Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Princesa, não deixe a coroa cair




Helaine Machado

Princesa,
mesmo quando o mundo pesa
e os dias parecem longos demais…
não deixe a sua coroa cair.
Ela não é feita de ouro,
mas de tudo que você já superou,
de cada lágrima que virou força,
de cada vez que você se levantou.
Se o vento for forte, segure firme,
se a dor insistir, respire fundo—
porque dentro de você existe um reino
que ninguém pode destruir.
Princesa, você não é frágil…
é feita de luta, de luz, de recomeço.
Então, mesmo em silêncio,
lembre-se:
você nasceu para resistir e brilhar.
Helaine Machado

Câncer de próstata
Helaine Machado



No silêncio que muitos guardam,
existe um cuidado que precisa nascer.
Não é fraqueza olhar pra si—
é coragem de viver.
Entre medos e preconceitos,
há um corpo pedindo atenção,
um sinal que não deve ser calado,
um gesto simples de prevenção.
Ser forte também é se cuidar,
é quebrar o silêncio, falar,
é entender que o tempo é precioso
e a vida merece continuar.
Porque o verdadeiro homem
não foge do que precisa enfrentar—
ele se escolhe, se protege
e aprende também a se amar.
Helaine Machado

Ser Mulher, não é ser apenas uma maçã
Helaine Machado
Ser mulher não é apenas uma simples maçã,
não é fruto frágil ao toque do mundo,
nem sabor que se prova e se esquece.
Ser mulher é raiz que insiste na terra,
é flor que nasce mesmo entre pedras,
é força que dança entre dor e beleza.
É carregar universos no peito,
mesmo quando o mundo pede silêncio,
é ser tempestade e abrigo ao mesmo tempo.
Ser mulher não é ser metade —
é ser inteira, mesmo quando partida,
é ser luz… mesmo quando ninguém vê
Helaine Machado.

Chega
Chega de esperar o momento certo
como se a vida pedisse licença para acontecer.
Chega de adiar quem eu sou
por medo do que vão pensar.
Chega de colecionar silêncios bonitos
e engolir verdades necessárias,
de sorrir por educação
enquanto a alma pede ruptura.
Hoje não tem disfarce, nem pausa, nem meio termo.
Ou eu me escolho por inteiro,
ou continuo me perdendo aos poucos.
E perder a mim mesma…
isso já não cabe mais.
Helaine Machado

Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado

Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves

Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.

Utopia Mundial
O governo dos EUA diz que imigrantes são lixo.
Mas, pensando bem, cada lixo em sua lixeira… até que estamos bem.
Para que se preocupar com a Lei Magnitsky?
Talvez sobre mais para o PIX brasileiro.
Para que ir à Disney, se temos a areia de Ipanema?
Para que conviver com terroristas, se o tráfico causa terror a qualquer hora do dia?
Para que estudar as políticas de lá,
se aqui temos um presidente ex-presidiário,
um antigo presidente que disse que a Covid era apenas uma gripezinha,
e governadores que, para ganhar votos, fingem garantir segurança?
Sem falar em parlamentares com um pezinho no tráfico.
A polícia… já não sabemos de que lado joga na sociedade.
A bala, em vez de doce, mata inocentes.
As favelas viraram bairros no papel,
mas continuam descendo ladeira abaixo.
Temos um Cristo que representa a paz,
mas que todos os dias presencia uma guerra sem fim por pontos de droga.
Ônibus lotados num calor infernal, sem ar-condicionado.
BRT que finge oferecer segurança.
Trem sucateado.
E não esqueça: no início do ano, aumente a passagem.
Professores mal remunerados.
Médicos reivindicando salários.
Clínicas da família sem remédios para os miseráveis.
Enchentes todo ano,
mendigos ocupando as calçadas,
um país onde muitos passam fome
enquanto outros vivem de benefícios.
Alunos reprovados em várias matérias recebendo incentivos para continuar.
Trabalhadores lutando anos pelo INSS,
enquanto outros se aposentam sem contribuição.
Mas não podemos reclamar.
Cada um com sua sujeira… e seguimos.
Temos a “Princesinha do Mar”, reservada à classe média.
Temos Neymar caindo mais do que jogando.
Temos o trauma do 7 a 1.
Um hexa engasgado há mais de vinte anos.
Enquanto isso, feminicídios acontecem,
idosos são espancados na saída de banco,
e a sociedade segue confusa.
No fim das contas, todos só querem ser felizes.
Política, futebol, escândalos, promessas…
tudo se mistura como um grande espetáculo.
E o povo?
Rindo como palhaço, pagando tudo no parcelado.
Talvez tudo isso seja apenas o retrato de uma grande utopia mundial.
— Helaine Machado

