eterno em meu coração


Maria Francisca Leite

A Sua Dor Mora em Mim


Colecionei luas quebradas no fundo dos bolsos, pedras antigas que aprenderam a chorar antes dos rios, areias que se tornaram partículas de sangue, meu nome dormia entre galáxias apagadas, enquanto teus passos atravessavam constelações e sem perceber as cinzas que deixava marcadas em mim, havia um jardim escondido dentro do meu peito, onde só raposa de nove caudas, aquela que sempre guardava os seus segredos, a que sempre trazia água quando você tinha sede, aquela que daria a alma pra salvar a sua, a que roubou as estrelas pra você pousavam e descansar e pós sobre meus ombros, levando em lugares que você sempre quis visitar.
Eu sempre te chamava teu nome em idiomas que os ventos esqueceram, mas a madrugada devolvia em forma de silêncio, por que minha dor é a sua dor e a sua dor é a minha dor, eu me desfiz lentamente, como um planeta que escolhe cair na órbita de um sol que nunca o viu o verdadeiro brilho, as noites em Saturno parece inclinar-se sobre o mundo, como um velho sacerdote observando aquela raposa se perder no seu próprio amor que se tornou proibido.
E me destruir em você, como cristal lançado ao mar, como cometa que aceita morrer apenas para iluminar um céu, o seu céu, nas cidades invisível que construir, mas pontes que ergui entre universos, nos oceanos que dei seu nome, nas cartas que pedi ao vento que lhe entregasse, nos planetas que inventei para que você pudesse habitar, mas na sua realidade você não me escolheu.
Enquanto eu recolhia as luvas quebradas e você caminhava por outras estações, eu aprendi o idioma das auroras somente por que você amava escutar os cantos delas, enquanto meu coração contruia moradas, o seu seguia caminhos que nao levavam até mim.
A esperava que ainda restava me fez sentir que existe chance, só que isso aconteceu nos meus pensamentos, porque na sua realidade, na sua realidade, você nunca me escolheu, ainda bem que tive as ametistas que guardaram meus segredos, e as obsidianas beberam minhas lágrimas, Saturno, velho sacerdote do tempo, escreveu meu nome nos anéis do esquecimento, eu conversava com estrelas adormecidas, pedindo que levassem até você as cartas que nunca tive coragem de enviar, que falei pro vento sopra, mas os meteoros retornaram vazios, trazendo apenas poeira e inverno onde era mais frio que Urano, no templo das coisas impossíveis, acendi velas feitas de auroras, e cada chama dizia teu nome como se amar fosse uma espécie de feitiço capaz de dobrar o destino.
Talvez eu tenha sido oceano para quem precisava apenas de chuva
Talvez eu tenha sido eclipse para quem procurava somente a luz
Talvez eu tenha sido fogo pra quem precisava de água
Talvez eu tenha sido inverno pra quem precisava do verão
E mesmo assim, dividi meu céu, minhas estrelas, meus desertos e meus marés, carreguei tua ausência como quem carrega uma constelação inteira nos braços.
Por que a minha dor é a sua dor, e a sua dor se tornou minha dor, mas somente dentro do universo que criei, porque no mundo onde as horas respiram, onde as pessoas fazem escolhas e os dias seguem seu curso, você caminhou por outra estrada e eu fiquei entre planetas partidos, em eras de histórias que já foram contadas, entre pedras antigas e luas sem nome, aprendendo que algumas almas se encontram apenas para morar nos sonhos.
Talvez, em algum horizonte distante, eu descubra que o amor não era pesado e sim leve por inteiro, enquanto o céu contempla mais uma vez o meu jardim florescer lentamente.

A coragem não é a ausência do medo, mas sim o controle sobre ele.

Você nunca fará nada neste mundo sem coragem. Ela é a maior qualidade da mente ao lado da honra.

A coragem é a primeira das qualidades humanas porque é a qualidade que garante todas as outras.

"Os homens corajosos agem por honra.

Ela está confusa por ele,
ele está confuso por ela.
Ambos estão confusos.


Perdidos em meio à paixão,
um amor avassalador,
daqueles que parecem proibidos.


Ela clama por ele,
ele clama por ela.


O desejo de se tocarem,
a intensidade dos olhares,
a tensão quase palpável no ar,
os corações acelerados.


Os olhos se cruzam,
e ela vacila.
Seu olhar vagueia pelos lábios dele
e, por um instante,
imagina o gosto daquele beijo.


Então, no desespero,
ambos se afastam,
como quem se segura
para não ceder ao toque,


Mas lembra?


É um amor proibido.


Darão um jeito?
Dariam certo?


São incertos.
Mas, para ela, ele é uma certeza.
E ele... ainda está confuso

Eu não sei escrever poemas, sei escrever sentimentos,
Vontades não ditas, pensamentos reprimidos,
Desejos escondidos sob uma camada grossa de medo.
Medo das pessoas, medo dos julgamentos, apenas medo.
Poderia dizer que andei por mares e viajei por céus.
Mas não fiz isso, essa é minha verdade nua e crua,
Estou numa sala, em um pequeno apartamento
Escrevendo enquanto minha xicara de café esfria
Escrevendo o quanto eu sinto,
e não consigo falar.

Não consigo falar, por isso escrevo.
Não consigo expressar tudo o que sinto.


Queria poder me derreter em teus braços.


Queria que cuidasses de mim
como se cuida da rosa do Pequeno Príncipe.


Eu queria ser sua,
e queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.


Há pessoas a me cortejar,
mas de que me adianta,
se o cortejo que desejo
é unicamente o seu?


Se não tens intenções comigo,
tenha a decência de sair dos meus pensamentos.


Não é justo comigo,
pois sempre que fecho os olhos,
vejo você:
a postura ereta,
os dedos ágeis sobre o computador.


Vejo o nosso abraço,
onde senti o calor do teu corpo.


Vejo teus olhos
atrás das lentes dos teus óculos redondos,
e pensar neles me faz perceber
como combinam perfeitamente com teu rosto.


Então vejo teus lábios
e perco a noção do mundo.


Eu adoraria dizer tudo o que sinto.
Talvez escrever seja limitado,
porque meus pensamentos
são mais rápidos que meus dedos.

Eu escrevo porque não consigo falar.


As palavras se recusam a sair da minha boca,
então derramam-se no papel.


Queria poder me desfazer em teus braços,
encontrar neles um lugar onde o mundo
parasse de pesar.


Queria que cuidasses de mim,
como o Pequeno Príncipe cuidou de sua rosa.
Queria ser tua.
E, mais do que isso,
queria que escolhesses ser meu.


Não por obrigação,
mas por paixão.


Há quem me corteje.
Há quem tente conquistar meu olhar.
Mas de que me serve qualquer cortejo,
se o único que desejo
é o teu?


Se não tens intenção de permanecer,
tem a delicadeza de partir dos meus pensamentos.


Não é justo.


Toda vez que fecho os olhos,
és tu quem encontro.


Vejo tua postura ereta,
teus dedos ligeiros dançando sobre o teclado.
Revivo o nosso abraço,
o calor do teu corpo envolvendo o meu.


Vejo teus olhos por trás das lentes redondas,
e descubro, mais uma vez,
que teus óculos parecem ter sido feitos
para o contorno do teu rosto.


Então meu olhar encontra teus lábios.


E, nesse instante,
o mundo deixa de existir.

Talvez


Me pego pensando em ti:
em teus traços,
teus trejeitos,
o toque delicado das tuas mãos
e o aconchego do teu abraço.


Sei que não tenho chances contigo.
Por um atraso do destino,
vejo-te distante demais de mim.


Ainda assim,
queria que fosse real.