“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado

Viver no Brasil, às vezes,
é sorrir por fora
enquanto algo grita por dentro.
É um país hospedeiro,
bonito na vitrine,
mas desigual nos bastidores.
De um lado,
os que limpam o chão,
que acordam cedo,
que carregam o peso do dia nas costas.
Do outro,
os que decidem,
que discursam,
que pouco sentem o peso da própria decisão.
A diferença não é só de dinheiro —
é de tratamento,
de respeito,
de humanidade.
Quando a lei alcança uns,
vem pesada, fria, sem escolha.
Quando toca outros,
vem leve, quase gentil.
E assim,
entre celas lotadas e salas refrigeradas,
o povo aprende a sobreviver —
não a viver.
Mas ainda assim,
no meio dessa revolta toda,
existe algo que não conseguem tirar:
a voz.
E é ela que, um dia,
pode mudar tudo.
Helaine Machado

Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado

Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado

Tempo Moleque
Um menino atrevido, impiedoso, jamais nos espera.
Seu tic-tac corta a vida como lâmina afiada,
um compasso que não retorna,
arrasta dia e noite sem pedir licença,
e ri de nossa impotência.
Brinca de nos surpreender,
adora novidades;
por instantes parece parar —
mas é uma armadilha,
uma ilusão que nos faz acreditar que dominamos.
Segundos e minutos escorrem como areia entre os dedos;
tentamos congelá-lo em uma fotografia,
mas ele escapa, zombando,
e nada jamais será o mesmo.
Passa, passa, e nos deixa vazios,
restando apenas lembranças que ardem.
Esse moleque cruel pinta e borda nossas vidas,
sem medir consequências, sem pedir perdão.
Nada detém o seu riso impiedoso:
o tempo moleque, tirano invisível,
faz de nós simples humanos
seu brinquedo favorito.
Helaine Machado

Virei a página
com mãos firmes e coração leve,
não porque esqueci,
mas porque escolhi continuar.
O que passou virou aprendizado,
não morada.
Não carrego mais o que me prende,
nem revisito o que me machuca.
Agora, cada linha é recomeço,
cada passo é coragem,
cada escolha é por mim.
Nova história não pede permissão —
ela nasce quando a gente decide viver.
E eu decidi:
não sou mais capítulo interrompido,
sou livro aberto
Helaine Machado

Não é sobre, é por que ser mulher
Helaine Machado
A mulher já nasce raiz,
moldada no ventre de sua mãe.
Carrega em si o início de tudo,
força que ninguém vê, mas sente.
É feminina, mas vira leoa,
quando o mundo ousa desafiar.
Sonha alto, com os pés no chão,
sem nunca deixar de acreditar.
É tempestade, é caos, é mar,
é silêncio que grita por dentro.
Mas quando se torna mãe,
renasce maior que o próprio tempo.
Não ouse pisar em seus passos,
nem duvidar do que ela é capaz —
porque dentro de uma mulher
existe um gigante em paz.
Helaine Machado

Mulher Quando Sai do Eixo
Helaine Machado
Tem dias que ela se desencontra de si,
como quem se perde no próprio caminho.
O sorriso falha, a voz se recolhe,
e o coração já não encontra ninho.
Quando a mulher sai do eixo,
o mundo ao redor também se inclina.
Nada mais cabe no lugar de antes,
nem a dor que insiste, nem a rotina.
Ela cansa de ser fortaleza,
de sustentar o que ninguém vê.
Por dentro, um grito contido:
“Quem cuida de mim, se não eu mesma, por quê?”
É no limite do silêncio
que ela quase se desfaz,
mas é também nesse abismo
que descobre o quanto é capaz.
Porque quando ela se rompe,
não é o fim — é transição.
É Deus ajeitando os pedaços
e devolvendo direção.
Helaine Machado

Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado

Faça agora o que o coração te pede,
não empurre a vida para depois.
O tempo é breve, escorre entre os dedos,
e o amanhã não faz promessas a ninguém.
Se for amar, ame hoje.
Se for falar, fale agora.
Se for recomeçar, dê o primeiro passo…
porque o depois, às vezes, nunca vem.
Helaine machado

Quando o mundo pesa em mim,
e o silêncio grita o que não sei dizer,
meu coração cansado Te procura,
como quem só precisa repousar em Você.
Minhas forças se desfazem no caminho,
meus passos já não sabem para onde ir,
mas no Teu colo encontro abrigo,
e em Tua presença volto a existir
Helaine machado

Pensar se torna um ato de sobrevivência. Questionar, uma forma de não aceitar o absurdo como normal.
Não se acostumar com o errado. Não silenciar diante do que fere.
Porque “não pirar” não é ignorar —
é entender, sentir, refletir… e ainda assim escolher não se perder.
Helaine machado

Que neste dia, mesmo nublado,
a luz encontre um jeito de te abraçar.
Que o céu cinza não pese no peito,
mas te ensine que até as nuvens passam.
Que haja calma no que você não entende,
força no que você precisa enfrentar,
e fé — daquela silenciosa —
que sustenta mesmo sem você perceber.
Porque nem todo dia precisa ser bonito por fora,
quando Deus já está cuidando de tudo por dentro.
Helaine Machado