Queria que me dissesses o que sentes,
assim como, naquela noite qualquer,
eu te entreguei meus sentimentos,
ou pelo menos a parte deles
que tive coragem de confessar.


Tu não me queres longe,
mas também não me permites chegar perto o bastante
para que eu possa te sentir
na mesma intensidade
com que sinto você.


Talvez o melhor seja correr léguas para longe de ti.


E, ainda assim,
como fugir?


Nossos olhares foram intensos.
Intensos demais
para alguém que diz compreender
caso eu decida partir.


Mas...
e quanto aos meus sentimentos?


Juro que imaginei um futuro contigo.


Nós dois rindo numa noite qualquer,
na sala de estar,
depois de uma ou duas taças de vinho.
Um vinho suave,
como imaginei que seríamos.


Vinte.
O nosso número.


Engraçado...
Nunca me importei com ele.


E, se tu também não te importas,
por que não damos uma chance
a um talvez?

Entre o Toque e o Adeus




Sentir você tão perto.
Sentir o calor da sua pele.
Sentir o leve tremor das suas mãos.
Sentir o desejo que transborda do teu olhar.


Diz-me,
como isso não pode ser paixão?


Ou amor...
quem sabe.


Poderia ser uma cor,
qualquer uma,
desde que deixasse de ser
esse mundo em branco e preto.


Poderíamos criar um vermelho
que existisse apenas para nós.


Então você me beija,
me toca,
e, logo depois,
diz que não posso ser sua.


Se é assim,
por que continua alimentando
o que sabe que não pode florescer?


Eu te amo
para além do teu corpo.


Mas você...


Será que ama apenas o meu?

Xícara de Café


Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.


Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.


Escrevo porque dói.


Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.


Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.


Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.


Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.


Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.


Sou apenas alguém frágil.


Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.


E isso dói.


Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.


Estou com o coração ferido.


E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.

que te acompanho
eu sigo teus beijos
de cada banho
reflete como me vejo

perfeição em paixão
mentira que se desfaz
por cada erro, tua mão
como posso ver mais?

essa mente coletiva
parasitas e demônios
adoram e a comem viva
daqui por mais quilômetros

te importo de bondade
luxúria se dissipou
mesmo que terá verdade
não sou o que buscou

bastardo eu pensar
que teria algo especial
ao teu lado, sensacional
para nunca mais terminar

abrirei para trancar de vez
meu coração
orarei para que tu livrareis
minha condição
te dê surdez, e não ouvirá
minha canção.

O que faltou?
O que me moldou?
Onde me falhou?
O que me mandou?

Só parar de sentir
Por uma só vez
Já que não tenho a mentir
O que eu posso dizer?
Para você?

Me faltou algo sim
Mas o que foi que fez faltar?
Não tenho ninguém aqui
Para dizer e me soltar
Com tudo que sinto
Eu não queria trancar

Leve a carruagem
Das minhas mágoas
Para além da margem
Pois ninguém vai nas lagoas
Ninguém saiba do tremor
Que causa toda minha dor

Ah não, eu temo isso
Só queria abraço ao meu lado
Que não me faça me sentir sufocado
Mas na cabeça, me faço de palhaço
Problemático, confuso e lunático

O que me faz sentir?
Por que dessa vez?
Eu posso mentir
No que eu posso dizer?
Vai ficar tudo bem?
O que me faltou?

desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros

a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar

e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça

não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar

os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam

é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar

não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer

quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais

me lembro
ah, claro que sim
maldito agradecido
por tudo que te fiz

simpatia venenosa
sombrosa enganosa
te faz viver a mentira
por mais de milhas e milhas

estive para ver
eu te vi chorar
como um amigo
que devia estar

não, intrometido
sim, fui eu sim
por todos os vinhos
eu nunca me senti assim

tu que me envolveu
eu que tive quebrar
não te custou, plebeu
para o troco me levar

agora se passou o tempo
distante por semblante
da vila dos andantes
não irei mais passar
só para nunca mais
eu te encontrar